Mercados num minuto Abertura dos mercados: Vontade da China e da Alemanha em travar crise anima bolsas e euro

Abertura dos mercados: Vontade da China e da Alemanha em travar crise anima bolsas e euro

A decisão da China que visa apoiar as empresas a garantirem financiamento e a abertura da Alemanha para adotar estímulos estão a reforçar a confiança dos investidores nos mercados acionistas e a apoiar o euro. Crude valoriza cima de 1% após ataque de drone na Arábia Saudita.
Abertura dos mercados: Vontade da China e da Alemanha em travar crise anima bolsas e euro
Reuters

Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,88% para 4.846,36 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,90% para 372,97 pontos
Nikkei avançou 0,71% para 20.563,16 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos crescem 3 pontos base para 0,122%
Euro ganha 0,08% para 1,1099 dólares
Petróleo em Londres avança 1,07% para 59,27 dólares por barril

Estímulos na China e Alemanha dão força às bolsas 
As principais bolsas do Velho Continente começaram a semana iniciada nesta segunda-feira, 19 de julho, a transacionar em alta generalizada, com o índice de referência europeu Stoxx600 a avançar 0,90% para 372,97 pontos, apoiado pelas subidas registadas em todos os setores, embora as mais expressivas digam respeito às matérias-primas e ao setor da banca e automóvel.

 

Em Lisboa, o PSI-20 segue a tendência com uma valorização de 0,88% para 4.846,36 pontos, o que significa que a bolsa nacional negoceia em máximos de uma semana numa manhã em que o BCP valoriza 1,45%.

 

Em destaque na Europa está o Deutsche Bank que aprecia 2,71% para 6,327 euros.

 

A contribuir para o otimismo nas bolsas europeias está a disponibilidade do governo alemão para deixar cair a política de orçamentos equilibrados a fim de estimular a economia e responder a uma eventual recessão. Num cenário de crise, o executivo germânico poderá avançar com estímulos na ordem dos 50 mil milhões de euros.

 

Também a apoiar o sentimento está o anúncio feito sábado pelo Banco Popular da China, que ajudou os títulos chineses a registarem esta manhã a maior subida diária desde julho.

 

A autoridade monetária chinesa revelou um plano de reforma do mecanismo das taxas de juro cujo principal objetivo passa por baixar os custos de financiamento para as empresas chinesas e assim responder aos sinais de arrefecimento económico.

 

Juros voltam a subir na Zona Euro
Os juros das dívidas públicas no espaço da moeda única negoceiam em alta no mercado secundário pela segunda sessão consecutiva.

 

Estas subidas acontecem numa fase de maior otimismo quanto à disponibilidade de grandes economias como a alemã e a chinesa para reagiram aos indicadores de abrandamento da economia global que fazem mesmo temer o regresso a um período de recessão.

 

Esta maior confiança devolve o apetite dos investidores pelos mercados acionistas, o que, por sua vez, diminuiu a procura por ativos considerados mais seguros como é o caso das obrigações soberanas das dívidas mais sustentáveis da Zona Euro.

 

Assim, a taxa de juro associada aos títulos soberanos de Portugal a 10 anos avança 3 pontos base para 0,122%, enquanto a "yield" correspondente às "bunds" com a mesma maturidade cresce 2,4 pontos base para -0,665%.

 

Tendência idêntica à verificada na negociação dos títulos soberanos de Itália e Espanha que no prazo de referência a 10 anos escalam 5,6 e 2,9 pontos base para 1,442% e 0,099%, respetivamente.


Euro recupera de maior queda semanal em quase dois meses

A moeda única europeia está a valorizar pela primeira vez em cinco sessões, estando nesta altura a apreciar 0,08% para 1,1099 dólares.

 

O euro está assim a recuperar parte das perdas acumuladas na última semana, que terminou com a maior desvalorização semanal da moeda europeia em quase dois meses.

 

Esta subida do euro é também motivada pela abertura de Berlim a inverter a respetiva política orçamental enquanto resposta a um potencial cenário de crise.

Petróleo sobe mais de 1% após ataque com drone na Arábia Saudita

O petróleo está a valorizar pela segunda sessão consecutiva, depois de um ataque com um drone num campo de exploração da Arábia Saudita ter virado novamente as atenções para os riscos geopolíticos. De acordo com a Bloomberg, rebeldes do Iémen atacaram instalações de petróleo e gás no campo de Shaybah, no sudeste do país, no fim de semana. O ataque, contudo, resultou apenas num pequeno incêndio, não tendo havido qualquer interrupção na produção, adiantou a Saudi Aramco em comunicado.

 

A contribuir para a subida da matéria-prima estão ainda as notícias de que os Estados Unidos e a China já retomaram as conversações para resolver o conflito comercial, o que ajudou ao otimismo dos investidores.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 1,18% para 55,52 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, soma 1,07% para 59,27 dólares.

 

Ainda assim, o petróleo desvaloriza quase 17% desde o pico de abril, devido aos receios em torno da guerra comercial, que penaliza as estimativas para o crescimento global. Embora uma série de ataques a petroleiros e instalações de energia no Médio Oriente tenham dado algum suporte temporário aos preços, o excesso de oferta continua a ser a principal preocupação do mercado.

 

Ouro desce pela segunda sessão

O ouro está a perder terreno pela segunda sessão consecutiva, com os investidores a favorecerem ativos de maior risco, como as ações. Isto depois de o presidente dos Estados Unidos ter confirmado que o país retomou as conversações com a China, ainda que tenha sugerido que não espera um acordo para já.

 

Esta evolução acontece ainda numa altura em que os investidores aguardam pelo discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, em Jackson Hole, na sexta-feira, para tentarem perceber se a Reserva Federal continuará a cortar os juros, depois da descida anunciada em julho.

 

Nesta altura, o ouro cai 0,74% para 1.501,88 dólares, enquanto a prata recua 0,95% para 16,9500 dólares. 




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