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Ao minuto24.02.2021

Europa afasta-se de máximos desiludida com as empresas. Juros de Portugal em máximos de quatro meses

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Ian Waldie/Getty Images
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2021 às 16:46
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17.02.2021

Subida dos juros da dívida e valorização do dólar atiram ouro para mínimo de quase 3 meses

O metal amarelo está a negociar em baixa pela quinta sessão consecutiva, com a expectativa de uma retoma económica global a fazer valorizar o dólar e os juros da dívida nos EUA.

 

O ouro a pronto (spot) perde 1,18% para 1.773,11 dólares por onça no mercado londrino. Isto depois de já ter tocado hoje nos 1.773,32 dólares, o valor mais baixo desde 30 de novembro.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro cedem 1,58%, para 1.768,80 dólares por onça.

 

A expectativa de retoma económica a nível mundial – com os programas de vacinação contra a covid-19 e os esperados estímulos pandémicos – está a beneficiar o dólar, o que retira atratividade aos ativos denominados na nota verde, como é o caso do ouro.

 

Esta expectativa retirou alguma incerteza aos mercados, com os investidores a revelarem um maior apetite pelo risco e a preferirem as ações em detrimento das obrigações soberanas. Resultado: os juros da dívida estão a subir.

 

Esta situação é particularmente visível nos EUA, onde a "yield" das obrigações a 10 anos continua a aumentar, estando hoje em máximos de fevereiro de 2020.

 

Embora o ouro seja considerado uma boa cobertura contra a inflação (que se espera que ocorra devido aos vastos estímulos previstos pela Administração Biden), a subida dos juros da dívida desafia esse estatuto, uma vez que aumenta o custo de oportunidade de deter ouro sem remuneração de juros.

 

Além disso, com os estímulos económicos por parte da Reserva Federal norte-americana, "a inflação pode estar de volta, conforme destacado por James Bullard, membro do comité do mercado aberto da Fed", sublinha Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"Isso pode significar juros mais elevados e um dólar americano mais forte. Tecnicamente, o preço caiu abaixo dos 1.800 dólares por onça e agora está a rondar perigosamente a zona de suporte dos 1.785-1.790 dólares. Uma clara queda abaixo deste patamar denotaria mais fraqueza e poderia levar a que mais investidores terminassem as suas posições relativas ao metal", acrescenta.

17.02.2021

Europa afasta-se de máximos desiludida com resultados das empresas

A larga maioria dos setores europeus mostraram-se pessimistas, com o retalho em destaque – desceu mais de 3%. Isto aconteceu depois de a Gucci ter desapontado nos resultados apresentados. As vendas desta marca caíram pelo quarto trimestre consecutivo. No último trimestre, a descida nas receitas foi de 10%, quando os analistas estavam à espera de 7%. Também a tecnologia e os serviços financeiros deslizaram, 2,2% e 1,7%, respetivamente.

O Stoxx600 derrapou 0,74% para os 416,10 pontos, descendo com mais convicção depois de um ligeiro tropeção no dia anterior. Desta forma, este índice, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, afasta-se mais dos máximos de 24 de fevereiro que foram atingidos na sessão de ontem. Apenas dois setores subiram, o petróleo e gás e as utilities.

A confirmar a direção descendente estiveram a maioria das principais praças europeias. Com uma queda inferior a 0,5% estiveram Lisboa, Madrid e Paris, mas Frankfurt, Atenas e Milão superaram mesmo a fasquia do 1%.

17.02.2021

Dados económicos positivos dão força ao dólar

A moeda norte-americana valoriza pela segunda sessão consecutiva, tirando partido dos dados hoje divulgados e que apontam para uma recuperação célere da maior economia do mundo.

 

A vendas a retalho nos Estados Unidos dispararam 5,3% em janeiro, o maior aumento em sete meses e bem acima dos 1,1% estimados pelos economistas. Também hoje foi anunciado  que a produção industrial aumentou 0,9% em janeiro nos EUA, quando os economistas apontavam para uma subida de 0,4%.

 

O euro perde 0,61% para 1,2031 dólares, negociando pela segunda sessão em terreno negativo face à divisa norte-americana. O índice do dólar avança 0,4%, o que representa a maior subida em duas semanas.

17.02.2021

Petróleo sobe mas está com receio de decisão saudita

O petróleo segue a ganhar terreno nos principais mercados, a negociar em máximos de 13 meses, devido sobretudo à perturbação da oferta no sul dos EUA, mas a perder algum fôlego à conta do relato de que a Arábia Saudita pretende aumentar a sua produção nos próximos meses.

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O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março avança 0,57% para 60,39 dólares por barril.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 0,55% para 63,70 dólares.

 

A sustentar o "ouro negro" estão os nevões em importantes estados produtores do sul dos Estados Unidos, como o Texas, Novo México e Oklahoma, que levaram à suspensão das operações nos poços e refinarias (de acordo com as estimativas do setor, estão a ser produzidos menos 3,5 milhões de barris por dia), podendo esta situação permanecer durante mais algum tempo.

 

Os preços já estiveram hoje em patamares mais elevados, mas perderam gás depois de o The Wall Street Journal (WSJ) reportar que se espera que a Arábia Saudita anuncie planos para aumentar a sua produção.

 

Segundo o jornal, Riade deverá comunicar a sua decisão na reunião do próximo mês da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+).

 

No início do ano, os sauditas anunciaram que iriam cortar a sua produção em mais um milhão de barris por dia (a complementar a redução que já tinha definida no âmbito do acordo da OPEP+) em fevereiro e março, mais do que compensando a entrada de 500.000 barris diários por parte do cartel e seus aliados (enquadrada na decisão tomada em dezembro) e de mais 75.000 barris/dia em fevereiro e março (à conta da Rússia e do Casaquistão).

 

Este corte suplementar dos sauditas tem ajudado a sustentar os preços, mas, agora que as cotações estão num nível mais aceitável, Riad poderá dar por terminado esse seu esforço adicional de corte da oferta – mas não deverá abrir as torneiras antes de abril, de acordo com o WSJ.

17.02.2021

Juros de Portugal atingem máximos de quatro meses

Os investidores prosseguem hoje o movimento de redução de exposição às obrigações, o que está atirar os juros da dívida soberana para máximos de vários meses.

 

Em Portugal a taxa dos títulos a 10 anos avança ligeiramente (0,3 pontos base para 0,185%), mas durante a sessão atingiu o valor mais elevado desde 12 de outubro após quatro sessões de agravamento (subiu em oito das últimas nove sessões).

 

Na dívida de referência na Europa as yields estão a aliviar do máximo de junho que fixaram esta manhã e nos Estados Unidos a taxa dos títulos a 10 anos está no nível mais elevado em quase um ano. A taxa das bunds a 10 anos está agora a ceder 1,2 pontos base para -0,362%, já bem longe do mínimo inferior a -0,6% fixado o mês passado.

 

Esta tendência de agravamento dos juros deve-se à expetativa de aceleração do crescimento económico e agravamento da inflação, que levam os investidores a afastarem-se das obrigações, apostando em ativos de maior risco, como ações e matérias-primas.

 

A Alemanha esteve esta quarta-feira no mercado a emitir 1,25 mil milhões de euros em dívida a 30 anos e os títulos foram colocados com uma yield de 0,1%. A maior economia europeia teve assim de pagar para emitir dívida, o que já não acontecia desde março do ano passado.

 

Esta tendência não afetou para já a emissão de dívida de curto prazo de Portugal, que hoje voltou a financiar-se a taxas negativas mais baixas de sempre.

 

17.02.2021

Wall Street alivia de máximos históricos após dados económicos positivos

As bolsas norte-americanas abriram em baixa, pressionadas pelos dados económicos positivos que foram hoje divulgados e que podem baixar a urgência na introdução do novo pacote de estímulos e, por outro lado, acelerar a inflação.

 

O Dow Jones cede 0,33% para 31.419,8 pontos e o Nasdaq cede 0,9% para 13.923,8 pontos. O S&P500 desvaloriza 0,65% para 3.908,4

 

Ontem Wall Street atingiu novos máximos históricos, mas hoje estão a reagir em baixa ao anúncio de que as vendas a retalho nos Estados Unidos dispararam 5,3% em janeiro, bem acima dos 1,1% estimados. Também antes da abertura foi anunciado que a produção industrial aumentou 0,9% em janeiro, quando os economistas apontavam para uma subida de 0,4%.

 

Os bons indicadores económicos estão a provocar uma subida acentuada nas yields das obrigações (no prazo a 10 anos atingiu o máximo do ano), com os investidores a reduzirem a exposição à dívida devido à aposta na reflação (crescimento económico e subida da inflação).

 

Contudo, os investidores também temem que o crescimento acelerado da economia provoque um disparo na inflação, obrigando o banco central a elevar as taxas de juro. A Fed, que divulga hoje as minutas da última reunião de política monetária, prometeu manter os juros em mínimos históricos enquanto a inflação estiver abaixo dos 2%.

 

Pela positiva destacam-se as ações da Verizon Communications  e Chevron Corp, que disparam mais de 4% depois da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, ter aumentado o investimento nas empresas.

 

Na Europa o dia também está a ser negativo, depois de várias cotadas (como a Kering e a British American Tobacco) terem apresentado resultados que ficaram abaixo do esperado.

17.02.2021

Euro e libra perdem força face ao dólar

As duas moedas mais importantes da Europa estão a perder fôlego face ao rival dólar norte-americano.

O euro cai 0,28% para os 1,2073 dólares, enquanto que a libra esterlina perder 0,17% para os 1,3880 dólares. 

17.02.2021

Ouro cai pelo quinto dia consecutivo

O preço do ouro está a cair pelo quinto dia consecutivo, desvalorizando 0,47% para os 1.786,10 dólares por onça.

Noutros metais preciosos, a prata está praticamente inalterada no patamar dos 27 dólares por onça, enquanto que o paládio atingiu o maior nível intradiário desde 2014 na sessão de ontem.

17.02.2021

Juros da Zona Euro corrigem. "Yield" italiana sobe

Os juros da dívida da maioria dos países da Zona Euro estão a corrigir das recentes subidas a que têm sido sujeitos, com Itália a contrariar esta tendência, uma vez que a "yield" transalpina está a corrigir, mas em sentido contrário. 

Nos últimos dois dias, a dívida soberana dos países do euro estava a revelar menos atratividade aos olhos dos investidores, que estão voltados para os ativos de maior risco, como as ações, devido à expectativa de um relançamento económico mundial decorrente dos programas de vacinação contra o coronavírus.

Em Itália, os juros estão hoje a subir 0,1 pontos base para os 0,570%, depois de na semana passada terem atingido mínimos históricos, devido ao facto de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, assegurar os apoios necessários à formação de um governo de emergência nacional.

No resto da Europa, os juros seguem hoje em queda, como se verifica na Alemanha (-0,6 pontos base), em Portugal (-0,6 pontos base) e em Espanha (-0,3 pontos base).

17.02.2021

"Mercados estão a cantar a música da reflação"

As bolsas mundiais estão a ser conduzidas pelo fenómeno da reflação, que se verifica quando estamos na presença de vários estímulos à economia, de acordo com o analista Michael Brown, da Caxton.

Numa nota matinal, o analista diz que "não é apenas nos Estados Unidos que a canção da reflação está a ser cantada", depois de as taxas de juro do Tesouro norte-americano a dez e a 30 anos terem escalado para máximos de de onze meses e de "os juros britânicos e alemães aumentaram significativamente nas primeiras seis semanas deste ano", apesar da correção de hoje.


A resposta à pandemia acelerou um movimento coordenado de ações por parte dos governos e dos bancos centrais, através de estímulos que têm como objetivo sustentar o regresso ao crescimento e travar um movimento deflacionista. Políticas que trouxeram o conceito reflação para o centro do palco e que vão agitar o ano.

Ainda assim, o analista diz que "o aumento recente das taxas de juro por aquilo que consideramos ser as razões certas - aumento do crescimento dos preços e subida da inflação - o mercado de dívida continua a apresentar mais perguntas do que respostas".

"No entanto, embora haja motivos para acreditar que as pressões inflacionárias vão aumentar nos EUA - ainda mais se o pacote de estímulos de 1,9 bilões de dólares do presidente Biden forem totalmente promulgados - há poucos motivos para pensar que a dinâmica inflacionária mudará noutras geografias", diz o analista, acrescentando que "a Z
ona Euro tem, há anos, lutado para gerar quaisquer pressões de preços significativas".

No que toca às ações o analista considera que "existe a hipótese de uma correção - especialmente nos EUA".

17.02.2021

Europa em queda com resultados das empresas a pressionar

Os principais índices na Europa estão a perder força nesta quarta-feira, depois de uma série de resultados empresariais ter desapontado os investidores, como foi o caso da retalhista de artigos de luxo Kering ou da British American Tobacco.

O Stoxx 600 - que reúne as 600 maiores cotadas do "velho continente" - cai 0,38% para os 417,60 pontos, com quase todos os setores em alta, menos o da banca, petrolíferas e empresas ligadas às "commodities".

A chamada negociação de reflação está a impulsionar ativos ligados ao crescimento económico e aumento de preços, como é o caso das "commodities" e das ações ciclicas, assim como a fazer subir as taxas de juro das dívidas soberanas dos países.

Mesmo com a queda de hoje, o índice de referência para a Europa está a negociar apenas a menos de 4% dos máximos históricos. 

17.02.2021

Preços do petróleo sobem com temepestade de neve nos EUA a cortar produção

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

Os preços do petróleo nos Estados Unidos e na Europa estão a valorizar nesta quarta-feira, à boleia dos nevões em vários estados norte-americanos, como no Texas ou no Novo México, que estão a provocar uma disrupção na produção.

O Brent - que serve de referência para Portugal - ganha 0,88% para os 63,91 dólares por barril e o norte-americano WTI avança 0,67% para os 60,44 dólares. 

De acordo com as estimativas do setor, a produção de petróleo está a cair cerca de 3,5 milhões de barris por dia graças à suspensão das operações nos poços e refinarias do Texas, no Novo México e Oklahoma.

A sustentar o "ouro negro" estão também os cortes da oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), que desta vez têm estado a ser cumpridos.

17.02.2021

Futuros da Europa em queda ligeira com investidores a tentar adivinhar o que se segue

Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a negociar em queda na pré-abertura da sessão desta quarta-feira, apontando para um começo de dia com o "pé esquerdo", numa altura em que os investidores tentam perspetivar o que virá a seguir. 

Por esta altura, os futuros do Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas da Europa - caem 0,5% e os futuros do norte-americano S&P 500 perdem 0,1%. 

A chamada negociação de reflação está a impulsionar ativos ligados ao crescimento económico e aumento de preços, como é o caso das "commodities" e das ações ciclicas, assim como a fazer subir as taxas de juro das dívidas soberanas dos países.

Os investidores estão a surfar uma onda de euforia especulativa em ativos como as "penny stocks" de Wall Street - cotadas com preços de ações muito baixos - ou a bitcoin, que superou pela primeira vez na sua história a barreira dos 50 mil dólares, graças ao suporte que continua a ser dado pelos bancos centrais. 

Durante a madrugada em Lisboa, a sessão asiática fez-se de forma mista, com ganhos em Hong Kong (1,3%) e quedas no Japão (-0,2%).

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