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Ao minuto13.10.2020

Lisboa sobe em contramão com Europa. Ouro cede e petróleo avança

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Os novos números da pandemia foram bem recebidos pelos investidores.
Andy Rain/EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 13 de Outubro de 2020 às 17:39
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13.10.2020

Bolsas europeias caem com impasse nos estímulos e revés em vacina

Os mercados acionistas europeus fecharam em terreno negativo, pressionados pelo pessimismo em torno do impasse nas conversações entre democratas e republicanos para a aprovação de um pacote alargado de estímulos à economia dos EUA.

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, deixou uma mensagem ao Congresso relativamente ao novo pacote de estímulos – Go big or go home! –, indo assim diretamente contra o plano do líder da maioria (republicana) no Senado, Mitch McConnell, de levar à aprovação da câmara alta do Congresso, na próxima semana, uma proposta de estímulos menos ambiciosa.

 

Também o revés no desenvolvimento da vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19 contribuiu para penalizar as bolsas do Velho Continente.

 

Um mês depois de a AstraZeneca ter interrompido a última fase de testes à sua vacina, a J&J anunciou também que suspendeu temporariamente os testes devido a uma complicação inexplicável num participante.

 

O índice de referência Stoxx 600 Europe encerrou a ceder 0,6%, pressionado sobretudo pelas cotadas da banca (-2,7%) e dos seguros (-1,9%).

 

A banca foi penalizada pelo facto de os juros da dívida soberana de longo prazo em Itália e na Grécia terem caído para mínimos históricos.

 

A travar maiores perdas na Europa estiveram os setores das telecomunicações (+0,4%) e media (0,1%).

 

Das principais praças da Europa Ocidental, apenas a de Amesterdão ficou inalterada, com as restantes a cederem terreno.

 

O alemão Dax perdeu 0,9%, o francês CAC-40 cedeu 0,6%, o britânico FTSE MIB recuou 0,8% e o espanhol IBEX 35 deslizou 1,1%.

13.10.2020

Juros de Portugal em mínimos de 13 meses

As taxas de juro das dívidas soberanas europeias continuaram a aliviar esta terça-feira. As yields da dívida portuguesa a 10 anos recuou 0,8 pontos base para 0,142%, o valor mais baixo em 13 meses.

A remuneração da dívida portuguesa está quase a par da de igual maturidade do país vizinho, que baixou 0,1 pontos base, para 0,141%.

As maiores descidas registaram-se nas bunds alemãs, a referência na Europa, que recuaram 1,2 pontos para -0,551%, e na dívida italiana, com uma descida de 1,9 pontos base, para 0,656%.

13.10.2020

Dólar fortalece com dissabores em vacina e nos estímulos dos EUA

A nota verde está a recuperar face às principais moedas de referência, animada pelo facto de os investidores terem ficado mais cautelosos – e preferindo assim ativos de refúgio, como o dólar – depois de a Johnson & Johnson ter tido de interromper os testes à vacina que está a desenvolver contra a covid-19, face a um estado num dos participantes que ainda não se conseguiu explicar.

 

A divisa norte-americana está também a tirar partido da menor expetativa de uma introdução rápida de estímulos adicionais à economia dos EUA, depois de os membros da Câmara dos Representantes terem sido avisados de que esta semana não haverá medidas novas para aprovar.

 

O índice do dólar segue em alta de 0,416% face a um cabaz de moedas, a caminho do seu maior ganho percentual diário em três semanas.

 

Já o euro segue a ceder 0,61% para 1,1740 dólares.

13.10.2020

Petróleo sobe com dados robustos das importações chinesas

As cotações do petróleo seguem em alta nos principais mercados internacionais, a recuperarem das quedas de ontem.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro avança 1,88% para 40,17 dólares por barril.

 

No mercado londrino, o contrato de dezembro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para as importações europeias, soma 1,34% para 42,28 dólares.

 

O "ouro negro" está a ser impulsionado pelos dados robustos provenientes da China, que estão a contrabalançar o regresso da Líbia ao mercado exportador – o que coloca mais matéria-prima num mercado que tem visto a procura a retomar muito lentamente, numa altura em que aumentam os casos de covid-19.

 

A China, que é a maior compradora mundial de petróleo, importou 11,8 milhões de barris por dia em setembro, um aumento de 5,5% face a agosto e de 17,5% face a setembro do ano passado.

 

Mas o entusiasmo de hoje no mercado petrolífero poderá perder algum fôlego. A Agência Internacional da Energia (AIE) divulgou o seu World Energy Outlook, com as perspetivas para o setor, que, no seu cenário central, uma vacina e terapêutica contgra a covid-19 poderão significar que a economia mundial retoma em 2021 e a procura de energia recupera em 2023.

 

No entanto, no cenário de "recuperação demorada", a procura de energia só retomará em 2025, advertiu.

 

"A era do crescimento da procura de petróleo terminará dentro de 10 anos, mas, na ausência de uma grande mudança nas políticas governamentais, não vejo um sinal claro de pico", comentou à Reuters o diretor geral da AIE, Fatih Birol.

13.10.2020

Ouro recua com maior apetite pelo dólar

O preço do ouro segue em queda pela segunda sessão consecutiva após duas semanas de ganhos. A valorização do dólar tornou a "nota verde" mais atraente como refúgio para os investidores.

Os contratos a pronto (spot) do ouro cotavam nos 1.890,08 dólares por onça, a ceder 1,7%.

"O ouro está a ter dificuldade em libertar-se da fasquia dos 1.900 dólares, que parece estar a exercer lastro no preço", refere Daniel Briesemann, analista do Commerzbank, citado pela Bloomberg.

A prata estava a ser ainda mais penalizada, com uma queda de 3,94%, para 24,28 dólares por onça.

13.10.2020

Wall Street cabisbaixa com vacina apesar de brilho dos bancos

A bolsa de Nova Iorque abriu com nota negativa, num pesar que se instala depois de mais uma farmacêutica ter interrompido os testes à vacina para a covid-19. Ainda assim, há motivos de alegria para os mercados: a época de resultados abre com surpresas positivas no setor financeiro.

Esta terça-feira, foi a Johnson&Johnson a anunciar a suspensão dos testes à sua vacina, forçada pela doença verificada num dos participantes. O generalista S&P500 desce 0,26% para os 3.525,06 pontos, o industrial Dow Jones cai 0,22% para os 28.773,77 pontos e o Nasdaq cede 0,29% para os 11.845,74 pontos. As tecnológicas aliviam depois de na última sessão terem registado a maior subida desde abril.

Os investidores contêm-se apesar de alguns bons sinais da parte das empresas. O JPMorgan Chase foi uma das instituições a prestar contas aos investidores esta terça-feira. Revelou um lucro de 9,44 mil milhões de dólares, o equivalente a 2,92 dólares por ação, colocando-se acima da fasquia dos 2,23 dólares que era apontada como o consenso entre os analistas consultados pela Refinitiv. As receitas também ficaram acima do esperado, atingindo os 29,94 mil milhões de dólares. O banco melhorou o desempenho ao reduzir as reservas que fez no primeiro semestre para colmatar eventuais perdas nos empréstimos, poupando aqui 569 milhões de dólares. Estas reservas situam-se agora nos 34 mil milhões de dólares.

Outra instituição financeira a superar as expectativas foi o Citigroup. Os resultados por ação alcançaram os 1,40 dólares, quando os analistas apontavam para os 93 cêntimos. Também as receitas estiveram um pouco acima das expetativas. O banco informou ainda que estes números incluem uma coima de 400 milhões de dólares. Caso este efeito não contabilizado, a distância às previsões dos analistas seria ainda maior.

Numa situação bem mais penosa está a Delta Airlines, que reportou um prejuízo de 5,4 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, quando no ano anterior tivera lucros de 1,5 mil milhões. As receitas deslizaram 12,56 mil milhões para os 3,06 mil milhões de dólares, ligeiramente abaixo da estimativa dos analistas de 3,1 mil milhões. O presidente da Delta já veio avisar que as receitas não vão normalizar por "dois ou mais anos".

O JPMorgan Chase regista uma quebra de 0,24% para os 102,20 dólares, o Citigroup vai mais fundo com uma queda de 1,18% para os 45,37 dólares e a Delta Airlines perde 2,57% para os 31,80 dólares.

13.10.2020

Europa "adoece" com novo tropeção na corrida à vacina

A Europa acordou virada "para o lado errado", com as maiores praças a escolherem o vermelho. Um percalço em mais uma vacina está a deitar a baixo a moral dos investidores, tanto nos Estados Unidos como no Velho Continente.

A Johnson&Johnson revelou que registou um participante doente durante os testes, levando os mesmos a serem suspensos.

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, desce 0,33% para os 371,77 pontos. Os setores que estão a apresentar um pior desempenho são a banca e o turismo, que resvalam mais de 1%. Olhando às várias bolsas, Madrid, Frankfurt, Paris e Londres mostram perdas semelhantes, em torno de 0,5%.

Os mercados estão também a aliviar depois de um dia de ganhos proeminentes nos Estados Unidos. O Nasdaq 100 viu a maior subida desde abril na última sessão, tendo sido impulsionado por gigantes tecnológicas como a Amazon, a Apple e o Twitter.  

13.10.2020

Força do dólar penaliza ouro

O metal precioso está a desvalorizar pela segunda sessão consecutiva, penalizado pela alta do dólar, que retira atratividade ao ouro. A moeda norte-americana está a tirar partido da menor expetativa de introdução rápida de estímulos à economia norte-americana, depois dos membros da Câmara dos Representantes terem sido avisados que esta semana não haverá medidas novas para aprovar.

No mercado à vista em Londres o ouro desce 0,19% para 1.919,2 dólares.

13.10.2020

Juros da Alemanha prolongam descida

As obrigações soberanas europeias estão a servir de refúgio numa manhã negativa nos mercados de ações, com os investidores a saírem do risco perante as dúvidas sobre a vacina contra a covid-19 e uma nova ronda de estímulos nos Estados Unidos.


A "yield" das bunds a 10 anos cede 0,7 pontos base para -0,553%, tocando em mínimos de agosto. Nos países periféricos as taxas estão em alta muito ligeira e também perto de mínimos. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos avança 0,1 pontos base para 0,151% e a taxa dos títulos espanhóis com a mesma maturidade sobe 0,1 pontos base para 0,144%.


As obrigações soberanas europeias têm beneficiado com a expetativa que o BCE vai reforçar as medidas de estímulo para impulsionar a recuperação da economia europeia.

13.10.2020

Grupo EDP impulsiona PSI-20

O índice nacional está a subir 1% para os 4.286,88 pontos, apesar de dividido precisamente em sete cotadas no verde e sete no vermelho.

o grupo EDP volta a puxar pelo índice nacional, com a EDP Renováveis a liderar os ganhos e a valorizar 4,18% para os 16,96 euros. A empresa liderada por Rui Teixeira já chegou a valorizar mais de 6%, depois de ontem ter disparado 7,5% e chegado a subir um máximo de 8,98%.

De acordo com o artigo do analista Ulisses Pereira, publicado no Negócios, "a acção vive um "bull market" há mais de 8 anos" mas "enquanto a EDP Renováveis não quebrar suportes relevantes, os touros continuam a dominar em todos os horizontes temporais e há que lhes dar o benefício da dúvida". 

Estas subidas acontecem depois de a cotada ter apresentado resultados operacionais na última sexta-feira, revelando uma quebra de 7% no conjunto dos primeiros nove meses do ano. Um deslize que a empresa justificou com a venda de ativos.

Em segundo no pódio posiciona-se a "mãe" EDP, que soma 1,09% para os 4,55 euros. A sustentar segue também a pesada Nos, que sobe 0,72% para os 3,08 euros.

Do lado oposto do espetro afirma-se o BCP, que desce aos 8 cêntimos redondos na sequência de uma queda de 0,5%. 

13.10.2020

Petróleo agarra-se a bons sinais da procura e sobe

O petróleo recupera da quebra mais acentuada em mais de uma semana. A reviravolta acontece depois de duvilgados os dados de que as importações chinesas subiram no mês passado.

A China aumentou as compras de petróleo em 2,1% de agosto para setembro, disse o Governo do país na terça-feira. Este número dá um sinal positivo acerca da procura global pela matéria-prima.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, avança 0,41% para os 41,89 dólares, quase na mesma proporção em que sobe o "irmãos" West Texas Intermediate. Este soma 0,43% para os 39,60 dólares.

13.10.2020

Euro desce pela segunda sessão

A incerteza com a aprovação de estímulos à economia norte-americana e com a vacina contra a covid-19 está a reforçar a cotação do dólar, que ganha terreno contra as principais divisas pela segunda sessão consecutiva.

O índice do dólar valoloriza 0,2% e o euro recua 0,22% para 1,1787 dólares. A libra desvaloriza 0,3% para 1,3029 dólares numa altura em que as expetativas de acordo com a União Europeia para o pós-brexit são cada vez mais escassas.

13.10.2020

Bolsas negativas com dissabor em vacina para a covid-19

Os futuros dos Estados Unidos desvalorizam depois de as ações asiáticas terem fechado terça-feira sem uma direção unânime. Os investidores estão a pesar um novo rally das tecnológicas contra percalços no desenvolvimento de uma vacina para o coronavírus.

Em Wall Street, o sentimento é negativo numa altura em que foi reportado que a Johnson & Johnson teve de interromper os testes à vacina que está a desenvolver contra a covid-19, face a um estado de doença que ainda não se conseguiu explicar, num dos participantes.

Na Austrália e no Japão houve ganhos, mais modestos no país do sol nascente. Na Coreia do Sul e na China as ações mostraram alterações muito ligeiras, mesmo depois de na China terem sido apresentados dados económicos que indicam uma melhoria no comércio global e uma recuperação doméstica robusta. Hong Kong resvalou, com a notícia da aproximação de uma tempestade tropical.

A abalar os ânimos dos investidores estão as notícias de que os membros da Casa Branca não esperam qualquer desenvolvimento quanto ao pacote de estímulos estas emana, ao memso tempo que os republicanos no Senado se mostram avessos à proposta da Casa Branca.Por outro lado, o impasse da vacina da Johnson veio relembrar as dificuldades para sair do estado de pandemia.

"As preocupações de momento vêm da incerteza acerca da eleição dos Estados Unidos e sobre o timing e a eficácia de uma vacina", dizem os analistas da AXA IM Core Investments, em declarações à Bloomberg.

 

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