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Europa regista maior ganho trimestral desde 2015. Ouro e euro também brilham

Acompanhe aqui o dia dos mercados, minuto a minuto.

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Dario Pignatelli/Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 30 de Junho de 2020 às 17:34
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Ações mundiais devem fechar melhor trimestre desde 2009

Os índices de referência a nível mundial e os índices asiáticos ensaiaram o melhor trimestre desde 2009, depois de um início de ano devastador. O otimismo acerca da recuperação está a prevalecer sobre o receio quanto ao surgimento de novos casos por todo o mundo, em particular nos Estados Unidos.

O MSCI All Country World Index subiu 18% este trimestre, o maior salto em 11 anos, depois do pior trimestre desde 2008. Na Fundstart Global a crença é de que "julho vai ser um bom mês para as ações", de acordo com o comentário citado pela Bloomberg.

Os índices de referência no Japão, Austrália e Coreia do Sul subiram mais de 1%. Em Hong Kong os ganhos foram mais modestos, depois de Trump ter suspendido alguns benefícios em trocas comerciais com esta cidade.

Em Nova Iorque, os contratos futuros do S&P500 também mostram uma tendência positiva, depois de terem sido publicados dados acima do esperado quanto à venda de casas.

Outro dado económico positivo que está a dar força às bolsas é o Purchaser’s Management Index (PMI) na China, que mostra melhorias em toda a linha.

Ao mesmo tempo que chegam estas boas notícias, esta semana o número de mortes por covid-19 já ultrapassou os 500.000 e os casos, a nível mundial, superaram os 10 milhões, e a Organização Mundial de Saúde não se mostra otimista.

Ouro com melhor trimestre desde 2016

O ouro está a negociar em queda ligeira, depois de três sessões consecutivas de ganhos, preparando-se para completar esta terça-feira o melhor trimestre desde 2016, devido ao crescimento da procura por ativos de refúgio no contexto da pandemia.

O metal precioso já subiu 17% este ano, depois de governos de bancos centrais terem lançado estímulos massivos para contrariar os efeitos devastadores da pandemia de covid-19 na economia global.

"Juros baixos, políticas monetárias e o coronavírus são tudo fatores", diz Howie Lee, economista no Oversea-Chinese Banking Corp. em Singapura, citado pela Bloomberg. "O nível dos 1.800 dólares é uma barreira psicológica. Aos preços atuais, vemos o ouro a ultrapassar os limites do que o nosso modelo implica como valor justo; portanto, podemos precisar de um colapso maior nas taxas do Tesouro para empurrar o ouro para além do nível dos 1.800 dólares".

Nesta altura, o metal amarelo desliza 0,03% para 1.772,21 dólares.

Europa estremece com pandemia a sobrepor-se à retoma

As principais praças europeias seguem divididas entre o verde e o vermelho, num dia em que se mantêm os mesmos "pratos" na balança: de um lado o número de casos de covid-19 e, do outro, os sinais positivos dados pelas maiores economias.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, sobe uns ligeiros 0,03% para os 360 pontos.  Também o alemão DAX e o francês CAC40 seguem modestos no verde. Contudo, Madrid e Londres descem em torno de 0,5%. Em Lisboa, o PSI-20 segue ligeiramente acima da linha de água, em redor da qual tem oscilado.

Este quente e frio das bolsas acontece depois de os dados das vendas de casas nos Estados Unidos, que superaram as expectativas, terem vindo dar conforto aos investidores, tal como os dados da indústria na China, que mostram melhorias. Contudo, o arrepio mantém-se face ao crescente número de casos de covid-19, que já passou os 10 milhões em todo mundo, e que merece a preocupação vocalizada da Organização Mundial de Saúde.


Hoje, no radar dos investidores, estão os primeiros números para a evolução da taxa de inflação na Zona Euro em junho. Destaque ainda para os dados do PIB do Reino Unido e de Espanha no primeiro trimestre e para a inflação de junho em França e Itália.
Petróleo alivia de maiores ganhos em duas semanas

O petróleo deu o maior salto em duas semanas na última sessão, mas hoje já segue a perder. A matéria-prima elevou-se face a dados económicos positivos nos Estados Unidos mas os receios quanto aos efeitos da pandemia sobrepõem-se.

O barril de Brent, referência para a Europa e negociado em Londres, cai 0,91% para os 37,20 dólares, enquanto o "irmão" West Texas Intermediate (WTI) recua 1,06% para os 39,28 dólares. Na última sessão, o barril londrino valorizou mais de 2% e o WTI subiu mais de 3,5%.
O "ouro negro" subiu consideravelmente depois de terem sido revelados os dados das vendas de casas nos Estados Unidos, que mostraram registos acima do esperado, dando uma indicação positiva acerca do estado e do futuro da economia norte-americana e, consequentemente, acerca da procura de petróleo. Contudo, esta mesma procura parece suscetível de ser abalada tendo em conta a evolução dos casos de covid-19, que continuam a abalar o território.

Juros voltam a agravar no Sul

Os juros da dívida a dez anos de Portugal colocam-se nos 0,473%, um agravamento de 0,4 pontos base. No país vizinho a tendência é semelhante: estes juros caem 0,2 pontos base pra os 0,468%.

Este avanço ocorre em Espanha no dia em que foi divulgado o Produto Interno Bruto, registando-se uma queda histórica de 5,2% no primeiro trimestre. Outro país a divulgar o estado da economia foi o Reino Unido, que segue a aliviar 1,3 pontos base para os 0,149 euros. O Produto Interno Bruto (PIB) britânico caiu 2,2% no primeiro trimestre do ano face aos três meses anteriores, a maior queda desde 1979, informou hoje o National Statistics Office (ONS).

Já a Alemanha, que é a referência no mercado europeu de dívida, as obrigações entregam -0,480%, uma descida de 0,8 pontos base no valor.  

Dólar serve de refúgio depois de novo isolamento na Austrália

O dólar segue a ganhar contra todas as pares do cabaz das 10 moedas de referência. No caso do euro, a queda é de 0,16% para os 1,1224 dólares.

A nota verde impõe-se perante a situação de incerteza nos mercados, uma vez que é considerado um ativo refúgio e de forte liquidez. A preocupar está o aumento de casos de coronavírus e o efeito que este aumento pode ter nas economias. A Austrália já avançou com um isolamento parcial para enfrentar a nova onda de infetados.

Euro brilha frente ao dólar no segundo trimestre
Euro brilha frente ao dólar no segundo trimestre
O segundo trimestre revelou-se sorridente para a moeda única da União Europeia, que corrigiu das fortes perdas no primeiro trimestre frente ao dólar dos Estados Unidos. 

Se entre janeiro e março deste ano, o dólar aproveitou o seu caráter de refúgio e de ativo considerado mais seguro para valorizar, a partir de abril o cenário foi diferente e os investidores começaram a olhar mais para moedas de maior risco face ao dólar. 

O euro beneficiou desta mudança de estratégia por parte dos investidores e valorizou 1,66% face ao rival dos Estados Unidos. 

Hoje, a divisa europeia perdeu 0,25% para os 1,1209 dólares. 

Cenário diferente foi registado com a negociação entre libra e dólar. A moeda britânica voltou a ressentir-se com a turbulenta relação entre a União Europeia e o Reino Unido no dossier do Brexit. Apesar de o divórcio estar já consumado, a fase de transição - para ultimar pormenores importantes - termina a 31 de dezembro deste ano e ainda restam muitos pontos por tratar entre ambas as partes. 

Assim, a libra depreciou 0,71% entre abril e junho deste ano face ao dólar dos Estados Unidos. Apesar da má prestação trimestral, a libra esterlina fechou o último dia do trimestre a apreciar 0,29% para os 1,2325 dólares. 
Ouro tem a maior valorização trimestral em quatro anos
O período entre abril e junho revelou-se positivo para o ouro, mesmo com o clima de recuperação nos mercados de ações, que por norma negoceiam em contraciclo com este metal precioso. 

No segundo trimestre, o ouro valorizou 12,40% tendo tocado em máximos de sete anos neste período. Esta foi a maior valorização trimestral desde os primeiros três meses de 2016. 

Isto depois de ter sido castigado no primeiro trimestre deste ano. Apesar de o seu caráter de refúgio, cuja procura tende a aumentar em alturas mais turbulentas no exterior, os investidores preferiram investir o seu dinheiro no dólar, outro ativo considerado seguro. 

Hoje, o ouro continua a sua caminhada ascendente rumo ao patamar dos 1.800 pontos, ao valorizar uns ligeiros 0,02% para os 1.773,23 dólares por onça. 
Juros de Portugal foram os que mais caíram no segundo trimestre
Juros de Portugal foram os que mais caíram no segundo trimestre
Os juros da Zona Euro assumiram uma postura de queda no segundo trimestre deste ano, com destaque para as taxas de referência da dita periferia da região, que conheceram quedas mais volumosas. 

A liderar o tamanho das quedas estiveram os juros portugueses a dez anos, que perderam 38,9 pontos base entre abril e junho deste ano, o que lhes permitiu cair abaixo dos da vizinha Espanha, que viu a sua taxa de referência perder 21 pontos base no mesmo período em análise. 

Ainda assim, hoje os juros de Portugal voltaram a ser considerados ligeiramente mais arriscados do que os de Espanha, uma vez que subiram 0,4 pontos base para os 0,468%, enquanto que os espanhóis perderam 0,2 pontos base para os 0,460%. 

Ainda em termos trimestrais, Itália viu os seus juros perderem 27,8 pontos base e a Alemanha - que serve de referência para o bloco central - registou uma queda menor, de 0,6 pontos base, no trimestre. 

Hoje, os juros transalpinos caem 5,3 pontos base para os 1,240%, enquanto que os juros germânicos encolhem 0,6 pontos base para os -0,481%. 

A precipitar esta queda nos juros da Zona Euro esteve a ação do Banco Central Europeu, que depois de ter lançado o Programa de Compras de Emergência Pandémica (PEPP) decidiu reforçá-lo. Na anterior reunião de política monetária, Lagarde decidiu aumentar em 600 mil milhões de euros o programa de apoio para os 1.350 mil milhões de euros, com duração até, pelo menos, ao final de junho de 2021. 
Petróleo cai com receio de regresso da Líbia

As cotações do petróleo seguem em baixa, pressionadas pelos receios em torno do regresso da Líbia ao mercado exportador.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto cede 0,13% para 39,65 dólares por barril.

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 1,34% para 41,15 dólares.

Apesar de uma significativa recuperação dos preços do WTI neste segundo trimestre (mais 90%), no acumulado do ano a queda é ainda de 35%.

"O segundo trimestre não será esquecido pelos operadores do setor da energia, dado que em abril o WTI afundou para território negativo pela primeira vez na sua história", comentou Tyler Richey, co-editor do Sevens Report Research, citado pela MarketWatch.

A 20 de abril, recorde-se, o WTI afundou 306%, fechando o dia a veler 37,63 dólares negativos, depois de chegar a mergulhar nessa sessão até aos 40 dólares negativos.

Por seu lado, o Brent somou 57% no trimestre, face aos três meses anteriores, mas no ano cede em torno de 38%.

 

O "ouro negro" está a perder terreno na sessão de hoje devido ao forte aumento de novos casos de infeções por covid-19 um pouco por todo o mundo e à possível retoma da produção de petróleo por parte da Líbia – que tem estado a conta-gotas desde o início do ano.

Europa regista maior ganho trimestral desde 2015
As principais bolsas europeias terminaram o dia de forma mista, mas o pan-europeu Stoox 600 - que agrupa as 600 maiores cotadas da região - consumou um ganho de 0,13% para os 360,34 pontos. 

A volatilidade voltou a tomar conta da negociação de hoje, mas a forte abertura em Wall Street deu ânimo ao índice de referência para a Europa. 

Em termos trimestrais, o Stoxx 600 registou um ganho de 12,5%, o que representa um máximo trimestral desde meados de 2015.

Entre abril e junho, as principais praças europeias aproveitaram para recuperar das quedas registadas no trimestre anterior. A maior subida foi para o Dax de Frankfurt, que subiu mais de 20% neste período. 
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