Mercados num minuto Abertura dos mercados: Petróleo e euro avançam. Bolsas europeias recuam

Abertura dos mercados: Petróleo e euro avançam. Bolsas europeias recuam

As principais praças europeias estão a negociar no vermelho. Lisboa lidera as quedas. Por outro lado, a moeda da Zona Euro está a recuperar das perdas recentes e o petróleo avança.
Abertura dos mercados: Petróleo e euro avançam. Bolsas europeias recuam
Bloomberg
Ana Laranjeiro 16 de maio de 2016 às 08:39

Os mercados em números

PSI-20 desvaloriza 1,42% para 4.821,23 pontos

Stoxx 600 cede 0,55% para 332,84 pontos

Nikkei valorizou 0,33% para 16.466,40 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 1,2 pontos base para 3,166%

Euro avança 0,12% para 1,1323 dólares

Petróleo em Londres cresce 1,53% para 48,56 dólares o barril

 

Bolsas europeias no vermelho

As principais praças do Velho Continente estão a negociar em terreno negativo. O PSI-20 lidera as quedas no Velho Continente, penalizado sobretudo pelas acções da EDP - que negoceiam hoje sem direito ao dividendo - que perdem 5,97% para 2,978 euros. O espanhol IBEX 35 perde 1,25% e é o segundo índice que mais perde. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,55%.

Na Ásia, a sessão foi de ganhos, com as acções a recuperarem de mínimos de um mês, numa altura em que a moeda nipónica, o iene, está a desvalorizar e os preços das matérias-primas recuperam.

Juros sem tendência definida
Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a negociar sem uma tendência definida, descendo nos prazos mais curtos e subindo nas maturidades mais longas. A dez anos, o prazo considerado de referência, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si, somam 1,2 pontos base para 3,166%. Na mesma maturidade, a divida alemã avança 0,3 pontos base para0,127%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 301,9 pontos.

Euro recupera

A moeda norte-americana esteve a valorizar depois de, na última sexta-feira, ter atingido máximos de seis semanas. O dólar foi impulsionado pelos dados que indicam que os gastos com o consumo atingiram a maior subida num ano, o que alimentou alguma especulação que os traders iriam fazer crescer as apostas numa subida dos juros, por parte da Reserva Federal dos EUA, ainda este ano. Porém, por esta altura, a moeda norte-americana está a travar os ganhos, permitindo ao euro recuperar das quedas recentes. A moeda da Zona Euro soma 0,12% para 1,1323 dólares

Brent acima dos 48 dólares

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. A marcar a negociação da matéria-prima está um relatório do Goldman Sachs que sublinha que o mercado vai, segundo a Bloomberg, passar para uma situação de défice este mês – um trimestre antes do estimado – devido à elevada procura e à queda da produção. O banco de investimento subiu as suas estimativas para a cotação do petróleo e antecipa que o mercado vai atingir, novamente, uma situação de excedente no início de 2017. O West Texas Intermediate soma 1,51% para 46,91 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, ganha 1,53% para 48,56 dólares por barril.

Alumínio recupera com travão da produção da China

O preço do alumínio está a subir depois de ser conhecido que a produção chinesa desta matéria-prima caiu. De acordo com os dados citados pela Bloomberg, a produção chinesa recuou 1,2% em Abril, quando comparado com o período homólogo do ano passado, para 2,57 milhões de toneladas. A cotação do alumínio sobe 1,4% para 1.557 dólares por tonelada métrica. 

Destaques do dia

Prazo para investir nas OTRV acaba esta segunda-feira. As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) foram colocadas "à venda" a 26 de Abril, mas o prazo está agora a chegar ao fim.

 

Factura dos imóveis na banca em recorde. Os maiores bancos nacionais têm mais de sete mil milhões de euros em imóveis no balanço. É um máximo desde, pelo menos, o pico da crise. Um problema que é, agora, resultado das falências das empresas.

 

É "inaceitável" que Bruxelas aplique sanções a Portugal. António Saraiva, presidente da CIP, afirma que a Comissão Europeia não se pode tornar num "factor de instabilidade" aplicando sanções a Portugal por incumprimento das metas do défice

 

António Saraiva: "Estamos preocupados com a espanholização da banca". O líder da CIP diz que é preciso encontrar um instrumento que retire da banca o crédito malparado, que neste momento ronda os 20 mil milhões de euros. Sem isso, avisa, não será possível financiar as empresas.

 

Segurança Social vai facilitar pagamentos a 150 prestações.O Governo anuncia esta segunda-feira o plano de acção que permitirá encaixar 200 milhões com o combate à fraude e evasão na Segurança Social. Uma das novidades passa por voltar a flexibilizar os pagamentos a prestações, atraindo mais devedores para o sistema.


O que vai acontecer esta segunda-feira

Indicadores em Portugal. O INE divulga a actividade turística em Março.

Relatório do Banco de Portugal. O regulador do sistema bancário nacional publica o seu relatório anual, relativo a 2015.

EDP em ex-dividendo. As acções da eléctrica deixam de dar direito ao dividendo de 0,185 euros. 




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