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Ao minuto13.11.2020

Vacina dá à Europa melhor série de duas semanas em 19 anos e anima ouro. Petróleo cai e juros aliviam

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Novembro de 2020 às 17:37
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13.11.2020

Europa sobe e regista saldo positivo pela segunda semana consecutiva, o melhor desde 2001

As bolsas europeias ganharam terreno quase generalizadamente esta sexta-feira, se bem que os ganhos tenham sido pouco expressivos, numa altura em que o aumento global de casos de covid-19 contribui para algum pessimismo dos investidores mas em que a perspetiva de uma vacina continua a contrabalançar essas preocupações.

 

A semana foi forte, à conta da expectativa em torno de uma potencial vacina contra a covid-19 [desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech], o que ajudou a ofuscar um pouco os temores decorrentes do forte aumento de casos de covid e de internamentos em todo o mundo, com o Velho Continente a marcar a segunda semana consecutiva de saldo positivo.

 

Na sessão desta sexta-feira, o índice de referência Stoxx Europe 600 fechou com um ganho muito ligeiro, de 0,0052%, para 385,18 pontos. Mas a subida no agregado das últimas cinco sessões foi de 5,1% e o índice marcou a sua melhor série de duas semanas de valorização desde maio de 2001. Ou seja, há 19 anos que não tinha um ganho tão pronunciado em duas semanas seguidas.

 

Os setores dos seguros (+1,2%) e da banca (+1,2%) estiveram entre os melhores desempenhos, com o grupo da banca a disparar perto de 17% na semana – impulso que foi também sentido, por cá, pelo BCP (que hoje escalou 5,5%) –, o maior salto semanal desde inícios de junho.

 

Também as tecnológicas avançaram (0,3%), com os investidores a voltarem a comprar as apostas seguras dos tempos de confinamento, como a Sinch e a Just Eat Takeaway.

 

Do lado das perdas, destaque para os serviços e produtos de consumo, que cederam 0,7% na sessão de hoje – com a Delivery Hero a liderar as quedas, pressionada pelo facto de os reguladores anti-trust da Coreia do Sul terem dito que deveria vender a sua subsidiária Yogiyo de modo a poder garantir a aprovação da planeada compra, por 4 mil milhões de dólares, da proprietária da app de entrega de comida Woowa Brothers.

 

Dos principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou hoje 0,2%, o espanhol Ibex 35 avançou 0,7%, (e teve a melhor semana em 20 anos), o francês CAC 40 valorizou 0,3% e o italiano FTSEMIB pulou 0,4%.

 

As exceções às subidas na Europa Ocidental foram os índices britânico FTSE 100 (que cedeu 0,4%) e o holandês AEX (que recuou 0,5%).

13.11.2020

Juros portugueses aliviam pela quarta sessão

Os juros da dívida a dez anos de Portugal aliviaram 1,7 pontos base para os 0,084%, contando a quarta sessão de quebra consecutiva, e aproximando-se dos mínimos históricos atingidos dia 9 deste mês.

Na Alemanha, a referência europeia, o registo é também de alívio e repete-se há três sessões. Esta sexta-feira o recuo foi de 0,1 pontos base para os -0,549%.

Estas quebras na remuneração exigida pelos investidores ocorrem numa semana de grande turbulência nos mercados, que começaram otimistas com a eleição do novo presidente dos Estados Unidos e com boas perspetivas para o lançamento de uma vacina para a covid-19, mas rapidamente foram abalados pelo crescente número de casos da pandemia e por dúvidas quanto ao desenlace da vacina. 

13.11.2020

Otimismo abraça o euro e esquece o dólar

O euro está a ganhar o braço de ferro contra o dólar ao somar 0,18% para os 1,1827 dólares.

O Bloomberg Dollar Spot Index interrompeu a onda de avanços que vinha a registar depois de as bolsas na Europa se afastarem de perdas, ilustrando o apetite dos investidores por ativos considerados de maior risco, como as ações, em detrimento de ativos refúgio como o dólar.

Ainda assim, a nota verde apronta-se para a melhor semana desde março contra o concorrente japonês, o iene.

13.11.2020

Covid-19 e difícil logística de distribuição de uma nova vacina dão ganhos ao ouro

O metal amarelo segue a ganhar terreno nesta sexta-feira, com o aumento das infeções por covid-19 a nível mundial a reativar os receios quanto ao impacto económico da pandemia.

 

O ouro a pronto (spot) avança 0,71% para 1.889,06 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro perdem 0,93% para 1.890,10 dólares por onça.

 

Além da preocupação quanto às consequências económicas do coronavírus, também o ceticismo em torno do alcance de uma potencial vacina contra a covid-19 [desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech]está a ajudar o ouro a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio.

 

"Todos ficaram empolgados com a vacina, mas começou a perceber-se que provavelmente não estará disponível à população em geral antes de finais do inverno ou início da primavera… e até lá teremos de navegar em águas revoltas", comentou à Reuters um analista da Kitco Metals, Jim Wyckoff.

Apesar dos ganhos de hoje, o ouro está a caminho da sua pior semana em sete.

13.11.2020

Petróleo cai com receios em torno da covid-19

As cotações do "ouro negro" seguem em baixa, a reduzirem os ganhos semanais, pressionadas pelos receios de uma retoma lenta da economia global e da procura por combustível devido ao forte aumento das infeções por covid-19.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em dezembro perde 1,70% para 40,42 dólares por barril.

 

Já o contrato de janeiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 1,36% para 42,94 dólares – depois de já ter tocado esta semana nos 45,30 dólares.

 

Os receios de que os novos confinamentos decorrentes da segunda vaga de covid-19 possam pesar na procura por combustível são o fator que hoje mais pesa no mercado petrolífero.

 

No entanto, a expectativa de uma vacina contra o coronavírus animou a matéria-prima durante grande parte da semana, pelo que o petróleo caminha para a sua semana consecutiva de ganhos – com o WTI e o Brent a valorizarem em torno de 9%.

13.11.2020

Cisco e Disney animam Wall Street

É um ano louco. As bolsas americanas caíram nos últimos dois dias, depois de ter recuperado todas as perdas do ano um dia antes.

As bolsas norte-americanas abriram em alta, animadas pelo bom desempenho de cotadas como a Cisco e a Disney após o reporte de contas.

 

O Dow Jones segue a somar 0,80% para 29.311,40 pontos e o Standard & Poor’s 500 avança 0,82% para 3.565,78 pontos

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,81% para 11.804,35 pontos.

 

Depois das perdas na sessão de ontem, devido a uma atitude mais prudente dos intervenientes de mercado que os fez preferir ativos mais seguros, Wall Street regressa hoje ao verde.

 

A ajudar estão as subidas de 1,94% da Disney e de 6,75% da Cisco, depois de terem divulgado os seus resultados trimestrais, se bem que os investidores continuem preocupados com as restrições decorrentes do forte aumento de casos de covid-19.

13.11.2020

Ouro ganha pelo segundo dia e reduz prejuízo semanal

O ouro, considerado um ativo de refúgio que, por norma, tem mais procura em momentos de quedas no mercado de ações, está hoje beneficiar precisamente desse fator.

O metal precioso ganha força pela segunda sessão consecutiva ao valorizar 0,07% para os 1.878,20 dólares por onça.

Assim, o preço do ouro reduz a sua queda semanal para -3,6%.

13.11.2020

Euro ganha fôlego pelo segundo dia

A moeda única da União Europeia está a ganhar fôlego frente ao norte-americano dólar pelo segundo dia consecutivo. 

O euro aprecia 0,06% para os 1,1813 dólares. Já a libra esterlina regressa hoje às valorizações depois de duas sessões em queda. 

A divisa britânica adianta-se 0,30% para os 1,3157 dólares. 

13.11.2020

Juros da dívida em queda por toda a Zona Euro

Os juros da dívida dos países da Zona Euro seguem hoje em queda, numa altura em que os investidores voltam a fugir dos ativos de maior risco e a procurar refúgio em ativos considerados mais seguros como é o caso do mercado de dívida, em algumas regiões. 

Na Alemanha, a "yield" a dez anos cai 0,9 pontos base para os -0,547%, enquanto que as quedas nos países da chamada periferia são ainda maiores. 

Os juros de referência da dívida italiana perdem 1,7 pontos base para os 0,664%, enquanto que em Portugal, a taxa cai 1 ponto base para os 0,088%, aproximando-se dos mínimos históricos no patamar dos  0,04%.

Aqui ao lado, em Espanha, os juros seguem a tendência ao perderem 1,2 pontos base para os 0,116%.

13.11.2020

Europa cai pelo segundo dia, mas mantém ganho semanal

As principais praças europeias abriram pelo segundo dia em queda, com o entusiasmo em torno das eleições presidenciais norte-americanas e da vacina anto-coronavírus a evaporarem-se à medida que os novos casos de covid-19 aumentam por todo o continente. 

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da região - cai 0,22% para os 384,31 pontos, com os setores da banca e das petrolíferas (os que mais beneficiaram com a euforia do início da semana) a liderarem as quedas. 

Assim, e apesar de ser a segunda sessão em que as bolsas da região perdem fôlego, o índice de referência mantém um ganho semanal na ordem dos 5%.

13.11.2020

Petróleo em queda após aumento de "stock" e previsão sombria da AIE

Ainda há muita oferta excedentária, mas a procura tem vindo a subir.

Os preços do petróleo seguem pelo segundo dia em queda, com o aumento de inventários nos Estados Unidos e as previsões negativas da Agência Internacional de Energia (AIE) para a procura pela matéria-prima a afastar os investidores. 

O Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - cai 1,26% para os 42,68 dólares por barril, a passo que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) desvaloriza 1,65% para os 40,43 dólares.

Ontem, a AIE cortou novamente as previsões para a procura de petróleo em todo o mundo, devido às novas restrições que estão a ser impostas pelos governos numa tentativa de travar a propagação do coronavírus, e adianta que o otimismo com a vacina não se vai repercutir a curto prazo no consumo.

Para o quarto trimestre deste ano, a agência baseada em Paris revê em baixa a procura em menos 1,2 milhões de barris por dia, face às anteriores previsões.

Já os inventários de crude norte-americano cresceram cerca de 4,28 milhões de barris por dia, registando subidas em duas das últimas três semanas, de acordo com os dados da agência de informação de energia dos Estados Unidos.

13.11.2020

Futuros da Europa em queda, com propagação da covid-19 a aumentar

Os futuros das ações europeias estão a negociar em queda, seguindo a tendência registada ontem no fecho de Wall Street e também na sessão asiática, durante a madrugada em Lisboa, numa altura em que as atenções se voltam novamente para o número de novos casos de covid-19 em todo o mundo.

Em Hong Kong, na China e na Austrália registaram-se quedas entre 0,2% e 1%, enquanto no Japão, o principal índice caiu 1,3%, no dia em que o país atingiu um novo recorde de casos diários de covid-19.

Ontem, no fecho de sessão em Wall Street, o S&P 500 registou uma queda de 1%, com Nova Iorque a preparar-se para a possibilidade do encerramento de escolas e com Chicago a apertar as medidas de confinamento. 

Noutro campo, a saga dos estímulos orçamentais continua. A administração de Donald Trump largou as negociações sobre um novo pacote e deixou essa pasta para ser discutida entre o líder republicano do Senado, Mitch McConell, e a líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

Trump assinou também uma ordem para proibir os investimentos dos Estados Unidos em empresas chinesas controladas pelo Estado, levando algumas cotadas como a China Mobile ou a China Telecom a caírem.

O entusiasmo pela vacina desvaneceu, principalmente depois de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, ter dito que a vacina não é suficiente para colocar um fim nos desafios económicos que a atual pandemia criou.

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