Mercados num minuto Bitcoin afunda mais de 17%. Bolsas em alta e juros portugueses voltam a aliviar

Bitcoin afunda mais de 17%. Bolsas em alta e juros portugueses voltam a aliviar

As bolsas europeias alinham-se no verde e Lisboa não é exceção. Ainda por cá, os juros da dívida voltam a notar um alívio. Lá fora, destaque ainda para a bitcoin, que cai depois de ser criticada pelo presidente Donald Trump.
Bitcoin afunda mais de 17%. Bolsas em alta e juros portugueses voltam a aliviar
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 15 de julho de 2019 às 17:43

Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,74% para 5.260,02 pontos
Stoxx 600 subiu0,23% para os 387,75 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviaram 6,8 pontos base para os 0,581%
Euro aprecia 0,06% para os 1,1263 dólares
Petróleo em Londres avança 0,09% para os 66,78 dólares por barril

Bolsas europeias no verde

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, fechou a sessão com uma subida de 0,23% para os 387,75 pontos, registando a  segunda sessão de subidas consecutivas. A impulsionar o ínidice estiveram os setores da indústria química e automóvel, que avançaram perto de 0,7%.

A animar os mercados internacionais estão os resultados do Citigroup, o primeiro dos grandes bancos norte-americanos a apresentar resultados para o segundo trimestres, e a arrancar com nota positiva: a instituição revelou números acima das expectativas dos analistas, o que animou os investidores e criou expectativas positivas para a época de resultados.

A travar o otimismo estão contudo os dados relativos à economia chinesa, os quais denotam o crescimento económico mais fraco dos últimos 27 anos. O pressidente norte-americano, Donald Trump, veio atribuir o abrandamento à imposição de tarifas da parte dos Estados unidos sobre as importações chinesas.  

A bolsa nacional não foi exceção, tendo terminado a sessão com uma valorização de 0,74% para 5.260,02 pontos, com o setor de retalho em destaque. A "pesada" Jerónimo Martins subiu quase 2%, tal como Sonae.

Bitcoin afunda mais de 17%

A moeda digital bitcoin segue a perder 11,66% para os 10.518,75 dólares, mas já chegou a quebrar 17,11% para os 9.869,56 durante a sessão. Esta é a primeira vez desde 2 de julho que a moeda virtual desce abaixo da fasquia dos 10.000 dólae, depois de a 28 de junho ter aingido os 13.851,60 dólares- um máximo de janeiro de 2018.


A evolução negativa acontece  após as críticas do presidente norte-americano na passada sexta-feira.  No Twitter, Donald Trump disse que não era fã da bitcoin e de outros criptomoedas, "que não são dinheiro e cujo valor é altamente volátil e feito de nada". "Os ativos cripto desregulados podem facilitar o comportamento fora da lei, incluindo o comércio de droga e outra atividade ilegal", acrescentou, criticando também a Libra, a moeda que o Facebook e várias empresas querem fundar. 

Juros portugueses aliviam alinhados com periféricos

Os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviaram 6,8 pontos base para os 0,581%. A tendência dos juros nacionais inverte após três sessões de subidas, alinhados com os dos pares europeus Espanha e Itália. Os países periféricos destacam-se desta forma da restante Europa.

A Alemanha também se junta a este grupo com os juros da dívida soberana a caírem 4,2 pontos base para os 0,254%, depois de quatro sessões consecutivas de subidas.

Petróleo "aguenta-se" perto de máximos de maio

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, sobe 0,09% para os 66,78 dólares. A matéria-prima regista a segunda subida consecutiva e consegue desta forma manter cotações próximas dos valores registados no final de maio.  A contribuir poderá estar o anúncio de que uma tempestade paralisou quase três quartos (73%) da produção norte-americana no Golfo do México, segundo a Bloomberg. 

Produção chinesa de aluimínio sobe, títulos também

A produção chinesa de alumínio atingiu novos máximos em junho, ao subir 1,3% para 2,97 milhões de toneladas. A evolução da matéria prima traduz a confiança dos produtores nos estímulos que esperam que o Governo aplique à economia e levam o metal a valorizar cerca de 0,7%.




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