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Abertura dos mercados: Petróleo renova máximos de 10 meses. Bolsas e dólar em queda

Os mercados do Velho Continente iniciaram o dia em terreno negativo. O PSI-20 não escapa às quedas penalizado, mais uma vez, pelas acções do BCP. Em alta permanece o preço do petróleo.

Bloomberg
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Os mercados em números

PSI-20 perde 0,28% para 4.812,47 pontos

Stoxx 600 segue inalterado nos 344,56 pontos

Nikkei desvalorizou 0,97% para 16.668,41 pontos
Juros da dívida portuguesa a 10 anos ganham 0,3 pontos base para 3,079%

Euro ganha 0,03% para 1,1398 dólares

Petróleo sobe 0,46% para 52,75 dólares por barril

Bolsas em queda  

Nas bolsas asiáticas a sessão foi de quedas, com o MSCI Asia Pacific a ceder 0,5% numa sessão em que o nipónico Topix caiu 1%, pressionado pelas empresas exportadoras e cotadas do sector financeiro. 

Na Europa, as principais praças também negoceiam em terreno negativo. Em Lisboa, o PSI-20 perde 0,28% para 4.812,47 pontos penalizado, mais uma vez, pelos títulos do Banco Comercial Português. O banco cai mais de 4% após uma queda superior a 8% na sessão de ontem.

Juros da dívida pouco alterados 
Os juros da dívida portuguesa seguem esta manhã pouco alterados e com tendências opostas: subidas nas maturidades mais longas e quedas nos prazos mais curtos. A 10 anos, a yield sobe 0,3 pontos base para 3,079%. 

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) realizou esta quarta-feira, 8 de Junho, um duplo leilão de Obrigações do Tesouro (OT) a cinco e nove anos. O instituto liderado por Cristina Casalinho financiou-se em mil milhões de euros, o montante máximo previsto para esta operação. A procura mais do que duplicou a oferta, o que levou a taxas de juro inferiores às do mercado secundário. 

 

Fed pressiona dólar

A perspectiva para a evolução das taxas de juro nos Estados Unidos continua a pressionar o dólar, com o índice que mede a evolução da moeda norte-americana contra as principais divisas mundiais a ceder 0,1% após dois dias de quedas. O euro avança 0,03% para 1,1398 dólares.

O mercado já está a atribuir uma probabilidade nula a uma subida de juros da Reserva Federal na reunião de Junho. A probabilidade de as taxas subirem até ao final do ano é de apenas 58%, quando no início da semana se situava em 45%. Uma queda que se justifica com as palavas de Janet Yellen no início da semana, quando afirmou que a economia dos Estados Unidos estava a recuperar, mas que o ciclo de subida de juros não iria ser agressivo.

 

Petróleo perto dos 53 dólares

O petróleo continua em alta, registando o maior ciclo de ganhos desde Abril (quatro sessões consecutivas em alta) e a negociar em máximos de 10 meses. Os Estados Unidos revelaram ontem que as reservas de petróleo caíram em 3,23 milhões de barris na semana passada, para mínimos de dois meses.

 

O WTI em Nova Iorque soma 0,59% para 51,53 dólares e o barril de Brent, que é negociado em Londres, valoriza 0,46% para 52,75 dólares.  

 

Prata em alta após subida de 4%

Não é só o petróleo que está em alta, com a generalidade das matérias-primas a negociar em terreno positivo, beneficiando da perspectiva de retoma da economia mundial (esta semana foram divulgados dados positivos na Europa e na China) e subida lenta dos juros da Reserva Federal.

A prata valoriza 0,89% para 17,1923 dólares por onça, depois de ontem ter fechado a ganhar 4%. O cobre avança 0,7% para 4.611 dólares e o zinco soma 1,6% para 2.096 dólares por tonelada métrica, o que representa um máximo desde Julho de 2015.


Destaques do dia

PIB arrisca-se a abrandar mesmo com mais salários. Banco de Portugal cortou previsão de crescimento económico em duas décimas para 1,3%. Exportações e preço do petróleo provocam revisão em baixa. Nova previsão aumenta pressão sobre o Governo, que mantém expectativa de crescimento do PIB em 1,8%.

Ricciardi: "É preciso capital" para fusão entre BCP e Novo Banco. O presidente do Haitong defende que a banca portuguesa precisa de dinheiro: seja por novos accionistas seja através de um resgate. Quanto ao Novo Banco, a melhor solução, segundo José Maria Ricciardi, é manter no Estado com privados. Como na TAP.

Tesouro já captou dez mil milhões no mercado. Após mais um leilão de dívida, Portugal já atingiu a marca de dois dígitos no financiamento de médio e longo prazo do ano. Isto num ano em que a maturidade média dos títulos caiu, permitindo que a taxa de juro continue baixa.

Milhões para a banca põem "rating" em xeque. Moody's, Standard & Poor's, Fitch e DBRS são unânimes: se a dívida aumentar, o "rating" de Portugal fica sob pressão. Este é o principal risco de uma injecção de capital na CGD, além da credibilidade nacional que fica em causa. Já o sector da banca fica a ganhar.

Quando proibir as apostas na queda não trava o BCP. Têm sido dias agitados para os títulos do banco que mesmo com o travão do regulador do mercado está próximo de mínimos. Proibir as apostas na queda ajuda ou não?

O que vai acontecer hoje 

Mario Draghi discursa na abertura do Fórum Económico de Bruxelas


Ministros da Administração Interna da União Europeia reúnem-se no Luxemburgo para discutir a crise de imigração na região


INE divulga estatísticas do comércio internacional relativas a Abril e o índice de produção, emprego, remunerações e horas trabalhadas na construção e obras públicas

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