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Europa animada com vacina. Ouro, petróleo e euro avançam

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Dario Pignatelli/Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 05 de Agosto de 2020 às 17:44
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Futuros em leve alta com acordo no Congresso dos EUA à vista
Os futuros de ações do Stoxx 50 - índice que reúne as 50 maiores cotadas da Europa - estão a subir 0,2% na pré-abertura das bolsas no "velho continente", com os investidores animados com o progresso nas negociações em Washington sobre o novo pacote de estímulos para a economia norte-americana. 

A pressão entre os Republicanos e os Democratas tem aumentado nos últimos dias para que consigam resolver as diferenças sobre o novo pacote. Ontem, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que o acordo estaria fechado ainda esta semana, dando algum alento à negociação. 

A centrar a atenção dos mercados estão também as notícias que dão conta que Washington e Pequim pretendem fazer uma revisão ao seu acordo comercial ainda este mês, numa altura em que a tensão entre ambos tem aumentado devido à ordem de expulsão dada por Donald Trump à rede social chinesa TikTok. 

O renmimbi da China escalou para máximos desde 11 de março após as novidades do campo sino-americano, mas o dólar continua a registar quedas frente a um cabaz de moedas rivais.

Durante a madrugada de Lisboa, a sessão asiática desenrolou-se com uma tendência mista. O índice Topix, do Japão, caiu 0,8%, enquanto que a bolsa da Coreia do Sul subiu 1,2%. Em Hong Kong, o índice de referência subiu 0,6% e a bolsa de Xangai, na China, perdeu 0,3%. 




Europa em alta com um olho no Congresso dos EUA
As principais praças europeias abriram a negociar em alta na sessão desta quarta-feira, com o índice de referência - Stoxx 600 - a subir 0,60% para os 365,56 pontos, num dia em que os investidores estão de olhos postos nas negociações do Congresso dos Estados Unidos, de onde pode sair um novo pacote de estímulos ainda esta semana. 

As violentas explosões de ontem em Beirute, no Líbano, não tiveram repercussões na negociação europeia de hoje. Até ao momento fizeram, pelo menos, 70 mortos e mais de 4.000 feridos.

O foco está antes no envelope que está a ser desenhado e negociado entre Democratas e Republicanos, no Congresso dos Estados Unidos, na ordem dos 1 bilião de dólares, para apoiar a economia local. Steven Mnuchin, o secretário do Tesouro norte-americano, disse que o entendimento deveria estar concluído até ao final desta semana. 

Em destaque está a contínua guerra comercial entre Washington e Pequim. No próximo dia 15 de agosto, ambos os lados manterão conversações para avaliarem o cumprimento, pela China, da "fase 1" do acordo comercial assinado a 15 de janeiro pelas duas maiores economias do mundo, avançou a Dow Jones Newswire citando duas fontes conhecedoras do processo.

Ontem, a Reuters avançava que a China tinha comprado apenas 5% dos serviços energéticos estipulados no acordo para 2020, aos Estados Unidos. 


Petróleo foi a máximos após explosões no Líbano e stocks nos EUA
Petróleo foi a máximos após explosões no Líbano e stocks nos EUA
Os preços do petróleo foram a máximos no dia de ontem, após as violentas explosões em Beirute, no Líbano, e hoje permanecem a negociar em alta, apoiados também pela redução de inventários nos Estados Unidos.

Assim sendo, o Brent - que serve de referência para Portugal - avança 0,52% para os 44,66 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) ganha 0,48% para os 41,90 dólares por barril.

Ontem, ambos os ativos tocaram em máximos desde março e julho, respetivamente, e por lá continuam. 

Os dados iniciais sobre os inventários de petróleo nos Estados Unidos mostraram uma queda de "stocks" de 8,6 milhões de barris na semana terminada em 1 de agosto, para um total de 520 milhões de barris. Os analistas esperavam uma queda de 3 milhões. 


Ouro renova máximos históricos, outra vez
O ouro está novamente a renovar máximos históricos, subindo cerca de 0,80% para os 2.035,32 dólares por onça, numa altura em que os investidores têm procurado alguma segurança junto deste ativo.

Por um lado, as promessas de maior liquidez na economia, com todos os estímulos já lançados pela Reserva Federal dos Estados Unidos e pela Casa Branca, e agora com um novo envelope a ser desenhado no Congresso, dão força a este metal precioso. 

Por outro, a incerteza quanto ao futuro nas bolsas devido à propagação do coronavírus, está a levar os investidores a optarem por ter alguma segurança deste ativo, considerado um refúgio. 

Ainda há a questão do dólar fraco, que foi durante março o grande refúgio dos investidores, mas que desde então tem perdido força e protagonismo para o ouro.
"A corrida do ouro para os 2.000 dólares tem sido dramática, mas não uma surpresa"
Steven Dunn, analista da Aberdeen Standard Investments, refere que esta escalada do ouro não surpreende, apesar da sua subida para cima do patamar dos 2.000 dólares ter sido "dramática". 

"A combinação de escalada de tensões entre a China e os Estados Unidos e os receios sobre o impacto económico do coronavírus tem dado gás a esta subida, e não parece que vá desaparecer a médio-prazo", refere Dunn, numa nota enviada ao Negócios.

E continua: "Com os investidores a enfrentar volatilidade e incerteza, a atração por ativos de refúgio como o ouro e a prata só vai subir". 

Este ano, o ouro já valorizou 30% para mais de 2.000 dólares por onça, um máximo histórico. 
Euro e libra voltam a ganhar terreno face ao dólar
As duas maiores divisas da Europa seguem hoje a valorizar face à rival norte-americana, dando continuidade ao "rally" das últimas semanas. 

O euro avança 0,13% para os 1,1818 dólares, enquanto que a libra sobe 0,24 para os 1,3103 dólares.
Juros da Alemanha sobem, mas periferia em queda
Juros da Alemanha sobem, mas periferia em queda
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro seguem tendências díspares nesta manhã, com a "yield" germânica a divergir dos países do sul da Europa. 

A taxa de referência na Alemanha sobe 0,2 pontos base para os -0,552%, enquanto que os juros de Itália perdem 0,6 pontos base para os 0,936%, alargando o "spread" entre ambos - um fator que mede o risco no mercado de dívida no "velho continente".

Na Península Ibérica, os juros de Portugal continuam acima dos de Espanha, nos 0,287%, apesar da queda de 0,4 pontos base registada hoje.  
Resultados empresariais ofuscam números do emprego e Wall Street sobe
Os três principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão desta quarta-feira em alta, animados com a temporada de resultados atualmente em curso, apesar dos números despontantes do emprego no setor privado.

Por esta altura, o Dow Jones ganha 0,73% para os 27.023,03 pontos e o S&P 500 avança 0,41% para os 3.320,01 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite avança 0,06% para os 10.947,73 pontos.

A Walt Disney dispara 6,6% em bolsa, perto de um máximo de dois meses, depois de ter reportado uma queda menor do que o esperado nas receitas do segundo trimestre deste ano. Uma série de resultados menos negativos do que o esperado estão a dar alento ao S&P 500, que está apenas a 2,5% dos máximos históricos de fevereiro.

Apesar disso, em julho deste ano foram criados 167 mil novos postos de trabalho no setor privado nos Estados Unidos, de acordo com a ADP National Employment, o que compara com os 4,31 milhões de novos postos de trabalho criados no mês anterior. Este novo valor fica muito abaixo da previsão média apontada pela Bloomberg de 1,2 milhões.

A ADP reviu a criação de emprego em junho quase duplicando o número de empregos criados nesse mês, de 2,4 milhões para 4,3 milhões. Se somarmos aos 3,34 milhões de postos de trabalho criados no mês de maio, significa que a maior economia do mundo criou cerca de 6 milhões de empregos em dois meses no setor privado. 

O foco está agora na próxima sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho dos Estados unidos vai divulgar os "nonfarm payrolls", tidos mais em conta do que este relatório da ADP. O Dow Jones estima um crescimento de 1,48 milhões de empregos, depois do recorde atingido no mês passado de 4,8 milhões. 

Numa entrevista ao programa Fox and Friends, Donald Trump, líder da Casa Branca já veio dizer que se esperavam "big numbers" (grandes números, na tradução para português) na divulgação de sexta-feira. 
Queda das reservas norte-americanas catapulta petróleo para máximos de cinco meses

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno positivo nos principais mercados internacionais, a negociarem em máximos de cinco meses.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro avança 3,88% para 43,32 dólares por barril.

 

Já o contrato de outubro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, regista uma valorização de 3,65% para 46,05 dólares.

 

Os preços estão a ser impulsionados pela queda de 7,37 milhões de barris dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, quando a previsão era de que tivessem diminuído na ordem dos 3 milhões de barris.

 

A ajudar ao movimento positivo da matéria-prima junta-se a fraqueza do dólar – o que dá força ao petróleo, que é denominado na nota verde e fica assim mais atrativo como investimento.

 

Além disso, o sentimento dos investidores também encontrou suporte nos sinais de que há progressos nas conversações entre os democratas do Congresso e a Casa Branca, com vista a um novo pacote de estímulos para combater o impacto económico da covid-19.

Europa recupera com vacina e estímulos na mira

As principais praças europeias alinharam-se no verde, num dia em que as esperanças reacenderam-se quanto à aproximação da distribuição de uma vacina para a covid-19, ao mesmo tempo que algumas empresas surpreendem pela positiva na apresentação de resultados. Paralelamente, os rumores de que a administração de Trump está mais perto de lançar um novo pacote de estímulos também está a animar as hostes.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas, o Stoxx600, avançou 0,44% para os 364,98 pontos, voltando a subir a terreno positivo depois de, na última sessão, ter fechado com uma baixa ligeira. Os ganhos nas bolsas do Velho Continente concentraram-se sobretudo entre os 0,5% e 1%, como foi o caso de Frankfurt, Paris, Amesterdão e Lisboa.

A ciência "explica" a animação nas bolsas, num dia em que a Novavax mostrou resultados promissores para a sua nova vacina e a Johnson & Johnson fechou um acordo com os Estados Unidos para a venda de 100 milhões de doses, ao mesmo tempo que avança para os testes em humanos.

No mundo empresarial, as norte-americanas Walt Disney e Square apresentaram números acima das expectativas dos analistas.

Por fim, os dados do emprego, revelados esta quarta-feira e que surpreendem pela negativa, colocam mais pressão sobre o Governo dos Estados Unidos para que chegue a um acordo para um novo pacote de estímulos até esta sexta-feira, já que depois o Senado vai de férias.

Estímulos pregam nova rasteira ao dólar

A moeda única europeia está a ganhar ao dólar num dia em que o renovado apetite pelo risco deixa o dólar, um ativo refúgio por excelência, menos atrativo. 

Os estímulos injetados na economia pelo banco central norte-americano têm deitado abaixo as cotações do dólar mas, desta vez, os estímulos que o fazem cair são outros. O pacote de apoio à economia que estará a ser preparado neste momento pela administração de Trump retira a força à divisa, na medida em que deixa os investidores mais otimistas quanto à evolução da economia do país. 

O euro soma 0,77% para os 1,1894 dólares mas chegou a tocar um máximo de 14 de maio de 2018, colocando-se nos 1,1905 dólares.

Juros da dívida na Europa sobem
As taxas de juro das dívidas soberanas dos países europeus subiram esta quarta-feira, cabendo à Alemanha o maior avanço.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos subiram 2,8 pontos base, para 0,318%, enquanto na dívida espanhola e italiana o agravamento foi de 2,6 pontos, para os 0,304% e 0,970%, respetivamente. 

Ainda nos países ditos periféricos, a Grécia sustentou uma subida mais ligeira, de apenas 0,3 pontos base, para 1,031%.

Já as "bunds" alemãs, a referência do mercado, subiram 4,5 pontos base, para -0,509%.
Ouro soma e segue em novos máximos históricos

O metal amarelo continua a subir e a marcar novos recordes, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio numa altura em que o dólar está mais fraco e em que crescem as expectativas de novas medidas de estímulo nos EUA.

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 1,53% para 2.049 dólares por onça em Londres, tendo já estabelecido hoje um novo recorde nos 2.055,10 dólares.

 

Este metal precioso superou ontem, pela primeira vez, o patamar dos 2.000 dólares – e não parece querer parar.

 

Desde o início do ano, o ouro ganha 35% e é um dos ativos com melhor desempenho em 2020.

 

Os investidores estão a procurar mais ouro para terem um valor seguro em mãos, já que receiam que o novo pacote de estímulos à economia que se espera nos EUA em resposta à pandemia possa fazer subir a inflação, desvalorizar outros ativos e manter os juros das obrigações soberanas em níveis baixos.

 

O ouro tem estado também no radar dos investidores que querem apostar num ativo seguro enquanto os novos casos de coronavírus perturbam a economia mundial.

 

Segundo Miguel Ciobanu, analista na XTB, esta subida deverá prosseguir, "sustentada pela depreciação do dólar e, em particular, se houver uma nova ronda de medidas de flexibilização quantiativa por parte da Reserva Federal dos EUA e/ou de outros grandes bancos centrais".

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro seguem a subir 2,11% para 2.043,50 dólares por onça.

 

Os Exchange-Traded Funds (ETF - produtos negociados em bolsa, cujo principal objectivo é replicar o desempenho de um determinado índice, commodity ou cabaz de ativos) de ouro já aumentaram este ano em 31% as suas posições neste metal, para 108,2 milhões de onças, o mais alto nível desde pelo menos um ano.

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