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Ao minuto19.04.2021

Juros de Portugal sobem para máximos de setembro e bolsas europeias corrigem

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 19 de Abril de 2021 às 17:36
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19.04.2021

Recuo do dólar ajuda ouro

O ouro segue estável, sustentado pela descida do dólar norte-americano após a divulgação de previsões económicas mais otimistas fora dos Estados Unidos. Quando a nota verde se deprecia, os ativos denominados em dólares ficam mais atrativos para quem negoceia noutras moedas.

Em Londres, o metal amarelo segue a depreciar-se muito ligeiramente, com um deslize de 0,07%, estando a ser negociado nos 1.775,18 dólares por onça.

Esta manhã o ouro esteve a negociar próximo de máximos de oito semanas. Ao longo das duas últimas sessões o ouro valorizou, tendo atingido os 1.776,51 dólares por onça na sessão de sexta-feira, quando somou 0,71%.

Os analistas ouvidos pela Bloomberg referem que apesar de os dados divulgados na semana passada - que apontam para uma recuperação económica em mercados como a China - poderem  pesar na procura por ativos como o ouro [que, devido ao seu estatuto de valor-refúgio, é mais procurado em momentos de incerteza e de pressões inflacionistas], a postura acomodatícia da Reserva Federal dos Estados Unidos poderá continuar a suportar o ouro.

19.04.2021

Europa cede, mas pouco

As bolsas europeias encerraram quase generalizadamente em baixa, mas com descidas pouco acentuadas e a manterem-se em torno de máximos históricos.

 

A contribuir para a correção de hoje estão os receios de que a escalada tenha ido demasiado longe, numa altura em que os investidores esperam pelas contas trimestrais das cotadas e por sinais de retoma económica, refere a Bloomberg.

 

O Stoxx 600 encerrou a deslizar 0,034% para 442,34 pontos, depois de ter chegado a estar a subir 0,3%.

 

O setor da banca teve o melhor desempenho do dia, com um ganho agregado de 0,7%, com os bancos espanhóis a ganharem terreno na expectativa do pontapé de saída da apresentação de resultados pelo setor financeiro – que começa na quinta-feira com a divulgação das contas do Bankinter.

 

Destaque também para o clube de futebol italiano Juventus, cujas ações dispararam 18% devido a novos planos controversos para uma "super liga" europeia.

 

Do lado das quedas, o setor automóvel recuou 1,6% e o tecnológico cedeu 1,2%.

 

Também as energias renováveis negociaram no vermelho, depois de, ao que se sabe, a Repsol ter sido aconselhada a adiar a entrada em bolsa da sua unidade de energias verdes.

 

Entre os principais índices da Europa, o alemão Dax desvalorizou 0,6%, o britânico FTSE 100 perdeu 0,3% e o italiano FTSEMIB recuou 0,2%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,7%.

 

Pela positiva, destaque para o francês CAC-40, que valorizou 0,2%, e para o espanhol IBEX 35, que somou 1,1%.

 

"Apesar da sessão direcional na Ásia, onde as ações chinesas revelaram um desempenho fortemente superior devido a notícias tranquilizadoras sobre a Huarong Asset Management Co., os investidores estão agora a preparar-se para o novo lote de resultados corporativos desta semana", sublinhou Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"A maioria espera ganhos sólidos esta semana, como uma confirmação dos fortes dados económicos publicados recentemente pelas principais economias. Dito isto, qualquer contratempo nos relatórios corporativos pode abalar o sentimento do mercado no curto a médio prazo", acrescentou.

O consenso de mercado antecipa que os lucros das cotadas do Stoxx 600 tenham subido mais de 50% no primeiro trimestre – isto depois de uma queda de quase 40% no mesmo período de 2020.

19.04.2021

Petróleo recua com agravamento da pandemia

O "ouro negro" segue a negociar em ligeira baixa, pressionado sobretudo pelo aumento dos casos de covid-19 na Índia e noutros países.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em junho cede 0,16% para 63,03 dólares por barril.

 

Já o contrato de junho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,12% para 66,69 dólares.

 

Na semana passada, estas duas referências somaram mais de 6% e hoje já chegaram a estar a negociar em alta, devido à depreciação do dólar, mas os números da pandemia estão a pressionar.

 

A Índia reportou um aumento recorde nas infeções por covid-19, o que elevou os casos para mais de 15 milhões, fazendo com que seja o segundo país mais afectado – a seguir aos EUA, que reportou mais de 31 milhões de infeções.

 

Por esta razão, foram impostas novas restrições na Índia, com Deli a impor um "lockdown" de seis dias – à semelhança de outros estados que já impuseram confinamentos ou recolher obrigatório.

 

Por outro lado. Hong Kong vai suspender os voos provenientes da Índia, Paquistão e Filipinas a partir de amanhã, 20 de abril, devido a infeções por coronavírus que foram importadas, anunciaram ontem as autoridades daquele território.

19.04.2021

Juros de Portugal sobem para máximos de setembro

Os sinais positivos da economia europeia estão a afastar os investidores das obrigações soberanas dias antes da reunião de política monetária do Banco Central Europeu, com os economistas a estimarem que Christine Lagarde vai adotar um discurso mais optimista, o que abrirá caminho para um recuo na promessa de mais estímulos monetários.

 

O Goldman Sachs reviu hoje em alta as suas projeções para o euro (deverá atingir 1,25 dólares em três meses) e recomendou que os clientes vendam obrigações alemãs a 30 anos, por considerar que é agora menos provável que o BCE aumente o seu programa de compra de ativos.

 

O banco de investimento norte-americano tem uma visão mais benigna para a evolução da economia europeia, assinalando que o plano de vacinação parece agora estar a encarrilhar, o que suporta uma recuperação mais célere da economia da Zona Euro.

 

A taxa de juro das obrigações alemãs a 10 anos avança 2,9 pontos base para -0,236%, o que representa o nível mais elevado desde 26 de fevereiro.

 

Na dívida portuguesa a yield dos títulos a 10 anos sobe 1,8 pontos base para 0,409%, tendo já atingido um máximo desde 1 de setembro em 0,422%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. Em Espanha a evolução é semelhante, com a yield dos títulos a 10 anos a somar 2,1 pontos base para 0,41%.

 

O BCE tem a próxima reunião já esta quinta-feira, 22 de abril. Não são aguardadas mudanças depois de Christine Lagarde, na última reunião, ter prometido acelerar a compra de ativos no âmbito do programa pandémico até junho. Ainda assim, as atenções dos investidores vão estar centradas nas palavras da presidente da autoridade monetária.   

19.04.2021

Euro acima de 1,20 dólares pela primeira vez desde março

A moeda europeia valoriza pela segunda sessão seguida, marcando o quinto dia de ganhos em seis, tendo atingido máximos do início de março. O euro valoriza 0,29% para 1,2018 dólares, transacionando acima de 1,20 dólares pela primeira vez desde 4 de março.

 

A divisa da Zona Euro está a ser impulsionada pelas notícias positivas na frente das vacinas, uma vez que Bruxelas garantiu hoje que decidiu ativar a opção contratual para mais 100 milhões de doses da vacina da BioNTech/Pfizer contra a covid-19, prevendo que o bloco receba 600 milhões de unidades este ano.

 

Além disso, a Comissão Europeia espera atingir antes do objetivo oficial de final do verão a meta de 70% dos adultos da União Europeia (UE) vacinados contra a covid-19, dada a "aceleração do ritmo de entregas".

19.04.2021

Wall Street recua de máximos à espera de resultados

As bolsas dos Estados Unidos abriram em queda ligeira esta segunda-feira, com as ações a recuarem dos máximos alcançados na semana passada, enquanto os investidores continuam a olhar para os resultados das empresas relativos ao primeiro trimestre. Hoje será a vez de conhecer as contas da IBM e da United Airlines.

 

Nesta altura, o tecnológico Nasdaq desce 0,31% para 14.007,13 pontos, o industrial Dow Jones perde 0,22% para 34.124,81 pontos e o S&P500 desvaloriza 0,14% para 4.179,21 pontos.

 

As ações da Coca-Cola sobem 0,22% para 53,81 dólares, depois de a empresa ter revelado receitas que superaram as estimativas dos analistas, num sinal de recuperação da procura.

 

Apesar de os resultados das empresas estarem a dar sinais de resiliência no contexto da pandemia, subsistem as preocupações relacionadas com o controlo do vírus, depois de ter sido conhecido que os novos contágios, a nível global, atingiram o valor mais alto desde o início da pandemia, acima de 5,2 milhões.

19.04.2021

Ouro sobe para máximos de oito semanas

O ouro está a negociar perto de máximos de oito semanas, com os renovados receios sobre a pandemia e um ambiente de juros de dívida mais baixos em termos globais a levarem os investidores a procurarem alguma segurança neste metal precioso.

Por esta altura, o ouro está a valorizar 0,37% para os 1,783,18 dólares por onça. 

19.04.2021

Euro e libra avançam perante o dólar

O euro continua a recuperar terreno frente ao rival dólar norte-americano e ganha 0,3% para os 1,1886 dólares, enquanto que a libra esterlina avança 0,20% para os 1,3859 dólares. 

19.04.2021

Juros da Zona Euro em queda à espera de BCE

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a cair nesta segunda-feira, com os investidores de olhos postos na reunião desta semana do Banco Central Europeu (BCE), apesar de se esperarem grandes alterações na política monetária.

Na Alemanha, a "yield" do Bund - nome da obrigação germânica - está a cair 0,8 pontos base para os -0,273% e em Itália, os juros da dívida a dez anos perdem 2 pontos base para os 0,725%.

Por cá, os juros de Portugal e Espanha caem 1,1 pontos base para os 0,380% e 0,378%, respetivamente.

19.04.2021

Europa volta a renovar máximos históricos de olho postos nos resultados

As bolsas europeias entraram com o pé direito nesta nova semana, com o índice de referência para a região a registar novos máximos históricos, uma tendência que vinha a ser vincada desde a última semana, com os investidores de olhos postos nos resultados das empresas.

Por esta altura, o Stoxx 600, índice que agrupa as 600 maiores cotadas do bloco central, sobe 0,12% para os 443,00 pontos, o que representa um máximo histórico. Entre os setores, destacam-se o que agrupa as empresa de extração de minério e o automóvel.

As ações da francesa Faurecia, do setor automóvel, estão a subir quase 2% depois de ter apresentado resultados acima do previsto no primeiro trimestre deste ano.

Desde o início de abril, o Stoxx 600 acumula um ganho de 3% e está a negociar 11% acima do que estava no mesmo período do ano passado. Enquanto que os receios sobre um atraso no plano de vacinação da região pairam, parece que os investidores estão mais focados quer nesta temporada de resultados, quer nas esperanças de uma recuperação económica em força.

19.04.2021

Petróleo desvaloriza com subida de casos covid na Índia a preocupar

Os preços do petróleo estão a cair na sessão desta segunda-feira, depois de ter registado o maior ganho semanal desde março, com a pandemia a afetar um dos grandes importadores da matéria-prima a nível global: a Índia.

O Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - perde 0,33% para os 66,55 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) encolhe 0,27% para os 62,96 dólares.

Os preços do petróleo subiram cerca de 30% este ano, compensando a grande queda do ano anterior, À boleia do otimismo em torno do plano de vacinação e das melhores perspetivas quanto à procura pela matéria-prima.

19.04.2021

Futuros da Europa sobem com investidores de olhos postos nos números

Os futuros das ações europeias estão a negociar em alta nesta pré-abertura de segunda-feira, apontando para um início de semana positivo no "velho continente", numa altura em que os investidores continuam atentos à recuperação económica e aos resultados das empresas, apesar da ameaça contínua dos novos casos de covid-19.

Por agora, os futuros do Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas da Europa - estão a ganhar 0,3%, mas os futuros do norte-americano S&P 500 estão a perder 0,1%. Durante a madrugada em Lisboa, a sessão asiática foi positiva com ganhos na China (1,3%) e em Hong Kong (0,8%).

Ainda assim, a procura por ativos de maior segurança tem crescido com as tensões entre os EUA e a Rússia e os EUA e a China a voltarem a crescer de tom.

Os dados económicos robustos da China e dos EUA têm deixado os investidores mais otimistas, o que se espelha nos novos máximos históricos alcançados pelo Índice Mundial MSCI All-Country, apesar das preocupações em torno da disseminação das variantes da covid-19.

As novas infeções na semana passada ultrapassaram 5,2 milhões, o maior número desde o início da pandemia. Países como a Índia viram o número diário de casos de covid-19 a bater novos recordes. 

Esta semana, os investidores estarão atentos ao Banco Central Europeu que se vai reunir novamente. Ainda assim não são esperadas alterações à sua política monetária. Christine Lagarde, a presidente da instituição, deverá manter o seu tom otimista em torno da recuperação económica, mas com várias salvaguardas sobre a situação pandémica.

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