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Abertura dos mercados: Bolsas no verde e petróleo em alta em dia de OPEP

As bolsa europeias estão a recuperar de duas sessões em que foram penalizadas pelo sector da banca, em especial a alemã. Hoje é o Deutsche Bank que impulsiona, com uma subida superior a 3%. O petróleo valoriza antes da conclusão do encontro da OPEP.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 09:43
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,01% para 4.566,05 pontos

Stoxx 600 ganha 0,92% para 343,33 pontos

Nikkei desvalorizou 1,31% para 16.465,40 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 3,9 pontos para 3,371%

Euro recua 0,10% para 1,1204 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,67% para 46,28 dólares o barril

Bolsas europeias em alta com banca a impulsionar

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 28 de Setembro, depois de duas sessões em que as preocupações em torno da banca da região estiveram no centro das atenções. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,92% para 343,33 pontos, animado sobretudo pelas empresas produtoras de matérias-primas, sector da construção e dos media, e pela banca.

A liderar os ganhos no sector financeiro está precisamente o Deutsche Bank, o mesmo que arrastou as bolsas nos últimos dias. O maior banco alemão valoriza 3,51% para 10,92 euros, reagindo positivamente á notícia de que a instituição acordou a venda da sua unidade de seguros no Reino Unido, a Abbey Life Insurance, ao Phoenix Group por 935 milhões de libras (cerca de 1,08 mil milhões de euros).

A animar as acções estão ainda as declarações do CEO do Deutsche Bank, John Cryan que, em entrevista ao Bild, garantiu que o banco não está a equacionar um aumento de capital, neste momento, e uma ajuda por parte do Governo "está fora de questão".

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 1,01% para 4.566,05 pontos, animado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia. O banco liderado por Nuno Amado soma 3,33% para 1,55 cêntimos depois de, esta manhã, em comunicado à CMVM, ter confirmado que vai avançar com a fusão de acções. A petrolífera portuguesa, por seu turno, ganha 1,22% para 11,59 euros.

Juros da dívida descem na Europa

Os juros da dívida portuguesa estão a descer no mercado secundário, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países europeus.

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos recua 3,9 pontos para 3,371%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o recuo é de 0,2 pontos para 0,896%.

Na Alemanha, pelo contrário, os juros associados às obrigações estão a subir. No prazo a dez anos – considerado o prazo de referência – a ‘yield’ avança 0,5 pontos para -0,134%.  

Dólar sobe antes de indicadores económicos

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir pela segunda sessão consecutiva, antes de serem divulgados os dados sobre as encomendas de bens duradouros, um indicador a que os investidores vão estar atentos para tentarem antecipar a próxima decisão da Fed sobre os juros.

Já na terça-feira a moeda dos Estados Unidos subiu 0,14% face às principais congéneres depois de ter conhecido que a confiança dos consumidores norte-americanos atingiu o nível mais elevado desde 2007.

Petróleo em alta ligeira em dia de encontro da OPEP

O petróleo negoceia em alta ligeira esta quarta-feira, depois de ter perdido mais de 2,5% na sessão de ontem. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,47% para 44,88 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,67% para 46,28 dólares.

Esta evolução acontece no dia em que se realiza o encontro informal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na Argélia. Mais uma vez não há a expectativa de que os membros do cartel cheguem a um acordo para estabilizar a produção nos níveis actuais, na medida em que os seus interesses divergentes deverão impedir uma acção conjunta.

Ainda ontem o ministro iraniano do Petróleo garantiu que um acordo "não está na agenda" e que, pelo contrário, o Irão pretende aumentar a produção para os 4 milhões de barris diários.

Ouro desce com aumento da confiança nos EUA

O metal precioso está a negociar em queda, depois de ter sido revelado que a confiança dos consumidores nos Estados Unidos atingiu máximos de nove anos. Um dado positivo sobre a maior economia do mundo que aumentou a especulação em torno de uma subida dos juros por parte da Fed até ao final do ano.

Segundo a Bloomberg, os analistas atribuem agora 50% de hipóteses de a Reserva Federal anunciar uma subida da taxa directora na reunião de Dezembro.

O ouro cai 0,3% para 1.323,35 dólares por onça, enquanto a prata recua 0,47% para 19,0580 dólares.   

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