Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto23.07.2020

Bolsas e euro avançam à boleia dos estímulos. Juros em mínimos de março, ouro a brilhar e petróleo em queda

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

As bolsas mundiais viveram um dos piores trimestres da sua história, arrastadas pelo surto do novo coronavírus.
Justin Lane/EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 23 de Julho de 2020 às 17:26
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
23.07.2020

Europa ganha com otimismo em torno da vacina, mas pouco

As principais praças europeias fecharam a sessão desta quinta-feira em alta, com o Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da região - a valorizar 0,07% para os 373,71 pontos. 

A dar força à negociação estiveram os estímulos que foram aprovados no início da semana pelos líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia e a esperança de que seja encontrada uma vacina anti covid-19, numa altura em que os desenvolvimentos das derradeiras fases experimentais estão a trazer algum alento às farmacêuticas. 

Do lado oposto, e a travar maiores ganhos, está o agudizar de tensões entre os Estados Unidos e a China.

Os investidores estão a avaliar o novo intensificar de tensões entre ambos, depois de a China ter anunciado ontem que foi forçada pelos Estados Unidos a encerrar o seu consulado na cidade norte-americana de Houston, numa medida descrita por Pequim como uma "provocação".
 

23.07.2020

Juros dos periféricos do euro voltam a renovar mínimos de março

A exemplo do sucedido nas últimas sessões, os juros das dívidas públicas dos países que integram a área do euro voltaram hoje a renovar mínimos de inícios de março, altura em que o surto da covid-19 assumiu maiores proporções no velho continente.

A "yield" associada às obrigações soberanas de Portugal com prazo a 10 anos recua 2 pontos base para 0,317%, estando assim em mínimos de 6 de março, no quarto dia seguido a aliviar.

O mesmo para a taxa de juro correspondente aos títulos espanhóis a 10 anos, que desce 1,1 pontos base para 0,316% (mínimos de 11 de março).

Já os juros associados às obrigações da Itália no mesmo prazo afundam 5,5 pontos base para 0,978%, na oitava sessão consecutiva a aliviar. Esta série permite aos juros italianos a 10 anos negociarem no mercado secundários abaixo de 1% pela primeira vez desde 3 de março.

O acordo da UE para a resposta à crise continua a reforçar a confiança dos investidores quanto à capacidade europeia, em particular dos países da Zona Euro, de reagir aos efeitos económicos e sociais da crise. Itália, que é o país europeu mais atingido pela covid-19, será também aquele que vai receber a maior fatia dos apoios comunitários a fundo perdido (209 mil milhões de euros).

No entanto, a aprovação pelo governo transalpino de um acréscimo de despesa no valor de 25 mil milhões de euros também está a aliviar a pressão no mercado secundário sobre a dívida italiana.

23.07.2020

Euro avança para máximo de outubro de 2018

O euro valoriza 0,43% para 1,1620 dólares na quinta sessão consecutiva a ganhar valor contra a divisa norte-americana.

Este ciclo de subidas permite à moeda única europeia estar a transacionar em máximos de 1 de outubro de 2018 face ao dólar.

Esta tendência de subida do euro está a ser sobretudo alimentada pelo otimismo decorrente do acordo alcançado pelos líderes da União Europeia para um plano de recuperação de 1,8 biliões de euros.

23.07.2020

Aumento de stocks nos EUA ofusca depreciação do dólar e abala petróleo

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar em baixa nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro cede 0,57% para 41,66 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,90% para 43,89 dólares.

 

Os preços da matéria-prima regressaram às perdas, depois de ontem terem transacionado em máximos de inícios de março.

 

A pesar no sentimento dos investidores está o aumento dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, quando se esperava uma diminuição. E isto numa altura em que a procura por combustível tem vindo a cair.

 

Estes dados acabaram por ofuscar a fraqueza do dólar – que costuma dar força ao petróleo, que é denominado na nota verde e fica assim mais atrativo como investimento.

 

Por outro lado, o ressurgimento de novas infeções por covid-19 nos EUA continua a suscitar receios quanto ao impacto na economia.

 

O número de casos de coronavírus nos EUA está já perto dos quatro milhões, como mais 2.600 novas infeções por hora, em média – a mais alta taxa do mundo.

 

O Barclays sublinhou esta quinta-feira que os preços do crude poderão registar uma correção no curto prazo se a procura por combustível continuar a desacelerar, especialmente nos EUA. Os analistas do banco apontam para um preço médio do Brent de 41 dólares por barril este ano, e de 37 dólares para o WTI.

 

A contribuir para a incerteza no mercado está o renovar de tensões entre os Estados Unidos e a China, depois de Washington ter dado 72 horas a Pequim para fechar o seu consultado em Houston devido a alegações de espionagem.

 

O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros salientou que esta decisão dos EUA "prejudicou gravemente" as relações entre ambos os países e que a China será obrigada a retaliar.

23.07.2020

Ouro sobe pela quinta sessão a espreitar máximos históricos

O ouro continua o seu ciclo de ganhos pelo quinta dia consecutivo ao valorizar 1% para os 1.888,57 dólares por onça, aproximando-se do máximo histórico nos 1.921,17 dólares por onça, atingido em setembro de 2011.

A apoiar este recente "rally" está a desvalorização do dólar, taxas de juro em território negativo, as tensões crescentes entre os Estados Unidos e a China e a incerteza na recuperação económica.

Carlo Alberto de Casa, analista da ActivTrades, refere numa nota enviada ao Negócios que "os investidores estão a apostar contra os bancos centrais, uma vez que consideram que as moedas estão bastante diluídas em comparação com os metais preciosos. O ouro, ao contrário do dólar e de outras moedas, não pode ser impresso e os investidores estão a comprá-lo em grandes quantidades". 

23.07.2020

Wall Street desliza com desemprego a subir pela primeira vez desde março

A bolsa nova-iorquina abriu em queda, abalada pelo número de pedidos de desemprego, que subiu pela primeira vez desde março e inesperadamente.

O generalista S&P500 desce 0,058% para os 3274,13 pontos, o industrial Dow Jones cai 0,27% para os 26.933,65 pontos e o tecnológico Nasdaq cede 0,19% para os 10.686,63 pontos.

A pesar no sentimento estão os pedidos de subsídio de desemprego, que aumentaram na última semana pela primeira vez desde março. A subida foi de 109.000, perfazendo um total de 1,42 milhões, de acordo com os dados divulgados pelo Departamente do Trabalho norte-americano.

No mundo empresarial, a Tesla destaca-se e segue em contracorrente. A cotada liderada por Elon Musk sobe 2,10% para os 1.625,81 dólares depois de ontem, já após o fecho, ter revelado um resultado líquido de 104 milhões de dólares no seu segundo trimestre fiscal, quando no período homólogo de 2019 tinha reportado prejuízos de 408 milhões.

23.07.2020

Taxa de juro de Itália abaixo de 1% pela primeira vez desde a pandemia

As taxas de juro das obrigações soberanas da Europa estão a acelerar o movimento negativo, com os investidores a apostarem nestes ativos depois da aprovação do fundo de resolução de 750 mil milhões de euros para ajudar a economia europeia a sair da crise.

A taxa de juro dos títulos de Itália a 10 anos está a recuar 4,1 pontos base para 0,993%, situando-se abaixo de 1% pela primeira vez desde que o país ficou em confinamento devido à pandemia da covid-19.

O movimento de queda é comum à dívida de outros países do euro. A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos está a recuar 1,5 pontos base para 0,322%, o que representa o nível mais baixo desde março.

O Governo italiano aprovou uma atualização ao orçamento do país, que prevê uma despesa adicional de 25 mil milhões de euros para impulsionar a economia do país.

23.07.2020

Juros portugueses em mínimo de março

Os juros portugueses a dez anos estão a derrapar há quatro sessões consecutivas, tendo atingido esta quarta-feira um mínimo de 9 de março, no seguimento de uma queda de 1,5 pontos base para os 0,326%.

Numa tendência em tudo semelhante segue Itália, onde as quebras nos juros já se prolongam há 8 sessões, passando agora a cotar num mínimo de 5 de março. As obrigações espanholas rumam no mesmo sentido e os respetivos juros exibem, esta sessão, uma quebra de 1 ponto base para os 0,321%. 

Já a contrariar os alívios generalizados está a referência europeia, a Alemanha, que vê os juros ascenderem 0,4 pontos base para os -0,488%.

23.07.2020

Europa recupera otimismo com vacina na calha

As principais praças europeias posicionam-se convictas no verde, numa altura em que dois fatores conspiram a favor dos investidores: por um lado, os estímulos que foram aprovados no início da semana pelos líderes da União Europeia, que vêm dar sustento à recuperação económica pós-covid; por outro, a esperança de que seja encontrada uma vacina comercializável em breve está cada vez mais acesa, tendo em conta resultados animadores que se têm verificado nalguns testes.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, está a valorizar 0,45% para os 375,13 pontos, ultrapassando desta forma o deslize que se verificou na última sessão, até agora a única no vermelho. Os investidores mostraram-se ontem mais cautelosos perante o surgimento de um desentendimento entre as duas maiores economias do mundo, que fez temer pela saúde da economia mundial no caso de haver retaliações.

Amesterdão, Paris e Londres mostram-se sólidas com ganhos acima de 0,5%. Já Lisboa soma mais modestamente, colocando-se ligeiramente acima da linha de água.

Ainda a emprestar algum ânimo estão os números das vendas revelados pela gigante de bens de consumo Unilever, que caíram menos que o esperado. A cotada holandesa já disparou 8,62% para cotar num máximo de 5 de março.

23.07.2020

Euro com uma mão cheia de ganhos

A moeda única europeia está a somar pela quinta sessão consecutiva face à nota verde, avançando 0,13% para os 1,1585 dólares. Apesar de os máximos desta sessão ficarem abaixo dos de ontem, que atingiram a melhor marca desde 2018, o euro mantém-se perto da mesma fasquia.

A abalar a cotação do dólar estão as tensões latentes entre os Estados Unidos e a China, assim como o crescente número de casos em território norte-americano.

23.07.2020

Ouro em máximo de nove anos

O metal amarelo está em alta pela quinta sessão consecutiva, com esta "escada" de valorizações a conduzi-lo para um patamar que não pisava desde setembro de 2011.

O ouro chega a máximos de praticamente nove anos beneficiando das tensões entre os Estados Unidos e a China de duas formas: por um lado, o estatuto de ativo refúgio torna este metal mais atrativo em tempos de incerteza e pessimismo. Por outro, o conflito entre os dois países está a tirar força a um ativo refúgio concorrente, o dólar.

23.07.2020

Petróleo sobe com dólar a suportar

O petróleo tem tido dias difíceis: além do aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China, o que avoluma os receios de quebras do lado da procura na sequência de um possível abrandamento económico, as reservas da matéria-prima surpreenderam com um aumento relevante. Ainda assim, a desvalorização do dólar – a moeda à qual o petróleo está indexado – está a dar suporte a subidas nesta sessão.

O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de refer~encia nos mercados europeus, está a valorizar 0,23% para os 44,39 dólares, numa tend~encia em tudo semelhante à do "irmão" nova-iorquino, o West Texas Intermediate. Do lado de lá do oceano, o WTI soma 0,26% para os 42,01 dólares.  

A impactar negativamente o sentimento esteve, contudo, um aumento de quase 5 milhões de barris que se verificou nas reservas norte-americanas, relativo à semana passada, ao mesmo tempo que o consulado chinês na cidade de Houston foi inesperadamente obrigado a encerrar.

23.07.2020

Bolsas num impasse entre esperança de estímulos nos EUA e tensões com a China

As bolsas estão a negociar sem uma direção definida, num dia em que o novo foco de tensão entre os Estados Unidos e a China ainda pesa, ao mesmo tempo que não há certezas de quando poderá ser lançado um novo pacote de estímulos pela administração de Trump.

Os futuros sobre o Stoxx50 apontam para o verde, com uma subida próxima de 0,5%, enquanto o S&P500 não se afasta da linha de água. Já na Ásia, tanto as bolsas da China como da Coreia do Sul recuaram, embora Austrália e Hong Kong tenham exibido ganhos.  

"O escalar das tensões entre os Estados Unidos e a China é um lembrete do risco que se aproxima dos investidores para as eleições dos Estados Unidos", comentou um analista da Axicorp, citado pela Bloomberg. De acordo com a mesma fonte, ambos os países estão a "tornar-se cada vês mais combativos nas suas visões este ano. É melhor que os mercados se habituem, porque há mais por vir".

Ainda no radar dos investidores vão estar os resultados do Blackstone Group, Intel, Unitel, Daimler e Hyundai.

Ver comentários
Saber mais EUA China economia negócios e finanças
Outras Notícias