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Europa no vermelho com Lisboa em alta. Euro supera 1,20 dólares

Acompanhe aqui o dia dos mercados, minuto a minuto.

As bolsas mundiais viveram semanas frenéticas, com os investidores a venderem as suas ações face à incerteza em torno da covid-19.
Amanda Perobelli/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 01 de Setembro de 2020 às 17:08
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Bolsas mantêm-se agarradas ao impulso ascendente

As bolsas norte-americanas e europeias, de acordo com os futuros de ambas, devem manter-se firmes na trajetória ascendente que têm vivido. Na Ásia, já se perdeu parte do ímpeto.

As bolsas asiáticas não se conseguiram decidir por uma direção comum. Na Austrália os títulos caíram, enquanto na Coreia do Sul subiram, depois de o Governo se ter comprometido com estímulos orçamentais em 2021. As restantes referências deste continente terminaram a sessão pouco alteradas.

 

Já nos Estados Unidos, o otimismo não arrefece na primeira sessão após o fecho de agosto, o qual se tornou o quinto mês no verde da referência norte-americana, o S&P500. Os investidores têm vindo a apostar numa melhoria contínua da economia e em ganhos contínuos nos títulos das tecnológicas.

 

"A seguir a um mês tão forte e uma recuperação tão grande desde que vimos o afundar em março, pensamos que podemos assistir a alguma turbulência nos próximos meses", defendem os analistas do Wells Fargo Investment Institute, em declarações à Bloomberg. "estamos a entrar num período sazonal mais fraco, temos eleições no horizonte, e o outono pode significar um escalar do coronavírus que pode começar a preocupar os mercados".

Setembro deverá assim arrancar em alta, depois de o índice MSCI ter subido 6,6% em agosto,a maior valorização registada neste mês desde 1986. 

Petróleo sobe com expectativa de queda das reservas
Petróleo sobe com expectativa de queda das reservas

O ouro negro segue com subidas fortes, apoiado em dois fatores: por um lado, a fraqueza do dólar – a moeda em que é denominado – e, por outro, a expectativa de que as reservas nos Estados Unidos voltem a cair.
 

O dólar estar a cotar no nível mais baixo desde maio de 2018, tornando os ativos que são denominados nesta moeda mais atrativos. Paralelamente, os inventários de crude no país da nota verde deverão ter deslizado em 2 milhões de barris na semana passada, o que, a confirmar-se, será a sexta quebra semanal consecutiva, formando o ciclo mais prolongado de descidas deste ano.

 

O barril de Brent, negociado em Londres e referência no mercado europeu, valoriza 1,13% para os 45,79 dólares, de mãos dadas com o irmão nova-iorquino West Texas Intermediate, que ganha 1,01% para os 43,04 dólares.


Dólar em mínimos de dois anos
Dólar em mínimos de dois anos

A nota verde segue a perder contra o cabaz das principais moedas (G-10) e o Bloomberg Dollar Spot Index denuncia o nível mais baixo desde maio de 2018, na sequência de uma quebra de 0,4%.

 

A moeda norte-americana perde numa altura em que a Reserva Federal dos Estados Unidos sinaliza que vai manter as taxas de juro diretoras em níveis historicamente baixos.

 

Neste cenário, o euro ganha 0,26% para os 1,1967 dólares, na terceira sessão de subidas para a moeda europeia, que ascende, por sua vez, a um máximo de 1 de maio de 2018.

Ouro sobe e aproxima-se dos 2 mil dólares

O metal precioso está a ganhar força com a queda do dólar, moeda na qual é denominado. O ouro segue a somar 1,20% para os 1.991,49 dólares, numa altura em que, apesar do apoio demonstrado pela Reserva Federal à economia nos Estados Unidos, a pandemia continua a preocupar e parece ter encontrado um novo epicentro: a Índia.

Juros agravam novamente

Os juros da dívida a dez anos de Portugal estão a agravar pela segunda sessão consecutiva, desta vez, com um aumento de 0,5 pontos base para os 0,423%.

 

Na referência europeia, a Alemanha, a tendência é igualmente de subidas – aliás, nas últimas sete sessões, apenas uma foi de alívio. Esta terça-feira o aumento é de 0,6 pontos base para os -0,392%.

 

Com os investidores a ganharem confiança na evolução da economia, os títulos acionistas voltam a ser atrativos enquanto as obrigações, geralmente de menor risco, ficam para trás nas opções.

Europa "ressuscita" de três sessões no vermelho

A Europa volta aos ganhos depois de três sessões consecutivas no vermelho, embora sem comum acordo entre as principais praças.

 

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, avança 0,37% para os 367,85 pontos, e é acompanhado no verde por Madrid, Frankfurt e Amesterdão. Contudo, Paris, Londres e Lisboa ficam pelo terreno negativo.

 

As referências europeias dividem-se entre os dois espetros numa altura em que as políticas acomodatícias dos bancos centrais, reforçadas pela Fed na semana passada, têm dado força aos mercados e sustentado um rally que entregou a agosto o título de melhor oitavo mês desde os anos 80, olhando aos títulos numa perspetiva global.

 

Ainda assim, o ressurgimento de surtos de coronavírus tem vindo a abalar os investidores, numa altura em que a Índia se tem vindo a afirmar como o novo epicentro da pandemia.

Wall Street quebra apesar da subida das tecnológicas. Zoom dispara 32%

A bolsa nova-iorquina abriu em queda, apesar da força exibida pelas cotadas do setor tecnológico, nomeadamente, da Zoom.

O generalista S&P500 desce 0,12% para os 3.496,09 pontos, depois de ter fechado o melhor agosto em mais de trinta anos. Esta conquista também foi alcançada pelo industrial Dow Jones, que nesta sessão recua 0,30% para os 28.344,91pontos. Contudo, o tecnológico Nasdaq, que viveu o melhor mês desde 2000, é a estrela da sessão com uma subida de 0,31% para os 11.812,72 pontos.

Os investidores moderam o otimismo que tem vindo a conduzir as bolsas até aos mais recentes recordes. Os esforços dos bancos centrais para acomodar os estragos da pandemia estão a ser contrariados por um ressurgimento de infeções, com destaque para a Índia, que se afirma como o novo epicentro.

No mundo empresarial, a empresa de chamadas de vídeo Zoom avança 32,10% para os 429,46 pontos, depois de apresentar vendas e lucros que superaram largamente as estimativas dos analistas. Já na última sessão a empresa fechou a bater recordes, nos 325,10 dólares por ação.

Também a Apple se move em terreno positivo, ao ascender 1,74% para os 131,28 dólares, no dia em que foi noticiada a intenção de produzir uma quantidade de iPhone semelhante à do ano passado, o que sinaliza uma constância na procura.

Além das tecnológicas, também as empresas da indústria mineira estão a brilhar na sessão já que, face à desvalorização do dólar – que já está em mínimos de 2018 -, as matérias-primas estão a valorizar.

Petróleo sustentado pela fraqueza do dólar
Petróleo sustentado pela fraqueza do dólar

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar em alta nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em outubro avança 1,29% para 43,16 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, regista uma valorização de 1,33% para 45,88 dólares.

 

O Brent fechou o mês de Agosto com saldo positivo pelo quinto mês consecutivo, ao passo que o WTI marcou o quarto mês seguido em alta.

 

Na sessão de hoje, os preços estão a ser impulsionados pela debilidade do dólar, que torna os ativos denominados nesta moeda, como o petróleo, mais atrativos como investimento alternativo.

 

Também o bom desempenho dos mercados acionistas em Wall Street está a contribuir para a subida das cotações do petróleo.

 

Os dados robustos da atividade industrial na China ajudam igualmente ao otimismo, comentou à Reuters um analista de mercados da Oanda, Jeffrey Halley.

 

O índice de gestores de compras da Caixin/Markit revelou que a atividade fabril cresceu em agosto ao ritmo mais acelerado de quase uma década, impulsionada pelo primeiro aumento deste ano nas novas encomendas para exportação.

Reveses da nota verde animam ouro

O metal amarelo estreou o mês de setembro em alta, sustentado principalmente pela debilidade do dólar – que torna o ouro mais atrativo.

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,40% para 1.977,10 dólares por onça no mercado londrino. Durante a sessão chegou já a marcar o valor mais alto desde 19 de agosto, nos 1.991,91 dólares.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro ganham 0,74% para 1.982,10 dólares por onça.

 

A fraqueza do dólar ajudou a contrabalançar os dados acima do esperado da atividade industrial nos EUA – que reduzem a aposta no ouro, um valor-refúgio por excelência, uma vez que há mais otimismo em torno de uma retoma da economia.

 

Os restantes metais preciosos também seguem em terreno positivo, com a prata, platina e a paládio a subirem mais de 2% nesta terça-feira.

Europa regista maior ciclo de quedas em quatro meses
O índice de referência para o "velho continente", o Stoxx 600, terminou a quarta sessão consecutiva em queda, naquele que é o ciclo negativo mais longo desde meados de junho.

O Stoxx 600 - que agrupa as 600 maiores cotadas da região - perdeu 0,4%, num dia em que chegou a valorizar 0,8%, no início de sessão. 

Entre os setores, o do turismo foi o que registou a maior queda (-2,5%), com as renovadas restrições de circulação em alguns pontos do mundo, a pressionarem as cotadas do setor.

Já o setor tecnológico continua alheio às perdas gerais e consumou um ganho de 1,3% no dia de hoje, acompanhando os pares de Wall Street. Hoje, as fabricantes de peças para produtos da Apple e a Zoom, depois dos resultados, estão a protagonizar ganhos robustos.

Apenas quatro dos 19 setores do Stoxx 600 conseguiram valorizar.
Euro acima de 1,20 dólares pela primeira vez em mais de dois anos

A nota verde segue em mínimos de mais de dois anos face a um cabaz de moedas de referência, pressionada pela flexibilização da política monetária da Reserva Federal norte-americana – depois de na semana passada o presidente da Fed, Jerome Powell, ter alterado a sua meta para a inflação, dizendo que pode agora superar os 2%.

 

O novo enquadramento da política monetária da Fed sugere que as taxas de juro nos EUA se mantenham em mínimos históricos no futuro próximo.

 

O euro é uma das moedas que está a ser bem sustentada por esta debilidade da divisa norte-americana, seguindo a somar 0,09% para 1,19 47 dólares, depois de já ter estado a negociar acima dos 1,20 dólares – o que não acontecia desde maio de 2018.

 

A libra, por seu lado, subiu para máximos de oito meses face à nota verde, negociando acima dos 1,3415 dólares.

 

É precisamente a fraqueza do dólar que está a dar algum ímpeto à libra, já que o impasse nas negociações do Brexit continuam a pesar. O mercado espera agora pelo discurso de amanhã do governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey – a próxima reunião do banco central britânico está agendada para dia 17 deste mês.

Juros da Zona Euro corrigem e voltam às quedas
Os juros da dívida da Zona Euro estão a corrigir dos ganhos dos últimos dias, depois da Fed ter dado sinais de que iria manter as taxas diretoras em mínimos, por mais tempo.

A taxa de referência da Alemanha caiu 1 ponto base para os -0,41%, enquanto que os juros de Itália perdem 5 pontos base para os 1,04%.

Na Península Ibérica, os juros de Portugal estão a cair 2 pontos base para os 0,42% e os de Espanha a perder 1 ponto base para os 0,40%.
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