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Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda, asiáticas em alta

As bolsas asiáticas negociaram no verde depois de o PIB chinês ter crescido 6,7% no segundo trimestre. Com o japonês Topix a negociar em máximos de 10 de Junho. Na Europa o sentimento na abertura da sessão é o oposto, registando-se quedas generalizadas depois do ataque de Nice.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Julho de 2016 às 08:45
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Os mercados em números

PSI-20 cai 0,62% para 4.556,32 pontos

Stoxx 600 recua 0,23% para 337,72 pontos

Nikkei sobe 0,68% para 16.497,85 pontos

"Yield" da dívida de Portugal a 10 anos recua 0,8 pontos base para 3,107% no prazo a 10 anos

Euro sobe 0,05% para 1,1126 dólares

Brent cai 0,99% para 46,90 dólares

Bolsas europeias em queda

Depois de na última sessão terem regressado a terreno positivo, as bolsas europeias iniciaram o último dia da semana em queda, no dia seguinte a mais um ataque terrorista em França. O atentado da noite de quinta-feira em Nice fez pelo menos 84 mortos. O índice de referência europeu Stoxx 600 recua 0,23%, com praticamente todas as principais praças em queda. As excepções são Milão e Londres, que oscilam entre ganhos e perdas muito ligeiros. 

 

Topix em máximos de 10 de Junho
O índice bolsista japonês Topix negociou no valor mais elevado desde 10 de Junho, na quinta sessão seguida a valorizar. O Topix registou mesmo o maior ganho semanal desde 2009, beneficiando da desvalorização da moeda nipónica, um factor que poderá beneficiar as exportações do país. Com eleições para a câmara alta do Parlamento do país no domingo, os investidores acreditam que o primeiro-ministro Shinzo Abe continuará a adoptar políticas de apoio ao crescimento económico.

 

Mercado de dívida em queda

A taxa de juro exigida pelos investidores nos mercados secundários para comprarem dívida pública portuguesa está a recuar 0,8 pontos base para 3,107% no prazo a 10 anos. Em Espanha verifica-se a mesma tendência, com a "yield" a 10 anos a cair 0,4 pontos para 1,522%. Também a "yield" da Alemanha está a descer 0,5 pontos para -0,045%.

 

Libra sobe face ao dólar

Depois de ontem o Banco de Inglaterra ter decidido manter inalterada a taxa de juro directora do país em 0,5%, a libra está a valorizar 0,52% para 1,3413 dólares.

 

Já o euro está a subir ligeiramente contra o dólar, com a moeda europeia a somar ligeiros 0,05% para 1,1126 dólares.

 

Petróleo cai 1%

Tanto em Londres como em Nova Iorque o preço do petróleo segue a desvalorizar em torno de 1%. O Brent londrino recua 0,99% para 46,90 dólares, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate está a perder 1,01% para 45,22 dólares. A contribuir para esta tendência está a previsão dos analistas do BNP Paribas que perante a quebra no consumo da matéria-prima antecipam que o preço do ouro negro venha novamente a recuar para perto de 40 dólares por barril.

 

Yuan em alta após crescimento do PIB chinês

O PIB da China avançou 6,7% do segundo trimestre deste ano comparativamente com o período homólogo, uma performance ligeiramente acima do crescimento de 6,6% que era antecipado pelos analistas. Os investidores acreditam que o governo chinês continuará a implementar medidas de apoio à segunda maior economia mundial. O yuan reagiu em alta, alcançando a maior valorização registada durante esta semana. As bolsas chinesas fecharam a sessão em alta.

 

Ouro em queda

O ouro está a descer 0,19% para 1.332,75 dólares por onça.

Destaques do dia

Reembolsos do IRS podem complicar contas do défice. Em 2014, no espaço de um mês e meio, o Governo apresentou três versões da reforma doIRS, cada uma mais generosa do que a outra, sem actualizar as contas quanto ao seu custo nem fazer reflectir a totalidade das mexidas nas tabelas de retenção na fonte. A factura chega agora, com reembolsos superiores aos do ano passado, que poderão complicar as contas do défice. 


Caixa e BES ameaçam défice por vários anosA banca promete continuar a ser uma dor de cabeça para os responsáveis pela gestão orçamental este ano e nos seguintes. Em 2016, a grande ameaça surge da recapitalização da CGD que poderá rondar os 4 mil milhões de euros (2,2% do PIB), mas não é a única. O BES, que já tramou as contas de 2014, poderá continuar a custar dinheiro aos contribuintes, com impacto nas metas relevantes para Bruxelas.

Tomada de posse da nova equipa da Caixa ainda sem data marcadaO Negócios apurou que não há data marcada para o efeito, até porque ainda falta terminar o processo de validação dos 19 nomes que foram enviados aos reguladores. O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse, no final do mês passado, que a nova equipa liderada por António Domingues deveria entrar em funções em Julho. Já depois disso, Marcelo Rebelo de Sousa avançou mesmo uma data para a posse quando, a 5 de Julho, apontou que ocorreria dentro de "10 a 12 a dias". Mas nada está marcado.

BCP questiona dinheiro para a CaixaBCP decidiu questionar Bruxelas sobre a operação de capitalização da Caixa Geral de Depósitos, apurou o Negócios. Por trás desta decisão estará o facto de o banco liderado por Nuno Amado duvidar que o Estado possa injectar 4.000 milhões de euros na instituição numa lógica de investidor privado, quando a CGD apenas necessita de 2.000 milhões para cumprir as exigências de solidez. Além disso, o BCP terá receio das consequências que uma sobre-capitalização da Caixa poderá ter no resto do sistema.

O que vai acontecer hoje

Preços na Produção Industrial. INE anuncia os valores de Junho


Banco de Portugal. Boletim oficial


Eurostat. Índice de preços no consumidor em Junho e balança comercial em Maio


EUA. Índice de preços no consumidor em Junho 

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