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Bolsas afundam com covid e tarifas de Trump

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 24 de Junho de 2020 às 17:25
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Futuros dos EUA e da Europa recuam, após Ásia ter tocado em máximos de 4 meses
Os futuros das ações dos Estados Unidos e também da Europa recuam dos ganhos dos últimos dias, apontando para um início de sessão com menos força. 

Isto, apesar de durante a madrugada em Lisboa, os principais índices do continente asiático terem tocado em máximos de quatro meses, com os investidores animados com a reabertura das economias locais, mesmo que o número de novos casos com covid-19 continue a aumentar. 

Por esta altura, os futuros do norte-americano S&P 500 seguem na linha de água, enquanto que os futuros do europeu Stoxx 50 - que reúne as 50 maiores cotadas da região - perde 0,7%. 

Ainda assim, o índice geral MSCI para a Ásia e o Pacífico, excluindo o Japão, subiu 0,5%, atingindo um máximo desde que a pandemia se começou a fazer sentir, no início de março. 

Na Coreia do Sul, o índice valorizou 1,5%, enquanto que na China se registou uma subida de 0,2%. No Japão e em Hong Kong os índices perderem 0,4% e 0,1%, respetivamente. 

As notícias sobre o coronavírus não foram animadoras, com vários estados dos EUA a verem o número de novas infeções subir para recordes e o número de mortos na América Latina a ultrapassar os 100.000 na terça-feira.

A União Europeia está mesmo preparada para barrar os viajantes dos EUA por causa do aumento de casos no país, colocando-o na mesma categoria que Brasil e Rússia, de acordo com o New York Times. 
Bolsa nacional recua de forma tímida com quedas do grupo EDP
O índice PSI-20 abriu a sessão desta quarta-feira, dia 24 de junho, com uma perda de 0,02% para os 4.448,80 pontos, num dia em que os novos casos de covid-19 em todo o mundo estão a fazer recuar os investidores. 

As empresas com mais peso na bolsa nacional assumem tendências díspares. Se por um lado a petrolífera Galp regista um ganho de 0,78% para os 10,96 euros por ação e o BCP avança 0,61% para os 11,56 cêntimos por ação; por outro, a EDP recua 0,31% para os 4,184 euros e a retalhista Jerónimo Martins cai 0,06% para os 15,815 euros. 

Também a EDP Renováveis perde 1,17% para os 11,86 euros.

Os CTT - Correios de Portugal caem 0,23% para os 2,19 euros por ação, depois de ter sido noticiado ontem que a espanhola Indumenta Pueri (dona da fabricante de roupa infantil Mayoral), através da Global Portfolio Investments, reforçou a sua posição nos CTT de 5,6618% para 10,0386%.
Petróleo em leve alta, apesar de inventários nos EUA continuarem a subir
Os preços do petróleo começaram a sessão europeia em leve queda, mas conseguiram recuperar, mesmo com os inventários da matéria-prima a subir pela terceira semana consecutiva nos Estados Unidos. 

Por esta altura, o Brent - que serve de referência para Portugal - sobe 0,40% para os 42,80 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (Wets Texas Intermediate) avança 0,05% para os 40,39 dólares. 

Ambos os ativos continuam a negociar perto dos máximos de três meses atingidos na segunda-feira, mesmo depois de o Instituto do Petróleo Americano ter mostrado que os "stocks" de petróleo aumentaram em 1,75 milhões de barris na semana passada, o que representa a terceira semana consecutiva de subidas.

Os dados, no entanto, carecem da confirmação por parte do governo, que divulgará os dados oficiais nesta quarta-feira. 

O londrino Brent voltou a registar um fenómeno chamado de contango na terça-feira passada, que ocorre quando os preços dos futuros estão mais caros do que os preços dos contratos atuais. 
Europa perde com subida de novos casos
As principais bolsas na Europa acordaram nesta quarta-feira com tons cinzentos no horizonte, à medida que os novos casos com covid-19 vão ganhando força em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e América Latina. 

O Stoxx 600 - índice pan-europeu que reúne as 600 maiores cotadas da região - vai perdendo 0,95% para os 363,90 pontos, com as praças europeias a oscilarem entre uma queda de 0,54% em Lisboa e uma desvalorização de 1,49% em Atenas. Entre os setores, o que agrupa as maiores empresas de telecomunicações na Europa lidera as quedas (-1,52%).

O sentimento dos mercados continua a ser pressionado pelos dados diários da atual pandemia, que mostram um número crescente de novos infetados em todo o mundo. As situações mais preocupantes estão agora nos Estados Unidos, onde o número de hospitalizados está a crescer para níveis recorde, e também na América Latina que regista 20% dos mortos por covid-19 em todo o mundo. 

De acordo com o New York Times, a União Europeia está a planear impedir as viagens dos Estados Unidos para o "velho continente", como já tinha feito a países como o Brasil e a Rússia. 

Os estímulos monetários e orçamentais que têm impulsionado o recente "rally" das bolsas em todo o mundo podem regressar em julho, depois de Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos Estados Unidos ter posto essa hipótese em cima da mesa. 

 

Euro recua perante o dólar, mas está a caminho do melhor mês desde outubro
A moeda única da União Europeia corrigiu dos fortes ganhos de ontem frente ao rival dólar dos Estados Unidos, após os dados sobre os serviços e a indústria na região terem sido animadores. 

Agora, o euro desvaloriza 0,12% para os 1,1294 dólares. Ainda assim, a divisa europeia segue bem encaminhada para terminar junho como o melhor mês desde outubro do ano passado, frente à moeda norte-americana. 

Na mesma toada segue a libra britânica, que por esta altura cai 0,34% para os 1,2976 dólares. 
Juros de Portugal voltam a negociar abaixo dos de Espanha
Juros de Portugal voltam a negociar abaixo dos de Espanha
Os juros da dívida portuguesa a dez anos voltaram hoje a cair para um nível abaixo dos de Espanha, com a taxa de referência dos dois países da Península Ibéria a contrariar as subidas no resto da Europa. 

A taxa portuguesa com maturidade a dez anos perde 1,2 pontos base para os 0,461%, enquanto que a homóloga espanhola recua 0,3 pontos base para os 0,465%.

No resto da Europa a tendência é a oposta, com a Alemanha - que serve de referência para o bloco - a ver os seus juros subirem 0,1 pontos base para os -0,411%. 

Em Itália, a prestação é semelhante, com os juros transalpinos a escalarem 0,8 pontos base para os 1,260%. Na Grécia, a taxa de referência cai para os 1,248%, alargando o "spread" para os italianos. 
Ouro em máximos de sete anos a caminho dos 1.800 dólares
O metal precioso está a caminho de atingir a barreira dos 1.800 dólares, numa altura em que a subida do número de casos com covid-19 em todo o mundo está a promover uma corrida para os ativos mais seguros, como é o caso do ouro. 

Por esta altura, o metal valoriza 0,17% para os 1.771,29 dólares por onça, o que representa um máximo de oito anos. Este nível começa a aproximar-se do máximo histórico nos 1.921 dólares datado de 2011.
Novos casos de covid-19 travam abertura de Wall Street
Os principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão de hoje em queda, com os investidores preocupados com o crescente número de novos casos de covid-19 no país. 

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,94% para os 25.910,38 pontos e o S&P 500 desliza 0,76% para os 3.107,40 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite cai dos máximos históricos atingidos ontem, ao perder 0,30% para os 10.101,10 pontos.

O estado de Washington tornou obrigatórias as máscaras em locais públicos, numa altura em que muitos outros estados do país estão a conhecer um aumento robusto no número de novos casos infetados com covid-19.

É o caso do Arizona e do Texas, onde as restrições destinadas a retardar a propagação do surto foram levantadas mais cedo.

Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, disse que as próximas duas semanas podem ser críticas para conter a pandemia em solo norte-americano.

Ainda assim, ontem foi dia de máximos históricos para o Nasdaq, e com o benchmark S&P 500 a caminho do seu melhor desempenho trimestral desde 1975.

O S&P 500 e o Dow Jones Industrials estão apenas a cerca de 7% e 11,5% dos seus respetivos recordes atingidos em fevereiro.
Ouro inverte e cede ligeiramente após tocar máximo de sete anos
Com os receios cada vez mais fortes de uma segunda vaga da pandemia da covid-19, os investidores procuram refúgio no ouro, tendo o metal precioso tocado na sessão de hoje os 1.779,53 dólares por onça, máximo de sete anos.

Os analistas do Bank of America, aliás, estimam que o metal precioso atinja os dois mil dólares no terceiro trimestre deste ano.

Após tocar os máximos de sete anos, o ouro perdeu fulgor e entrou em terreno negativo, deslizando 0,25%, para os 1.764,06 dólares por onça.
Euro desvaloriza com pessimismo do FMI

Depois de duas sessões seguidas a valorizar contra o dólar, o euro segue hoje a depreciar 0,37% para 1,1266 dólares.

Um dia depois de ser reportada a evolução positiva dos setores da indústria e dos serviços na Zona Euro, em particular na Alemanha e na França, a moeda única europeia está a ser pressionada pela revisão em baixa feita pelo Fundo Monetário Internacional às suas próprias projeções para o bloco do euro.

O Fundo estima que o conjunto das economias do euro registe uma quebra superior a 10% em 2020, um cenário bem mais desfavorável do que a quebra de 7,5% prevista por esta mesma instituição em abril último.

Aumento dos inventários e covid-19 afundam petróleo
Aumento dos inventários e covid-19 afundam petróleo

O "ouro negro" segue a cair nos principais mercados internacionais, penalizado sobretudo pelo aumento das reservas de crude nos EUA e pelo forte aumento dos novos casos de infeção por covid-19.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto recua 5,72% para 38,06 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a perder 5,44% para 40,31 dólares.

Os preços estão a refletir o inesperado aumento dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, que registaram um incremento de 1,44 milhões de barris, quando o mercado esperava uma subida de apenas 299.000 barris.

Tratou-se da terceira semana consecutiva de aumento das reservas de crude, que se fixaram num máximo histórico de 540,7 milhões de barris.

Esta subida dos inventários e os receios crescentes de uma segunda vaga de covid-19 estão a desanimar os investidores.

O crescimento dos novos casos de infeção por covid-19 – nomeadamente nos EUA, China, Índia e América Latina – intensificam o temor de que uma nova vaga venha estagnar o processo de reabertura da economia global e reduzir de novo o consumo de combustível.

Se os stocks continuarem a acumular-se e o escoamento para consumo começar de novo a retrair-se, a capacidade de armazenamento da matéria-prima voltará a ficar em risco – como sucedeu em abril, o que levou o WTI a negociar na casa dos 40 dólares negativos.

Juros de Portugal outra vez abaixo de Espanha

Os juros das dívidas públicas negoceiam sem tendência definida no mercado secundário. Depois do ciclo de descidas que marcou as últimas semanas, os juros têm vindo a transacionar com oscilações menos acentuadas nos últimos dias.

No caso da "yield" associada aos títulos soberanos de Portugal com prazo a 10 anos regista-se uma descida de 2,3 pontos base para 0,450%, sendo esta a terceira sessão consecutiva a aliviar que coloca os juros nesta maturidade em mínimos de 11 de abril.

Esta descida permite aos juros da dívida portuguesa ficarem novamente abaixo dos de Espanha, isto depois de algumas sessões em que a contrapartida exigida pelos investidores para adquirem dívida espanhola era menor do que a requerida para comprarem obrigações lusas, isto nos títulos com maturidade a 10 anos.

É que a taxa de juro correspondente à dívida de Espanha a 10 anos recua 0,4 pontos base para 0,465%.

Já a "yield" correspondente às "bunds" alemãs no mesmo prazo alivia 2,6 pontos base para -0,437%.

Europa tropeça em tarifas de Trump e covid e cai mais de 2,5%

As principais praças europeias abandonaram o otimismo da última sessão, devido à notícia de que a Casa Branca se prepara para avançar com tarifas sobre o Velho Continente. 

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, resvalou 2,54% para os 358,06 pontos, e a maioria das praças europeias perdeu acima desta fasquia.

A abalar a confiança dos investidos estão as notícias de que a Administração de Donald Trump colocou em consulta pública o documento onde detalha as tarifas que pretende implementar e que incidem sobre bens no valor de 3,1 mil milhões de dólares que são importados de França, Alemanha, Espanha e Reino Unido. São estes os países que deram ajudas à Airbus que a Organização Mundial do Comércio (OMC) considerou ilegais.

Esta é mais uma "machadada" nas perspetivas económicas europeias, as quais já estavam a ser afetadas pelo crescente número de casos de covid-19 que se têm verificado um pouco por todo o mundo. 

"Há muito com que lidar, sobretudo para um mercado que já está fragilizado", comentaram os estrategas da Nuveen, em declarações à Bloomberg. 

Também os crescentes receios de uma segunda vaga da pandemia de cobid-19, numa altura em que cresce o número de novos casos - especialmente nos EUA, China, Índia e América Latina -, estão a penalizar fortemente as bolsas europeias e do outro lado do Atlântico.

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