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Juros escalam e bolsas tombam com receio da reflação, crude em máximos de 13 meses

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 16:52
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25.02.2021

Ouro cede com subida dos juros da dívida pública nos EUA

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

Os preços do metal amarelo seguem a ceder terreno, para mínimos de quase uma semana, com o aumento dos juros das obrigações norte-americanas e os dados económicos melhores do que o esperado fora dos EUA a reduzirem a procura por este ativo-refúgio.

 

O ouro a pronto (spot) segue a perder 1,61% para 1.775,40 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro cedem 1,59%, para 1.768,10 dólares por onça.

 

A expectativa de retoma económica a nível mundial – com os programas de vacinação contra a covid-19 e os esperados estímulos pandémicos – retirou alguma incerteza aos mercados, com os investidores a revelarem um maior apetite pelo risco e a preferirem as ações em detrimento das obrigações soberanas. Resultado: os juros da dívida estão a subir.

 

Embora o ouro seja considerado uma boa cobertura contra a inflação (que se espera que ocorra devido aos vastos estímulos previstos pela Administração Biden), a subida dos juros da dívida desafia esse estatuto, uma vez que aumenta o custo de oportunidade de deter ouro sem remuneração de juros.

25.02.2021

Petróleo em máximos de mais de 13 meses

Os preços do petróleo continuam a negociar em alta, com a tomada de mais-valias a ser limitada pela garantia de que as taxas de juro nos EUA permanecerão baixas. A queda da produção norte-americana na semana passada também sustenta.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em abril ganha 0,51% para 63,54 dólares por barril e já tocou esta quinta-feira nos 63,79 dólares, um máximo de 13 meses.

 

Já o contrato de abril do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,10% para 67,11 dólares. Já esteve hoje a negociar nos 67,70 dólares, o valor mais alto desde 8 de janeiro do ano passado.

 

Apesar de haver investidores a aproveitar o rally das últimas três sessões para procederem à tomada de mais-valias, estas estão a ser limitadas pela garantia dada pelo presidente da Fed, Jerome Powell, de que os juros diretores permanecerão em níveis baixos.

 

Outro fator que continua a impulsionar as cotações é o corte de produção registado na semana passada em importantes estados produtores do sul dos Estados Unidos, como o Texas, Novo México e Oklahoma, devido aos fortes nevões que levaram à suspensão das operações nos poços e refinarias.

 

Os investidores estiveram a comprar em força, com receio de que os nevões – especialmente no Texas, o maior estado produtor do país – pudessem perturbar a produção do petróleo de xisto (shale) nos EUA durante dias ou mesmo semanas.

 

Entretanto, o tempo começou a melhorar e as empresas de energia do Texas já iniciaram os preparativos para reabrirem os seus campos de petróleo e gás. Mas há ainda muitas perturbações nas operações, o que continua a animar os preços no mercado.

 

Os nevões levaram a uma queda de mais de 10% da produção do Texas, equivalente a um milhão de barris por dia, revelou o Departamento norte-americano da Energia.

 

"O WTI agora está a ser negociado acima de $63, exatamente $100 a mais do que o mínimo histórico atingido há 10 meses, quando o preço caiu para - $37. A alta está ligada ao risco no cenário e ao sentimento positivo observado nos mercados de ações", sublinha Carlos Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"Claro que, a expectativa de uma recuperação económica total e, consequentemente, um aumento da procura do petróleo, é outro elemento chave. Devemos também considerar as expectativas de inflação, com o petróleo a ser visto como uma cobertura contra a inflação, com investidores a apostar em novas recuperações", acrescenta.

 

25.02.2021

Juros disparam na Zona Euro com medo de reflação no horizonte

As taxas de juro relativas às dívidas públicas dos países da Zona Euro seguem em alta expressiva na sessão desta quinta-feira, isto numa altura em que os investidores aguardam por indicações quanto à política monetária do Banco Central Europeu.

A subida das "yields" europeias acompanha o movimento registado pelos juros associados à dívida dos Estados Unidos ante a perspetiva reforçada de reflação, ou seja, de que se seguirá uma fase de aumento da taxa de inflação em paralelo ao retomar do crescimento económico.

Assim, as "yields" correspondentes aos títulos soberanos de Portugal e Espanha com prazo a 10 anos sobem respetivamente 8,3 e 8,2 pontos base para 0,356% e para 0,469%, sendo que a taxa de juro lusa está em máximos de 8 de setembro de 2020 e a espanhola em máximos de 2 de julho de 2020.

Verifica-se a mesma tendência na negociação da dívida alemã no mercado secundário, com a taxa de juro referente às obrigações germânicas (bunds) a agravar-se 7,4 pontos o valor mais alto desde 19 de março do ano passado.

Já a dívida italiana apresenta as subidas mais expressivas, com a "yield" associada à dívida transalpina a 10 anos a escalar 10,3 pontos base para 0,787% na terceira subida consecutiva, o que coloca a taxa de juro italiana em máximos de 2 de outubro.

25.02.2021

Euro volta a subir com dólar ainda pressionado por garantias de Powell

A moeda única europeia está a apreciar 0,58% para 1,2228 dólares na segunda valorização consecutiva nos mercados cambiais contra o dólar, com o euro a transacionar assim no valor mais alto desde 8 de janeiro em relação à divisa norte-americana.

Já o dólar segue em queda no índice da Bloomberg que mede o comportamento da moeda americana face a um cabaz composto por 10 divisas de economias desenvolvidas e emergentes, estando em mínimos de 8 de janeiro relativamente ao mesmo.

A queda do dólar continua a ser alimentada pelas garantias dadas esta semana por Jerome Powell. O presidente do banco central dos Estados Unidos assegurou que a Reserva Federam americana vai manter de pé a política monetária de estímulo ao crescimento económico porque nesta fase a recuperação económica persiste ainda distante.

25.02.2021

Wall Street abre em leve queda com tecnológicas a pressionar

Os principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira sem uma tendência definida, com o novo discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, a acalmar os nervos dos investidores, mas a ser incapaz de travar uma queda no setor tecnológico. 

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,02% para os 31.952,66 pontos e o S&P 500 recua 0,11% para os 3.921,42 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,14% para os 13.578,08 pontos.

Entre as gigantes da tecnologia, Apple, Amazon, Microsoft, Alphabet, Facebook e Netflix assumem quedas de entre 0,5% e 1% nos primeiros minutos de sessão, num dia em que os juros do Tesouro dos Estados Unidos a dez anos segue em máximos de um ano. 

O índice S&P 500 quase 9% até ao momento neste mês com o otimismo relacionado à reabertura pós-pandemia da economia.

Ontem, o fecho de Wall Street foi positivo depois de Jerome Powell ter voltado a deixar a promessa de que o banco central iria continuar a dar suporte à economia. 

No segundo dia de testemunhar no Congresso norte-americano, Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, acalmou novamente os receios sobre a inflação e o vice-presidente da Fed, Richard Clarida, garantiu que o banco central iria manter a velocidade de compras de ativos. 

O S&P 500 e o Dow Jones estão a caminho do seu melhor desempenho mensal desde novembro, à medida que os Estados Unidos aceleram o programa de vacinação contra a covid-19.

25.02.2021

Juros de Portugal atingem máximos de setembro

Apesar de a Fed ter reiterado que não irá tão cedo aliviar o pacote de estímulos monetários, os investidores continuam a sair das obrigações e estão hoje a olhar para ativos de maior risco, como é o caso do mercado de ações.

Na Zona Euro, todos os juros da dívida dos países estão a subir, com a "yield" de Portugal a negociar em máximos desde setembro do ano passado, graças a uma subida de 3,9 pontos base para os 0,311%.

Mas esta é uma tendência verificada no resto da região, com os juros da Alemanha e de Espanha a subirem também 3,9 pontos base para os -0,267% e 0,425%, respetivamente.

Em Itália é onde a "yield" mais sobe (4,8 pontos base) entre os países da região.

25.02.2021

Dólar fraco após palavras de Powell

O dólar está a perder terreno contra as principais moedas mundias, com os investidores a ganharem conforto nas palavras do presidente da Reserva Federal sobre o crescimento da economia global e com a manutenção dos estímulos monetários.

O índice do dólar cede 0,1% e o euro avança pela segunda sessão, com uma valorização de 0,25% para 1,2197 dólares.

Jerome Powell reiterou na quarta-feira a intenção do banco central em manter a taxa de juro muito reduzida e as compras de obrigações até que a economia recupere mais, no segundo dia de testemunhos no Congresso dos EUA.

A política de dinheiro fácil da Fed vai continuar em vigor até que "haja progressos significativos" no cumprimento dos alvos de pleno emprego e inflação, disse Powell à comissão de serviços financeiros da Câmara dos Representantes, um discurso idêntico ao proferido no dia anterior no Senado. Powell disse que "ainda deve levar algum tempo" a cumprir os dois alvos.

25.02.2021

Ouro perde fôlego a caminho da segunda queda mensal seguida

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

O ouro está novamente a perder valor na sessão desta quinta-feira, à medida que o apetite pelo risco regressa por parte dos investidores. 

O metal precioso está a cair 0,80% para os 1.790,76 dólares por onça, estando agora com uma queda acumulada de 5% neste ano. 

25.02.2021

Europa ganha força com banca e petrolíferas em destaque

As ações europeias estão a valorizar na sessão desta quinta-feira à boleia do discurso de Jerome Powell, ontem no Congresso norte-americano, que reforçou a ideia de que o banco central iria continuar a injetar dinheiro na economia. 

A confiança foi transmitida de Wall Street para os índices europeus e neste momento 19% das empresas (144 cotadas) presentes no Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região - estão a negociar em máximos de, pelo menos, um mês. 

O índice pan-europeu avança por esta altura 0,37% para os 414,67 pontos, com os setores das empresas petrolíferas em destaque (+1,5%), aproveitando os novos máximos de mais de um ano dos preços do petróleo.

No segundo dia de testemunhar no Congresso norte-americano, Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, acalmou novamente os receios sobre a inflação e o vice-presidente da Fed, Richard Clarida, garantiu que o banco central iria manter a velocidade de compras de ativos.

Um dos destaque do dia vai para a bolsa de Madrid que vai por esta altura liderando os ganhos entre as principais praças na região graças à boa prestação do setor da banca, que tem uma forte presença na bolsa madrilena. 

Neste momento, 39% das 35 empresas que estão presentes neste índice estão também em máximos de um mês.

25.02.2021

Petróleo escala para máximos de mais de um ano devido a queda de produção nos EUA

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

Os preços do petróleo estão a negociar novamente em alta atingindo um máximo desde janeiro do ano passado, com a produção da matéria-prima nos Estados Unidos ter sofrido uma queda na semana passada, devido às tempestades de neve. 

O Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - ganha 0,54% para os 67,40 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) avança 0,47% para os 63,51 dólares.

A produção de petróleo nos Estados Unidos caiu 10 milhões de barris por dia na semana passada, graças às tempestades que se fizeram sentir em várias zonas do país, o que significa que esteve em mínimos desde os estragos do furacão Laura, no verão do ano passado. 

Os preços desta matéria-prima encaminham-se para o quarto ganho mensal consecutivo, depois de a Arábia Saudita ter cortado a produção, ao mesmo tempo que os planos de vacinação contra a covid-19 ganharam força em todo o mundo.

25.02.2021

Futuros avançam à boleia da segurança de Powell

Os futuros das ações na Europa e nos Estados Unidos seguem em alta nesta pré-abertura de sessão, apontando para um começo de dia positivo em ambas as regiões, numa altura em que os investidores estão a apostar numa recuperação económica mais forte do que o previsto inicialmente, com o suporte do banco central.

Por esta altura, os futuros do Euro Stoxx 500 - índice que reúne as 50 maiores cotadas europeias - ganha 0,6%, enquanto que os futuros do norte-americano S&P 500 avançam 0,2%, depois de o índice ter valorizado mais de 1% na sessão de ontem.

Durante a madrugada em Lisboa, a sessão asiática pintou-se também de "verde" com a bolsa de Hong Kong (+2,1%) e da Coreia do Sul (+3,1%) a liderarem os ganhos.

No segundo dia de testemunhar no Congresso norte-americano, Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, acalmou novamente os receios sobre a inflação e o vice-presidente da Fed, Richard Clarida, garantiu que o banco central iria manter a velocidade de compras de ativos.

No lado sanitário, a vacina da Pfizer e a BioNTech contra a covid-19 mostrou-se muito efetiva contra o coronavírus num estudo realizado a 1,2 milhões de pessoas em Israel, com os especialistas a afirmarem que a sua toma completa poderá acabar com a pandemia.

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