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Ao minuto31.03.2021

Europa conta quarto trimestre de subidas. Para o ouro, é o pior em mais de quatro anos

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 31 de Março de 2021 às 17:02
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31.03.2021

Europa tropeça no final do quarto semestre seguido de subidas

A maioria das praças europeias acabou por resvalar, invertendo a tendência positiva do início da sessão. Os investidores puseram o pé no travão enquanto esperam que o presidente norte-americano Joe Biden detalhe um plano de estímulos de 2,25 biliões de dólares.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx 600, desceu 0,24% para os 429,60 pontos, contrariando a tendência que vinha a exibir nas últimas três sessões.

Madrid, Paris e Amesterdão alinharam nas quebras, apesar de também caírem menos de 0,5%, uma fasquia que foi superada por Londres e Atenas. Frankfurt manteve-se inalterada e Lisboa destoou, no verde, acompanhada por uma Itália tímida.

Ainda assim, o Stoxx 600 termina o trimestre no verde, com um ganho acumulado de 7,66%, tornando-se o quarto trimestre consecutivo em que as ações europeias valorizam. Março deu um forte impulso, já que conta uma subida acumulada de 6.08%, acima dos 2,31% do mês anterior e dos -0,80% que marcaram janeiro.

31.03.2021

Ouro valoriza com debilidade do dólar mas tem pior trimestre em mais de 4 anos

Os preços do metal amarelo estão a negociar em alta, animados pela depreciação do dólar – o que torna mais atrativos aos ativos denominados na nota verde para quem negoceia noutras moedas.

 

O ouro a pronto (spot) inverteu para os ganhos e segue a somar 1,14% para 1.704,02 dólares por onça no mercado londrino. Isto depois de, durante a manhã, ter atingido o nível mais baixo desde 8 de março, nos 1.677,61 dólares.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro valorizam 1,12%, para 1.702,70 dólares por onça.

 

A debilidade do dólar está a ajudar aos ganhos do ouro, mas o saldo do trimestre é pouco risonho. Com uma perda acumulada de mais de 10% entre janeiro e março, trata-se do pior trimestre do ouro desde os últimos três meses de 2016.

 

É também o terceiro mês consecutivo de saldo negativo. Ou seja, este ano o metal precioso não teve ainda um único mês no verde.

 

A subida dos juros da dívida soberana nos EUA tem desafiado a atratividade do ouro enquanto valor-refúgio e cobertura contra a inflação, uma vez que aumenta o custo de oportunidade de deter ouro sem remuneração de juros.

 

"A principal tendência do ouro permanece de baixa e uma quebra clara do suporte nos $1.675 pode abrir espaço para novas quedas, enquanto apenas uma recuperação nos $1.750 reverteria a principal tendência negativa", sublinhou Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"Devemos também observar que no início deste mês, assim que o preço caiu abaixo dos $1.700, os compradores mostraram um forte interesse pelo ouro, mas até agora isso não aconteceu nesta queda. É importante notar também que a força do dólar americano não está a ajudar o ouro, enquanto os riscos e a redução da inflação continuam a ser elementos perigosos para o mesmo", acrescentou.

31.03.2021

Petróleo cede com receios de lenta retoma da procura

O "ouro negro" segue a no vermelho, devido sobretudo aos receios em torno da retoma do consumo, isto depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (o chamado grupo Opep+) terem revisto em baixa as suas estimativas para o crescimento da procura em 2021.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em maio cede 0,74% para 60,10 dólares.

 

Já o contrato de maio (que expira hoje) do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,76% para 63,65 dólares. O contrato de junho desvaloriza 0,83% para 63,64 dólares.

 

Amanhã os membros da OPEP+ reúnem-se para debater as quotas de produção para maio, esperando-se que mantenham o esforço de redução da oferta com o intuito de sustentar os preços. Os intervenientes do mercado estão agora a virar as suas atenções para esta reunião.

 

Esta quarta-feira, a OPEP+ reviu em baixa de 300.000 barris por dia as previsões para o crescimento da procura este ano, revela a Reuters que teve acesso ao relatório de um painel de peritos daquele grupo. As estimativas apontam agora para um aumento da procura na ordem dos 5,6 milhões de barris diários.

 

"Atendendo a este panorama pessismista, o mais provável é que as quotas da OPEP+ se mantenham como estão durante mais um mês", comentou à Reuters um analista do Commerzbank, Eugen Weinberg.

 

Atualmente, o esforço de redução da oferta da OPEP+ é de pouco mais de sete milhões de barris por dia – numa tentativa de sustentar os preços e reduzir a oferta excedentária. A Arábia Saudita procedeu a um corte adicional de um milhão de barris por dia.

 

A travar maiores quedas dos preços na sessão de hoje está a diminuição de 876.000 barris nos stocks norte-americanos de crude na semana passada, bem como a robista atividade industrial na China.

31.03.2021

Juros aliviam após três dias de subidas

O custo associado ao financiamento das economias da área do euro está hoje a aliviar após três dias de agravamentos para a generalidade dos países que integram o bloco da moeda única.

Estas descidas acontecem antes de, esta quarta-feira, o presidente norte-americano, Joe Biden, revelar detalhes do plano de 2,25 biliões de dólares para construção e reabilitação das infraestruturas dos Estados Unidos. Esta plano expansionista deverá conferir maior robustez à recuperação económica da maior economia mundial, mas terá também efeitos para o conjunto da economia global.

A taxa de juro referente às obrigações soberanas de Portugal com prazo a 10 anos negociadas no mercado secundário de dívida recua 0,7 pontos base para 0,215%, enquanto as "yields" relativas aos títulos com a mesma maturidade de Espanha e Itália seguem a recuar respetivamente 1,1 e 1,7 pontos base para 0,328% e 0,660%.

Nota ainda para a dívida de referência da Zona Euro, com a taxa de juro correspondente à dívida alemã a 10 anos a cair 0,9 pontos base para -0,298%.

31.03.2021

Euro corrige valorização do dólar causada pela reflação

O dólar deverá terminar a sessão desta quarta-feira com a maior valorização trimestral no espaço de um ano. A divisa norte-americana tem vindo a beneficiar do receio dos investidores quanto aos efeitos da crise pandémica e da apreensão relativamente à chegada de um fenómeno de reflação (subida da inflação em paralelo a uma retoma económica robusta).

No entanto, esta quarta-feira o euro conseguiu quebrar o ciclo de ganhos do dólar, que acumulava duas sessões consecutivas em alta contra a moeda única europeia. O euro segue assim a apreciar 0,19% para 1,1739 dólares, o que lhe permite recuperar parcialmente do mínimo de 4 de novembro relativamente ao dólar registado já durante esta manhã.

Em sentido inverso, o dólar recua de máximos de 5 de novembro contra um cabaz composto por 10 moedas de economias desenvolvidas e emergentes.

Nota ainda para a libra que hoje soma valor pelo quinto dia seguido face ao euro numa altura em que a divisa britânica continua a tirar partido do otimismo inerente ao até aqui célere processo de vacinação em curso no Reino Unido.

31.03.2021

Wall Street anima com nova bazuca de Biden

Os três maiores índices de Wall Street abriram a sessão desta quarta-feira a valorizar, antes de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, revelar os pormenores do plano de estímulos orçamentais que se vai debruçar sobretudo sobre as infrastruturas. 

Por esta altura, o Dow Jones sobe 0,22% para os 33.138,81 pontos e o S&P 500 ganha 0,42% para os 3.974,83 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite avança 0,88% para os 13.136,06 pontos. 

O plano de 3 biliões de dólares, que pode eventualmente ser maior, vai destinar projetos relacionados com investimentos em estradas e pontes, bem como no mercado de veículos elétricos. O tamanho e a escala do cheque, que surge apenas algumas semanas depois de ter sido aprovado um outro, no valor de 1,9 biliões de dólares, está pronto para ser discutido no Congresso. 

Esta vaga de estímulos é inédita na história da atual maior economia do mundo e ajudaram recentemente os índices S&P 500 e Dow Jones a atingirem máximos históricos. Já o tecnológico Nasdaq tem sido afetado pelo ambiente de elevadas taxas de juro do Tesouro. 

Ainda assim, o índice que agrupa as maiores tecnológicas do país, e do mundo, está apenas a 7% dos máximos históricos. 

No mercado laboral, os mais recentes números sobre o emprego privado nos Estados Unidos mostraram uma aceleração na contratação de novos empregados para empresas privadas, numa altura em que mais norte-americanos estão vacinados contra a covid-19.

31.03.2021

Ouro regista o pior arranque de ano desde 1982

O ouro, um ativo que serve de refúgio e que por norma beneficia com a turbulência no mercado de ações, está hoje a recuar novamente, com as perspetivas de uma forte recuperação económica nos Estados Unidos e com a subida dos juros do Tesouro.

Este está a ser o pior arranque de ano para este metal precioso desde 1982, uma vez que desvalorizou mais de 11% desde janeiro até hoje. 

Nesta quarta-feira, o ouro está a perder 0,12% para os 1.682,23 dólares por onça.

31.03.2021

Euro respira frente ao dólar mas ainda em mínimos de cinco meses

A moeda única da União Europeia está a valorizar frente ao rival dólar norte-americano depois de duas quedas consecutivas, mas ainda em mínimos de outubro do ano passado.

O euro ganha 0,13% para os 1,1732 dólares, mas acumula uma queda de quase 4% desde o início deste ano.

Apesar da subida de hoje, a divisa europeia está a caminho do seu pior mês desde meados de 2019 frente ao dólar. 

31.03.2021

Juros de Portugal sobem pelo quarto dia consecutivo, em linha com Zona Euro

Os juros da dívida soberana de Portugal estão a subir pela quarta sessão seguida, acompanhando a tendência registada entre os pares na Europa e também nos Estados Unidos, numa altura em que os juros do Tesouro norte-americano estão em máximos de mais de um ano.

A "yield" portuguesa a dez anos está hoje a subir 0,5 base para os 0,227%, a passo que a taxa espanhola está a avançar 0,3 pontos base para os 0,343%.

Na Alemanha, que serve de referência para o bloco, os juros estão a subir 0,6 pontos base para os -0,284% e nos Estados Unidos, os juros do Tesouro a dez anos estão em máximos de 14 meses nos 1,77%.

31.03.2021

Europa à procura de tendência antes de apresentação de nova bazuca nos EUA

As bolsas europeias estão a negociar de forma mista na abertura de sessão desta quarta-feira, animadas com a nova bazuca norte-americana, que será apresentada hoje por Joe Biden, presidente do país, mas com receio de que a subida dos juros continue para níveis preocupantes, de mãos dadas com a subida da inflação.

O Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região - sobe 0,03% para os 430,77 pontos, com o setor das empresas de telecomunicação a destacar-se no "verde", mas com as tecnológicas e a banca a pressionarem.

O sentimento no mercado continua a ser de rotação entre setores, com a reflação a ir comandado as opções tomadas pelos investidores. 

Hoje, o foco está na apresentação do novo pacote de 3 biliões de dólares desenhado pela administração Biden para um combate a longo-prazo. O que se sabe até ao momento é que este novo cheque - que surge poucos dias depois da aprovação no Congresso do "American Rescue Plan" de 1,9 biliões - será focado no desenvolvimento de infrastruturas. 

A recuperação da maior economia do mundo pode assim sofrer um novo impulso, depois de ontem a revisão em alta do progresso do plano de vacinação ter dado um empurrão. Mas esta ideia de que a economia vá recuperar de forma mais ágil do que o esperado não agrada ao setor tecnológico, que beneficiou com o confinamento a que a pandemia obrigou em todo o mundo.


 

31.03.2021

Petróleo recupera em vésperas de reunião OPEP+

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

Os preços do petróleo estão a valorizar antes da reunião da OPEP+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e os aliados, liderados pela Rússia), com os investidores a esperarem que a aliança mantenha os cortes de produção nos níveis atuais para continuar a apoiar os preços no mercado.

Por esta altura, o Brent - que serve de referência para Portugal - ganha 0,83% para os 64,67 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) ganha 0,79% para os 61,02 dólares. 

Numa previsão inicial da reunião deste cartel, um painel técnico reviu em baixa a procura pela matéria-prima para o que resta deste ano, de acordo com os delegados citados pela Bloomberg, mas apontaram que o excesso de produção, acumulado durante a pandemia, seja escoado no próximo trimestre. 

31.03.2021

Futuros da Europa em leve alta a aguardar por nova bazuca na América

Os futuros do Euro Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores empresas da Europa - está a subir 0,2% na pré-abertura desta quarta-feira, apontando para um arranque de sessão em leve alta, num dia em que será apresentado o novo pacote orçamental nos Estados Unidos, no valor de 3 biliões de dólares.

Em Wall Street, os futuros do S&P 500 estão a negociar na linha de água, depois de uma sessão mista no continente asiático, com ganhos na Coreia do Sul, mas perdas na China e no Japão.

O colapso do fundo Archegos Capital Management, de Bill Hwang, continua a fazer estragos no setor da banca, à medida em que se vão descobrindo novos "players" que tinham uma forte exposição, como é o caso do japonês Mitsubishi UFJ Financial Group.

Durante a madrugada em Lisboa, os juros do Tesouro nos Estados Unidos voltaram a subir para máximos de 14 meses, estando agora no patamar dos 1,77%, numa altura em que os investidores estão a avaliar a recuperação económica e o impacto que terá na inflação norte-americana.

Joe Biden, o presidente do país, vai divulgar mais pormenores sobre o seu novo plano de 3 biliões de dólares, que será focado nas infraestruturas, e que sucede ao plano mais a curto-prazo de 1,9 biliões de dólares aprovado há umas semanas no Congresso.

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