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Ao minuto13.09.2021

Bolsas europeias animadas pelas matérias-primas. Wall Street recupera das perdas recentes

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EPA
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13.09.2021

Ganhos das matérias-primas animam bolsas europeias

As bolsas europeias encerraram em alta, recuperando parte do terreno perdido nas duas últimas semanas, com o aumento dos preços do petróleo e da eletricidade a impulsionar as cotadas do setor da energia – o que ofuscou os receios em torno do possível impacto negativo da inflação sobre os resultados das empresas e os estímulos às economias.

 

O Stoxx 600 fechou a somar 0,26%, para 467,56 pontos, depois de ter chegado a tocar nos 470 pontos durante a sessão, muito perto do máximo histórico de 476,16 pontos. Desde o início do ano, o índice acumula uma valorização de 17,21%.

 

As cotadas da energia tiveram o melhor desempenho, com um ganho agregado de 2,8%, numa sessão em que o petróleo segue em alta. Os investidores estão atentos à lenta retoma da produção norte-americana no Golfo do México, depois da passagem do furacão Ida, isto numa altura em que a tempestade tropical Nicholas ameça perturbar ainda mais o setor da energa naquela região.

 

Também as "utilities" (luz, gás e água) estiveram a subir, sustentadas por um aperto na oferta que fez disparar os preços do gás e da eletricidade para novos recordes na Europa.

 

Em contrapartida, o retalho deslizou 1%, ao passo que o setor tecnológico recuou 0,6% – devido sobretudo à "repressão regulatória levada a cabo pela China com o objetivo de desmembrar a Alipay, o que levou a uma queda nas ações de tecnologia na região", sublinha Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 0,6%, o francês CAC-40 valorizou 0,2%, o italiano FTSEMIB avançou 0,9%, o britânico FTSE 100 subiu 0,6% e o espanhol IBEX 35 pulou 1,4%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,4%.

 

Apesar desta boa performance, Veyret diz que "a perspetiva de números fracos na publicação de dados macroeconómicos e as expectativas de redução do suporte monetário por parte dos bancos centrais estão a aumentar o risco de uma correção de curto prazo nos mercados de ações".

 

"De uma forma geral, não se verifica um clima ‘risk-on’, já que os investidores aguardam cautelosamente a reabertura das economias dando atenção à disseminação da variante Delta e à publicação, nesta semana, dos principais dados macro", frisao analista da ActivTrades.


A maioria dos operadores de mercado "estará atento à publicação do índice de preços no consumidor dos EUA, Reino Unido, Canadá e Zona Euro, num esforço para avaliar o efeito ‘transitório’ da inflação, bem como um possível cronograma para o ‘tapering’", remata Veyret.

13.09.2021

Juros de Portugal afastam-se mais dos de Espanha

As yields da dívida soberana na Zona Euro seguem pouco alteradas no arranque da semana, com a referência para a região, as "bunds" alemãs a 10 anos inalteradas nos -0,333%.

Os juros da dívida portuguesa aliviam 0,7 pontos base, para 0,221%, aumentando a diferença face aos valores do país vizinho, onde as yields recuam 0,4 pontos, para os 0,327%.

Já a dívida italiana na mesma maturidade regista um alívio de 1,4 pontos base nos juros, situando-se nos 0,686%.

Após o BCE ter indicado, na passada quinta-feira, que irá reduzir o ritmo de compra de dívida, mas sem que isso signifique um "tapering", os juros das dívidas soberanas europeias aliviaram e seguem agora mais estáveis.

13.09.2021

Ouro em alta à espera dos dados da inflação

O metal amarelo está a negociar no verde, na expectativa dos dados da inflação nos EUA, que serão divulgados amanhã e que poderão ditar o rumo da política monetária da Fed, que se reúne nos próximos dias 21 e 22 de setembro.

 

O ouro a pronto (spot) segue a ganhar 0,41% para 1.794,69 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro somam 0,33%, para 1.795,50 dólares por onça.

 

Segundo Bart Melek, diretor de estratégia para as matérias-primas na TD Securities, a Fed está a dar mais ênfase ao emprego e não está particularmente preocupada com a inflação, o que deixa pressupor uma postura acomodatícia que é positiva para o ouro.

 

No entanto, frisou Melek à Reuters, "poderá ser difícil o ouro descolar", uma vez que o dólar continua forte.

 

O ouro é denominado na nota verde, pelo que, quando o dólar valoriza, o metal precioso fica menos atrativo para quem negoceia com outras moedas.

 

Embora o ouro seja visto como uma cobertura contra a inflação, o dólar também compete com o metal amarelo no estatuto de valor-refúgio.

13.09.2021

Petróleo em máximos de uma semana com efeitos do furacão Ida

Os preços do "ouro negro" seguem em alta, em máximos de 3 de setembro, impulsionados pelos receios em torno da produção norte-americana devido aos estragos provocados pela passagem do furacão Ida nos EUA, nomeadamente na região produtora do Golfo do México.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em outubro avança 1,03% para 70,44 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 0,75% para 73,47 dólares.

 

Cerca de 75% da produção offshore de petróleo do Golfo do México, o que corresponde a 1,4 milhões de barris por dia, está suspensa desde finais de agosto, desde a passagem do furacão Ida. Este volume equivale, grosso modo, ao total da produção da Nigéria (que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP).

 

Os refinadores norte-americanos estão a recuperar mais depressa do que a produção petrolífera. A maioria das nova refinarias do Louisiana que foram impactadas pelo furacão já estão a retomar as operações mas não há ainda crude suficiente.

 

Segundo o Goldman Sachs, o furacão Ida terá levado a uma diminuição de cerca de 30 milhões de barris dos inventários norte-americanos de crude.

 

Além do impacto do Ida, as atenções do mercado estão também centradas na OPEP, que hoje reviu em alta as estimativas para o consumo mundial de petróleo em 2020, se bem que no terceiro trimestre deste ano o cartel aponte para uma desaceleração no crescimento da procura devido à covid-19.

 

Entretanto, o departamento de análise global do Bank of America diz que um inverno mais frio do que o habitual poderá levar a procura mundial por petróleo a aumentar entre um a dois milhões de barris por dia, com o défice da oferta a superar facilmente os dois milhões de barris diários nesse cenário – podendo os preços disparar para os 100 dólares.

13.09.2021

Euro desliza e libra estabiliza perante o dólar

A moeda única europeia está a perder terreno face à rival norte-americana, a ceder 0,07% para 1,1806 dólares. 

Por seu turno, a libra esterlina, outra divisa de relevo no mercado europeu, está a negociar de forma estável face ao dólar (avança 0,01%), para 1,3841 dólares. Na passada sexta-feira, a libra tocou num máximo de uma semana perante o dólar norte-americano. Já esta segunda-feira, com os investidores a aguardar por dados sobre a economia do Reino Unido, a libra está a negociar de forma mais cautelosa. 

Do outro lado do Atlântico, a "nota verde" está a ganhar força, ao avançar 0,07% perante um cabaz composto por divisas rivais. 

13.09.2021

Wall Street abre em alta apesar de aumento do imposto sobre empresas

Os principais índices de Wall Street abriram sessão esta segunda-feira em alta, depois de ter sido divulgado que os democratas do Congresso norte-americano vão propor um aumento do imposto sobre as empresas de 21% para 26,5%. Apesar da perspetiva de subida dos impostos, as bolsas norte-americanas recuperam assim de cinco dias de quedas consecutivas.

O Dow Jones abriu a ganhar 0,17% para os 34.665,50 pontos, o S&P 500 a somar 0,36% para os 4.474,81 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite registou uma subida de 0,63% para os 15.211,43 pontos.

A proposta de aumentar o imposto sobre as empresas faz parte de um plano dos democratas para elevar a tributação sobre a riqueza, empresas e investidores no país.

Além do aumento da tributação sobre empresas, o partido do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deverá ainda sugerir uma sobretaxa de 3% sobre os rendimentos individuais acima de 5 milhões de dólares, no âmbito do plano económico geral para o Orçamento do próximo ano fiscal, que tem início em outubro, com um valor de 3,5 biliões de dólares.

Do lado das perdas, destaca-se a chinesa Alibaba, também cotada nos Estados Unidos, que está a cair 2,62% para 163,69 dólares. A queda surge depois de ter sido revelado que a China quer desmembrar Alipay e criar nova app para negócio de créditopara o negócio altamente lucrativo de empréstimos da empresa.

13.09.2021

Valvena afunda 45% após Reino Unido ter cancelado contrato de vacinas

A farmacêutica francesa Valvena está a afundar 45% em bolsa depois de o governo do Reino Unido ter decidido cancelar um contrato de fornecimento de 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, na manhã desta segunda-feira.

A empresa já contestou a decisão britânica alegando que o governo liderado por Boris Johnson está a violar as regras do acordo.

No ano passado, as ações da Valvena quase quadruplicaram devido ao otimismo gerado em torno da sua vacina contra a covid-19, que podia ser uma alternativa às farmacêuticas que chegaram primeiro a esta luta.

13.09.2021

Europa volta a ganhar fôlego com investidores a aproveitarem "saldos"

As bolsas europeias estão de novo a valorizar depois de quatro sessões consecutivas a perder força, na semana passada. Hoje, os investidores mostraram um novo apetite pelo risco, com o preço baixo das ações a servir de principal catalisador.

Resta saber se esta tendência se irá manter ou é "sol de pouca dura". E as dúvidas podem ser desfeitas já amanhã, terça-feira, quando forem divulgados os dados da inflação nos EUA. 

Mas para já o Stoxx 600, índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região, está a valorizar 0,44% para os 468,40 pontos. O setor automóvel é um dos que mais valoriza nesta manhã depois de o BMW (2%) ter visto um banco de investimento a rever em alta a sua recomendação.

Até ao momento, o índice de referência na Europa conseguiu um ganho de 17% no ano graças aos resultados das empresas e à rápida recuperação face à crise provocada pela pandemia.

13.09.2021

Juros da Zona Euro em leve queda

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a cair ligeiramente nesta segunda-feira, mesmo depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado uma redução na compra de dívida mensal, na semana passada.

Na Alemanha, que serve de referência para o bloco central, os juros estão a encolher 0,2 pontos base para os -0,335%, depois de uma subida na sexta-feira. Em Portugal, a taxa com a mesma maturidade está a perder 0,1 pontos base para os 0,227%.

Christine Lagarde, líder da autoridade monetária, anunciou que iria recalibrar a compra de dívida da Zona Euro, invertendo o caminho que tinha tomado em março. A decisão foi tomada na reunião do Conselho de Governadores da quinta-feira passada e responde às expetativas do mercado. 

Lagarde tem sido pressionada para abrandar o ritmo dos estímulos, mas a líder da autoridade monetária tem a tarefa de evitar um derrame no mercado.

13.09.2021

Dólar ganha fôlego ao euro antes de dados de inflação; ouro em leve alta

O dólar norte-americano está a ganhar tração a todas as rivais entre um cabaz de 10 das moedas mais importantes do mundo, antes da divulgação dos dados da inflação nos EUA, na terça-feira, que pode trazer novos sinais para a Reserva Federal do país.

Para já, o euro desvaloriza 0,25% para os 1,1785 dólares o que representa um mínimo desde o final de outubro.

A valorizar está o ouro, mesmo com a subida do dólar que torna o metal precioso menos atrativo. Ganha 0,12% para os 1.789,68 dólares por onça.

13.09.2021

Furacão Ida leva barril do petróleo acima dos 70 dólares

Os preços do petróleo voltaram a subir acima dos 70 dólares por barril depois de terem registado o terceiro ganho semanal consecutivo na passada sexta-feira à boleia do furacão no Golfo do México que interrompeu parte da produção na região, fazendo os preços subir.

Duas semanas depois de o furacão ter aterrado na região, cerca de mercado da produção de petróleo da que foi interrompida ainda continua por recomeçar, de acordo com o Bureau of Safety and Environmental Enforcement.

De acordo com o Goldman Sachs, este fenómeno será capaz de tirar 30 milhões de barris aos inventários nos EUA, podendo mesmo chegar aos 40 milhões. Os analistas do banco acreditam que esta disrupção teve um efeito "pouco comum" no mercado petrolífero.

O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, está a subir 0,9% para os 73,60 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) está a subir 1% para os 70,40 dólares.

13.09.2021

Futuros da Europa recuam com investidores em modo "wait and see"

Os futuros das ações europeias estão em leve queda na pré-abertura de sessão desta segunda-feira, numa altura em que os investidores tentam assimilar todos os recentes acontecimentos que podem influenciar a negociação em bolsa.

"Os mercados estão confusos e infelizes. Alpha ou Delta? Inflação ou deflação? E geopolítica em todo o lado. Assim sendo, as ações dos EUA foram abaixo na sexta-feira (...). Espera-se mais confusão até que os mercados percebam o que se está atualmente a passar com a covid-19, no lado orçamental, depois do QE ['quantitative easing'], na cadeia de produção e nas criptomoedas", dizem os analistas do Rabobank, numa nota matinal.

Os futuros do Euro Stoxx 50, que agrupa as 50 maiores cotadas da região, estão a cair 0,1%. Mas os futuros do norte-americano S&P 500 estão a subir 0,1%. No continente asiático, Hong Kong liderou as perdas (-2%) com as grandes tecnológicas chinesas novamente a pressionarem, depois de um novo avanço do governo sobre a Alipay.

Agora, Pequim quer mesmo acabar com o monopólio da empresa de pagamentos eletrónicos que pertence ao Ant Group, adianta o Financial Times, e criar uma nova aplicação para o sistema de empréstimos que será detida pelo estado. A ideia será uma fusão entre as duas aplicações, mas com o governo a deter metade.

A propagação da covid-19 continua a tirar o sono aos investidores, mesmo que os planos de vacinação continuem a bom ritmo. E com o possível fim da era de estímulos pandémicos criada pelos bancos centrais, surge um novo risco para os mercados financeiros.

No lado orçamental, o presidente dos EUA, Joe Biden, enfrenta alguns obstáculos na aprovação do seu pacote de 3,5 biliões de dólares que, a ser aprovado, fará com que o aumento de impostos seja menor do que o esperado inicialmente. As taxas sobre os ganhos das grandes empresas vão aumentar de 21% para 26,5% e não 28% como era previsto inicialmente; e os ganhos de capital sobem de 20% para os 25% e não para os 39,6% como estava planeado.

Em termos geopolíticos, a Coreia do Norte voltou a animar as tensões na Península da Coreia depois de um novo teste de um míssil.

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