Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Europa sobe em dia de recordes em Wall Street. Ouro atinge máximo de quase oito anos

Acompanhe o dia nos mercados.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 14:37
  • Assine já 1€/1 mês
  • 3
  • ...
Bolsas avançam após Trump garantir que acordo com a China está "intacto"
Bolsas avançam após Trump garantir que acordo com a China está 'intacto'

As bolsas asiáticas registaram uma sessão agitada devido às palavras de Peter Navarro, que foram depois corrigidas pelo presidente dos Estados Unidos.

 

O diretor do Conselho Nacional de Comércio disse numa entrevista à Fox News que o acordo de comércio com a China tinha morrido, levando as bolsas asiáticas a sofrer perdas acentuadas e os futuros sobre o S&P500 a registar uma queda máxima de 1,6%.

 

Donald Trump recorreu ao Twitter para corrigir as declarações do membro da sua administração, escrevendo que o acordo com a China "permanece intacto". Navarro veio posteriormente garantir que as suas declarações foram mal interpretadas, apesar de ter respondido afirmativamente a uma questão sobre se o acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo já tinha acabado.

 

As bolsas asiáticas acabaram a sessão em alta ligeira (o MSCI Asia Pacific subiu 0,5%) es e os futuros sobre o S&P também recuperaram e seguem estáveis. Os futuros sobre o EuroStoxx 50 avançam  0,8%, apontando para uma abertura em alta das bolsas europeias. O mercado europeu deve beneficiar com a tendência positiva de ontem em Wall Street, que voltou a ser impulsionado pelo setor tecnológico.

 

 

Bolsas europeias sobem com indicadores positivos e esclarecimento de Trump
Bolsas europeias sobem com indicadores positivos e esclarecimento de Trump

As principais bolsas do velho continente abriram a sessão desta terça-feira, 23 de junho, em terreno positivo, sobretudo apoiadas na garantia dada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de que a primeira fase do acordo comercial entre a China e os Estados Unidos permanece intacta e em vigor.

Além deste esclarecimento de Trump, os investidores europeus estão também mais confiantes depois de os setores dos serviços e produção industrial (PMI) na Alemanha terem superado as estimativas, tal como também sucedeu na França.

Assim, todos os setores europeus integrados no índice de referência Stoxx600 estão a transacionar no verde, sendo que os ganhos mais expressivos são registados pelos setores automóvel, tecnológico e da banca. Assim, o Stoxx600 soma 0,92% para 366,02 pontos.

O português PSI-20 acompanha a trajetória ascendente com uma subida de 0,60% para 4.440,78 pontos, sobretudo apoiado na subida superior a 2% do BCP.

Euro atinge máximo de uma semana contra o dólar

A moeda única europeia está a transacionar nos mercados cambiais em máximos de 16 de junho face ao dólar, estando nesta altura a apreciar 0,20% ara 1,1284 dólares, a segunda valorização consecutiva em relação à divisa norte-americana.

Já o dólar perde terreno pelo segundo dia face a um cabaz composto pelas principais moedas mundiais.

Enquanto o euro está a ser impulsionado pelos números acima do esperado conseguidos na produção industrial e serviços das duas maiores economias da Zona Euro, o dólar está a ser penalizado ao ver reduzido o respetivo valor enquanto ativo de refúgio na sequência das garantias dadas por Trump, as quais afastaram o regresso a um cenário de conflito comercial entre as duas principais economias do mundo.

Ouro recua de máximos de 18 de maio

O metal dourado precioso deprecia pela primeira vez em três sessões para se afastar do máximo de mais de um mês (18 de maio) ontem alcançado.


O ouro segue a ceder ténues 0,02% para 1.751,72 dólares por onça.

Crude reage em alta à declaração de Trump

A garantia dada por Trump de que o acordo comercial em vigor com a China continua de pé permitiu afastar receios de que uma nova espiral protecionista reduzisse ainda mais os níveis de procura global pela matéria-prima, a qual tem já vindo a ser negativamente atingida pelos efeitos da pandemia.


O preço do petróleo reagiu assim em alta ao esclarecimento de Donald Trump. O Brent, transacionado em Londres e usado como referência para as importações nacionais, avança 0,39% para 43,25 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,22% para 40,82 dólares.

Juros recuam na periferia da área do euro

As taxas de juro das dívidas públicas dos chamados países periféricos do bloco da moeda única estão novamente a aliviar na sessão desta terça-feira.

A "yield" associada às obrigações soberanas de Portugal a 10 anos recua 1,4 pontos base para 0,467%, a segunda queda seguida que coloca a taxa de juro lusa nesta maturidade no nível mais baixo desde 11 de março.

Já a "yields" espanhola a 10 anos transaciona em mínimos de 12 de março na quarta queda consecutiva, isto quando a taxa de juro dos títulos de Espanha naquele prazo cai 0,8 pontos base para 0,446%.

Tal como vendo sendo regra nos últimos dias, a  contrapartida exigida pelos investidores para, no mercado secundário, adquirirem dívida pública espanhola persiste abaixo da requerida para a compra de títulos lusos.

Em sentido inverso, e refletindo a maior confiança sentida pelos investidores na capacidade de resposta da Zona Euro aos efeitos económicos da crise pandémica, a taxa de juro associada às obrigações alemãs a 10 anos sobe 1,3 pontos base para -0,429%, na primeira subida em quatro sessões.

Futuros de Wall Street animados com relações comercias. Europa em alta
Os futuros do índice norte-americano S&P 500 seguem por esta altura a valorizar 0,76%, apontando assim para uma abertura positiva das principais bolsas de Wall Street, com os comentários do presidente dos Estados Unidos sobre a relação comercial com a China a animarem os investidores. 

Donald Trump garantiu que a primeira fase do acordo comercial entre a China e os Estados Unidos permanece intacta e em vigor, contrariando as palavras de Peter Navarro, que disse numa entrevista à Fox News que o acordo de comércio com a China tinha morrido. 

Deste lado do Atlântico, as bolsas europeias continuam animadas, motivadas também pelos comentários de Trump, assim como pelos indicadores económicos positivos. 

Em junho, os setores dos serviços e indústria na Alemanha superaram as estimativas, tal como também sucedeu em França. Na área do euro, os PMI para a indústria e serviços subiram de 31,9 pontos, em maio, para 47,5 em junho, um valor acima dos 42,4 pontos estimados pelos analistas.

Assim, a Zona Euro iniciou a sua retoma da relevante quebra económica causada pela pandemia. Porém trata-se de uma recuperação ainda lenta.

Agora, o Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas do "velho continente" - sobe 1,37% para os 367,68 pontos. As principais praças europeias oscilam entre um ganho de 0,78% em Lisboa e um avanço de 2,61% em Frankfurt.  

Nasdaq rompe novo máximo histórico. Wall Street em alta com otimismo comercial a dar força
Os três principais índices de Wall Street abriram a sessão desta terça-feira em alta, à boleia dos comentários do presidente dos Estados Unidos, que vincou a vitalidade do acordo comercial com a China.

Por esta altura, o Dow Jones avança 0,91% para os 26.262,39 e o S&P 500 avança 0,79% para os 3.142,44 pontos.

Mas o destaque vai para o tecnológico Nasdaq Composite, que avança 0,73% para os 10.138,44 pontos, o que representa um novo máximo histórico. Supera assim a marca dos 10.086,89 pontos estabelecido a 10 de junho. 

O recente "rally" dos índices norte-americanos levou o S&P 500 a valorizar cerca de 42% desde os mínimos atingidos em março, devido à pandemia. Agora, está apenas a 8% dos máximos históricos tocados em 19 de fevereiro. 


Ontem, Donald Trump garantiu que a primeira fase do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo permanece em vigor, contrariando as palavras de Peter Navarro, que disse numa entrevista à Fox News que o acordo de comércio com a China tinha morrido. 

Ainda recentemente, a Bloomberg revelou que Pequim estava a planear aumentar o número de compras de bens agrícolas norte-americanos, como parte da primeira fase do acordo comercial entre as duas potências.

Segundo a agência de notícias, 
Xi Jingping - presidente chinês - confessou que a China pretende acelerar o ritmo de compras de produtos como soja ou cereais aos Estados Unidos, após as negociações entre ambos marcadas para esta semana, no Havai. 

A primeira fase do acordo entre as duas maiores economias do mundo destinava a compra por parte de Pequim de 36,5 mil milhões de dólares em produtos agrícolas norte-americanos, acima dos 24 mil milhões de dólares fixados em 2017, antes de a guerra comercial ter rebentado. 

Contudo, Xi Jinping carimbou a compra de apenas 4,65 mil milhões de dólares nos primeiros quatro meses deste ano, de acordo com o departamento da Agricultura dos Estados Unidos, o que representa 13% do objetivo definido.  

Ouro em máximos de quase oito anos

O ouro está a negociar em alta pela terceira sessão consecutiva, e já atingiu o valor mais elevado desde outubro de 2012.

O metal amarelo valoriza 0,70% para 1.766,67 dólares por onça, o preço mais alto em quase oito anos. Isto numa altura em que, apesar do otimismo em torno de indicadores económicos positivos e da relação EUA/China, persistem os receios relacionados com o avanço da pandemia.

Anthony Faucy, o "porta-voz" dos Estados Unidos nesta pandemia, avisou hoje que o coronavírus não tirou férias, a avaliar pelo nível de propagação naquele país, enquanto na Alemanha as autoridades foram obrigadas a impor um confinamento local depois de um surto num matadouro onde 1533trabalhadores testaram positivo.

Petróleo recupera com garantia de Trump sobre viabilidade de acordo EUA-China
Petróleo recupera com garantia de Trump sobre viabilidade de acordo EUA-China

O "ouro negro" tem estado hoje a negociar entre altos e baixos, a revelar grande volatilidade, mas segue agora no verde, animado pela garantia do presidente norte-americano de que o acordo comercial com a China se mantém.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto avança 0,93% para 41,11 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, valoriza 0,97% para 43,50 dólares.

Os preços estiveram a cair depois de o conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, ter dito que o acordo EUA-China, cuja primeira fase tinha sido definida em janeiro, tinha "terminado".

Mais tarde, o presidente norte-americano, Donald Trump, referiu num tweet que o acordo está "intacto", o que animou o sentimento dos investidores e levou a que as cotações do crude regressassem aos ganhos.



As relações entre as duas maiores economias mundiais têm estado tensas devido à pandemia de covid-19, que teve origem na China, com Trump e a sua Administração a acusarem repetidamente Pequim de não ter sido transparente em relação a este surto.

As cotações do petróleo estão também a encontrar suporte nos dados que mostram que a histórica contração da Zona Euro estará a ficar para trás – com os índices dos gestores de compras da indústria e serviços a melhoarem este mês –, numa altura em que as empresas foram retomando a atividade com a flexibilização das medidas de confinamento.

Juros portugueses voltam a mínimo de março

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos tocaram esta terça-feira, 23 de junho, mínimos de 12 de março, nesta que foi a segunda sessão consecutiva de alívio, e que terminou com uma quebra de 0,3 pontos base para os 0,481%.
Na referência europeia, a Alemanha, a tendência foi a oposta, registando um agravamento de 3,2 pontos base para os -0,408%. Desta forma, o prémio da dívida portuguesa face à alemã colocou-se nos 88,9 pontos base.

Economia em alta deixa o dólar para trás
A moeda única europeia segue a ganhar face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, valorizando 0,57% para os 1,1325 dólares.

Esta recuperação, depois de quatro sessões no vermelho, surge numa altura de fraqueza generalizada no caso do dólar, que está a perder contra um cabaz de dez divisas de referência.

A nota verde recua num dia em que dados económicos positivos, tanto na Europa como nos Estados Unidos, afastam os investidores desta divisa, uma vez que é vista como um ativo de refúgio, e o apetite pelo risco retornou.
Europa em alta com dados económicos e relações comerciais a animar
As principais praças europeias terminaram a sessão desta terça-feira em alta, com os investidores animados com os dados sobre a indústria e os serviços na Europa e os comentários de Donald Trump a darem força. 

Assim, o Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa - terminou o dia com um ganho de 1,30% para os 367,40 pontos.

Entre as praças europeias destacou-se o DAX 30 de Frankfurt que subiu 2,13% e ultrapassou a resistência dos 12.500 pontos, com os dados do PMI a superarem a expectativa para o país germânico.
Em junho, os setores dos serviços e indústria superaram as estimativas nas duas maiores economias do bloco. Na área do euro, os PMI para a indústria e serviços subiram de 31,9 pontos, em maio, para 47,5 em junho, um valor acima dos 42,4 pontos estimados pelos analistas, apontando para uma recuperação, se bem que de forma lenta. 

Os novos máximos históricos em Wall Street, com o Nasdaq a superar o registo máximo anterior, deram ainda mais força à reta final da sessão europeia. 

Na frente comercial, 
os comentários do presidente dos Estados Unidos sobre a relação comercial com a China animaram também os investidores. Donald Trump garantiu que a primeira fase do acordo comercial entre a China e os Estados Unidos permanece em vigor, após o seu assistente Peter Navarro, ter dito numa entrevista à Fox News que o acordo de comércio com a China tinha morrido. 
Ver comentários
Mais lidas
Outras Notícias