Europa avança apesar de investidores estarem cautelosos em relação ao Irão. Technoprobe dispara 9%
Reviravolta nos mercados com notícia sobre reaproximação entre os EUA e o Irão. Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Europa avança apesar de investidores estarem cautelosos em relação ao Irão. Technoprobe dispara 9%
As principais praças europeias conseguiram encerrar a sessão desta segunda-feira no verde, contrariando a negociação do outro lado do Atlântico, com as ações do Velho Continente a serem impulsionadas pelas notícias de que os EUA propuseram levantar as sanções ao petróleo iraniano para conseguirem avançar com as negociações de paz. Entretanto, um responsável norte-americano já veio negar estas informações, dizendo que terá de haver contrapartidas de Teerão para que isso aconteça.
O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelerou 0,54% para 610,17 pontos, numa sessão marcada por grande volatilidade. Esta segunda-feira, o índice chegou a perder 0,9%, tendo conseguido inverter o sentido da negociação após as notícias do levantamento das sanções, chegando a acelerar 0,9%. Os ganhos acabaram, no entanto, reduzidos, com os investidores a mostrarem algum ceticismo em relação à aproximação dos EUA às exigências iranianas.
O setor dos media registou o melhor desempenho entre os seus pares, seguido das petrolíferas e empresas ligadas ao setor do "oil & gas", que beneficiaram de um novo aumento dos preços do petróleo. O Brent - crude de referência para a Europa - está novamente a negociar acima dos 110 dólares por barril, apesar de até ter registado alívios esta segunda-feira.
Entre as principais movimentações de mercado, a Sonova Holdings disparou 7,87% para 193,20 francos suíços, depois de a fabricante de aparelhos auditivos ter divulgado lucros que superaram as expectativas dos analistas, citando o forte crescimento nas suas atividades de venda a retalho. Já a italiana Technoprobe acelerou 9,13% para 28,46 euros, atingindo um novo máximo histórico, depois de o Bank of America ter revisto em alta a recomendação da fabricante de semicondutores para "comprar".
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avançou 1,49%, o francês CAC-40 valorizou 0,44%, o espanhol IBEX ganhou 0,75%, ao passo que o neerlandês AEX somou 0,52% e o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1,26%. Já o italiano FTSEMIB não consegui acompanhar os pares e perdeu 0,91%.
Juros aliviam na Zona Euro apesar de montanha-russa nos preços do petróleo
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta segunda-feira com alívios, apesar de terem visto os seus recuos reduzidos, depois de os preços do petróleo terem voltado a negociar em território positivo. As notícias de que os EUA teriam proposto o levantamento das sanções sobre o crude iraniano animaram a negociação, mas os investidores estão a mostrar-se céticos em relação a um acordo de paz que leve à reabertura do estreito de Ormuz.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, caíram 1,9 pontos-base para 3,146%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade desceu 4 pontos para 3,776%. Já os juros da dívida italiana registaram a maior queda da Zona Euro, ao deslizarem 4,2 pontos para 3,903%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos recuaram 3,2 pontos-base para 3,507%, enquanto os da espanhola na maturidade de referência cederam 3,3 pontos para 3,569%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas afundaram 7,4 pontos-base para 5,097%, depois de terem atingido máximos de 2008 na semana passada. Apesar de uma nova crise política pairar sobre o Reino Unido e Keir Starmer estar a ver a sua liderança ameaçada, o primeiro-ministro britânico voltou a afirmar esta segunda-feira que pretende liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais, que se realizam em 2029.
Ouro tropeça com investidores mais céticos em relação aos desenvolvimentos no Médio Oriente
O ouro está a negociar com perdas ligeiras esta segunda-feira, numa altura em que os investidores continuam a avaliar os impactos da subida dos preços da energia na inflação e, consequentemente, na forma com os bancos centrais mundiais vão lidar com a política monetária.
A esta hora, o metal amarelo está a perder 0,24% para 4.536,95 dólares por onça, depois de já ter perdido quase 4% do seu valor na semana passada. As notícias de que os EUA teriam proposto o levantamento temporário de sanções sobre o petróleo iraniano para facilitar as negociações entre as duas partes ainda deram alguma força ao ouro, mas os investidores estão agora a mostrar algum ceticismo em relação ao avanço das conversações.
Durante o fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou à carga e renovou as ameaças contra o regime iraniano, advertindo Teerão que "o tempo está a esgotar-se" para os dois países conseguirem chegar a um acordo que ponha um ponto final ao conflito e leve à reabertura do estreito de Ormuz.
O acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão também tem se mostrado cada vez mais frágil, depois de um ataque de drones no domingo ter desencadeado um incêndio numa central nuclear nos Emirados Árabes Unidos e três outros drones terem sido intercetados pela Arábia Saudita já na madrugada desta segunda-feira.
De acordo com os analistas do JPMorgan Chase, citados pela Bloomberg, o interesse de novos investimentos no mercado dos metais preciosos "secou até ficar reduzido a um fio", com os investidores a anteciparem um ambiente monetário restritivo durante mais tempo. Encontrar uma porta de saída para o conflito é essencial para o mercado, defendem os analistas, mas é provável que o ouro consiga encontrar algum suporte nas compras por parte dos bancos centrais.
Dólar perde terreno face ao euro
O dólar norte-americano está a perder terreno face ao euro, apesar de subir ligeiramente em relação ao iene japonês, enquanto os preços do petróleo voltaram a subir, depois de Donald Trump ter voltado a pressionar o Irão para que as duas partes cheguem a um acordo de paz sobre o conflito no Médio Oriente e de Teerão ter alegado que os EUA concordaram em suspender temporariamente as sanções sobre o crude iraniano - algo que não foi confirmado por Washington.
“Os preços elevados do petróleo e os rendimentos mais altos das obrigações são um grande obstáculo para os ativos de risco e devem manter o dólar apoiado no curto prazo”, disse Chris Turner, diretor de estratégia cambial do ING, à Bloomberg.
Neste contexto, o euro sobe 0,13% para 1,1641 dólares e, face ao iene, a "nota verde" ganha modestos 0,08% para 158,89 ienes. Já a libra soma 0,55% para 1,3398 dólares. Já o índice do dólar DXY cai 0,16% para 99,12 pontos, depois de ter registado o melhor desempenho semanal em três semanas na semana passada.
Tudo aponta para que o estreito de Ormuz continue fechado por mais tempo, o que tem impulsionado os ganhos da moeda americana,. O dólar tem valorizado entre 0,5% a 1% a cada aumento de 10% nos preços do petróleo, disseram os analistas do Barclays.
A divisa nipónica também negoceia com perdas, numa altura em que o mercado está atento a uma possível intervenção do governo. A primeira-ministra, Sanae Takaichi, apelou a um orçamento suplementar em resposta ao aumento dos preços das matérias-primas, recuando na sua insistência de que tal medida não era necessária.
Entretanto, a divisa chinesa desvalorizou-se para 6,808 yuans por dólar, depois do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, na semana passada, que não trouxe grandes avanços, enquanto os dados divulgados esta segunda-feira mostraram que o crescimento da China perdeu força em abril.
Montanha-russa do petróleo leva preços a voltarem a subir mais de 1%
O petróleo está, novamente, a negociar em território positivo, numa sessão marcada por grande volatilidade. Os investidores estão a digerir uma série de informações vindas do Médio Oriente e a reavaliar as probabilidades de um acordo de paz entre os EUA e Irão, que reabra o estreito de Ormuz, possa realmente vir a materializar-se.
A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - avança 1,58% para 110,94 dólares por barril, depois de ter chegado a perder 2,19% para 106,87 dólares e a acelerar 2,51% para 112 dólares numa só sessão. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - referência para os EUA - ganha 1,25% para 106,74 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão cai 1,11% para 49,61 euros por megawatt.
O dia arrancou com grandes ganhos para o crude, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter advertido o Irão que "o tempo está a esgotar-se" para um acordo de paz ser alcançado e após três drones terem sido intercetados pela Arábia Saudita, lançados a partir do espaço aéreo iraquiano.
No entanto, a matéria-prima acabou por inverter o sentido de negociação depois de a agência de notícias iraniana Fars ter noticiado que os EUA propuseram o levantamento temporário das sanções sobre o petróleo iraniano - pelo menos, enquanto decorrem as negociações de paz entre os dois países. Teerão também confirmou esta segunda-feira que as conversações com Washington continuam através do Paquistão, que tem servido de mediador desde o estalar do conflito.
A notícia da Fars ainda não foi confirmada pela Casa Branca e os investidores parecem estar, agora, mais céticos em relação a possíveis desenvolvimentos. "Suspeitamos que esteja a tornar-se cada vez mais claro que as perturbações decorrentes da guerra no Irão vieram para ficar", explica George Moran, estratega macroeconómico para a Europa da RBC Capital Markets, à Bloomberg.
Fim das sanções ao Irão deixam Wall Street sem rumo. NextEra Energy afunda 4%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão da semana sem grandes movimentos, num dia em que os preços do petróleo conseguiram inverter o sentido de negociação e estão agora no vermelho. Os investidores estão a mostrar-se relativamente menos pessimistas em relação a um possível acordo entre os EUA e o Irão que possa levar à reabertura do estreito de Ormuz, depois de Washington ter alegadamente proposto um levantamento temporário das sanções sobre o petróleo iraniano, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
O S&P 500 arrancou a sessão a negociar na linha d'água, com um ganho de 0,01% para 7.408,91 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,05% para 26.238,59 pontos e o industrial Dow Jones recua uns míseros 0,02% para 49.508,97 pontos. Os três principais índices norte-americanos encerraram o último dia de negociação da semana passada com perdas avultadas, com o S&P 500 a perder mais de 1%, num contexto em que os preços do petróleo elevados - e consequentemente uma inflação descontrolada - estão a aumentar as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) avançar já este ano com um aumento das taxas de juro.
No entanto, algum do otimismo perdido voltou às bolsas após a notícia sobre o alegado levantamento das sanções contra o petróleo iraniano - uma das reivindicações de Teerão nas negociações para acabar com o conflito que já se encaminha para completar três meses. O sentimento contrasta com o do arranque do dia, quando três drones foram intercetados pela Arábia Saudita e o Presidente dos EUA, Donald Trump, expressou alguma frustração em relação à posição do regime iraniano nas conversações de paz - advertindo que "o tempo está a esgotar-se".
"Prevemos que as obrigações e as matérias-primas continuem a refletir estes riscos de forma mais rápida", explica Emma Moriarty, gestora de portefólios da CG Asset Management, à Bloomberg. "Quanto mais tempo esta situação se prolongar, mais provável será que as taxas de juro e os preços da energia comecem a ter um impacto sustentado nos lucros das empresas. Isto constitui um problema, especialmente tendo em conta as elevadas valorizações das ações", acrescenta.
Entre as principais movimentações de mercado, a NextEra Energy cai 3,90% para 89,72 dólares, depois de ter sido revelado que a empresa estaria a negociar uma aquisição da Dominion Energy realizada através de uma troca de ações, que avaliaria a empresa em cerca de 66 mil milhões de dólares. Por sua vez, a Nvidia acelera apenas 0,01%, com os investidores a prepararem-se para a apresentação de resultados da tecnológicas, que vai acontecer já na quarta-feira após o fecho da sessão.
Petróleo em queda após após notícia sobre suspensão de restrições ao crude iraniano
Num dia que estava a ser marcado por uma nova escalada nos preços do petróleo, com efeitos nos restantes mercados de ativos, e com o barril de Brent a ter superado os 111 dólares na negociação desta segunda-feira, o "ouro negro" inverteu a tendência ao início da tarde, negociando agora em queda.
A justificar a movimentação está a notícia avançada pela agência de notícias iraniana Tasnim, que diz que os EUA terão proposto um levantamento temporário das sanções existentes sobre o petróleo iraniano.
Segundo a informação revelada, que cita uma fonte conhecedora do processo, os EUA terão concordado em suspender as restrições ao petróleo iraniano enquanto decorrem as negociações entre os dois países.
Neste contexto, o barril de Brent, a referência para a negociação europeia, recua 0,19% para os 109,05 dólares, enquanto o WTI, a referência norte-americana, cede 0,41% para os 104,99 dólares.
Taxa Euribor sobe a seis meses para máximo desde janeiro de 2025
A taxa Euribor desceu esta segunda-feira, de novo, a três meses e subiu a seis e 12 meses, no prazo mais curto para um máximo desde janeiro de 2025.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,219%, continuou abaixo das taxas a seis (2,594%) e a 12 meses (2,830%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,594%, mais 0,032 pontos do que na sexta-feira e um novo máximo desde janeiro de 2025.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 2,830%, mais 0,015 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses baixou, ao ser fixada em 2,219%, menos 0,013 pontos do que na sessão anterior e depois de ter subido na passada quarta-feira para um novo máximo desde abril de 2025 (2,283%).
A média mensal da Euribor subiu nos três prazos em abril, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.
A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses.
Europa negoceia com maioria de perdas. Inflação pressiona sentimento e Ryanair cai 3%
Os principais índices europeus negoceiam com perdas em praticamente toda a linha na primeira sessão da semana, com o sentimento dos investidores a ser pressionado por uma nova subida dos preços do crude nos mercados internacionais, fator que está, também, a alimentar receios em torno da inflação, e que poderá obrigar os bancos centrais, incluindo o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra, a subirem taxas diretoras ao longo deste ano.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 0,33% para os 604,90 pontos, já depois de ter atingido mínimos de duas semanas mais perto do arranque da sessão.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,03%, o italiano FTSEMIB derrapa 1,73%, o francês CAC-40 perde 0,71%, o espanhol IBEX cai 0,42%, ao passo que o neerlandês AEX soma ligeiros 0,01%, num dia em que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,09%.
O preço do barril de petróleo Brent segue agora a negociar acima dos 110 dólares, depois de o Presidente Donald Trump ter avisado que “o tempo está a esgotar-se" para o Irão chegar a um acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, enquanto se mantém o bloqueio do estreito de Ormuz.
Nesta medida, o "benchmark" Stoxx 600 registou o seu último recorde a 27 de fevereiro - ficando atrás dos congéneres norte-americanos que bateram sucessivos recordes ao longo do último mês -, na véspera de os EUA e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão. Desde então, o índice de referência do Velho Continente caiu cerca de 5%.
“A esperança de uma resolução do conflito no estreito de Ormuz não se concretizou, pelo que não se espera uma acalmia nos mercados”, disse à Bloomberg Guillermo Hernandez Sampere, diretor de negociação da MPPM. “Além disso, existe o receio de uma nova escalada, o que irá pesar sobre os mercados”, acrescentou o mesmo especialista.
Entre os setores, o automóvel (-1,79%), o do turismo (-1,77%) e o da construção (-1,60%) registam as perdas mais expressivas, enquanto o do petróleo e gás (+1,43%), o das telecomunicações (+0,35%) e o tecnológico (+0,20%) lideram as subidas.
No que toca a movimentos do mercado, a Ryanair cede mais de 3%, apesar de uma forte subida dos lucros, depois de a companhia aérea “low cost” ter alertado para o aumento dos custos este ano, caso os preços do combustível para aviões se mantenham nos níveis atuais. Por outro lado, a Sonova Holdings sobe 2,70% depois de a fabricante de aparelhos auditivos ter divulgado lucros anuais que superaram as estimativas.
Juros registam ligeiros alívios na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com alívios em toda a linha, depois de terem registado fortes agravamentos na semana passada, à medida que os mercados centram atenções no Médio Oriente, enquanto se viram também para o arranque do encontro dos ministros das Finanças do G7, que irão discutir a situação no golfo Pérsico.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 1,3 pontos-base para 3,526%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade recua igualmente 1,3 pontos-base, neste caso para os 3,589%.
Já os juros da dívida soberana italiana cedem 1,5 pontos para 3,931%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa alivia 1,8 pontos para 3,798%, ao passo que os juros das "Bunds" alemãs, referência para a região, recuam 0,6 pontos, para os 3,159%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “Gilts” britânicas, também a dez anos, aliviam 3,7 pontos-base, para os 5,134%.
Noutros pontos, a Comissão Europeia iniciou, neste arranque de semana, o quinto leilão de obrigações europeias do semestre, com maturidades em 2029, 2037 e 2051.
Dólar cai ligeiramente com "traders" atentos a reunião do G7 e divulgação de atas da Fed
O dólar está a registar desvalorizações nesta manhã, ainda que se mantenha perto de máximos da semana passada, com os “traders” a virarem-se para o Médio Oriente e para uma nova subida dos preços do crude, enquanto a fraqueza do iene mantém os mercados atentos a uma possível intervenção de autoridades nipónicas no mercado cambial.
Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – perde 0,07%, para os 99,212 pontos, depois de ter registado na semana passada o seu melhor desempenho semanal dos últimos três meses.
Os investidores estão agora a prever uma probabilidade de cerca de 50% de que a Reserva Federal possa aumentar as taxas até dezembro deste ano, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.
As atas da última reunião da Reserva Federal serão divulgadas ainda esta semana e deverão ajudar a esclarecer o grau de preocupação do banco central com a inflação persistente. Os investidores estarão também atentos à reunião dos ministros das Finanças e dos governadores dos bancos centrais do G7, que se reúnem em Paris na segunda e na terça-feira para discutir a guerra no Irão.
A “nota verde” valoriza 0,08%, para os 158,860 ienes, com a divisa nipónica perto do seu nível mais fraco desde 29 de abril, o que está a deixar os investidores em alerta para uma possível intervenção, à semelhança do que se tem vindo a registar nas últimas semanas, em que autoridades do país decidiram intervir no mercado cambial depois de o dólar ter ultrapassado os 160 ienes.
Já pela Zona Euro, a moeda única soma 0,10%, para os 1,164 dólares.
A libra, por sua vez, valoriza 0,21%, para os 1,335 dólares, após ter atingido na semana passada o nível mais baixo em cinco semanas face à “nota verde”, enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, luta para se manter no poder após fortes derrotas nas eleições regionais.
Ouro com ligeira subida após atingir mínimos de mais de um mês
O ouro está a negociar com valorizações contidas nesta manhã, depois de ter atingido mínimos de mais de um mês no arranque da sessão, na sequência de receios dos “traders” relacionados com a inflação.
A esta hora, o ouro soma 0,12% para os 4.545,420 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma igualmente 0,12% para os 76,084 dólares por onça.
Os preços do petróleo atingiram o nível mais alto em duas semanas depois de um ataque com drones ter provocado um incêndio numa central nuclear nos Emirados Árabes Unidos. As expectativas de taxas mais altas devido a um escalar dos preços da energia têm pressionado os preços do "metal amarelo”, que não rende juros. Ainda assim, para já o ouro soma ligeiras valorizações numa altura em que se regista uma desvalorização do dólar, com os “traders” a aproveitarem as recentes quedas para reforçar posições.
Os mercados estão cada vez mais a prever um aumento das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA antes do final do ano, com os mercados a apontarem agora para 50% de probabilidades de a autoridade de política monetária vir a subir as taxas diretoras ainda durante este ano, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
E numa altura em que o ouro tem vindo a ser pressionado devido aos receios de uma escalada da inflação e consequente subida dos juros diretores, o JP Morgan anunciou no final de domingo que reduziu a sua previsão do preço médio do ouro para 2026 de 5.708 dólares por onça para 5.243 dólares por onça, citando uma procura mais fraca a curto prazo pelo metal.
Brent volta a ultrapassar os 111 dólares por barril com incerteza sobre futuro da guerra no golfo
Os preços do petróleo continuam a somar valorizações nesta segunda-feira, depois de terem avançado cerca de 7% no conjunto da semana passada, à medida que se mantém o bloqueio do estreito de Ormuz. A pressionar os preços está também um ataque com drones a uma central nuclear nos Emirados Árabes Unidos que reacendeu receios sobre uma nova escalada do conflito no Médio Oriente.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, soma 1,84% para os 111,27 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 2,27% para os 107,81 dólares por barril. Ambos os contratos de futuros negoceiam perto de máximos de duas semanas.
As conversações da semana passada entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, terminaram sem qualquer indicação, por parte do maior importador mundial de petróleo, de que Pequim apoiaria os EUA na resolução do conflito desencadeado pelos ataques norte-americanos e de Israel contra o Irão, mantendo-se ainda uma grande incerteza sobre que passos poderão ser dados para pôr fim à guerra.
A Arábia Saudita, que intercetou três drones que entraram no país a partir do espaço aéreo iraquiano, disse que tomaria as medidas operacionais necessárias para responder a qualquer tentativa de violação da sua soberania e segurança, com os Emirados Árabes Unidos a afirmarem também que têm o direito de responder a qualquer ataque após drones terem atingido uma central nuclear no país.
Trump deverá reunir-se com os principais conselheiros de segurança nacional na terça-feira para discutir opções de ação militar relativamente ao Irão, informou a Axios.
Ásia arranca semana em baixa com inflação a pressionar índices. Samsung dispara 4%
Os principais índices asiáticos fecharam a primeira sessão da semana com perdas em praticamente toda a linha, à medida que uma onda de vendas entre ativos de risco se prolonga, enquanto se mantém o impasse entre Estados Unidos e o Irão em relação ao estreito de Ormuz e o petróleo continua a somar valorizações, alimentando receios em relação a uma inflação mais persistente.
Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a ceder cerca de 0,60%, enquanto pela Europa os futuros do Euro Stoxx 50 recuam 0,90%, apontando para uma abertura em baixa.
Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,68%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,56%, enquanto o Shanghai Composite deslizou 0,46%. Na Coreia do Sul, o Kospi fechou no verde, com o “benchmark” do país a encerrar com ganhos de 0,52%. Já quanto ao Japão, o Nikkei recuou 0,96% e o Topix caiu 0,94%.
A "yield" das obrigações japonesas com maturidade a 10 anos disparou 10 pontos-base, atingindo níveis que não se registavam desde 1996, enquanto a rendibilidade dos juros da dívida soberana do país a 30 anos subiu 20 pontos-base, atingindo o valor mais elevado desde a o início da série em 1999.
A pesar sobre o sentimento dos investidores, o petróleo Brent subiu mais de 1%, para cerca de 111 dólares por barril, à medida que os esforços para reabrir o estreito de Ormuz parecem não surtir nenhum efeito substancial na circulação de navios comerciais pela via marítima, prolongando as disrupções ao abastecimento energético na região. Nesta linha, o Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou que “o tempo está a esgotar-se" para o Irão chegar a um acordo.
A agitação nos mercados bolsistas registada nesta segunda-feira segue-se ao “sell-off” de sexta-feira.
“Com poucas perspetivas de um restabelecimento rápido dos fluxos energéticos do golfo e com as cadeias de abastecimento do setor industrial a sinalizarem um aumento incessante das pressões sobre os preços, a inflação a nível mundial deverá subir nos próximos meses. Isso obrigará os bancos centrais a adotarem medidas de aperto monetário”, disse à Bloomberg Frederic Neumann, economista-chefe para a Ásia do HSBC Holdings. Neste contexto, “as preocupações com a inflação tomaram conta dos mercados”, afirmou o mesmo especialista.
Um teste crucial para os investidores esta semana serão os resultados da Nvidia, após meses em que os investidores parecem ter deixado de lado os riscos macroeconómicos crescentes, apostando que os milhares de milhões de dólares investidor por cotadas na implementação da inteligência artificial impulsionariam o crescimento dos lucros das empresas.
Entre os movimentos do mercado pela Ásia, a sul-coreana Samsung Electronics disparou 4,25%, depois de a administração da empresa ter iniciado negociações salariais decisivas com o seu maior sindicato, com o objetivo de evitar uma greve que poderia perturbar as operações do maior fabricante mundial de chips de memória. Já a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company derrapou mais de 1%, enquanto a ShunSin Technology perdeu quase 10%.
Irão reabre bolsa na terça-feira
A Bolsa de Teerão vai reabrir na terça-feira, 19 de maio, depois da suspensão imposta desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro, informou a agência estatal iraniana IRNA.
O supervisor adjunto do órgão regulador da bolsa (Organização de Valores Mobiliários e Câmbio), Hamid Yari, explicou que o fecho temporário visou proteger os investidores, evitar vendas de pânico e garantir uma maior transparência nos preços.
Com esta reabertura, prevê-se a reativação completa do mercado de capitais do país.
Produção industrial da China cresce 4,1% em abril e fica abaixo das previsões
A produção industrial da China cresceu 4,1% em abril, em termos homólogos, representando uma desaceleração de 1,6 pontos face ao valor de março, segundo dados oficiais divulgados esta segunda-feira pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) do país. O valor ficou abaixo das previsões mais generalizadas dos analistas, que esperavam um avanço em torno de 5,9%.
Leia a notícia completa aqui.
Arábia Saudita intercetou três drones
A Arábia Saudita anunciou que intercetou três drones que entraram no seu território a partir do espaço aéreo iraquiano e advertiu que tomará as necessárias medidas operacionais para responder a qualquer tentativa de violação da sua soberania e segurança.
Os ataques ocorreram neste domingo, dia em que também os Emirados Árabes Unidos foram alvo de três drones - tendo conseguido intercetar dois deles e não evitando que um atingisse, mas sem grandes consequências, uma central nuclear do país.
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