Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Europa entra com o pé direito em agosto. Euro e ouro cedem

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

As bolsas mundiais viveram um dos piores trimestres da sua história, arrastadas pelo surto do novo coronavírus.
Justin Lane/EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 03 de Agosto de 2020 às 17:59
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
Futuros da Europa na linha de água, após sessão mista na Ásia
Os futuros do europeu Stoxx 50 - que agrupa as 50 maiores cotadas da região - estão a negociar na linha de água, apontando para uma abertura de sessão sem tendência definida neste primeiro dia de negociação em agosto, depois de um dia misto nas principais bolsas asiáticas.

O aumento de casos de covid-19 em vários países do mundo, com os Estados Unidos e alguns países asiáticos em destaque, e as tensões entre Washington e Pequim estão de novo a pressionar os mercados.

Durante a madrugada em Lisboa, o principal índice do Japão fechou a valorizar 1,7%, enquanto a bolsa de Hong Kong perdeu 0,8%. Em Xangai, na China, o índice avançou 1,4% e na Coreia do Sul fechou de forma estável.

As infeções de coronavírus estão a subir novamente em algumas regiões dos Estados Unidos. Um membro da Reserva Federal disse no domingo que o Congresso precisa de agir rapidamente para travar esta propagação, sugerindo um novo confinamento no país.

Na Austrália, o governo apertou as restrições do confinamento no estado de Victoria, enquanto nas Filipinas foi imposto um confinamento em Manila, a capital do país.

Para além da nova propagação de covid-19, as tensões entre os Estados Unidos e a China voltam a centrar as atenções dos investidores, com a Casa Branca a equacionar banir a aplicação chinesa TikTok do território norte-americano, numa altura em que o Instagram lançou um concorrente para a rede social chamada Instagram Reels.

O secretário de Estado do país, Mike Pompeo, disse ainda que as sanções podiam não ficar por aí, com várias empresas chinesas produtoras de software a serem também visadas. 
Petróleo abaixo dos 40 dólares com aumento da oferta da OPEP

O petróleo está a desvalorizar mais de 1% nos mercados internacionais esta segunda-feira, 3 de agosto, mês em que a OPEP e os seus aliados vão aumentar a sua oferta em cerca de 1,5 milhões de barris face a julho. Haverá assim mais matéria-prima disponível no mercado, numa altura em que a maioria dos países ainda mostra dificuldades em travar o coronavírus e em retomar o crescimento económico e os níveis normais de atividade.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,19% para 39,79 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, recua 1,01% para 43,08 dólares.

Ao mesmo tempo, a condicionar a evolução do petróleo estão as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China, agora que a administração Trump ameaça lançar uma ofensiva contra as tecnológicas chinesas.

Ouro a caminho dos 2.000 dólares

O ouro abriu a semana a bater recordes, impulsionado pelo aumento do número de casos de covid-19 e pelas crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China, que estão alimentar a procura por ativos de refúgio.

O metal precioso desliza agora 0,17% para 1.972,43 dólares, depois de ter tocado nos 1.988,40 dólares.

O ouro subiu 11% em julho, o maior ganho mensal desde 2012, com os investidores a pesarem um dólar mais fraco e as yields da dívida dos Estados Unidos em mínimos. A RBC Capital Markets diz que o ouro parece um "comboio de carga" na viagem dos investidores para os ativos de menor risco.

A crise sanitária gerou estímulos sem precedentes por parte dos governos e bancos centrais para sustentar as economias, incluindo juros mais baixos, que são benéficas para ativos como o ouro, que não pagam juros.

Por outro lado, as tensões geopolíticas também estão a aumentar a procura por este ativo, numa altura em que o governo de Trump ameaça lançar uma ofensiva contra as tecnológicas chinesas.

Europa ganha força e avança quase 1% apesar de subida de casos de covid-19
Depois de uma abertura de sessão mais tépida, com algum pendor para o território negativo, as principais praças europeias recuperaram e seguem agora quase todas a negociar em alta, apesar de o aumento de casos covid-19 continuar a preocupar, assim como o agudizar das tensões entre os Estados Unidos e a China.

Por esta altura, o Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa - ganha 0,55% para os 358,28 pontos, com quase todos os setores em alta, à exceção da banca. Para já, a única praça europeia que negocia no "vermelho" é o IBEX, de Madrid, devido à relevância que os bancos têm no índice.

Isto porque, hoje, dois dos maiores bancos na Europa apresentaram resultados abaixo do previsto.

Primeiro, o britânico HSBC anunciou uma quebra de quase 60% no lucro do segundo trimestre e alertou que as perdas derivadas do incumprimento no pagamento de empréstimos poderiam atingir os 11 mil milhões de euros só este ano. Depois foi a vez de o francês Société Générale anunciar um prejuízo de 1,26 mil milhões de euros, no mesmo período em análise, pondo à prova a continuidade do seu CEO, Frederic Oudea.

Para além do campo dos resultados empresariais, os investidores não tiram os olhos da crescente propagação da covid-19 em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos e em alguns países asiáticos. 

No lado sino-americano, as tensões entre as duas maiores economias do mundo continuam a preocupar, com o mais recente capítulo a incidir sobre a aplicação chinesa TikTok. Donald Trump, líder da Casa Branca, disse na passada sexta-feira que estaria a equacionar não permitir o uso da rede social nos Estados Unidos e o secretário de Estado, Mike Pompeo, foi mais longe e adiantou que a "ordem de expulsão" poderia atingir outras empresas na área da tecnologia. 

 
Juros da Zona Euro caem com exceção para Itália
Juros da Zona Euro caem com exceção para Itália
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a negociar em queda na sessão de hoje, com Itália a ser a exceção à regra e a ver a sua taxa de referência subir 0,5 pontos base para os 1,014%.

Ainda assim, julho foi um mês em que os juros transalpinos perderam 30 pontos base, com os investidores a aplaudirem a aprovação do Plano de Recuperação por parte do Conselho Europeu.

Na Alemanha, os juros a dez anos seguem estáveis, perto de mínimos de dois meses, nos -0,526%. 

Em Portugal, as taxas de juro caem 0,6 pontos base para os 0,335% e em Espanha, perdem 0,1 pontos base para os 0,331%. 


Dólar recupera após pior mês numa década
Julho marcou o pior mês da última década do índice do dólar, que põe à prova a moeda norte-americana contra um cabaz de moedas rivais, com uma desvalorização registada de 4,1%.

Ainda assim, hoje a divisa dá alguns sinais de retoma ganhando terreno tanto ao euro como à libra.

Por esta altura, o euro recua 0,14% para os 1,1762 dólares, enquanto que a libra perde 0,06% para os 1,3077 dólares.
Wall Street acompanha ganhos da Europa

As bolsas dos Estados Unidos abriram em alta a primeira sessão do mês de agosto, com os dados positivos sobre a economia a sobreporem-se ao aumento dos casos de covid-19 em várias regiões do mundo.

O índice industrial Dow Jones avança 0,48% para 26.555,72 dólares, enquanto o tecnológico Nasdaq ganha 0,86% para 10.837,38 pontos. Já o S&P500 valoriza 0,53% para 3.288,60 pontos.

Em destaque na sessão estão os títulos da Microsoft, que valorizam 4,42% para 214,07 dólares, depois de a empresa ter confirmado no domingo as negociações para comprar a TikTok, apesar de a administração Trump ter ameaçado bloquear a rede social no país.

Também a Marathon Petroleum Corp. sobe 3,01% para 39,35 dólares, depois de ter anunciado a venda do seu negócio de postos de combustível por 21 mil milhões de dólares.

Esta evolução positiva das bolsas acontece apesar da crescente tensão entre os Estados Unidos e a China – com Washington a ameaçar tomar medidas contra várias tecnológicas chinesas – e do aumento de casos de covid-19, que pode obrigar a novos confinamentos um pouco por todo o mundo.

Ouro afasta-se de recorde

O ouro, que na última sessão atingiu um novo recorde histórico – os 1.983,36 dólares – segue hoje com um deslize de 0,19% para os 1.972,19 dólares por onça.

A trajetória ascendente do ouro, que em todo o mês de julho só fechou quatro vezes no vermelho, abranda esta segunda-feira, num dia em que as fábricas da zona euro surpreenderam pela positiva, com melhores resultados que o esperado relativos ao mês de julho.

Este metal precioso, que atrai sobretudo pelo seu estatuto de ativo refúgio, torna-se desta forma menos apelativo.

Euro volta a perder

Esta é a segunda sessão consecutiva em que o euro escorrega para terreno negativo, depois de nas 15 sessões anteriores ter caído em apenas duas e ter chegado a máximos de 2018.

A moeda única europeia perde contra o dólar depois de terem sido divulgados números contraditórios em relação ao rumo da economia do Velho continente. Enquanto a recuperação na indústria se apresenta mais forte do que o esperado, o desemprego generalizado está a preocupar os investidores.

Petróleo recupera com contenção da OPEP

A produção de petróleo entre os membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aumentou no último mês, já que houve algum alívio nos cortes, mas a maioria dos países manteve os níveis. Conjuntamente, o cartel subiu a produção em 900.000 barris diários, mostrando, desta forma, contenção no alívio.

Hoje os preços estão assim a recuperar pela segunda sessão consecutiva. Em Londres, o barril de Brent, que serve de referência na Europa, está a avançar 0,69% para os 43,82 dólares, ao mesmo tempo que o West Texas Intermediate regista uma subida de 1,22% para 40,76 dólares no mercado nova-iorquino.

Retoma da atividade industrial anima Europa

As bolsas europeias negociaram em terreno positivo, sustentadas pelo anúncio de um crescimento, embora modesto, da atividade industrial na Zona Euro em julho, refletindo uma melhoria a nível global – numa altura em que a China, Reino Unido e EUA também reportaram números mais animadores neste segmento.

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, encerrou a somar 2,05% para 363,64 pontos.

 

As principais praças da Europa Ocidental fecharam praticamente todas no verde, com exceção da bolsa de Atenas, que cedeu 0,44%.

 

O índice alemão Dax valorizou 2,71%, tendo sido o que teve melhor desempenho, depois de reportar uma expansão da atividade industrial em julho, o que não acontecia desde 2018, criando a expectativa de que o impacto da pandemia poderá estar a atenuar neste setor.

 

Já o índice britânico FTSE ganhou 2,29% e o parisiense CAC-30 somou 1,93%. Em Madrid o Ibex pulou 1,42%, e em Amesterdão o AEX valorizou 2,28%.

 

As cotadas que mais se destacaram pela positiva foram as do setor automóvel, mineiro e da construção.

 

Apesar deste otimismo, os analistas continuam a revelar prudência quanto a uma retoma sustentada devido aos receios de um novo apertar das restrições na Europa devido ao aumento do número de casos de coronavírus.

Juros aliviam na Europa, com exceção da Alemanha

Apesar de as bolsas estarem a recuperar, os investidores continuam a privilegiar ativos mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas – e a maior aposta na dívida faz descer os juros, cenário que hoje se verifica de novo na Europa.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos cederam 4 pontos base para 0,338%, ao passo que em Itália, na mesma maturidade, caíram 5 pontos base para 1,005%. Em Espanha mantiveram-se em 0,329%.

 

Já as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, subiram 1 ponto base para -0,525%, a corrigirem da forte queda da passada sexta-feira – quando atingiram mínimos de mais de dois meses.

Ver comentários
Saber mais bolsas mercados Europa
Mais lidas
Outras Notícias