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Abertura dos mercados: Bolsas europeias e petróleo em alta

As principais bolsas europeias seguem com sinal positivo, numa altura em que o mercado aguarda pela divulgação de dados económicos nos EUA. Os preços do petróleo interromperam as perdas para voltarem ao verde.

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Os mercados em números

PSI-20 soma 0,74% para 4.746,55 pontos

Stoxx 600 sobe 0,42% para 344,96 pontos

Nikkei valorizou 0,23% para 16.926,84 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cede 0,8 pontos para 3,032%

Euro cede 0,17% para 1,1139 dólares

Petróleo em Londres avança 0,64% para 47,19 dólares o barril

Bolsas europeias com sinal mais

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo nesta quinta-feira, 1 de Setembro. O PSI-20 lidera os ganhos no Velho Continente ao somar 0,74%, seguido de Paris, com o CAC40 a crescer 0,68%. O Stoxx 600, índice de referência, avança 0,42%. Este comportamento das praças europeias têm lugar numa altura em que o mercado aguarda pelos dados do emprego nos EUA, que vão ser anunciados amanhã, para procurarem pistas sobre quando vão subir os juros na maior economia do mundo.

 

Na Ásia, o dia foi sobretudo de ganhos, numa altura em que a negociação de vários metais industriais segue com sinal positivo, animados pelos dados económicos que sugerem que a produção está a melhorar na China, a segunda maior economia do mundo, de acordo com a Bloomberg. No Japão, o Nikkei subiu 0,23% e o Tpix ganhou 0,59%. Na China, o Shanghai Composite desce 0,72%. Por outro lado, em Hong Kong o Hang Seng valorizou 0,75%.

Juros sem tendência definida 24 horas após leilão

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a negociar sem uma tendência definida. Ontem, Portugal foi ao mercado com um leilão de dívida a cinco e a dez anos. Na maturidade mais longa, o Tesouro colocou 550 milhões de euros com uma taxa de 3,027%, segundo dados avançados pela Bloomberg, o que compara com o juro de 3,093% na última emissão comparável, realizada em Julho. Nos títulos a cinco anos, o Estado colocou 450 milhões de euros com uma taxa de 1,87% (na última operação neste prazo havia sido 1,843%).

Também esta quarta-feira, o BPI ter defendeu que a DBRS vai manter o "rating" de Portugal e que o Orçamento do Estado será aprovado, com o apoio do PCP e do BE.


A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si descem 0,8 pontos base para 3,032%. No caso da dívida alemã com o mesmo prazo, as "yields" somam 1,3 pontos base para -0,051%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 306,3 pontos.


Dólar à espera de dados do emprego

Em relação ao iene, moeda japonesa, o dólar colocou um ponto final a uma série de sete sessões de ganhos. Este comportamento tem lugar numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de dados relativos ao emprego nos Estados Unidos da América. Com estes números, o mercado vai procurar perceber quando é que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai subir os juros. Por esta altura, o dólar recua 0,05% para 103,38 ienes. Já em relação ao euro, o dólar soma 0,18% para 0,8978 euros.

 

Petróleo sobe pela primeira vez em quatro sessões

As garantias da Arábia Saudita de que não aumentará a produção de petróleo para a sua capacidade máxima estão a contribuir para a subida dos preços do barril na sessão de hoje. Em entrevista televisiva, o ministro do petróleo daquele país, Khalid Al-Falih, disse não ver necessidade de aumentar a produção, numa altura em que se aguarda, este mês, que os membros do cartel da OPEP discutam a possibilidade de estabilizar os preços.

Os ganhos, os primeiros em quatro sessões – de 0,64% no brent para 47,19 dólares por barril e de 0,78% no WTI para 45,05 dólares – ocorrem mesmo depois de conhecida a expansão de inventários nos EUA pela segunda semana consecutiva.

 

Ouro recupera de mês negativo

O preço do metal amarelo iniciou Setembro a prolongar as perdas, depois de um mês anterior negativo, pressionado pela especulação de aumento em breve de juros nos EUA que leva esta quinta-feira o seu valor para mínimos de mais de dois meses. O preço por onça de ouro está nos 1.306,89 dólares, recuando em 0,16%, com os investidores atentos a mais dados sobre a maior economia do mundo. Esta sexta-feira aguarda-se a divulgação do relatório do emprego, que saindo reforçado poderá dar à Reserva Federal norte-americana argumentos para levar a cabo em breve uma nova subida no preço do dinheiro. 


Destaques do dia

CTT e REN: As menos arriscadas de Lisboa. Apesar da ligeira queda, a bolsa portuguesa registou o Agosto mais calmo em dez anos. O Negócios fez as contas e apresenta-lhe as acções nacionais que estão menos e mais expostas ao risco. CTT e REN destacam-se pela positiva. A banca está no extremo oposto.

 

Toda a periferia tem mais risco que o PSI-20. A bolsa de Lisboa destaca-se da periferia pelo menor risco, mas o indicador esconde os fracos retornos. A brilhar está o norte da Europa.

 

Investimento em PPR cai 35% até Julho. A quebra dos retornos oferecidos pelas seguradoras nos novos contratos tem vindo a afastar os investidores destes produtos de poupança para a reforma. A tendência deverá manter-se nos próximos meses.

 

Capital para a CGD apaga chumbo no teste de stress. A CGD chumbou nos testes de stress do BCE. Foram detectadas insuficiências de mais de 2.000 milhões no cenário mais adverso. Plano de capitalização já aprovado por Bruxelas e que António Domingues vai concluir resolve este problema e dá folga de solidez à Caixa.

 

Costa sai ileso de um Verão com muitos problemas. Até Julho, o Verão estava a correr bem. A partir daí, sucederam-se os problemas para o Governo: incêndios, secretários de Estado no Euro a convite da Galp e até a recapitalização da Caixa. Mas Costa ultrapassou-os e está pronto para a rentrée.

 

Educação, saúde e cultura são prioridades do OE para 2017. Orçamento do Estado para 2017 vai continuar a devolver rendimentos. Pensões mais altas deixam de ter cortes e sobretaxa de IRS termina para todos os contribuintes.

 

Procura interna: aposta do Governo está a desiludir. Há três anos que a procura interna não crescia a um ritmo tão lento como aquele que foi observado no segundo trimestre deste ano. Consumo das famílias desacelerou e investimento afundou. Ainda assim, crescimento do PIB foi revisto em alta para 0,9%.


O que vai acontecer hoje

Indicadores na Zona Euro. O Eurostat divulga a actividade industrial, medida pela Markit, em Agosto.

Dados económicos nos EUA. São conhecidos os números relativos aos novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 27 de Agosto.

Números na indústria. É divulgado o índice PMI para a indústria da Markit, nos EUA, em Agosto.

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