Mercados num minuto Abertura dos mercados: Tarifas dos EUA e Fed deixam Europa na retranca. Juros sobem

Abertura dos mercados: Tarifas dos EUA e Fed deixam Europa na retranca. Juros sobem

A reunião de dois dias da Reserva Federal dos EUA está a centrar as atenções dos investidores. No entanto, a falta de novidades nas negociações entre os EUA e a China está a deixar os mercados nervosos. Novas tarifas entram em vigor a 15 de dezembro.
Abertura dos mercados: Tarifas dos EUA e Fed deixam Europa na retranca. Juros sobem
Reuters
Gonçalo Almeida 10 de dezembro de 2019 às 09:36

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,25% para 5.148,74 pontos

Stoxx 600 perde 0,51% para 404,30 pontos

Nikkei desvalorizou 0,09% para 23.410,19 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos seguem inalterados nos 0,382%

Euro avança 0,09% para 1,107 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,02% para 64,26 dólares o barril

 

Europa cai antes da reunião da Fed
Os principais mercados europeus abriram a sessão de hoje em queda, com o Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da região a perder 0,51% para os 404,30 pontos. 

O foco de hoje está na reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos, que começa ainda esta terça-feira e vai prolongar-se até amanhã. Esta reunião de dois dias da Fed arranca em Washington, um acontecimento que os investidores vão acompanhar de perto, uma vez que nas últimas três reuniões cortou os juros diretores.

Desta vez, os analistas não esperam alterações, depois do presidente do banco central, Jerome Powell, ter dito que as taxas iriam ficar inalteradas nos próximos tempos. 

A ecoar no sentimento do mercado estão também as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, que não tiveram qualquer novidade e, caso o cenário permaneça inalterado, Washington vai mesmo avançar com a imposição de novas tarifas sobre produtos importados da China já a partir do próximo dia 15 de dezembro. 

A expectativa era de que os dois países chegassem a um entendimento até lá, que evitasse o agravamento, mas até agora não há qualquer sinal de acordo.

Por cá, o índice PSI-20 perde 0,25% para os 5.148,74 pontos, pressionado pelo BCP, que desliza 0,52% para 19,25 cêntimos e pela Galp que desce 0,55% para 14,43 euros.  

 

Juros na Zona Euro sobem
Os juros nos países da Zona Euro seguem hoje em alta, depois das volumosas quedas de ontem. Os juros da dívida alemã a dez anos, a referência para o bloco central, sobem 1,4 pontos base para os -0,297%. Em Itália, a situação é idêntica, e os juros transalpinos a dez anos sobem 1,1 pontos base para os 1,284%.

Por cá, os juros portugueses seguem inalterados nos 0,382%.

Libra aprecia de olho nas eleições. Euro sobe
As eleições gerais do Reino Unido estão marcadas para a próxima quinta-feira, 12 de dezembro, e a libra tem beneficiado com as sondagens que dão a vitória ao Partido Conservador, liderado pelo atual primeiro-ministro britânico Boris Johnson, uma vez que esse cenário evitava uma nova mudança política no país. Hoje, a libra aprecia 0,08% para os 1,315 dólares. 

À imagem da libra, também o euro valoriza 0,09% para os 1,107 dólares. 

 

Petróleo misto, mas perto de máximos
Os preços do petróleo seguem a negociar de forma mista, mas ainda assim perto dos máximos de 12 semanas atingidos na semana passada, altura em que a OPEP + (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados, liderados pela Rússia) decidiu oficializar os cortes na produção coletiva. 

O preço do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, ganha 0,02% para os 64,26 dólares por barril. Já o WTI perde 0,05% para os 58,99 dólares por barril.

Por esta altura, os investidores estão já a olhar para a divulgação de "stocks" de petróleo dos Estados Unidos de amanhã. 

 

Ouro sobe com incerteza nos mercados
O ouro, considerado um ativo de refúgio procurado pelos investidores em alturas de maior turbulência externa, segue hoje a valorizar 0,18% para os 1.464,27 dólares por onça, como consequência da incerteza que se vive nos mercados. O acordo entre os Estados Unidos e a China tarda em chegar e, com a aproximação da data de imposição de novas tarifas, os investidores optam por se afastar do risco. 

 




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