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Abertura dos mercados: Petróleo com maior ciclo de ganhos em sete anos. Bolsas caem  

O petróleo continua a negociar em alta, o euro está a recuperara de mínimos e os juros de Itália prosseguem a tendência de subida. As bolsas europeias caem condicionadas pelas notícias relacionadas pelas relações comerciais entre a China e os EUA.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Maio de 2018 às 09:35
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Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,17% para 5.763,6 pontos

Stoxx 600 cede 0,3% para 394,6 pontos

Nikkei subiu 0,4% para 22.930,36 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 1,1 pontos base para 1,814%

Euro ganha 0,16% para 1,1813 dólares

Petróleo sobe 0,34% para 79,57 dólares em Londres 

 

Bolsas em queda com notícias da China

As notícias relacionadas com as negociações entre a China e os Estados Unidos para resolver a disputa comercial entre os dois países está a condicionar a evolução dos mercados accionistas. A notícia da Bloomberg de que a China estava disponível para reduzir o défice em 200 mil milhões de dólares impulsionou as bolsas asiáticas mas a imprensa chinesa já veio negar a informação, pelo que as bolsas europeias transaccionam em terreno negativo.

O Stoxx 600 cede 0,3% para 394,6 pontos, estando a ser pressionado pelas cotadas do sector tecnológico e de bens de consumo. Em Lisboa, o PSI-20 consegue contrariar a tendência, com uma subida de 0,17% para 5.763,6 pontos. É impulsionado pela Sonae, que reage em alta aos resultados do primeiro trimestre.

 

Euro recupera de mínimos

Depois de ter tocado em mínimos do ano em várias sessões desta semana, o euro está a recuperar terreno, valorizando 0,16% para 1,1813 dólares. A moeda europeia tem sido penalizada pelos indicadores que apontam para um abrandamento da economia, estes que devem atrasar a redução do programa de estímulos por parte do BCE. Em sentido contrário, os dados económicos nos EUA têm sido positivos, levando o mercado a descontar uma política monetária mais agressiva por parte da Reserva Federal. Isto tem também impulsionado os juros das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos, que hoje estão estáveis depois de terem fixado novos máximos desde 2011 acima de 3,11%.

Juros de Itália prolongam alta

Enquanto não há ainda um desfecho nas negociações entre o 5 Estrelas e o Liga para a formação de governo em Itália, os mercados continuam a mostrar nervosismo com o programa alegadamente anti-Europa que está a ser preparado pelos dois partidos populistas. Os juros das obrigações soberanas a 10 anos de Itália sobem 2,7 pontos base para 2,14%, sendo que os títulos de dívida de Portugal sofrem um agravamento mais contido (a "yield" avança 1,1 pontos base para 1,814%). O "spread" entre os títulos dos dois países está acima dos 30 pontos base.

 

Petróleo com maior ciclo de ganhos desde 2011

O petróleo continua a negociar em terreno positivo, embora ainda abaixo dos máximos de quatro anos que atingiu na sessão anterior, quando superou os 80 dólares em Londres. Hoje o Brent está a subir 0,34% para 79,57 dólares e o WTI em Nova Iorque avança 0,2% para 71,63 dólares.

No acumulado da semana, o Brent avança mais de 3% e em Nova Iorque soma mais de 1%. A matéria-prima caminha assim para a sexta semana consecutiva de ganhos, o que corresponde ao ciclo de ganhos mais prolongado desde 2011.

Esta tendência de ganhos no petróleo está relacionada com o aumento das preocupações de redução na oferta, sobretudo no Médio Oriente e na Venezuela, numa altura em que se avolumam os indicadores de reforço da procura, o que perspectiva o fim rápido da situação de desequilíbrio que o mercado petrolífero registou durante vários anos.


Há analistas que antecipam a subida até aos 100 dólares nos próximos meses, sendo que tudo vai depender de como evoluem as tensões geopolíticas e se há constrangimentos adicionais na produção.

"Há receios de que, depois da saída dos EUA do acordo nuclear com o Irão, o terceiro maior produtor da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) tenha que cortar as suas exportações a médio prazo", escreve o Commerzbank num comentário publicado esta quinta-feira.

"Nos próximos 18 meses, esperamos pressão sobre o equilíbrio global entre a oferta e a procura de petróleo devido ao colapso na produção venezuelana. Além disso, há riscos de queda das exportações iranianas", defende o Bank of America, numa nota onde admite que a matéria-prima possa superar a barreira dos 100 dólares, em 2019, dependendo dos acontecimentos geopolíticos. 

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