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Europa na corda bamba. Juros, euro e petróleo em alta

Acompanhe o dia nos mercados, minuto a minuto.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 01 de Julho de 2020 às 17:20
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Futuros da Europa em queda após sessão asiática negativa
Os futuros europeus e norte-americanos negoceiam em queda, após uma sessão negativa entre as principais praças asiáticas, apontando para uma abertura do terceiro trimestre em queda nos mercados financeiros em todo o mundo. 

Por agora, os futuros do índice dos Estados Unidos S&P 500 cai 0,5% e na Europa, o Stoxx 50 - que agrega as 50 maiores empresas do continente - desliza 0,2%. 

Ainda assim os dados sobre a indústria transformadora na China em junho saíram acima do esperado. O PMI (Purchasing Manager’s Index) fixou-se nos 51,2 pontos, acima da expectativa de 50,5 pontos. A barreira dos 50 pontos separa a expansão da contração. 

Contudo, as bolsas asiáticas não resistiram às quedas, num dia com menos liquidez do que é habitual devido ao feriado nacional de Hong Kong. 

No Japão, o principal índice caiu 1,3% e na China, a praça de Xangai perdeu 0,6%. Já na Coreia do Sul, o cenário manteve-se inalterado. 

Os investidores estão também a reagir às recentes notícias sobre a aprovação da nova lei de segurança nacional em Hong Kong, que dá novos poderes à China para controlar quem diz mal e critica as regras impostas por Pequim. E o seu poder já se está a fazer sentir. A polícia nacional de Hong Kong anunciou a primeira detenção à luz da nova lei, menos de 24 horas depois de entrar em cena.  



Os desenvolvimentos do coronavírus continuam a prender a atenção dos investidores. Segundo o imunologista Anthony Fauci, os novos casos de covid-19 podem subir para 100 mil por dia, se os comportamentos das pessoas não mudarem. Para além disso, Fauci recomendou aos oficiais de saúde da Casa Branca que estejam atentos ao novo vírus que foi descoberto em várias varas de porcos na China.

Em todo o mundo registam-se agora 10,45 milhões de casos de infetados com a covid-19 e 510.632 mortes, de acordo com a universidade Johns Hopkins.

Preços do petróleo em alta com stocks nos EUA a encolherem
Depois de nos três meses anteriores terem registado a maior valorização das últimas três décadas, os preços do petróleo abriram o terceiro trimestre a subir, apoiados pela queda nos "stocks" nos Estados Unidos. 

Por esta altura, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - sobe 0,85% para os 41,63 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) avança 0,89% para os 39,62 dólares por barril. 

O Instituto do Petróleo Americano disse que os inventários da matéria-prima encolheram cerca de 8,16 milhões de barris na semana passada, de acordo com a Bloomberg, o que representa a primeira queda nos "stocks" desde maio deste ano. Caso seja confirmada esta evolução, será também a maior queda este ano. 

Mas enquanto os inventários encolhem, a procura por petróleo continua incerta com a segunda vaga de infetados com covid-19 a pôr em causa a reabertura da economia em algumas regiões dos Estados Unidos. 

No último trimestre, o petróleo valorizou cerca de 92%, naquela que foi a maior valorização desde o início da guerra do Golfo, em 1990.
Europa abre terceiro trimestre com ganhos muito ligeiros
As principais praças europeias assumem tendências diferentes na abertura de sessão desta quarta-feira, mas o índice de referência para a região consegue acumular um ganho ligeiro.

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, avança 0,20% para os 361,05 pontos, numa altura em que os índices do "velho continente" oscilam entre uma queda de 0,67% em Lisboa e um ganho de 0,15% em Amesterdão. 

Entre os setores, o que lidera os ganhos por uma margem considerável é o de "Oil & Gas", que avança 0,8% apoiado pela boa prestação dos preços do petróleo. O Brent e o WTI avançam com a redução de "stocks" de petróleo nos Estados Unidos, segundo a Bloomberg. 

A dar algum ânimo aos investidores estão os dados positivos sobre a indústria transformadora da China, que saíram acima do esperado pelos analistas do mercado. O PMI (Purchasing Manager’s Index) de junho fixou-se nos 51,2 pontos, acima da expectativa de 50,5 pontos. A barreira dos 50 pontos separa a expansão da contração. 

Os investidores estão também a reagir às recentes notícias sobre a aprovação da nova lei de segurança nacional em Hong Kong, que dá novos poderes à China para controlar quem diz mal e critica as regras impostas por Pequim.

E o seu poder já se está a fazer sentir. A polícia nacional de Hong Kong anunciou a primeira detenção à luz da nova lei, menos de 24 horas depois de entrar em cena, prendendo um cidadão que exibia uma bandeira com alusões à independência de Hong Kong. 
Tombo de quase 7% da Nos em ex-dividendo pressiona bolsa nacional
A praça portuguesa abriu o primeiro dia no terceiro trimestre a cair 0,6% para os 4.363,79 pontos, acompanhando o sentimento das restantes praças europeias na sessão desta quarta-feira. 

Com nove cotadas em alta, cinco em queda e quatro a negociar de forma inalterada, o destaque desta manhã vai para a empresa de telecomunicações Nos, que afunda 6,80% para os 3,620 euros por ação. 

As ações da cotada liderada por Miguel Almeida estão assim a negociar sem direito a esta remuneração a partir de hoje, uma vez que o dividendo será distribuído a partir de dia 3 de julho. A Nos vai pagar um dividendo de 0,278 euros por ação, num total de 143,2 milhões de euros, que representa um "payout" de 100%.

A cair está também a EDP, com uma desvalorização de 0,05% para os 4,248 euros por ação e a EDP Renováveis, que perde 0,81% para os 12,20 euros por ação. 

Em contraciclo segue a petrolífera Galp, que avança 1,26% para os 10,43 euros por ação, num dia em que os preços do petróleo sobem, apoiados pela queda nos "stocks" nos Estados Unidos. 

No setor da pasta e do papel, a Navigator avança 0,92% para os 2,18 euros por ação, enquanto que a Altri ganha 0,84% para os 4,30 euros. 
Euro e libra perdem tração para o dólar dos EUA
Euro e libra perdem tração para o dólar dos EUA
As duas maiores moedas europeias perdem força para o rival dólar dos Estados Unidos na sessão desta quarta-feira. 

Sendo assim, o euro deprecia 0,08% para os 1,1225 dólares, naquela que é a segunda sessão consecutiva a perder força para a divisa norte-americana. 

A libra perde 0,15% para os 1,2383 dólares, depois de ontem ter valorizado. 

Ouro perto de máximo de mais de oito anos de olho na Fed
O ouro mantém-se em máximos de mais de oito anos, à espera de novidades sobre as minutas da última reunião da Reserva Federal dso Estados Unidos, que serão divulgadas hoje. 

O metal precioso avança 0,33% para os 1.786,92 dólares por onça, perto de um máximo de oito anos acima da barreira dos 1.800 dólares. 

Os investidores aguardam por novos sinais da Fed sobre qual será a sua atuação futura para apoiar a economia dos Estados Unidos da América.
Juros de Portugal e Espanha voltam a igualar-se
Juros de Portugal e Espanha voltam a igualar-se
Os juros dos dois vizinhos da Península Ibéria têm estado numa montanha russa nas últimas sessões, com constantes subidas e descidas a promoverem uma oscilação sobre qual das duas taxas é a que comporta maior risco. 

Os juros da dívida portuguesa caíram abaixo dos de Espanha no início do mês passado, mas voltaram a negociar acima por diversas ocasiões durante o período. 

Agora ambas as taxas negoceiam nos 0,479%, considerando que os juros de Portugal sobem 1,2 pontos base e os de Espanha avançam 1,8%. 

Hoje, Portugal vai ao mercado para uma emissão sindicada de obrigações a 15 anos. De acordo com a informação adiantada pela Bloomberg, o IGCP já contratou um sindicato bancário para colocar estes títulos com maturidade em outubro de 2035, que é composto pelo CaixaBI, Credit Agricole CIB, Deutsche Bank, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Nomura.

No resto da Zona Euro, os juros seguem em alta. A taxa de referência para o bloco, a da Alemanha, sobe 1,6 pontos base para os -0,442%, enquanto que a de Itália avança 0,7 pontos base para os 1,261%.
Wall Street sobe apesar do aumento de casos de covid-19
Apesar de os futuros de Wall Street apontarem para uma abertura em leve queda, os três principais índices bolsistas dos Estados Unidos conseguiram iniciar a sessão desta quarta-feira com o "pé direito".

Por esta altura, o S&P 500 sobe 0,35% para os 3.111,00 pontos e o Dow Jones ganha 0,46% para os 25.931,14 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,27% para os 10.088,19 pontos. 

Depois de ter registado o melhor trimestre desde 1998, o S&P 500 abriu a segunda metade deste ano de forma igualmente positiva, mesmo com o número de novos casos de covid-19 a subir mais de 47 mil na terça-feira, com a Califórnia, o Texas e Arizona a centrarem especiais preocupações. 

O número de pessoas infetadas por dia pode, no entanto, duplicar caso todos os estados do país voltem à atividade normal, alerta o conselheiro para doenças infecciosas da Casa Branca, Anthony Fauci. 

Hoje, os dados sobre o emprego mostraram que a criação de postos de trabalho no setor privado aumentaram menos do que o esperado em junho. Para além disso, outros indicadores sobre a indústria transformadora serão divulgados ainda hoje.

Uma nota positiva para a FedEx, que dispara quase 12%, depois de ter divulgado resultados melhores do que o esperado no segundo trimestre, beneficiando com a subida das entregas de produtos em casa.  
Euro valoriza com dólar a perder valor de refúgio

A moeda única europeia transaciona em alta nos mercados cambiais, estando a apreciar 0,28% para 1,1266 dólares.

O euro segue a valorizar numa sessão em que chegou a recuar para a cotação mais baixa desde 22 de junho contra a divisa norte-americana.

Esta subida do euro acontece numa altura em que o dólar desvaloriza devido à redução do apetite dos investidores por ativos considerados mais seguros.

A menor necessidade de busca de segurança por parte dos investidores acontece depois de ter sido reportado que, em junho, a produção industrial nos Estados Unidos cresceu acima do esperado pelos analistas para o valor mais alto desde abril de 2019.

Ouro recua pela primeira vez em cinco sessões

O metal dourado está a desvalorizar 1% para 1.762,90 dólares por onça, na primeira perda de valor do ouro em cinco sessões e num dia em que a matéria-prima chegou a transacionar no valor mais elevado desde 2012.

Todavia, os dados económicos positivos entretanto reportados indiciam já que a retoma económica pós-covid-19 poderá estar em curso, o que vem tranquilizar os investidores.

Petróleo sobe com decréscimo das reservas dos EUA

O preço do petróleo está a aumentar em torno de 1% nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent, usado como valor de referência para as importações nacionais, ganha 0,99% para 41,68 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) aprecia 1,09% para 39,70 dólares.

A subida do valor do crude está a ser impulsionada pela quebra das reservas petrolíferas norte-americanas. Segundo o Instituto Americano do Petróleo, as reservas petrolíferas dos Estados Unidos caíram 8,16 milhões de barris na semana passada, isto segundo dados avançados pela Bloomberg.

Se se confirmarem estes valores, será a maior descida dos inventários norte-americanos em 2020 e a primeira quebra semanal desde maio.

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros das dívidas públicas apresentam uma tendência de subida no bloco do euro, sendo que no caso de Portugal se assiste a uma subida ténue.

A taxa de juro associada às obrigações de dívida portuguesas com prazo a 10 anos cresce 0,2 pontos base para 0,469%, naquela que é a terceira subida consecutiva, mas com a colocação de quatro mil milhões de euros em dívida sindicada, que atraiu uma procura recorde de mais de 41 mil milhões de euros, a atenuar a subida.

Também a "yield" correspondente aos títulos de Espanha com a mesma maturidade avançam 4 pontos base para 0,5%, valor que representa um máximo de 19 de junho e que mantém o custo de financiamento da dívida espanhola no mercado secundário acima do exigido pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas.

Nota ainda para a "yield" indexada às obrigações alemãs a 10 anos, que escala 6,6 pontos base para -0,391%, a taxa de juro mais alta desde 11 de junho.

Europa na corda bamba entre novos casos e nova vacina

As principais praças europeias dividiram-se entre o verde e o vermelho, num dia em que surgiu a esperança de uma nova vacina para a covid-19 mas os novos casos continuam a preocupar.

 

O agregador das 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, terminou com uma subida de 0,24% para os 361,22 pontos, mas esta não foi a regra nos mercados do Velho continente. Madrid, Frankfurt, Londres e Paris resvalaram para terreno negativo, tal como Lisboa, enquanto Amesterdão e Atenas valorizaram.

 

A salvar o desempenho do agregador estão as notícias de que uma nova vacina, desenvolvida pela Pfizer e a BioNtech, está a mostrar resultados promissores nos testes preliminares. Estes terão conseguido promover a criação de anticorpos em condições de segurança.

 

Já a refrear os ânimos estão as declarações do conselheiro para doenças infecciosas da Casa Branca, Anthony Fauci, que prevê que o número de pessoas infetadas por dia pode duplicar se todos os estados do país voltarem à atividade normal.

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