Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto13.08.2020

Ameaça de nova disputa comercial UE-EUA derruba bolsas e petróleo alivia de máximos de cinco meses

Siga aqui a evolução dos mercados ao longo do dia.

EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Agosto de 2020 às 17:09
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
13.08.2020

Ameaça de nova disputa comercial UE-EUA derruba bolsas

As principais bolsas do velho continente negociaram em terreno negativo, interrompendo um ciclo de ganhos iniciado ainda na semana passada.

Depois de quatro dias consecutivos a valorizar, o índice de referência europeu Stoxx600 perdeu 0,6% para 372,53 pontos, sobretudo penalizado pelas quedas dos setores da banca, matérias-primas e petrolífero. Já os setores das telecomunicações e retalho impediram uma queda mais expressiva das bolsas europeias.

Em Lisboa, o índice PSI-20 cedeu 0,06% para 4.479,11 pontos num dia em que até havia chegado a renovar máximos de 27 de julho. Com uma queda de 1,35% para 9,674 euros, a Galp Energia foi a cotada que mais penalizou, negociando assim em linha com as congéneres europeias.

A contribuir para o pessimismo observado no velho continente está a renovada preocupação dos investidores quanto a uma nova escalada na disputa comercial promovida pelos Estados Unidos contra os principais blocos económicos. No âmbito da contenda em torno das ajudas de Estado concedidas à europeia Airbus, Washington revelou pretender manter em vigor a tarifa aduaneira agravada de 15% sobre bens relacionadas com a indústria aeronáutica.

Esta posição de Washington, que mantém também a taxa alfandegária reforçada de 25% à importação de outro tipo de bens europeus como vinho e queijo, faz temer que o presidente norte-americano inicie uma nova espiral protecionista.

A deterioração da situação da pandemia nas duas maiores economias da União Europeia – na Alemanha foi registado o maior aumento de novos casos em três meses e na França já está a ser discutida a possibilidade de adoção de medidas de contenção mais restritivas – também penalizou o sentimento dos investidores.

13.08.2020

Petróleo alivia de máximos de cinco meses

Os preços do petróleo seguiam a recuar ligeiramente esta quinta-feira, aliviando dos máximos de cinco meses alcançados na véspera.

A revisão em baixa das previsões da procura mundial de crude por parte da Agência Internacional de Energia (IEA) pressionou os preços. A IEA justificou as estimativas de menor procura até final do próximo ano com o abrandamento no tráfego aéreo.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), que ontem fechou em máximos desde março, deslizava 0,54%, para os 42,44 dólares.

Já o Brent, de referência para a Europa, incluindo Portugal, recuava 0,51%, cotando nos 45,20 dólares por barril.

13.08.2020

Euro volta a ganhar terreno ao dólar

O euro está a apreciar nos mercados cambiais pelo terceiro dia consecutivo contra o dólar.

A divisa europeia avança 0,42% para 1,1833 dólares, dando assim mais um passo no sentido daquela que poderá ser a quarta valorização mensal seguida face à moeda norte-americana.

Se o euro se sobrepuser ao dólar pelo quarto mês consecutivo, será o mais longo ciclo de ganhos da moeda única europeia em relação ao dólar, segundo salienta a agência Bloomberg.

13.08.2020

Nasdaq escapa às descidas em Wall Street

O índice de referência dos Estados Unidos, o S&P 500, precisava apenas de uma valorização de 0,17% para ultrapassar os máximos históricos atingidos em fevereiro deste ano, umas semanas antes de a pandemia se ter feito sentir nos mercados em todo o mundo. Mas a leve queda de hoje adiou este feito.

Por esta altura, o S&P 500 desvaloriza 0,09% para os 3.377,46 pontos, ligeiramente abaixo dos 3.393,52 pontos atingidos no passado dia 19 de fevereiro, máximo histórico.

As desvalorizações estendem-se também ao Dow Jones, que vai perdendo 0,37% para os 27.872.75 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite está a recuperar das recentes quedas e ganha 0,60% para os 11.078,43, novamente encostado a máximos históricos.

Alguns minutos antes da abertura de hoje, o departamento do Trabalho dos Estados Unidos mostrou que o número de pedidos de subsídio de desemprego no país se fixou abaixo de 1 milhão, pela primeira vez desde que a pandemia começou, em março. 

Os pedidos iniciais caíram cerca de 228 mil para os 963 mil na semana terminada a 8 de agosto, segundo os dados divulgados hoje. Os pedidos de subsídio de desemprego contínuos diminuíram para 15,5 milhões na semana terminada a 1 de agosto, um mínimo desde abril. 

Os investidores estão de olho nas negociações entre republicanos e democratas no Congresso para um novo pacote de estímulos à economia, que teima em não ser selado, apesar da pressão externa por parte de Donald Trump, presidente do país, e também da Reserva Federal.

Os mercados estão também atentos ao encontro entre os Estados Unidos e a China, depois de o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, ter dito ontem que as ordens executivas contra as donas da TikTok e WeChat são, na verdade, mais abrangentes, sugerindo um ataque mais amplo dos EUA contra as tecnológicas chinesas.

13.08.2020

Ouro ganha terreno pelo segundo dia, após forte correção

Após a forte descida registada na terça-feira, com o aumento do apetite pelo risco no mercado, o ouro está a recuperar algum terreno, seguindo em alta pela segunda sessão consecutiva.

Nesta altura, o metal precioso avança 0,66% para 1.928,39 dólares, já abaixo do patamar dos 2 mil dólares alcançado na semana passada, em que o ouro bateu sucessivos máximos históricos.

Tanto o ouro como a prata retomaram a sua tendência de subida após a correção, e permanecem entre as commodities com melhor desempenho este ano, auxiliadas pelas yields negativas e os vastos estímulos para combater os efeitos da pandemia do coronavírus.

O Goldman Sachs Group descreveu o ouro como a moeda de último recurso perante a ameaça da inflação sobre o dólar e prevê ganhos adicionais acima dos 2.000 dólares.

"A montanha-russa do ouro está longe de terminar, já que as yields das obrigações deverão manter-se voláteis durante resto do verão", disse Edward Moya, analista de mercado da Oanda, citado pela Bloomberg. "O ritmo de subidas do ouro vai moderar, mas ainda se esperam novos máximos".

13.08.2020

Juros da Alemanha recuam de máximos de três semanas

As taxas de juro das dívidas soberanas dos países europeus negoceiam em queda esta quinta-feira, com os juros da Alemanha a descerem de máximos de três semanas.

A taxa de referência transalpina perde 1,1 ponto base para os 0,947%. Os juros da dívida portuguesa a 10 anos caem 0,3 pontos base para os 0,316%, enquanto na dívida espanhola a queda é de 0,1 pontos para os 0,297%. 

Já os juros das "bunds" alemãs, a referência do mercado, perdem 1,1 pontos base para -0,462%.

13.08.2020

Europa em queda pela primeira vez em cinco sessões

Depois de um início de sessão volátil, as bolsas europeias estabeleceram-se em terreno negativo, seguindo em queda pela primeira vez em cinco sessões.

O rally dos últimos dias está a dar lugar a algum desapontamento por parte dos investidores, perante o impasse nas negociações entre republicanos e democratas no Congresso para um novo pacote de estímulos à economia.

Por outro lado, há o receio deque as tensões entre os Estados Unidos e a China possam escalar, depois de o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, ter dito ontem que as ordens executivas contra as donas da TikTok e WeChat são, na verdade, mais abrangentes, sugerindo um ataque mais amplo dos EUA contra as tecnológicas chinesas.

Este tema deverá estar em cima da mesa na reunião entre negociadores dos dois países, que decorrerá nos próximos dias, e o mercado aguarda por novidades neste domínio.

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desliza 0,41% para 373,36 pontos, penalizado pelas cotadas do setor da banca e mineração.

Por cá, o PSI-20 acompanha as perdas com uma descida de 0,32% para 4.467,48 pontos.

13.08.2020

Euro e libra mantêm-se perto de máximos face ao dólar

As duas moedas mais importantes da Europa estão a negociar perto de máximos frente ao norte-americano dólar, que continua a sua senda negativa face a um cabaz de moedas rivais.

O euro aprecia 0,36% para os 1,1826 dólares, perto de máximos desde 2016, enquanto que a libra ganha 0,33% para os 1,3077 dólares, colada a máximos desde março deste ano.

13.08.2020

Petróleo recua, mas mantém-se perto de máximos de cinco meses

Os preços do petróleo estão a cair ligeiramente antes da abertura da sessão europeia desta quinta-feira, uma variação que não impede as cotações da matéria-prima de se manterem a rondar os máximos de cinco anos atingidos na sessão de ontem. 

Por esta altura, o preço do barril do Brent - que serve de referência para Portugal - recua 0,2% para os 45,35 dólares por barril, depois de ter registado um ganho superior a 2% na sessão de ontem. Já o norte-americano WTI (West texas Intermediate) perde 0,1% para os 42,61 dólares por barril. 

Ontem, os futuros do petróleo colocaram-se nesse patamar depois de a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos ter mostrado uma queda nos inventários da matéria-prima, pela terceira semana consecutiva, uma situação inédita este ano, que tem sido bastante penalizador para o "ouro negro". 

O fecho de ontem marcou também a primeira vez em que o preço do petróleo conseguiu encerrar o dia acima da média móvel de 200 dias, apontando assim para uma tendência positiva no futuro. Tal não acontecia desde janeiro.

13.08.2020

Futuros da Europa em leve queda à espera de encontro entre EUA e China

A sessão de hoje na Europa deverá começar com o pé esquerdo, uma vez que os futuros do Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas da região - estão a perder 0,1%, com os investidores a aguardarem por notícias vindas do outro lado do Atlântico.  

Durante a madrugada em Lisboa, a negociação asiática terminou de forma maioritariamente positiva, com a região a encaminhar-se para eliminar as perdas registadas este ano, com o "rally" que tem liderado as bolsas em todo o mundo desde março a fortalecer-se. 

O índice do Japão valorizou 1,4%, enquanto o da Coreia do Sul avançou 0,8%. Já a bolsa de Xangai, na China, encerrou na linha de água e em Hong Kong, o índice perdeu 0,1%. Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a negociar de forma estável. 

O foco continua nas negociações que estão a decorrer no Congresso dos Estados Unidos entre Democratas e Republicanos para um novo pacote de estímulos. Um acordo entre ambos tem sido sucessivamente adiado, apesar da pressão externa para que se concretize.

Ontem, foi a vez de o presidente da Reserva Federal de Dallas, Robert Kaplan, pressionar os congressistas norte-americanos, uma vez que o novo envelope poderá ser fundamental para o crescimento económico no país. 

Mas a atenção está já voltada para o fim-de-semana, altura em que os Estados Unidos e a China se sentam à mesa para rever o acordo comercial entre ambos. O encontro está marcado para o próximo dia 15 de agosto, sábado, e Pequim já fez saber que iria trazer o tema da suspensão da TikTok e da WeChat para o debate. 

Ver comentários
Saber mais mercados bolsas
Outras Notícias