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Ao minuto11.10.2021

Sell-off nas obrigações agrava juros. Petróleo dispara e ações fecham mistas

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
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11.10.2021

Cotadas da energia e das minas sustentam Europa

O índice bolsista de referência na Europa fechou em alta, eclipsando as perdas da manhã, com a subida dos preços de muitas "commodities" a animar as cotadas dos setores mineiro e energético.

 

O Stoxx 600 fechou a somar 0,05%, para 457,53 pontos, depois de ter chegada a estar a ceder 0,6%.

 

O setor mineiro teve o melhor desempenho, a somar 3%, e a energia registou uma subida de 1,3%, numa sessão em que os preços de muitas matérias-primas estão a valorizar, como é o caso do petróleo e dos metais preciosos e industriais – com o ouro e o alumínio em destaque. Também as cotações do minério de ferro estiveram em alta.

 

Já as cotadas do setor das "utilities" (água, luz, gás) recuaram 1,2%, numa altura em que a crise energética continua a pesar.

 

Os títulos que mais ganharam durante os períodos de confinamento estiveram hoje a ter um desempenho negativo, com a fabricante de software TeamViewer a afundar depois de um "downgrade" do Morgan Stanley.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, a tendência foi mista. O francês CAC-40 valorizou 0,16% e o britânico FTSE ganhou 0,72%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,23%.

 

O índice britânico teve a melhor performance devido à sua elevada exposição às cotadas da energia e das minas.

 

Do lado das perdas, o alemão Dax cedeu 0,05%, o espanhol IBEX 35 deslizou 0,63% e o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,5%.

"As ações negociaram ligeiramente em alta no início de uma nova semana na Europa, com o sentimento do mercado incerto, já que os investidores ainda digerem o relatório de um fraco aumento dos empregos nos EUA, antes do lote de resultados corporativos desta semana", destaca Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"Os números dececionantes na frente macro ainda podem ser vistos como uma boa notícia pelos investidores, pois isso aumentará a probabilidade de um adiamento da retirada gradual dos estímulos, mantendo as condições extremamente ‘dovish’ [brandas] por mais algum tempo. No entanto, as previsões de salários mais altos e ganhos sólidos de grandes empresas nesta semana podem elevar os atuais temores de inflação e levar a que os bancos centrais se revelem mais ‘hawkish’ [medidas de endurecimento] e procedam ao ‘taeringp’ mais cedo do que muitos esperavam, desencadeando alguns movimentos bruscos de redução de risco", acrescenta.

 

O analista salienta que os investidores ficarão de olho nos resultados de amanhã da LVMH e da BlackRock e JPMorgan na quarta-feira.

11.10.2021

Dólar ganha peso com desilusão nos dados do emprego

O dólar norte-americano está esta segunda-feira em alta, ainda a digerir os dados do emprego que ficaram abaixo das previsões dos economistas. O índice do dólar, que compara a nota verde com um cabaz de moedas rivais, está a subir 0,16%, para 94,22 pontos. 

Os investidores receiam que os maus resultados do emprego levem a que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) adie uma eventual retirada de estímulos financeiros à economia, tendo em conta que dão sinais de que a economia norte-americana pode não estar a recuperar tão bem da crise provocada pela covid-19 quanto o esperado. 

Face a isso, o dólar registou durante a sessão desta segunda-feira máximos de quase três anos frente ao iene. A moeda norte-americana está agora a valorizar 0,97%, para 113,3300 ienes, sendo esta a maior subida desde 5 de julho. 

A travar uma subida maior no índice do dólar está o facto de a divisa norte-americana estar a perder terreno face ao euro. O dólar está a subir 0,03%, para 1,1573 euros. A moeda única europeia está ainda a somar face à divisa japonesa, com um ganho de 0,93%, para 131,0700 ienes.

11.10.2021

Petróleo dispara com crise energética global

As cotações do "ouro negro" estão a negociar em alta, continuando a ser sustentadas pela crise energética global que tem estado a levar os preços do gás natural para máximos históricos.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em novembro avança 2,17% para 81,07 dólares por barril.

 

Já o contrato de novembro do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 1,77% para 83,85 dólares.

 

Os mercados da energia estão mais apertados perante a maior procura por combustível, numa altura em que a atividade económica recupera e as restrições pandémicas diminuem, com a oferta a não acompanhar o ritmo do aumento do consumo. E se o inverno se revelar mais rigoroso no hemisfério norte, este défice da oferta poderá agravar-se.

 

Os preços do crude têm estado a subir à medida que se vão retirando as restrições pandémicas, com as populações a registarem maiores taxas de vacinação, o que sustenta a revitalização da economia. O Brent teve saldo positivo nas últimas cinco semanas e o WTI nas últimas sete.

11.10.2021

Medo dos bancos centrais gera sell-off de obrigações

O mercado de obrigações vive um momento de sell-off com os mercados monetários a apostarem numa subida de juros do Banco Central Europeu (BCE) já no final de 2022.

A referência europeia, as Bunds alemãs a 10 anos, viu o juro subir 3 pontos base, ficando assim menos negativa, nos -0,123%. A yield do país atingiu assim o valor mais elevado desde maio.

A mesma tendência foi acompanhada pelos países da periferia europeia. Em Portugal, os juros da dívida benchmark avançaram 1,7 pontos base para 0,391%. Já os mesmos em Espanha subiram 2,1 pontos para 0,508% e em Itália somaram 3,9 pontos para 0,914%.

Apesar disso, o maior agravamento viveu-se no Reino Unido, onde a yield das gilts subiu para o valor mais elevado desde o início de 2020 após o governador do Bank of England (BoE), Andrew Bailey, ter alertado no fim de semana para o risco da aceleração dos preços.

"De forma geral, tudo anda em torno da inflação e da expectativa de inflação, que está a subir. Expectativas de inflação mais elevadas estão a fazer subir as yields, pressionando uma reação dos bancos centrais, o que também é negativo para o mercado de obrigações", avisa Peter Schaffrik, estratega global macro da RBC Capital Markets, em declarações à Reuters.

11.10.2021

Ouro no verde por margem mínima. Alumínio em máximos de 13 anos

O ouro está a avançar 0,05% nesta sessão, estando nesta altura a onça a negociar nos 1.758,03 dólares.

O metal precioso está a recuperar ligeiramente, depois de esta manhã estar a negociar no vermelho, ainda com os investidores a digerir os dados do emprego nos Estados Unidos, revelados na passada sexta-feira. 

No que diz respeito aos metais industriais, destaque para o alumínio, cujos preços estão hoje em máximos de 13 anos. O alumínio é conhecido como "eletricidade sólida". E isto porque são precisos 14 megawatts/hora de eletricidade para produzir uma tonelada deste metal - o suficiente para pôr em funcionamento uma típica casa britânica durante mais de três anos, explica a Bloomberg. 

Se os 65 milhões de toneladas de alumínio produzido anualmente fossem um país, ficariam em quinto lugar no ranking dos maiores consumidores mundiais de eletricidade.

O alumínio avança 2,8%, com os preços já nos 3.049 dólares por tonelada, um valor que não era visto desde julho de 2008.

11.10.2021

Wall Street abre coxo com medo da inflação a pairar (de novo)

Os três maiores índices dos EUA abriram com perdas ligeiras nesta segunda-feira, com os receios em torno da inflação a evidenciarem-se numa altura em que os preços do petróleo e restantes "commodities" voltam a disparar para máximos.

Por esta altura, o Dow Jones encolhe 0,03% para os 34.746,24 pontos e o S&P 500 recua 0,05% para os 4.389,60 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite perde 0,10% para os 14.563,46 pontos.

Empresas do setor petrolífero estão a valorizar num dia em que os preços da matéria-prima voltam a fixar-se em máximos de vários anos.

Esta semana, os investidores estarão de olho nos resultados das empresas, com a banca a dar o pontapé de saída a partir de quarta-feira. Depois de os lucros quase duplicarem no segundo trimestre, espera-se agora alguma contenção no três meses seguintes.

11.10.2021

Bolsas europeias em queda com subida de petróleo a pressionar

As bolsas europeias estão a negociar de forma indefinida nesta manhã de segunda-feira, mas o índice de referência está em queda, numa altura em que os preços das "commodities" aumentam os receios em torno da inflação e os dados do emprego nos EUA podem alterar os planos dos bancos centrais.

O Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores empresas da região - está a cair 0,32% para os 455,82 pontos, com os ganhos no setor da energia e do minério a serem ofuscados pelas perdas entre as transportadoras aéreas, setor do retalho e empresas de imobiliário. 

Os preços do petróleo estão acima dos 80 dólares por barril, um máximo desde 2018, e a subida de 10% do minério de ferro - rochas a partir das quais pode ser obtido ferro metálico para a indústria - estão a afetar as empresas dependentes destas matérias-primas. 

A limitar a prestação dos índices europeus estão ainda os dados do emprego revelados na sexta-feira pelo Estados Unidos, que ficaram 61,2% abaixo do esperado, colocando em dúvida a possibilidade de "tapering" a curto prazo.

O país criou 194 mil empregos em setembro, segundo os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano. A previsão dos economistas era que o volume de novos empregos atingisse os 500 mil, mas o impacto da variante delta na economia dos Estados Unidos veio contrariar as expectativas.

11.10.2021

Ouro em leve queda com subida das "yields" nos EUA

O ouro está a desvalorizar neste arranque de semana, com os investidores a pesarem as implicações dos dados mais fracos do que o esperado do emprego norte-americano. 

O metal precioso perde 0,11% para os 1.755,19 dólares por onça e o euro ganha alguma tração (0,07%) ao dólar norte-americano. 

11.10.2021

Demissão de Kurz leva juros da Áustria para máximos de quase meio ano

Os juros da dívida soberana austríaca estão a negociar em máximos de quase seis meses, após a demissão do chanceler Sebastian Kurz, depois de ter sido alvo de buscas de uma unidade de investigação anti-corrupção.

Kurz enfrentava uma grande pressão para se demitir depois das suspeitas, principalmente por parte dos Verdes, liderados por Werner Kogler, que são o braço-direito do Partido Popular (ÖVP) na opção governativa em Viena. 

A taxa de referência na Áustria dispara 3,6 pontos base para os 0,07% na manhã desta segunda-feira. No resto da Europa, o sentimento é semelhante, com os juros da Alemanha a subirem 2,5 pontos base para os -0,128%.

Por cá, a "yield" nacional sobe 0,9 pontos base para os 0,383% e em Espanha avança 1 ponto base para os 0,383%. 

11.10.2021

Petróleo dispara para máximos de três anos com crise no gás natural

Os preços do petróleo estão a negociar novamente em máximos de 2018, acima dos 80 dólares por barril, numa altura em os países da OPEP+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e os aliados) injetam petróleo para o mercado a um ritmo modesto e que se revela incapaz para fazer face à crise de energia que prolifera um pouco por todo o mundo.

Por esta altura, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - está a valorizar 1,7% para os 83,79 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) avança 2,1% para os 81,04 dólares.

Os preços de outras matérias-primas como o carvão e o gás natural continuam a escalar um pouco por toda a Europa e Ásia, com os inventários a escassearem antes do inverno rigoroso na América do Norte, provocando um aumento de procura por produtos como o petróleo e a querosene.

A Saudi Aramco, uma petrolífera estatal da Arábia Saudita, estima que a crise na oferta de gás provocou uma procura de 500.000 barris de petróleo por dia, como alternativa. O Goldman Sachs prevê que este consumo suba ainda mais. 



11.10.2021

Emprego fraco nos EUA afeta futuros na Europa. Japão com fortes ganhos

Os futuros das ações europeias estão a negociar em queda na pré-abertura de sessão desta segunda-feira, ainda com os dados do emprego norte-americano a pesarem sobre o sentimento dos investidores, que se mostram menos confiantes na recuperação da maior economia do mundo.

Ainda assim, a sessão foi animada no continente asiático, com o setor de tecnologia a liderar os ganhos no Japão e na China. O primeiro-ministro nipónico Fumio Kishida anunciou que não estava a equacionar a criação de novos impostos sobre os ganhos das empresas e, na China, a gigante Meituan recebeu uma multa da concorrência menor do que o esperado. 

Por esta altura, os futuros do Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores empresas da Europa - está a perder 0,2%, em linha com o registado nos futuros do norte-americano S&P 500. Durante a madrugada em Lisboa, registaram-se fortes ganhos no Japão e em Hong Kong (1,8%). Na China, o índice principal ganhou 0,2%.

Os dados do emprego revelados na sexta-feira pelo Estados Unidos ficaram 61,2% abaixo do esperado, colocando em dúvida a possibilidade de "tapering" a curto prazo. O país criou 194 mil empregos em setembro, segundo os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano. A previsão dos economistas era que o volume de novos empregos atingisse os 500 mil, mas o impacto da variante delta na economia dos Estados Unidos veio contrariar as expectativas.

Os investidores começam a posicionar-se para a nova temporada de resultados referentes ao terceiro trimestre, um período marcado por vários focos de ansiedade, como o mercado de imobiliário da China, a crise da energia ou o medo da inflação. 

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