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Abertura dos mercados: Receios dos investidores levam bolsas a cair mais de 1%

As principais praças europeias estão a recuar mais de 1%, penalizadas pelos receios dos investidores em torno as acções que os bancos centrais estão a levar a cabo para a recuperação da economia mundial.

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Os mercados em números

PSI-20 recua 2,06% para 4.601,07 pontos

Stoxx 600 perde 1,43% para 340,59 pontos

Nikkei desvalorizou 1,73% para 16.672,92 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos somam 6,2 pontos base para 3,223%

Euro ganha 0,23% para 1,1259 dólares

Petróleo em Londres desce 1,42% para 47,33 dólares o barril

 

Bolsas europeias em queda acentuada

As principais praças europeias estão a negociar em queda expressiva nesta segunda-feira, 12 de Setembro. O principal índice francês, o CAC 40, é o índice que mais perde no Velho Continente ao recuar 2,10%. O PSI-20 é a segunda praça que mais desce, perdendo 2,06%, seguido do principal índice de Amesterdão, que desvaloriza 2,05%. O Stoxx 600, índice de referência, cai 1,43%.

As preocupações com a acção dos bancos centrais para sustentar a recuperação das maiores economias estenderam-se esta segunda-feira à Ásia e à Europa, depois de na quinta-feira passada o BCE ter deixado inalterada a sua política de estímulos e de um dia depois o presidente da Reserva de Boston ter alimentado a expectativa de aumento de juros nos EUA já em Setembro.

A acompanhar a tendência negativa de Wall Street na sexta-feira – onde os índices caíram mais de 2% - e numa sessão que também há expectativas quanto à decisão, esta quinta-feira, sobre a reunião do Banco de Inglaterra, os índices asiáticos estão esta segunda-feira em queda. No Japão o Nikkei encerrou a cair 1,73% para 16.672,92 pontos, enquanto o Topix fechou a ceder 1,54% para 1.323,10 pontos. Em Hong Kong o Hang-Seng não escapa às quedas, estando a descer 2,69% para 23.450,52 pontos, tal como Xangai, onde o recuo foi de 1,85% para 3.021,977 pontos.

Juros da dívida em alta

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir no mercado secundário. A divida nacional continua sob pressão depois de na semana passada o Banco Central Europeu ter optado por não estender o programa alargado de compra de activos. A dez anos, as "yields" somam 6,2 pontos base para 3,223%. No caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si somam 2,5 pontos base para 0,036%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 316,7 pontos.

Dólar perde terreno

O dólar está a desvalorizar face a algumas moedas, como é o caso do euro, iene e libra. Na última sexta-feira, o presidente da Fed de Boston, Eric Rosengren, advertiu que o banco central norte-americano está a esperar demasiado tempo para voltar a subir as taxas directoras, o que pode levar a um sobreaquecimento da economia dos EUA. O mercado assumiu, então, que os juros de referência poderão ser aumentados ainda este ano. Hoje Lael Bainard, do conselho de governadores da Reserva Federal, proferirá um discurso em Chicago e o mercado vai estar atento. 


Por esta altura, o dólar cede 0,24% para 0,8882 euros. Face a moeda nipónica, o dólar cai 0,45% para 102,23 ienes. E, em relação à moeda britânica, a divisa norte-americana recua 0,09% para 0,7531 libras.

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo estão a descer nos mercados internacionais, numa altura em que os produtores norte-americanos da matéria-prima aumentaram a perfuração de petróleo. Um aumento de produção vem exacerbar o excesso de "ouro negro" que existe no mercado, o que penaliza a cotação desta matéria-prima. O West Texas Intermediate recua 1,63% para 45,13% dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, desce 1,42% para 47,33 dólares por barril.


Ouro pouco alterado

A cotação do ouro está pouco alterada, depois de três sessões em queda, e numa altura em que os investidores ponderam a possibilidade de a Reserva Federal dos Estados Unidos subir as taxas de juro este mês de Setembro. O ouro, para entrega imediata, soma 0,04% para 1.328,41 dólares por onça.


Destaques do dia

"O BCE pode e vai fazer mais", diz a Allianz. Mario Draghi desapontou os investidores ao não anunciar novos estímulos. Mas a Allianz Global Investors espera que o BCE avance com novas medidas já em Dezembro, mantendo pressão nos juros da região e tornando mais difícil obter retornos.

 

Três apostas estratégicas para obter retornos. A Allianz considera que, apesar do ambiente de juros negativos, ainda há oportunidades de investimento interessantes. A dívida "high yield" e os dividendos estão entre as apostas.

 

Dívida portuguesa entre as apostas da Allianz. Os gestores alertam que as eleições em Espanha e o referendo italiano poderão criar alguma instabilidade. No entanto, o impacto no mercado será mitigado pela intervenção do BCE.

 

OTRV resistem a queda do valor das obrigações. Há um mês, os 1,2 mil milhões de euros da segunda linha de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) foram admitidos ao mercado. Os títulos têm escapado à desvalorização dos títulos de dívida nacional.

 

Maria Luís: "O Novo Banco deveria ter sido vendido". A ministra das Finanças de Passos Coelho não se arrepende do que fez e continua a achar que o Novo Banco pode ter custo zero para os contribuintes. Lamenta é que a instituição não tenha sido vendida na primeira oportunidade.

 

"Repor rendimentos mais rápido leva a subir impostos", alerta Maria Luís Albuquerque. Maria Luís Albuquerque rejeita a estratégia seguida pelo Governo e alerta para os avisos que chegam do exterior. Defende que o preço a pagar por devolver rendimentos mais depressa é pagar mais impostos.

 

Banco Invest põe Banco de Portugal em tribunal. O banco da família Alves Ribeiro tinha mais de 5 milhões em dívida do Novo Banco retransmitida para o BES "mau". O Invest, que já reflectiu a perda nas contas de 2015, foi para a justiça.



O que vai acontecer esta segunda-feira

Itália

Taxa de desemprego no segundo trimestre

Portugal

INE divulga o índice de preços no consumidor, referente a Agosto

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