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Abertura dos mercados: Trump volta a ameaçar China e Europa regressa ao vermelho. Juros caem em dia de IGCP

O presidente norte-americano quebrou o silêncio em relação às negociações comerciais com a China para salientar que a aplicação de novas tarifas ainda está em cima da mesa. A Europa abandona o verde após três sessões de ganhos.

Bloomberg
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Os mercados em números
PSI-20 desvaloriza 0,28% para os 5.248,57 pontos
Stoxx 600 cai 0,10% para os 388,72 pontos

Nikkei desceu 0,31% para 21.469,18 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos deslizam 3,7 pontos base para 0,511%
Euro recua 0,02% para os 1,1209 dólares

Petróleo valoriza 0,37% para 64,59 dólares por barril em Londres


Europa abandona trio de "vitórias"
 

As bolsas europeias seguem em trajetória descendente. O agregador das 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, cai 0,10% para os 388,72 pontos, ficando-se pelo vermelho pela primeira vez em quatro sessões.

 

A abalar os mercados internacionais estão novas declarações de Trump acerca do conflito comercial com a China. O presidente norte-americano relembrou que tarifas podem ser usadas novamente como arma para persuadir os chineses, ao mesmo tempo que lamentou não ter sido atingido um acordo à primeira tentativa – por rejeição da contraparte.

 
"Temos um longo caminho a percorrer no que diz respeito às tarifas com a China. Temos mais 325 mil milhões de dólares de bens que podemos colocar tarifas, se quisermos", disse o presidente dos Estados Unidos. 

Os investidores terão ainda, esta quarta-feira, 17 de julho, acesso a novas pistas sobre o Estado da economia europeia e norte-americana, revelações que condicionarão a atuação dos bancos centrais. Na Europa vai ser divulgada a inflação da zona euro e lá fora a Fed publica o Livro Bege.


 

Por cá, o PSI-20 alinha na tendência negativa e cai 0,28% para os 5.248,57 pontos. A EDP e o BCP são os "pesos pesados" que se destacam no vermelho.

 

Juros caem pela terceira sessão 

Os juros da dívida portuguesa  a dez anos deslizam 3,7 pontos base para 0,511%, marcando a terceira sessão de alívio consecutiva.  Hoje é ainda dia de o instituto que gere a dívida pública nacional, o IGCP, regressar ao mercado com uma emissão de curto prazo, a seis meses e um ano. O IGCP procura angariar entre 1.250 e 1.500 milhões de euros. Da última vez que foi ao mercado emitir dívida de curto prazo, o IGCP conseguiu juros ainda mais negativos.

 

A Alemanha apresenta uma tendência semelhante ao quebrar 2,6 pontos base para os -0,272%, números que colocam o prémio da dívida portuguesa face à germânica nos 78,3 pontos base. 

 

Euro em mínimo de uma semana

A moeda única europeia segue a desvalorizar uns ligeiros 0,02% para os 1,1209 dólares, um registo que dita três sessões de perdas para o euro e o regresso aos níveis a que cotava no passado dia 9 de julho.

 

A divisa do Velho Continente subjaz ao dólar numa altura em que os investidores aguardam expectantes as declarações da Reserva Federal norte-americana e as respetivas pistas acerca das possíveis descidas de juro este ano. "O dólar deve mover-se numa amplitude reduzida e esta tendência deverá manter-se até que o mercado confirme os resultados da reunião do comité da Fed deste mês", comenta um analista da Sony Financial Holdings, Kumiko Ishikawa, em declarações à Bloomberg.

Petróleo recupera de forte tombo

As novas ameaças de Donald Trump à China provocaram uma queda acentuada nas cotações do petróleo no final da sessão de terça-feira, sendo que no arranque da sessão de hoje a matéria-prima está a conseguir recuperar. O Brent em Londres valoriza 0,37% para 64,59 dólares, depois de ter sofrido uma queda superior a 3% na véspera. O WTI, que transaciona em Nova Iorque, soma 0,1% para 57,68 dólares.

 

A menor tensão no Médio Oriente também está a contribuir para a tendência negativa nos preços do petróleo, já que o presidente dos Estados Unidos afirmou na terça-feira que existem "muitos progressos" nas negociações com o Irão.

 

Ouro em queda pela terceira sessão

Os dados económicos favoráveis que foram divulgados nos Estados Unidos (as vendas a retalho e a produção industrial aumentou acima do esperado em junho) impulsionam o dólar e tiram força ao ouro, já que vem contrariar a expectativa de uma redução mais pronunciada na taxa de juro da Reserva Federal. O metal precioso desce 0,2% para 1.403,39 dólares a onça, sendo que apesar de estar a perder terreno pela terceira sessão persiste acima dos 1.400 dólares no mercado à vista em Londres. 

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