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Bolsas sobem apesar de ameaça de segunda vaga. Petróleo recua e juros sobem

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 17 de Junho de 2020 às 17:09
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Futuros em leve queda, em linha com negociação asiática
Os futuros do índice norte-americano S&P 500 e do pan-europeu Stoxx 50 estão a negociar em leve queda, apontando para uma abertura de sessão com esta tendência.

Depois dos fortes ganhos de ontem, com a referência europeia Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas da região, a ganhar quase 3% e o S&P 500 a subir quase 2%, hoje é dia de ligeira correção nas bolsas em todo o mundo. 

Os investidores ficaram animados com os novos estímulos lançados sobre a economia dos Estados Unidos, depois de a Reserva Federal do país ter começado a comprar dívida corporativa, apoiando as empresas em dificuldades. 

Para além disso, a Bloomberg noticiou que a administração de Donald Trump estaria a planear uma injeção de 1 bilião de euros dedicada apenas às infraestruturas do país. 

A travar o ímpeto bolsista está também a subida de novos casos de covid-19, depois de Pequim ter mandado encerrar novamente as escolas da capital do país, para evitar uma segunda vaga de infeções. Alguns bairros junto do mercado de onde se julga terem surgido os novos casa foram também confinados. 

Os investidores estão também atentos ao desenvolvimento do conflito entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, depois de o líder norte-coreano ter ordenado a explosão do escritório de ligação com a Coreia do Sul em Kaesong, uma cidade perto da fronteira. 

O índice japonês perdeu 0,3%, enquanto que os índices de Hong Kong e Coreia do Sul terminaram a sessão na linha de água. O índice de Xangai, na China, fechou a perder 0,1%.
Europa em leve alta após fortes subidas
As principais praças europeias abriram a sessão desta quarta-feira a negociar em leve alta, mantendo o sentimento positivo da sessão anterior, apesar das subidas menos expressivas.

Por esta altura, o pan-europeu Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas do "velho continente" - avança 0,28% para os 364,36 pontos. 

Os novos casos de covid-19 na China parecem não estar a travar o ímpeto dos investidores em ações europeias, mesmo depois de a sessão asiática ter registado leves quedas nos principais índices. 

Com medo de uma segunda vaga de contágio forte, Pequim ordenou o cancelamento de 60% dos voos que estavam marcados de e para a capital chinesa. Para além disso, as escolas foram encerradas na cidade. 

Ainda assim, praticamente todos os setores na Europa abriram a negociar em alta, inclusivamente o do turismo, que tem sido um dos principais prejudicados com esta pandemia. 

Os recentes estímulos que estão a ser lançados sobre a economia dos Estados Unidos estão a dar alento aos investidores, depois de a Reserva federal norte-americana ter começado a comprar dívidas das empresas mais aflitas. Há também o rumor de que a administração de Donald Trump, presidente do país, está a preparar uma nova injeção de mil milhões de dólares.
Petróleo recua com medo que segunda vaga de contágio afete procura
Petróleo recua com medo que segunda vaga de contágio afete procura
Os preços do petróleo seguem em queda, depois de duas sessões consecutivas em que acumularam um ganho de cerca de 6%.

Agora, com os novos casos de covid-19 detetados na China, existe o medo de que a procura volte a ser prejudicada, mesmo depois de a Agência Internacional da Energia ter apontado para uma recuperação no próximo ano.

Por agora, o Brent perde 0,46% para os 40,77 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West texas Intermediate) desvaloriza 0,99% para os 38 dólares. 

Os investidores estarão atentos aos dados relativos aos inventários de petróleo de hoje nos Estados Unidos, num dia em que a OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) anuncia o relatório mensal para o mercado petrolífero. 

Na semana passada, o instituto de petróleo dos Estados Unidos reportou um aumento de 3,86 mil milhões de barris, tendo crescido a um nível recorde, mesmo com a a produção a cair 2 milhões de barris diários desde março.
 
Euro e libra voltam a apreciar face ao dólar
Euro e libra voltam a apreciar face ao dólar
As duas maiores moedas da Europa têm tido um bom desempenho face ao dólar dos Estados Unidos nas recentes semanas, com a divisa norte-ameriana a renovar mínimos. 

Hoje, a tendência mantém-se com o euro a valorizar 0,23% para os 1,1289 dólares e a libra esterlina a ganhar 0,09% para os 1,2583 dólares. 

As negociações entre a União Europeia e o Reino Unido têm sido frutuosas, com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson a afirmar que não ve razões para que todos os últimos pormenores do pós-divórcio não estejam concluídos até ao final de julho. O prazo de transição termina em dezembro deste ano, e Jonhson já reforçou a ideia de que não será prolongado. 

Estes avanços na discussão entre ambas as partes têm suportado os ganhos recentes da libra. 
Juros da Zona Euro sobem, com exceção para a Grécia
Juros da Zona Euro sobem, com exceção para a Grécia
Os juros da dívida dos países da Zona Euro assumem hoje uma postura de subida, com os investidores a viraram-se para ativos de maior risco, como os mercados de ações.

Contudo, a única exceção vai para os juros da Grécia que continuam em queda, aproximando-se dos mínimos de fevereiro, quando a taxa de referência helénica se situava abaixo de 1%. Hoje, os juros do país bastante arrasado na última crise de dívida soberana, em 2012, seguem a cair 1,2 pontos base para os 1,096%.

Significa isto que o "spread" para os juros de Itália continua a alargar-se, com a taxa transalpina a ter um maior risco associado do que a helénica. Por esta altura, os juros de Roma sobem 1,7 pontos base para os 1,410%. 

No resto da Europa, os juros da Alemanha lideram as subidas, com um ganho de 6,2 pontos base para os -0,366%. Na Península Ibérica, Portugal e Espanha sobem veem as suas taxas subir cerca de 2 pontos base para os 0,541% e 0,551%, respetivamente.  
Ouro estável de olho em segundo dia de Powell no Congresso
O ouro segue a negociar sem tendência definida, com a cotação praticamente inalterada face ao fecho de ontem, numa altura em que se aguarda pelo segundo dia de discursos de Jerome Powell no Congresso dos Estados Unidos. 

Ontem, o presidente da Reserva Federal disse que a economia norte-americana está a dar sinais de estabilização depois da quebra abrupta dos últimos meses, mas repetiu a mensagem de cautela de que o período é ainda de muita incerteza.

Hoje, não se esperam grandes alterações no tom do líder do banco central, mas ainda assim o ouro negoceia na linha de água mantendo-se nos 1.726,34 dólares por onça.
Alemanha coloca mais de 4 mil milhões em dívida
A Alemanha conseguiu colocar um número recorde de dívida, um máximo desde 2014, na emissão realizada nesta quarta-feira.

Colocou 4,14 mil milhões de euros em dívida com maturidade a dez anos, mesmo tendo a procura diminuido. 

As taxas de juro de referência germânicas mantêm-se abaixo do patamar negativo de -0,40%, perto da taxa de depósitos estabelecida pelo Banco Central Europeu. 

O Governo alemão planeia ainda levantar mais 62,5 mil milhões de euros em dívida para financiar os custos relativos ao impacto da covid-19.
Wall Street consegue avançar por entre aumento nos casos de covid-19

A bolsa nova-iorquina abriu em alta, passando ao lado das preocupações com o aumento do número de casos de covid-19, que se está a verificar em várias geografias.

O ressurgimento fez-se notar primeiro na China, onde já estão a ser cancelados voos, mas o Irão já veio avisar que poderá ser necessário um segundo período de confinamento. No Brasil, tal como no estado norte-americano da Florida, regista-se um número recorde de novas infeções. Ainda assim, os investidores estão confiantes de que a maioria dos Governos não irá recuar no trajeto de reabertura das economias.

O sentimento deverá oscilar ao sabor da "ameaça em várias regiões", mas, em oposição, também em função dos "números macroeconómicos positivos" que indicam que o pior já passou, comenta um estrategista do Credite Agricole, em declarações à Bloomberg.

O S&P500 sobe 0,17% para os 3.130,20 pontos, o tecnológico Nasdaq soma 0,47% para os 9.942,60 pontos e o industrial Dow Jones avança uns ligeiros 0,062% para os 26.306,32 pontos.

Entre as empresas, o setor tecnológico, onde se inserem a Apple e a Microsoft, está a subir, com cada uma destas gigantes a ganhar 0,70% para os 354,54 dólares e 0,88% para os 195,28 dólares. Além deste, também a banca mostra pujança, com o Goldman Sachs a apreciar 0,20% para os 210,09 dólares.

Euro recua pela segunda sessão

O euro acentuou as perdas e desvaloriza pela segunda sessão, numa altura em que as bolsas perdem força e o dólar ganha terreno face às principais divisas mundiais, com os investidores a procurarem ativos mais seguros devido a mais sinais de uma nova onda de covid-19 em vários estados dos Estados Unidos.

O euro recua 0,41% para 1,1217 dólares e o índice da moeda norte-americana avança face ao cabaz das principais divisas mundiais, recuperando das perdas que registava durante a manha, quando os ganhos das bolsas eram mais acentuados.

Ouro cai com dólar mais forte e expectativa de tratamento contra covid-19
Ouro cai com dólar mais forte e expectativa de tratamento contra covid-19

O metal amarelo segue em terreno negativo, pressionado pela valorização do dólar, e com otimismo em torno de um potencial tratamento contra a covid-19 e de uma retoma económica a reduzirem a procura de ouro, já que os investidores estão a preferir ativos de maior risco, como as ações.

A esperança de um tratamento para o novo coronavírus e os ganhos do dólar na sequência de robustas vendas a retalho em maio nos EUA levaram muitos investidores a proceder à tomada de mais-valias no mercado aurífero, sublinhou à Reuters um analista de matérias-primas da corretora indiana Anand Rathi Shares, Jigar Trivedi.

O aumento recorde nas vendas a retalho dos Estados Unidos sustenta a convicção de que a recessão naquele país poderá estar a aproximar-se do fim. Já os resultados animadores de um tratamento para os doentes com covid-19 ajudou as bolsas europeias a registarem os melhores ganhos em quase um mês.

O ouro a pronto (spot) segue a ceder 0,5% para 1.718,92 dólares por onça, ao passo que os futuros negociados no mercado nova-iorquino (Comex) recuam 0,6% para 1.726 dólares.

Covid-19 e aumento de stocks penalizam petróleo

O "ouro negro" está hoje em queda, pressionado pelos renovados receios em torno da pandemia de covid-19 e pelo aumento das reservas norte-americanas de crude.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho (cujo contrato expira no próximo dia 22) desce 1,04% para 37,98 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desliza 0,63% para 40,70 dólares.

A pressionar estão os receios em torno de novos surtos de covid-19, se bem que os resultados animadores de um novo tratamento estejam a contrabalançar.

A Organização Mundial de Saúde disse que vai atualizar a suas diretrizes depois de resultados de cientistas da Universidade de Oxford que mostram que o corticosteroide dexametasona reduziu a taxa de óbitos em cerca de um terço junto dos doentes mais graves.

Ainda assim, a preocupação mantém-se, dado que o vírus está de novo a surgir nalgumas regiões, havendo o risco de segundas vagas.

A contribuir para penalizar a tendência de hoje no mercado petrolífero está também o anúncio de um inesperado aumento de 1,22 milhões de barris dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, para 539,3 milhões de barris.

Os analistas inquiridos pela Reuters esperavam uma redução dos stocks na ordem dos 152.000 barris.

Juros sobem pela primeira vez em cinco sessões

Os juros das obrigações soberanas portuguesas estão a subir, corrigindo de quatro sessões sempre a aliviar, um desempenho que está em linha com a dívida de outros países do sul. A taxa dos títulos portugueses a 10 anos está a subir 1,5 pontos base para 0,535%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade avança 2,7% para 0,55%. A taxa das bunds a 10 anos está estável nos -0,395%.

 

O IGCP realizou esta manhã um duplo leilão de dívida de curto prazo, colocando 1.250 milhões de euros com taxas de juro mais negativas do que na emissão comparável realizada em maio. O instituto que gere a dívida pública colocou mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro com maturidade em maio de 2011 (11 meses), com uma taxa de juro de -0,438%, que compara com a "yield" de -0,351% na emissão de maio.

Europa enxuta no verde apesar da nova onda de covid-19

As principais praças europeias ascenderam em terreno positivo no meio de tormentas no que toca à pandemia.

Os investidores mostram-se confiantes no regresso à normalidade, um caminho que acreditam que continuará a ser percorrido apesar dos mais recentes dissabores. A pandemia de covid-19 está a ressurgir em países como a China e o Irão, e nalguns estados dos Estados Unidos e do Brasil batem-se recordes no número de infetados.

Esta nova onda é, apesar de tudo, contrariada pelo ímpeto de entidades como a Fed ou o governo norte-americano, que dão esperança aos investidores com o reforço dos estímulos. A Fed vai comprar dívida às empresas e os Estados Unidos devem investir um bilião de dólares em infraestruturas.

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, valorizou 0,68% para os 365,80 pontos, acompanhado no verde por Frankfurt, Londres, Paris, Amesterdão e Lisboa - onde o PSI-20 somou 0,41% para os 4.450,47 pontos.

"A volatilidade está, com certeza, para ficar e provavelmente até ao fim do ano", comentaram os analistas da Glenmede Trust, em declarações à Bloomberg. "Estamos a lidar com algo que não é económico na sua natureza, qualquer pessoa que pense que consegue precer o caminho do vírus está certamente a enganar-se". 

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