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Nasdaq bate recorde mas Wall Street cai. Juros de Portugal sobem

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 10 de Junho de 2020 às 21:00
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Bolsas divididas à espera da Fed

As principais bolsas globais rumam em direções diferentes numa altura em que os investidores estão a reavaliar as cotações à luz dos dados económicos menos animadores e, ao mesmo tempo, esperam o discurso da Fed após a reunião desta quarta-feira, 10 de junho.

A Fed deverá utilizar a reunião para esclarecer acerca dos vários planos de apoio à economia, sem reduzir as taxas de juro. Os dados do emprego e as metas de crescimento vão ser, pela primeira vez este ano, reveladas pela entidade.

As ações desceram na China e no Japão, enquanto em Hong Kong e na Coreia do Sul ficaram pouco alteradas. Na Austrália a tendência voltou a ser de subida. O norte-americana S&P500 também avança depois de na última sessão ter recuado da fasquia que anula as perdas de 2020.

Depois de um rally que devolveu 21 biliões de dólares aos mercados de capitais, os indicadores técnicos sugerem que um recuo pode estar para breve.

"Não seria uma grande surpresa assistir a um período de consolidação agora que os investidores aguardam notícias decisivas na frente do coronavírus para determinar a direção dos próximos grandes movimentos de mercado", avalia um analista da Janus Henderson Investors, citado pela Bloomberg.

Reservas fintam o petróleo e fazem-no cair

Os investidores estavam confiantes de que as reservas de petróleo nos Estados Unidos iriam mostrar uma quebra – a quarta em cinco semanas – mas os dados revelaram o movimento oposto.

O salto inesperado nos inventários voltou a inflamar os receios acerca do excesso de oferta, numa altura em que a Arábia Saudita, o maior exportador, já veio anunciar que não planeia manter os cortes adicionais que estão agora em vigor para lá do final de junho.

O Instituto Americano do Petróleo registou que as reservas expandiram em 8,42 milhões de barris na semana passada, afirmam pessoas com conhecimento na matéria, citadas pela Bloomberg. Caso os dados oficiais, a serem lançados esta quarta-feira, 10 de junho, o confirmem, este seria o maior aumento desde o fim de abril.

O barril de West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, cai 2,11% para os 28,12 dólares. Em Londres, o barril de Brent desce 1,68% para os 40,49 dólares.

Dólar aponta para mínimo de três meses com Fed a tramar

A divisa norte-americana desce para perto de um mínimo de três meses no dia em que a Reserva Federal se prepara para discursar acerca da sua política, e a expetativa é a de que não mexa nas taxas de juro, deixando-as perto de zero ao longo do próximo ano.

De acordo com um inquérito feito pela Bloomberg aos economistas, a Fed só deverá voltar a aumentar as taxas de juros em 2022.

Face à moeda única europeia, o dólar perde para perto de mínimos de 10 de março, os quais foram atingidos pela última vez no início deste mês. Nesta sessão, o euro soma 0,11% para os 1,1353 dólares.

Juros sem rumo com bolsas a tirarem o palco

Os juros da dívida portuguesa seguem inalterados nos 0,590%, depois de uma subida de mais de sete pontos base na última sessão.

A remuneração das obrigações portuguesas tem oscilado entre o verde e o vermelho, sessão sim, sessão não, nas últimas sete sessões.

A referência europeia, a Alemanha, também tem oscilado frequentemente, e esta quarta-feira os juros para a mesma maturidade aliviam 1,1 pontos percentuais para os -0,322%.

O interesse pela dívida tem decrescido à medida que a confiança aumenta e os investidores recuperam o apetite ao risco, que vão satisfazer entre os títulos acionistas.

Europa volta aos ganhos

A maioria das principais praças europeias segue sólida no verde, com ganhos superiores a 0,5%. É o caso de Madrid, Frankfurt, Londres, Paris e Amesterdão.

O agregador das 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, avança 0,83% para os 372,59 pontos, depois de duas sessões de quebras. O setor das viagens é aquele que está a dar, por agora, um maior impulso ao índice.

As ações na Europa, tal como os futuros dos Estados Unidos, mostram uma tendência positiva, numa altura em que se espera que a Reserva Federal norte-americana opte por não voltar a cortar as taxas de juro. A Fed reúne-se esta quarta-feira, dia 10 de junho, e depois irá discursar, um moento no qual deverá aproveitar para detalhar as políticas de estímulo.

"A Fed tem oferecido um apoio substancial à economia dos Estados Unidos" durante o decorrer da crise de covid-19, apontam os analistas da Firstrand Bank, citados pela Bloomberg. "As expetativas são de que haja mais apoios inseridos no programa de recompra de dívida, algum tipo de controlo da curva de juros ou talvez outro canal", estimam os mesmos analistas.

Bolsas europeias invertem para terreno negativo e PSI-20 cai mais de 1%
Bolsas europeias invertem para terreno negativo e PSI-20 cai mais de 1%

As bolsas europeias inverteram para terreno negativo, com os investidores a reagirem de forma negativa às previsões pessimistas da OCDE, que travaram as expectativas de uma recuperação rápida da economia mundial.

 

O Stoxx600 desce 0,43% para 367,95 pontos e os futuros do S&P500 também apontam para uma abertura negativa de Wall Street. O índice norte-americano tinha ontem interrompido uma série de ganhos que levou o índice norte-americano a anular as perdas do ano.

 

Em Lisboa o PSI-20 é dos índices europeus que sofre a queda mais acentuada, a descer 1,24% para 4.466,79 pontos, acumulando já a quinta sessão consecutiva de perdas.

 

O PSI-20 está a ser pressionado sobretudo pela Galp Energia, que desvaloriza 2,74% para 11,17 euros numa sessão em que o petróleo em Londres também cai mais de 2% e está prestes a negociar abaixo dos 40 dólares por barril.

 

Com quedas inferiores a 1%, o BCP, a EDP e a Jerónimo Martins também pressionam o índice português.

 

O pessimismo nos mercados surge depois da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) ter alertado que a pandemia da covid-19 deixou um rasto de consequências económicas "desastrosas" das quais vai ser difícil recuperar, estimando que a economia mundial registe uma recessão entre 6,0% e 7,6% em 2020.

 

No relatório com as previsões económicas mundiais divulgado hoje ("Economic Outlook"), a OCDE refere que a covid-19 colocou o mundo perante a maior crise sanitária e económica desde a segunda guerra mundial, criando disrupções nos sistemas de saúde e no mercado de trabalho, e "uma extraordinária incerteza". No cenário mais adverso, a previsão da OCDE é a de que o PIB mundial registe um tombo de 7,6% arrastado pela recessão prevista para a generalidade dos países, alguns dos quais com previsões de quebras a dois dígitos.

 

A meio da sessão nas praças europeias os investidores mostram-se também cautelosos com a reunião de política monetária da Reserva Federal que termina hoje.

Wall Street em alta com Fed a levantar ânimos

A bolsa nova-iorquina iniciou a valorizar, num dia em que os investidores estão otimistas em relação às conclusões que serão anunciadas pela Fed.

O generalista S&P500 sobe uns ligeiros 0,03% para os 3.208,15 pontos, o tecnológico Nasdaq 0,49% para os 10.002,64 pontos e o industrial Dow Jones destoa com uma quebra de 0,26% para os 27.202,71 pontos.

Esta quarta-feira, o presidente da Fed, Jerome Powell, deverá manter a taxa diretora inalterada mas apresentar outras medidas que tragam conforto à economia. Uma das ações pode ser direcionada aos juros em determinadas maturidades do Tesouro.

Estas esperanças mantêm as cotações em alta apesar de as previsões para a economia apresentadas pela OCDE, também esta quarta-feira, terem surpreendido pela negativa, indicando um impacto da pandemia mais profundo do que o esperado.

No campo empresarial, a Apple segue a ganhar 1,34% para os 348,61 dólares, depois de ter sido revelado que estaria prestes a introduzir chips de marca própria em vez de confiar em chips importados, numa altura de incerteza nas cadeias de valor, provocada tanto pela pandemia como pela tensão entre a China e os Estados Unidos.  

Ouro mantém-se reluzente

O metal amarelo está avalorizar 0,63% para os 1.726,18 dólares, contando a terceira sessão consecutiva de ganhos.

O ouro beneficia não só do sentimento de insegurança que inundou os mercados acionistas, após as previsões económicas pessimistas da OCDE, como também da fraqueza do dólar, que é um ativo refúgio concorrente.

Petróleo encolhe esmagado pelas refinarias

O petróleo está a vacilar num dia em que os investidores temem que os dados oficiais do Governo confirmem um aumento das reservas nos Estados Unidos.

O Instituto Americano do Petróleo avançou que as reservas norte-americanas terão expandido em 8,42 milhões de barris na semana passada, a maior subida desde  o fim de abril. Paralelamente, os inventários de um dos principais hubs europeus dispararam para um máximo de dois anos na mesma semana, de acordo com a Genscape.

Aguardam-se agora os números do Governo dos Estados Unidos. Por enquanto, o barril de Brent perde 1,63% para os 40,51 dólares e o "irmão" nova-iorquino, o crude, cai 1,98% para os 38,16 dólares.

OCDE e Fed levam bolsas europeias a cair pela terceira sessão
OCDE e Fed levam bolsas europeias a cair pela terceira sessão

As praças europeias terminaram no vermelho numa sessão em que os investidores estão de olhos postos na reunião da Reserva Federal e receberam com apreensão mais um alerta de uma instituição mundial sobre a severidade da recessão da economia global.

 

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alertou que a pandemia da covid-19 deixou um rasto de consequências económicas "desastrosas" das quais vai ser difícil recuperar, estimando que a economia mundial registe uma recessão entre 6,0% e 7,6% em 2020.  

 

Esta quarta-feira, quando anunciar as suas decisões de política monetária após uma reunião de dois dias, a Reserva Federal vai atualizar as suas projeções para a economia norte-americana, o que também poderá contribuir para desvanecer o otimismo com uma recuperação económica rápida nos Estados Unidos e que tinha alimentado o último rally em Wall Street. Os resultados do banco central liderado por Jerome Powell são conhecidos às 19h00 (hora de Lisboa).

 

O Stoxx600 cedeu 0,38% para 368,15 pontos. Foi já a terceira sessão de quedas no índice europeu, que na sexta-feira tinha tocado em máximos de março.

 

Em Wall Street a tendência também é negativa, com o Dow Jones e o S&P500 a desceram pela segunda sessão. O Nasdaq avança 0,5% e já renovou máximos históricos acima dos 10.000 pontos, animado pela forte valorização da Tesla, que superou os mil dólares pela primeira vez.

Juros de Portugal sobem em dia de leilão
Juros de Portugal sobem em dia de leilão

Os juros de Portugal subiram para máximos de 26 de maio, numa sessão em que o IGCP emitiu dívida de longo prazo e nas vésperas de também Itália realizar leilões, o que afastou os investidores dos títulos dos países do sul.

 

A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos subiu 4,6 pontos base para 0,63% e a taxa das obrigações italianas agravou-se 5 pontos base para 1,54%. O IGCP emitiu hoje títulos de dívida a 6 e 10 anos, conseguindo baixar os custos de financiamento face aos leilões comparáveis realizados em abril e maio. Itália vai esta quinta-feira ao mercado, sendo que habitualmente os investidores procuram liquidez no mercado secundário para participar nos leilões no mercado primário, o que penaliza a cotação dos títulos.

 

A Alemanha também emitiu hoje, tendo colocado 6 mil milhões de euros em obrigações a 30 anos, com uma forte procura (31,5 mil milhões de euros). No mercado secundário a yield das bunds a 10 anos cede 2,3 pontos base para -0,33%.

Nasdaq acima dos 10 mil pontos, mas Fed não sustenta Dow e S&P
O Dow Jones e o S&P 500 fecharam no vermelho apesar dos ganhos momentâneos logo após a Reserva Federal (Fed) ter anunciado que as taxas de juro permanecerão em mínimos históricos pelo menos até 2022. A instituição liderada por Jerome Powell também reviu as previsões para a maior economia do mundo, estimando uma contração de 6,5% e uma taxa de desemprego de 9,3%.

O Dow Jones recuou 1,04%, para os 26.989,99 pontos, acumulando uma perda de 5,43% desde o início do ano. O índice alargado S&P 500 também encerrou em queda, cedendo 0,53%, para os 3.190,14 pontos e apresenta um saldo negativo de 1,26% em 2020.

Já o Nasdaq viveu um dia histórico. O índice com uma maior componente tecnológica fechou pela primeira vez acima dos 10 mil pontos. No final da negociação, o Nasdaq Composite avançava 0,67%, para os 10.020,35 pontos e ganha 11,78% este ano.
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