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Europa avança com estímulos nos EUA e vacina alivia juros. Euro, libra, petróleo e ouro em queda

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 22 de Dezembro de 2020 às 17:26
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22.12.2020

Europa avança com estímulos nos EUA

As bolsas europeias encerraram em alta, depois de ontem terem registado a maior queda desde 28 de outubro.

 

O Stoxx 600 encerrou a somar 1,28% para 391,64 pontos, a maior subida desde 16 de Novembro – isto depois de no arranque da semana ter marcado a maior queda em quase dois meses.

 

A animar a negociação esteve a aprovação, no Congresso norte-americano, do novo pacote de estímulos pandémicos nos Estados Unidos.

 

Além disso, apesar dos últimos reveses nas negociações entre o Reino Unido e a União Europeia quanto à sua futura relação comercial, as conversações continuam e existe ainda a expectativa de que haja um Brexit com acordo entre as partes.

 

As ações das tecnologias, banca e "utilities"(água, luz e gás) estiveram entre os melhores desempenhos na sessão de hoje.

 

A aprovação da vacina da Pfizer/BioNTech pela União Europeia também ajudou ao otmismo, a contrabalançar os receios em torno da nova variante do coronavírus.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 1,3%, o francês CAC-40 valorizou 1,4%, o italiano FTSEMIB avançou 2%, o britânico FTSE 100 subiu 0,6% e o espanhol IBEX 35 pulou 1,9%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,3%.

 

22.12.2020

Juros na Europa aliviam com aprovação de vacina

A aprovação da comercialização da vacina contra a covid-19 da Pfizer e BioNtech deu fôlego aos juros das dívidas soberanas na Zona Euro.

A yield da dívida portuguesa a 10 anos recuou 0,4 pontos base, para os 0,030%, enquanto a dívida de igual maturidade de Itália viu os juros descerem 1,4 pontos, para os 0,552%.

Também as "bunds" alemãs, referência no mercado da dívida europeu, viram a yield diminuir 1,4 pontos, para os -0,598%.

22.12.2020

Ouro recua com dólar a subir após bons dados nos EUA

O metal amarelo está a negociar em baixa, penalizado sobretudo pela valorização da nota verde..

 

O ouro a pronto (spot) cede 0,80% para 1.861,15 dólares por onça no mercado londrino

 

Já no mercado nova-iorquino (Comex) os futuros do ouro recuam 0,76%, para 1.864,90 dólares por onça.

 

A valorização do dólar continua a ser o principal fator de pressão para o metal precioso, uma vez que é denominado na moeda norte-americana e fica menos atrativo como investimento alternativo para quem negoceia com outras moedas.

 

A economia dos EUA cresceu a um ritmo recorde no terceiro trimestre, o que está a animar a nota verde.

 

No entanto, as cotações do ouro poderão continuar a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio devido a vários fatores.

 

"Embora o ouro seja propenso a ser alvo da tomada de mais-valias até ao final do ano, dado o facto de os preços estarem a subir mais de 20% no acumulado de 2020, há inúmeros riscos que continuam à espreita, por entre as restrições mais apertadas nalguns países devido à covid e a uma nova variante do coronavírus e também tendo em conta os reveses nas negociações entre o Reino Unido e a União Europeia quanto à sua futura relação comercial", comentou à Reuters uma analista da Standard Chartered, Suki Cooper.

 

Também o novo pacote de estímulos nos EUA deverá sustentar o metal precioso, cuja atratividade fica reforçada enquanto cobertura contra a provável inflação daí decorrente.

22.12.2020

Petróleo cai com receios de nova variante da covid

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar em terreno negativo nos principais mercados, pressionadas, tal como ontem, pela rápida propagação de uma nova estirpe do coronavírus, que já encerrou grande parte do Reino Unido e levou a um aperto das restrições no resto da Europa.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em fevereiro cai 1,44% para 47,28 dólares por barril.

 

Já o contrato de fevereiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 1,32% para 50,24 dólares.

 

As restrições adicionais na Europa, à conta da nova variante do coronavírus estão a intensificar os receios de uma retoma mais lenta na procura por combustível.

 

A nova estirpe do coronavírus surgiu no sudeste de Inglaterra e levou a um confinamento de emergência no Reino Unido – tendo levado a que vários países (como o Canadá, França e Alemanha) suspendessem os voos a partir daquele país, bem como as ligações ferroviárias.

22.12.2020

Dólar avança com libra e euro pressionados por Brexit

A moeda norte-americana ganha terreno perante as contrapartes europeia e britânica, beneficiando, por um lado, da aprovação do novo pacote de estímulos à economia dos EUA e, por outro, do impasse nas negociações entre Londres e Bruxelas para um acordo no pós-Brexit.

A moeda única europeia recuava 0,29% para os 1,2208 dólares, enquanto a libra perdia 0,74%, cotando nos 1,3365 dólares.

O euro valorizava, no entanto, face à moeda britânica, com uma subida de 0,42%, para as 0,9134 libras esterlinas.

22.12.2020

Wall Street sem rumo com a covid-19 a travar ânimo com os estímulos

Os principais índices norte-americanos abriram sem uma tendência definida esta terça-feira, 22 de dezembro, com o ânimo em torno dos novos estímulos à economia a ser refreado pelas preocupações em torno da nova estirpe da covid-19.

O índice industrial Dow Jones desce 0,29% para 30.130,71 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq soma 0,32% para 12.785,91 pontos. Já o S&P500 desvaloriza 0,10% para 3.691,63 pontos.

Esta segunda-feira aconteceu a tão esperada aprovação do pacote de financiamento do governo federal de 2,3 biliões de dólares, que inclui os gastos regulares do governo e um pacote de estímulos de cerca de 900 mil milhões de dólares, e que deverá trazer algum alívio à maior economia do mundo.

Depois de várias semanas de impasse e de desentendimentos entre republicanos e democratas, a luz verde chegou esta segunda-feira, e a legislação já está nas mãos de Donald Trump para ser finalmente assinada.

"O pacote de alívio orçamental acordado vai, sem dúvida, ajudar a atenuar alguns dos aspetos negativos, mas, infelizmente, não será capaz de compensar totalmente os efeitos dos confinamentos e das restrições às empresas, que em muitos casos são forçadas a fechar", refere o economista do ING Groep James Knightley, citado pela Bloomberg.

No entanto, a nova estirpe do vírus está a travar o otimismo dos investidores, devido aos receios de que possa pôr em causa os progressos prometidos pelas vacinas e agravar ainda mais a pandemia.

22.12.2020

Ouro vacila com boas notícias a ofuscarem-no

O metal amarelo segue em queda, numa altura em que o agravamento da situação pandémica é contrabalançado por notícias mais positivas para a economia, como a aprovação de uma vacina na Europa, anunciada esta segunda-feira pelas autoridades responsáveis, mas também a aprovação de um pacote de estímulos nos Estados Unidos, que foi conseguida no fim de semana passado após meses de negociações.

O ouro segue agora com uma quebra de 0,30% para os 1.871,18 dólares, repetindo o registo negativo pela terceira sessão consecutiva.

22.12.2020

Europa recupera de maior quebra em quase dois meses

As principais praças europeias recuperam em força das quedas pronunciadas da última sessão, apoiadas na aprovação de uma vacina na Europa e no reforço dos estímulos que foi acordado este fim de semana nos Estados Unidos.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx 600, está a subir 1,17% para os 391,23 pontos, recuperando das fortes quebras da última sessão, que chegaram aos 3,60%, na maior quebra  em quase dois meses. A empresa que mais contribuiu para a subida do índice foi a ASML, com uma soma de 1,8%, enquanto a Allegro.eu foi a que mais avançou, 5,1%.

A acompanhar o índice europeu está a maioria das principais praças, com Madrid, Frankfurt, Paris e Amesterdão também a exibirem ganhos superiores a 1%.

Apesar do agravamento da pandemia, os investidores têm a seu favor o pacote de estímulos de 900 mil milhões de dólares que foi aprovado este fim de semana nos Estados Unidos, e está agora pronto para ser assinado pelo presidente Donald Trump. Paralelamente, esta segunda-feira, a Agência do Medicamento Europeia deu luz verde à comercialização da vacina da Pfizer.

22.12.2020

Juros interrompem agravamentos

Os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 1,1 pontos base para os 0,025%, depois de quatro sessões consecutivas de agravamento. Na Alemanha, que serve de referência no continente europeu, a tendência é equivalente, embora represente antes um prolongamento do alívio que se vinha a verificar ao longo das últimas três sessões. As bunds descem 1,4 pontos base para os -0,596%.

22.12.2020

Libra prolonga queda após maior descida desde março

A moeda britânica está a ceder 0,15% para os 1,3444 dólares, uma descida que se sucede à maior quebra de que há registo desse março, de 2,48%, que foi verificada na última sessão. Este torna-se o terceiro dia de visita ao vermelho da parte da divisa britânica.

Um "cocktail" amargo é servido à libra, o mesmo que para o dólar tem um sabor mais doce. "Há sempre menos liquidez e fecho de portefólios que vão emprestar força ao dólar no fial do ano, ao mesmo tempo que permanecem riscos por resolver relacionados com o Brexit", aponta a Westpac banking, em declarações a Bloomberg.

22.12.2020

Petróleo "pessimista" com o vírus

O barril de Brent, negociado em Londres e referência na Europa, resvala 1,81% para os 49,99 euros e o West Texas Intermediate, que negoceia em Nova Iorque, cede 1,96% para os 47,03 dólares.

O petróleo chegou a descer abaixo dos 47 dólares depois de ter a maior quebra desde novembro. O ouro negro está a ressentir-se perante as perspetivas deterioradas da procura, já que uma nova estirpe de coronavírus e o avanço da pandemia a nível mundial sugerem uma maior necessidade de confinamento e portanto um menor consumo da matéria-prima. Um dólar mais forte também está a abalar os peros do petróleo, que é denominado nesta moeda.

22.12.2020

Ações caem com vírus a abafar os estímulos

As bolsas asiáticas mostraram uma tendência negativa, à semelhança do que indicam os futuros dos Estados Unidos e da Europa, numa altura em que os receios em relação ao vírus se impõem e retiram desta forma força aos estímulos que finalmente foram acordados em Washington.

As ações recuam depois de terem tocado em recordes de sempre na semana passada, e apesar de este fim de semana, após meses de negociações, ter sido finalmente aprovada a legislação que permite um pacote de estímulos de 900 mil milhões de dólares nos Estados Unidos. Esta quantia traz alívio mas "vai fazer pouco para acelerar a chegada de uma recuperação económica", defendem estrategas do JPMorgan, numa nota de investimento citada pela Bloomberg. 

A abalar a confiança dos investidores na recuperação económica está o surgimento de uma nova estirpe de coronavírus, no Reino Unido, e a escalada da situação pandémica um pouco por todo o mundo. Taiwan, que conseguiu o recorde do mundo de tempo sem contar uma infeção doméstica, quebrou-o agora, com o primeiro caso a ser transmitido localmente desde abril.

Na Ásia, o japonês Topix e o sul coreano Kospi caíram na mesma medida, uns pesados 1,6%, e foram acompanhados de perto pelo australiano S&P/ASX 200 e pelo Hang Seng de Hong Kong, que também foram unânimes numa quebra de 1,1%. O Compósito de Xangai excedeu, ao resvalar 1,8%. Mais perto, os futuros do S&P500 indicam uma descida de 0,5% e os futuros do Euro Stoxx 50 apontam menos 0,1%.

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