Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo no vermelho

Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo no vermelho

As principais praças europeias estão a negociar em queda. Tendência semelhante verifica-se na cotação do petróleo e na negociação do euro. Os juros da dívida pública nacional estão a negociar sem tendência definida.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo no vermelho
Bloomberg
Ana Laranjeiro 31 de agosto de 2016 às 08:44

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,54% para 4.684,76 pontos

Stoxx 600 desliza 0,08% para 344,49 pontos

Nikkei valorizou 0,97% para 16.887,40 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos soma 0,2 pontos para 3,028%

Euro cede 0,02% para 1,1140 dólares

Petróleo em Londres recua 0,10% para 48,32 dólares o barril

Bolsas no vermelho
As principais praças europeias estão esta quarta-feira, 31 de Agosto, a negociar em queda. O PSI-20 lidera as perdas no Velho Continente ao recuar 0,54%, seguido do germânico DAX, que desce 0,35%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,08%.

Por outro lado, as praças japonesas terminaram o dia no verde, numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação de dados económicos relativos ao emprego nos Estados Unidos para tentarem perceber quando é que a Reserva Federal dos EUA deverá voltar a subir os juros. O Nikkei somou 0,97% e o Topix cresceu 1,27%.

Juros sem tendência definida em dia de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar sem uma tendência definida no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, as "yields" somam 0,2 pontos base para 3,028%. Este comportamento tem lugar num dia em que o Tesouro nacional regressa ao mercado com uma emissão de dívida. O instituto que gere a dívida pública nacional vai tentar obter mil milhões de euros com títulos a cinco e dez anos. O Negócios escreve na edição desta quarta-feira, que os analistas acreditam numa boa colocação.

No caso da dívida alemã a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si avançam 0,5 pontos base para -0,86%. O prémio de risco da dívida nacional face às obrigações germânicas está nos 308,5 pontos.


Dólar valoriza 

O dólar está a aproximar-se do primeiro ganho mensal desde Maio face ao iene, de acordo com a Bloomberg. Esta evolução da moeda norte-americana tem lugar numa altura em que a especulação em torno da política monetária norte-americana tem subido de tom e mostra divergências em relação às políticas do Banco do Japão. Na semana passada, Janet Yellen, presidente da Reserva Federal dos EUA, sinalizou que: "o cenário de um aumento na taxa de referência reforçou-se nos últimos meses". Entretanto, o vice-presidente da Fed, Stanley Fischer, disse ontem que os próximos dados económicos vão determinar a trajectória da subida das taxas de juro. Por esta altura, o euro cede 0,02% para os 1,1140 dólares. O dólar soma 0,23% para 103,20 ienes. A libra soma 0,18% para 1,3103 dólares. 

Petróleo perto do maior ganho mensal desde Abril

A cotação do petróleo está próxima de alcançar o maior ganho mensal desde Abril, isto numa altura em que o mercado especula que as conversas informais, que vão ter lugar em Setembro, entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão dar origem a acções que visem a estabilização do mercado petrolífero. Ainda assim, por esta altura, os preços da matéria-prima estão a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate cede 0,09% para 46,31 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desliza 0,10% para 48,32 dólares por barril.

Ouro perto da primeira queda mensal desde Maio

O ouro está próximo de registar a sua primeira queda mensal desde Maio. Isto numa altura em que os investidores avaliam a possibilidade de uma subida dos juros no final do ano, de acordo com a Bloomberg. Ainda assim, por esta altura, o ouro para entrega imediata soma 0,13% para 1.312,75 dólares por onça.


Destaques do dia

IGCP à caça do melhor leilão de dívida do ano. O Tesouro está de regresso ao mercado. O objectivo é colocar dívida a cinco e dez anos, sendo que a segunda maturidade poderá alcançar a melhor taxa de juro do ano. Os analistas antecipam um bom resultado.

 

Factura com a prestação da casa desce 3% num ano. As taxas Euribor bateram novos mínimos em Agosto e isso irá traduzir-se em mais descidas no valor da prestação do crédito à habitação, que renovarão também mínimos.

 

Preço das casas recupera a duas velocidades. Apenas Lisboa, Porto e Alto Tâmega recuperam das quedas acumuladas nos últimos quatro anos e meio. No resto do país, a recuperação é bem mais lenta. Em perto de metade das regiões os efeitos da crise ainda se fazem sentir.

 

Pharol reduz prejuízos para 8,3 milhões de euros. A accionista da Oi encerrou os primeiros seis meses do ano com melhoria dos prejuízos de 14,2 milhões de euros registados um ano antes, penalizada por perdas na desvalorização da opção de compra e custos operacionais.

 

Mota-Engil põe à venda mais activos da Ascendi. Grupo tem negociações em curso para alienar posições em concessionárias que ficaram fora do negócio com os franceses da Ardian, como a Lusoponte. Com todas as vendas de activos, a expectativa é encaixar 500 milhões.

 

Renegociação com a banca atrasa recompra de 50% da TAP. A conclusão do negócio que vai permitir ao Estado ficar com 50% da TAP só deverá acontecer em Outubro. Depois do ok da concorrência, falta ainda a OPV para trabalhadores e renegociar a dívida bancária.

 

O que vai acontecer hoje

Portugal

INE divulga as Contas Nacionais Trimestrais, no segundo trimestre de 2016.

Portugal emite obrigações de longo prazo, a cinco e dez anos

Zona Euro

Taxa de desemprego, relativa a Julho [Anterior: 10,1%; Estimativas: 10%]

Índice de preços no consumidor, em Agosto




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