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Furacão Delta impulsiona petróleo e alerta de Powell trava ganhos nas bolsas

As cotações do petróleo seguem em alta nos principais mercados internacionais, a negociar no nível mais alto das últimas duas semanas. o Brent do Mar do Norte, crude de referência para as importações europeias, soma 2,79% para 42,44 dólares. Nas bolsas os ganhos foram tímidos devido ao alerta do presidente da Fed. Os juros estão perto de mínimos de março com o mercado a apostar em mais estímulos do BCE.

O Dow Jones teve uma valorização de mais de 11% na terça-feira.
Lucas Jackson/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 06 de Outubro de 2020 às 17:37
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Bolsas cautelosas à espera de melhoras de Trump e estímulos

As bolsas asiáticas mostraram ganhos tímidos, enquanto do outro lado do Pacífico os futuros apontam para movimentos ligeiros.

Os investidores seguem com cautela depois de o presidente Donald Trump ter saído do hospital, embora ainda não esteja totalmente recuperado e esteja a receber acompanhamento na Casa Branca. Ao mesmo tempo, aguardam-se ainda notícias dos prometidos estímulos económicos, que o presidente já reconheceu serem "necessários" mas que ainda não foram lançados.

Na Ásia, Japão e Hong Kong viram ganhos modestos, enquanto a Coreia do Sul permaneceu pouco alterada. Nos Estados Unidos, os futuros do generalista S&P500 também mostram um movimento discreto e os do tecnológico Nasdaq seguem sem rumo, depois de ter sido noticiado que está a ser preparada uma reforma para o setor na Casa Branca.

"Os investidores estão provavelmente a mover-se com a ideia de que os dados mais recentes e a experiência em primeira-mão do presidente Trump com o vírus aumenta as possibilidades de um pacote orçamental. Está a ficar mais difícil negar a necessidade de apoio orçamental adicional", afirma um analista da EP Wealth Advisors, em declarações à Bloomberg.

Petróleo mantém otimismo após maior ganho desde maio

O ouro negro ainda não abandonou o brilho que recuperou em força na última sessão. A matéria-prima volta a valorizar "esperançosa" em relação aos aguardados estímulos económicos nos Estados Unidos.

A saída de Trump do hospital, assim como as crescentes expectativas em relação ao lançamento de novos estímulos económicos – que indiciam um aumento na atividade económica e consequentemente na procura por petróleo - estão a puxar pela matéria-prima.

O barril de Brent avança 0,53% para os 41,51 dólares em Londres, depois de na última sessão ter disparado mais de 6%. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) valoriza 0,56% para os 39,44 dólares, uma subida que se segue à de 7,21% que se verificou durante a última sessão, e que foi a maior desde o passado maio.

Juros sobem nos países do euro

As obrigações soberanas da maioria dos países do euro estão em queda esta terça-feira e, consequentemente, os juros em alta.

Por cá, a yield associada à dívida a dez anos avança 1,2 pontos base para 0,251%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a subida é de 0,8 pontos base para 0,267%. Na Alemanha, a referência para o euro, os juros avançam 0,4 pontos para -0,507% e em Itália contrariam a tendência com uma descida muito ligeira de 0,1 pontos para 0,805%.

Ouro resvala num sobe-e-desce à espera de estímulos

O ouro alivia timidamente depois dos ganhos sólidos da sessão anterior, recuando 0,13% para os 1.911,08 dólares por onça. Este recuo marca um novo contrapasso num caminho que desde a semana passada é feito de altos e baixos, num constante sobe e desce. 

O metal amarelo desvaloriza numa altura em que a conquista de um acordo sobre um novo pacote de estímulos parece estar cada vez mais perto, o que conforta os investidores e lhes permite dirigir o seu entusiasmo para o mercado acionista, afastando-se de típicos refúgios como o ouro.
Dólar toca mínimo de duas semanas

O dólar está a negociar em queda pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que a expectativa em torno de novos estímulos nos Estados Unidos está a reduzir a procura por este ativo de refúgio. A tranquilizar os investidores estão ainda as notícias positivas sobre o estado de saúde de Donald Trump, que deixou ontem o hospital depois de três dias de tratamento para a covid-19.

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres está a descer 0,04% depois de já ter tocado hoje no valor mais baixo desde 21 de setembro.

"A recuperação do presidente Trump e as esperanças em torno dos estímulos estão a ajudar a apoiar o sentimento de risco ", pressionando o dólar, explicou Masahiro Ichikawa, estrategista sénior da Sumitomo Mitsui DS Asset Management em Tóquio, citado pela Bloomberg. "Ainda assim, não podemos estar demasiado otimistas, já que o estado de saúde de Trump e os progressos nas negociações nos EUA exigem cautela".

Bolsas de pé atrás com Trump por curar e estímulos por lançar
As bolsas europeias iniciaram a manhã com ganhos ligeiros, que já foram entretanto substituídos por quebras, também elas modestas. 

Os investidores hesitam numa altura em que, apesar de Donald Trump ter saído do hospital e se encontrar na Casa Branca, ainda não é claro o estado de saúde do presidente. Por outro lado, os estímulos, que são dados como cada vez mais certos, ainda não se concretizaram.

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, tropeça depois de três sessões consecutivas em terreno positivo: cai 0,25% para os 364,72 pontos. O setor que mais pesa é o dos químicos, cuja influencia negativa é contrabalançada pelo grupo das cotadas das telecomunicações.
Bolsas dos EUA sem tendência definida

As bolsas dos Estados Unidos abriram sem tendência definida, num dia marcado pelo regresso de Trump à Casa Branca, pelo impasse em torno dos novos estímulos, o reforço da liderança de Biden nas sondagens e pelos discursos dos responsáveis de política monetária em ambos os lados do oceano. 

O generalista S&P500 desce 0,05% para 3.407,69 pontos, depois de, na última sessão, ter exibido a maior subida em quase quatro semanas. O tecnológico Nasdaq cai 0,13% para 11.317,93pontos e o industrial Dow Jones sobe 0,09% para 28.173,89 pontos.

Os investidores mantêm-se atentos ao estado de saúde de Donald Trump que, apesar de ter regressado à Casa Branca, ainda está a ser acompanhado por uma equipa médica. Ao mesmo tempo, todos os radares estão apontados a Washington, numa altura em que ainda não existem novidades concretas acerca do pacote de estímulos à economia.

Também esta terça-feira, a CNN avançou, com base em sondagens, que o candidato democrata às presidenciais reforçou a vantagem que tinha em relação a Trump, posicionando-se 16 pontos percentuais à frente do rival, o que se traduz no apoio de 56% dos eleitores. 

A marcar o dia estão ainda os discursos de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana e do economista chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, que vão ter palco numa conferência da Associação Nacional para a Economia das Empresas. 

No mundo empresarial, a Logitech International afunda 5,48% para 69,28 dólares, depois de a Apple ter revelado planos para lançar os próprios produtos de áudio. 

Dólar desvaloriza após agravamento do défice e novo alerta de Powell

O dólar continua a perder terreno no mercado cambial, com a divisa nortea-americana a ser penalizada pelas palavras do presidente da Reserva Federal e por dados económicos. Ainda assim as oscilações são ligeiras (euro ganha 0,08% para 1,1793 dólares), com os investidores também na expetativa sobre o estado de saúde de Donald Trump.

Jerome Powell, presidente da Fed, repetiu esta terça-feira que as perspetivas para a economia norte-americana persistem com um "elevado grau de incerteza" e a recuperação está longe de estar garantida, apelando por isso a uma nova ronda de estímulos orçamentais.

Os dados económicos também são desfavoráveis, uma vez que Departamento do Comércio revelou hoje que o défice comercial nos EUA atingiu em agosto o nível mais elevado em 14 anos, o que significa uma pressão adicional sobre o PIB do terceiro trimestre, já que as importações estão a aumentar a bom ritmo.  O défice comercial aumentou 5,9% para 67,1 mil milhões de dólares, um máximo desde agosto de 2006.

Ouro valoriza com mais investimento dos ETF

O ouro está a valorizar pela segunda sessão consecutiva, embora com variações ligeiras, beneficiando com a debilidade do dólar e com o aumento do investimento na matéria-prima por parte dos fundos.


No mercado à vista em Londres o ouro está a valorizar 0,12% para 1.915,88 dólares.


Os ETF (fundos de investimento que replicam índices e ativos) ligados ao ouro atingiram um valor recorde na segunda-feira, beneficiando com a incerteza gerada nos mercados depois de Donald Trump ter sido hospitalizado devido a infeção com covid-19. Segundo a Bloomberg, na segunda-feira os ETF adicionaram 2,93 milhões de toneladas de ouro às suas carteiras depois do sexto dia de subscrições líquidas.

PSI-20 sobe mais de 1%
O índice PSI-20 fechou a sessão desta terça-feira, 6 de outubro, a somar 1,14% para 4.182,97 pontos, com 14 cotadas em alta, três em queda e uma inalterada no valor de fecho de ontem. Trata-se da segunda subida consecutiva da praça lisboeta, que assim transacionou em máximos de 21 de setembro. 

A bolsa nacional seguiu a tendência de ganhos também registada pelas principais praças europeias. Ainda que siga em alta ligeira, o índice de referência europeu Stoxx600 encaminha-se para fechar pelo quarto dia seguido no verde numa sessão em que já renovou máximos de 21 de setembro.

Os setores da banca e das viagens foram os que mais impulsionaram o sentimento na Europa, com o primeiro a avançar para máximos de 18 de setembro e o segundo para máximos de 4 de setembro. 

A apoiar o otimismo no velho continente esteve Jerome Powell. O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos alertou para a frágil recuperação da maior economia mundial e para os escassos apoios aprovados pela Casa Branca. Esta declaração do líder da Fed reforça a pressão para que democratas e republicanos se entendam quanto a um novo pacote de estímulos económicos, razão que permite reforçar as perspetivas positivas dos investidores. 

Por cá foi a Galp Energia e o BCP que estiveram em maior destaque com subidas próximas de 2,5%. A petrolífera apreciou 2,40% para 8,434 euros, com a empresa a transacionar em máximos de 23 de setembro, enquanto o banco cresceu 2,53% para 8,09 cêntimos. 

Nota positiva também para os setores do retalho e do papel. No primeiro caso, a Jerónimo Martins somou 1,68% para 14,50 euros e a Sonae avançou 0,69% para 58 cêntimos. Já no papel, a Navigator cresceu 0,19% para 2,124 euros e a Altri valorizou 0,83% para 3,886 euros, sendo que a Semapa terminou o dia inalterada nos 7,50 euros.

Destaque ainda para a Corticeira Amorim (+4,54% para 11,06 euros), para a EDP Renováveis (+1,36% para 14,92 euros), para a Nos (+0,97% para 3,134 euros) e para os CTT (+1,38% para 2,565 euros).

A travar uma maior subida da praça lisboeta estiveram a EDP, que perdeu 0,71% para 4,212 euros, e a Ibersol, que recuou 1,52% para 4,55 euros. 
Furacão Delta iça petróleo para máximos de duas semanas
Furacão Delta iça petróleo para máximos de duas semanas

As cotações do petróleo seguem em alta nos principais mercados internacionais, a negociar no nível mais alto das últimas duas semanas

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro avança 3,29% para 40,51 dólares por barril.

 

No mercado londrino, o contrato de dezembro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para as importações europeias, soma 2,79% para 42,44 dólares.

 

A impulsionar a matéria-prima está a aproximação do furacão Delta à região produtora de crude do Golfo do México.

 

Prevê-se que o furacão Delta suba à categoria 4 enquanto se desloca para o Golfo do México para depois atingir o Estado do Louisiana.

 

As empresas da região estão a preparar-se para o furacão e o Bristow Group já começou a retirar os seus trabalhadores das plataformas de petróleo e gás natural.

 

Enquanto isso, a líder (democrata) da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, retomam hoje as conversações no sentido de alcançarem um acordo para um novo pacote de estímulos à economia, o que cria a expectativa de que a procura por energia possa também melhorar se houver um entendimento bipartidário no sentido de aprovar esta ajuda adicional no país.

Juros perto de mínimos com aposta em mais estímulos

Os juros das obrigações soberanas dos países periféricos da Europa estão em queda, com os investidores a apostarem que o Banco Central Europeu vai introduzir mais medidas de estímulo até ao final do ano para impulsionar a recuperação da economia, que permanece frágil.

A yield dos títulos portugueses a 10 anos está a recuar 1,6 pontos base para 0,224%, muito perto do mínimo de março atingido na sexta-feira. As bunds seguem estáveis com a taxa dos títulos a 10 anos nos -0,51%, enquanto na dívida espanhola a taxa desce 2,6 pontos base para 0,234%.  

Os indicadores avançados apontam para uma desaceleração "significativa" da atividade na Europa, pelo que parece "muito provável" que o Banco Central Europeu adote mais medidas de alívio monetário, diz Stephen Li Jen, CEO da Eurizon SLJ Capital.

Venda de ações com melhor desempenho e alertas de Powell travam ganhos nas bolsas

Os mercados acionistas europeus travaram os ganhos, a perderem gás enquanto os investidores vendiam os títulos que tiveram melhor performance nos últimos seis meses e também em alerta perante as advertências do presidente da Fed.

 

O índice de referência Stoxx 600 Europe encerrou com uma subida marginal de 0,07% para 365,88 pontos, depois de ter chegado a estar a ganhar 0,5%.

 

Os investidores optaram hoje pela tomada de mais-valias, a venderem os títulos que mais sobressaíram no rally dos últimos seis meses.

 

Além disso, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, advertiu para a fraca recuperação da economia dos EUA caso não haja ajuda suficiente dos cofres federais.

 

Isto numa altura em que a líder (democrata) da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, retomaram hoje as conversações no sentido de alcançarem um acordo para um novo pacote de estímulos à economia, algo que se tem revelado difícil.

 

Os setores que mais subiram hoje na Europa foram os da banca (+3,4%) e viagens e lazer (+2,9%) – precisamente dos que mais sofreram no auge da crise do coronavírus com os consequentes confinamentos um pouco por todo o mundo.

 

Alguns dos melhores subgrupos deste ano, em termos de desempenho, estiveram hoje entre os maiores perdedores, como foi o caso do segmento dos cuidados pessoais, fármacos de venda livre e mercearias (-1,4%) – penalizado sobretudo pela queda da Ocado.

 

Por outro lado, as perdas da Logitech – depois de a Apple ter decidido deixar de vender produtos da empresa suíça – pesaram nos títulos da tecnologia (que registaram um recuo agregado de 0,8%).

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