Mercados num minuto Bolsas americanas recuperam algum fôlego, Petróleo afunda mais de 4%

Ao Minuto Bolsas americanas recuperam algum fôlego, Petróleo afunda mais de 4%

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Bolsas americanas recuperam algum fôlego, Petróleo afunda mais de 4%
Reuters
Ana Batalha Oliveira 22 de maio de 2020 às 21:12

22 de maio de 2020 às 21:13
Estímulos à economia animam Wall Street mas não chegam para colocar o Dow no verde

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram com uma tendência mista, pressionadas pelas renovadas tensões entre os EUA e a China mas com a perspetiva de mais estímulos económicos a dar alguma força a a contrabalançar o pessimismo.

O Dow Jones encerrou a recuar 0,04% para 24.465,16 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 conseguiu fechar no verde, a subir 0,24% para 2.955,45 pontos.

Também o tecnológico Nasdaq Composite recuperou fôlego na parte final da sessão, terminando com um ganho de 0,43% para 9.324,59 pontos.

Os principais índices de Wall Street continuaram a ser pressionados pelas renovadas fricções entre os EUA e a China na abertura da sessão, com todos a negociarem em terreno negativo.

No entanto, a contrabalançar o pessimismo perante estas tensões entre Washington e Pequim esteve a expectativa de mais estímulos nos Estados Unidos para revitalizar uma economia fortemente penalizada pelos "lockdowns" decorrentes da pandemia de covid-19.

Essa expectativa levou a que o S&P 500 e o Nasdaq conseguissem inverter das perdas da abertura, mas o mesmo não aconteceu com o Dow – se bem que tenha fechado com uma perda marginal.

Ontem, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que obriga as empresas chinesas a seguirem as regras contabilísticas dos Estados Unidos. Caso contrário, podem ser expulsas de bolsa. Falta agora a proposta legislativa ser votada na Câmara dos Representantes – e se também aí tiver luz verde, segue para homologação do presidente Donald Trump.

Mas esta não é a única frente de ataque. Os senadores norte-americanos também vão apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses devido à nova lei de segurança nacional para Hong Kong, que visa restringir "atividades subservisas" no território

22 de maio de 2020 às 17:21
Juros periféricos caem, enquanto os da Alemanha sobem

Os juros da dívida dos países ditos da periferia da Zona Euro terminaram a sessão de hoje em queda, com os juros de Portugal a dez anos a caírem pela quinta sessão consecutiva. 

No mercado secundário, a "yield" portuguesa de referência perdeu 2,3 pontos base para os 0,715%. No acumular da semana, os juros nacionais perdem 15,1 pontos base. 

Em Itália, a queda é ainda mais pronunciada se tivermos em conta toda a semana, com os juros transalpinos a perderem 26,6 pontos base em cinco dias. Foi a maior queda semanal em dois meses. Hoje, os juros do país perderam 1,7 pontos base para os 1,592%.

Na Alemanha, o cenário é o oposto. Os juros alemães a dez anos ganharam hoje 0,7 pontos base para os -4,92%. Na semana como um tudo registaram também uma subida de 4,4 pontos base. 

22 de maio de 2020 às 17:19
Bolsas europeias chegam ao fim da semana sem rumo definido

As principais bolsas do velho continente dividiram-se entre subidas e descidas na sessão desta sexta-feira, 22 de maio.

O índice de referência Stoxx600 cedeu ténues 0,03% para 340,17 pontos na segunda sessão seguida no vermelho. As perdas nos setores europeus alimentar, petrolífero e da banca foram as que mais penalizaram, enquanto os ganhos obtidos pelos setores do turismo, media e automóvel impediram uma maior queda do Stoxx600.

O lisboeta PSI-20 (+0,62% para 4.241,25 pontos) registou uma das subidas mais expressivas, apoiado em especial na Ibersol, que disparou 16% para máximos de 10 de março, mas foi o índice de Milão (+1,34%) que conseguiu a maior valorização entre os congéneres europeus.

Os investidores voltaram a refletir a apreensão quanto a uma potencial nova escalada na relação comercial entre os Estados Unidos e a China, assim como a preocupação quanto ao agravamento da tensão entre as autoridades chinesas e a província autónoma de Hong Kong.

Também a penalizar o sentimento nos mercados está a decisão tomada no congresso do PC chinês, que ao contrário da prática habitual optou agora não estabelecer uma meta anual para o crescimento económico devido à incerteza decorrente da pandemia.

22 de maio de 2020 às 17:05
Euro e libra escorregam face ao "seguro" dólar

O dólar está novamente a lucrar com o seu caráter mais seguro, face às duas rivais europeias, num dia em que os novos protestos de Hong Kong reanimaram os receios dos investidores. 

Assim, o euro perde 0,47% para os 1,0899 dólares, depreciando pela segunda sessão consecutiva. Este valor é também o mínimo registado durante esta semana.

A britânica libra segue a mesma toada do rival euro, e escorrega 0,23% para os 1,2195 dólares.

 

22 de maio de 2020 às 15:48
Petróleo cai mais de 4% com tensões EUA-China

As cotações do "ouro negro" seguem a perder terreno nos principais mercados internacionais, pressionadas sobretudo pelo aumento de fricções entre os EUA e a China e pelos receios em torno do ritmo da retoma da procura de combustível.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho desvaloriza 4,13% para 32,52 dólares por barril e já chegou a estar a negociar nos 30,72 dólares.

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a ceder 4,91% para 34,29 dólares por barril, com o mínimo do dia a ser marcado nos 33,54 dólares.

As renovadas tensões entre os Washington e Pequim, numa altura em que os norte-americanos querem obrigar as empresas chinesas a seguirem as regras contabilísticas dos Estados Unidos, sob pena de poderem ser expulsas de bolsa, está a contribuir para o pessimismo.

Além disso, os senadores norte-americanos também vão apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses devido à nova lei de segurança nacional para Hong Kong que pretendem aprovar.

A pesar na tendência de hoje da matéria-prima estão também os receios quanto ao ritmo da retoma na procura de combustível, que caiu fortemente com as medidas de confinamento decorrentes da pandemia de covid-19.

22 de maio de 2020 às 15:48
Ouro sustentado pela procura de valores-refúgio

O metal amarelo segue em terreno positivo, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio, numa altura em que os investidores procuram segurança devido aos protestos em Hong Long, às tensões entre os EUA e a China e à preocupação perante o impacto económico da covid-19.

Pequim apresentou esta sexta-feira, na abertura do Congresso Nacional do Povo, uma nova lei contra "atividades subservisas" em Hong Kong [para impedir que ali se vivam cenários idênticos aos do final do ano passado, quando se registaram fortes manifestações contra o regime chinês], o que gerou novos protestos naquele território.

Os EUA, que estão a pressionar a China no sentido de as suas empresas cotadas nas bolsas norte-americanas seguirem as regras contabilísticas do país, também não veem com bons olhos a nova lei de segurança nacional para Hong Kong e querem sancionar os dirigentes chineses.

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,46% para 1.733,06 dólares por onça, ao passo que os futuros [contrato que expira a 27 de maio] negociados no mercado nova-iorquino (Comex) avançam 0,35% para 1.726,60 dólares.

22 de maio de 2020 às 14:46
Tensões entre Washington e Pequim pressionam Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram em ligeira baixa, a serem penalizadas pelas renovadas tensões entre os EUA e a China mas com a perspetiva de mais estímulos económicos a travar perdas maiores.

O Dow Jones segue a recuar 0,10% para 24.450,44 pontos, e o Standard & Poor’s 500 perde 0,08% para 2.946,09 pontos.

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desliza 0,07% para se fixar nos 9.278,65 pontos.

Os principais índices de Wall Street continuam assim a ser pressionados pelas renovadas fricções entre os EUA e a China.

Ontem, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que obriga as empresas chinesas a seguirem as regras contabilísticas dos Estados Unidos. Caso contrário, podem ser expulsas de bolsa.

Falta agora a proposta legislativa ser votada na Câmara dos Representantes – e se também aí tiver luz verde, segue para homologação do presidente Donald Trump.

Mas esta não é a única frente de ataque. Os senadores norte-americanos também vão apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses devido à nova lei de segurança nacional para Hong Kong que pretendem aprovar.

A contrabalançar o pessimismo perante estas tensões entre Washington e Pequim, e a impedir maiores quedas do outro lado do Atlântico, está a expectativa de mais estímulos nos Estados Unidos para revitalizar uma economia fortemente penalizada pelos "lockdowns" decorrentes da pandemia de covid-19.

22 de maio de 2020 às 09:25
Europa tropeça mas foge ao vermelho na semana

As bolsas europeias estão a terminar a semana fortes no vermelho, com quebras acima de 1%, numa altura em que as relações entre os Estados Unidos e a China deterioram o sentimento. Contudo, no conjunto da semana, o balanço mantém-se positivo.

O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, ilustra a tendência negativa vivida no Velho Continente com uma quebra de 1,55% para os 335 pontos. Na semana, ainda assim, contam-se ganhos de 2,16%.

Debaixo dos holofotes dos mercados está a China, que reúne uma série de más notícias que desembocam nas mesmas – temidas e interligadas – consequências: as relações com os Estados Unidos estão a azedar e as perspetivas económicas do gigante asiático também.

No que toca à relação com os Estados Unidos, a China prontificou-se a ameaçar uma retaliação face à decisão do Senado de aprovar uma lei que pode prejudicar as cotadas chinesas que negoceiam em território norte-americano.

A este ponto de tensão somam-se os novos protestos em Hong Kong, que podem servir de argumento para os Estados Unidos sancionarem a China. Os cidadãos desta província manifestam-se contra uma nova lei de segurança que o regime chinês quer implementar na região.

No final de contas, a economia chinesa poderá ver a saúde, já débil, mais afetada ainda por estes eventos. A sinalizar que perspetivas não são as melhores está a recusa do Governo chinês em avançar com uma meta para o produto interno bruto deste ano, algo que é costume há décadas e cuja ausência que o responsável do regime justifica com a elevada incerteza.

22 de maio de 2020 às 08:56
Ouro serve de chapéu para chuva de inquietações na China

O ouro sobe 0,51% para os 1.735,89 dólares na última sessão da semana, mas não é um aumento suficiente para que o acumulado desde segunda-feira passe ao verde.

O ouro ganha contudo algum terreno num contexto em que os protestos em Hong Kong estão a retirar o apetite para o risco aos investidores, que procuram refúgio neste metal. Além dos protestos, o facto de o Governo chinês se ter recusado, pela primeira vês em décadas, em avançar uma meta para o produto interno bruto no ano, abalou ainda mais o sentimento.

22 de maio de 2020 às 08:49
Petróleo murcha com dúvidas sobre recuperação da China

O cenário económico na China preocupa, retirando força à recuperação do petróleo, apesar de, na semana, o saldo se manter positivo.

A relutância do Governo chinês em avançar uma previsão para o produto interno bruto (PIB) deste ano lançou as suspeitas de que a recuperação económica pós-covid não será tão pujante quanto era esperado. Ao mesmo tempo, o agravar das tensões entre Washington e Pequim também poderá ter efeitos nefastos na economia do gigante asiático e, finalmente, novos protestos em Hong Kong vieram agitar o ambiente no país.
O petróleo em Nova Iorque recuou do máximo de dois meses em que se encontrava e chegou a perder 9,43% para os 30,72 dólares, seguindo agora a cair 5,75% para os 31,97 dólares. Em Londres, referência para a Europa, o barril de Brent desce mais de 4% mas já cedeu um máximo de 6,99% para os 33,54 dólares.

Ainda assim, o ouro negro permanece no caminho para a terceira semana consecutiva de ganhos, somando quase 9% no acumulado desde segunda-feira em Nova Iorque e mais de 6% na capital inglesa.

22 de maio de 2020 às 08:31
Libra penalizada com alta do défice

A libra está a perder terreno face ao dólar no dia em que o Reino Unido revelou que em abril atingiu um défice orçamental recorde de 62,1 mil milhões de libras devido aos gastos para apoiar a economia. A moeda britânica cede 0,1% para 1,2206 dólares e no trimestre recua 1,7%, o que torna a libra a divisa com pior desempenho entre as principais moedas.

O euro também perde terreno face à moeda norte-americana, cede 0,31% para 1,0916 dólares, mas na semana conserva um ganho próximo de 1%.

22 de maio de 2020 às 08:27
Juros de Portugal caem pela quinta sessão

As obrigações soberanas de Portugal estão em alta ligeira, conduzindo os juros da dívida portuguesa à quinta sessão seguida de descidas. A taxa dos títulos a 10 anos cede 0,1 pontos base para 0,745%, renovando assim mínimos de março.

A dívida portuguesa, tal como de outros países europeus, tem beneficido com a proposta franco-alemã para um fundo de recuperação da União Europeia dotado com 500 mil milhões de euros. No acumulado da semana a "yield" das obrigações lusas cai 13 pontos base, depois de na semana anterior já ter recuado 4,4 pontos base.

A agência de notação financeira Fitch poderá pronunciar-se hoje sobre a dívida soberana portuguesa. Os analistas inquiridos pelo Negócios descartam uma mexida nesta sexta-feira.

Na dívida alemã, que está a servir de refúgio face à queda das bolsas, a descida de hoje é mais intensa, com uma queda de 1,9 pontos base para -0,516%.

22 de maio de 2020 às 07:34
Bolsas deslizam com novos protestos em Hong Kong

Os futuros das bolsas europeias e norte-americanas apontam para perdas olhando ao passado recente na Ásia: o índice Hang Seng, em Hong Kong, caiu mais de 5% depois de terem sido levantados novos protestos na cidade em relação a uma lei de segurança que o Governo chinês quer lançar.

As intenções do Governo chinês podem reacender a violência dos protestos verificados em Hong Kong no ano anterior, quando os cidadãos se revoltaram durante meses por um motivo de discórdia semelhante.

Ao mesmo tempo, as tensões entre Estados Unidos e China parecem estar a agravar-se, depois de o Senado norte-americano ter aprovado, por sua vez, ou peça de legislação que permite impor restrições a empresas chinesas a cotar nos Estados Unidos. Pequim reagiu com uma ameaça de retaliação.

Seguem então cada vez maiores os receios de que Donald Trump utilize a posição dura contra a China como uma arma política, e que os protestos em Hong Kong sirvam de mais um argumento à Casa Branca para penalizar o gigante asiático.

"Os riscos geopolíticos são relevantes", defende a BlueBay asset Management, citada pela Bloomberg. "É uma potencial fonte de fragilidade e correção".

Nos Estados Unidos, os futuros caem 0,8% e na Europa cerca de 1%. Na Ásia, além da queda de 5,4% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi desceu 1,7%, o australiano S&P/ASX 200 recuou 1% e o japonês Topix cedeu 1,1%.




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