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Abertura dos mercados: Bolsas europeias e euro valorizam à boleia da Fed

As bolsas europeias negoceiam em terreno positivo, num dia em que os investidores reagem à decisão da Reserva Federal norte-americana em adiar o aumento dos juros. O ouro avança e o petróleo recua, corrigindo os ganhos desta quarta-feira.

Reuters
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 08:42
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,56% para 5.399,64 pontos

Stoxx600 avança 0,38% para 377,25 pontos

Nikkei valorizou 0,17% para 18.935,71 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,6 pontos base para 2,390%

Euro avança 0,05% para 1,0928 dólares

Petróleo recua 0,75% para 48,68 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias negoceiam em terreno positivo

As principais praças europeias seguem a valorizar esta quinta-feira, num dia em que os investidores aguardam os resultados de algumas cotadas e face à decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) em adiar um aumento dos juros, justificando a decisão com uma expansão "moderada" da economia dos EUA. No entanto, aumentam as expectativas de um aumento dos juros ainda este ano.

O Stoxx600 avança 0,38% para 377,25 pontos, o espanhol IBEX sobe 0,17% para 10.439,40 pontos, o germânico DAX valoriza 0,43% para 10.878,38 pontos e o AEX de Amesterdão ganha 0,14% para 463,84 pontos.

Em linha com as principais praças europeias, o PSI-20 avança esta manhã 0,56% para 5.399,64 pontos. Com 14 cotadas em alta, três em queda e uma inalterada, o principal índice nacional é impulsionado pela Jerónimo Martins, pela Nos e pelo BCP.

A retalhista dona dos supermercados Pingo Doce segue a ganhar 1% para 12,655 euros, a Nos soma também 1% para 7,472 euros e o BCP sobe 1,35% para 5,24 cêntimos por acção. 

Juros da dívida a 10 anos sobem

Os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos sobem 1,6 pontos-base, para 2,390%, acompanhando a tendência da "yield" de Espanha, que avança 1,5 pontos-base para 1,581%. Já os juros da dívida alemã sobem 2,1 pontos-base para 0,460%.

Euro valoriza após Fed adiar aumento dos juros

A moeda única europeia segue a ganhar 0,05% para 1,0928 dólares, depois de a Reserva Federal (Fed) norte-americana ter voltado a adiar o aumento dos juros. "A linguagem da Fed sobre restringir em Dezembro foi o indicador mais forte que tivemos deles desde há muito tempo sobre um avanço próximo", disse Imre Spaizer, analista do Westpac Banking, citado pela Bloomberg. "A Fed está a enviar uma mensagem aos mercados para se prepararem porque eles vão aumentar os juros em Dezembro", acrescentou Kengo Suziki, analista da Mizuho Securities.

Petróleo corrige ganhos e regressa às perdas

Depois de ter disparado mais de 4% esta quarta-feira, a matéria-prima segue hoje em queda. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 0,85% para 45,55 dólares. Já o Brent, negociado em Londres e preço de referência para Portugal, segue a cair 0,75% para 48,68 dólares.

A matéria-prima não conseguiu sustentar os ganhos de ontem, conseguidos na sequência dos dados divulgados pela Energy information Administration (EIA), que davam conta de um aumento da actividade das refinarias. Por outro lado, aumentaram as reservas em 3,38 milhões de barris, ficando porém abaixo das estimativas dos analistas da Bloomberg, que apontavam para uma subida na ordem dos 3,75 milhões de barris. Os receios em torno de um persistente excesso de oferta no mercado mantêm-se, na medida em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) continua a produzir acima da sua quota. Segundo as estimativas da Agência Internacional da Energia, o excesso de oferta da matéria-prima no mercado deverá continuar até 2016.

Ouro impulsionado por decisão da Fed em manter juros

A matéria-prima ganha 0,25% para 1.159,00 dólares por onça, após a decisão da Reserva Federal (Fed) dos EUA em adiar, pelo menos até Dezembro, um eventual aumento dos juros, uma vez que a economia norte-americana avança a um ritmo "moderado". Os corretores vêm 46% de hipótese de a Fed aumentar a taxa de juro na sua próxima reunião, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Destaques do dia

Portucel aumenta lucros em 6,6% até Setembro - A Portucel terminou os primeiros nove meses com um resultado acima do obtido há um ano, num período em que vendas e EBITDA cresceram. Isolando o terceiro trimestre, os números ficaram aquém do esperado pelos analistas.

 

Popular e Allianz juntam-se à corrida pela Açoreana - O espanhol Popular e a alemã Allianz apresentaram ofertas não vinculativas para a seguradora do Banif. Entre os candidatos à compra da Açoreana estão também a Apollo e a Caravela. Venda é uma exigência de Bruxelas.

 

Euribor a seis meses negativa chega aos créditos em Dezembro - Depois das taxas a um e três meses, a Euribor a seis meses pode assumir valores negativos em breve. E essa evolução pode mesmo ter reflexo nos créditos à habitação das famílias que forem revistos no último mês do ano.

 

Divórcio de Angola é "objectivo comum" no BPI - O BPI está a negociar o apoio de Isabel dos Santos à cisão dos activos africanos, revelou Ulrich ao falar em "conversações com a Unitel" para avançar com o divórcio em Angola. Operação que o banqueiro acredita ser um "objectivo comum".

 

BPI insiste na redução de custos para reforçar lucros - Ulrich promete acelerar "o esforço permanente de redução de custos" que, até Setembro, contribuiu pouco para a recuperação dos lucros. Aumento dos proveitos deu maior ajuda.

 

Lucros do Santander superam os cinco mil milhões até Setembro - O banco espanhol terminou os primeiros nove meses do aumento com um lucro superior a cinco mil milhões de euros. Os resultados ficaram em linha com as estimativas.

Investidores não estão a descontar risco de incumprimento - Os investidores não gostam de incerteza, alertaram os especialistas presentes na conferência no âmbito do "Jogo da Bolsa". Mas não descontam risco de incumprimento.

O que vai acontecer hoje

Resultados em Lisboa –
Prossegue a época de apresentação de resultados do terceiro trimestre na bolsa portuguesa, com os investidores focados nas contas que serão reveladas pela EDP. Serão também conhecidos os números da Portucel e da Impresa.

Confiança na Zona Euro – O Eurostat vai revelar os indicadores de confiança dos consumidores, mas também dos empresários da Zona Euro. São ambos referentes ao mês de Outubro.

PIB dos EUA – Um dia depois da reunião da Reserva Federal, será conhecido o PIB dos EUA, no terceiro trimestre. A estimativa dos economistas consultados pela Bloomberg aponta para um abrandamento de 3,9% para 1,7%.

Desemprego em Portugal – Depois de conhecidos os números do IEFP, é a vez do INE revelar a taxa de desemprego em Portugal referente ao mês de Setembro.

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