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Ao minuto12.10.2020

Bolsas europeias rondam máximos de 4 semanas, petróleo afunda e juros de Portugal perto de mínimos de um ano

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

As bolsas mundiais viveram semanas frenéticas, com os investidores a venderem as suas ações face à incerteza em torno da covid-19.
Amanda Perobelli/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 12 de Outubro de 2020 às 17:29
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12.10.2020

Bolsas europeias rondam máximos de quatro semanas

Os mercados acionistas europeus fecharam em alta, numa altura em que se renova a expectativa de um pacote alargado de estímulos adicionais à economia dos EUA.

 

Além disso, está prestes a arrancar a nova temporada de apresentação de contas, tendo o Morgan Stanley dito que espera uma robusta recuperação dos lucros.

 

O índice de referência Stoxx 600 Europe encerrou a somar 0,72% para 373 pontos, sustentado sobretudo pelas cotadas das "utilities" (água, luz, gás), tecnologias e automóvel.

 

Das principais praças da Europa Ocidental, apenas Atenas e Londres recuaram (2,34% e 0,25%, respetivamente).

 

O índice de referência português teve o melhor desempenho, a ganhar 1,56%, seguido de Amesterdão (+0,91%), Frankfurt (+0,67%) e Paris (+0,66%).

 

Entre os destaques, a empresa de telecomunicações holandesa KPM disparou quase 7% depois de a Bloomberg News reportar que a private equity europeia EQT está a pensar em lançar uma oferta de compra.

 

Os setores com pior performance foram os das viagens e lazer (-0,6%), energia (-0,4%) e banca (-0,2%).

 

Espera-se que, ao longo desta semana, a líder (democrata) da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, volte a reunir-se com o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, no sentido de chegarem a um entendimento que permita a aprovação de um novo pacote alargado de estímulos à economia.

 

O conselheiro económico da Casa Branca Larry Kudlow deu a entender, na passada sexta-feira, que a Administração de Trump está disponível para aumentar a fasquia no que diz respeito aos apoios à economia, mas não especificou.

 

Na terça-feira, 6 de outubro, Donald Trump disse declarou que tinha decidido interromper as conversações com os democratas com vista a um novo pacote de estímulos à economia, acusando Pelosi de não estar a negociar de boa fé. O chefe da Casa Branca disse que só depois das eleições presidenciais é que seriam retomadas as negociações. Horas mais tarde, sugeriu que o Congresso aprovasse rapidamente novas ajudas salariais às companhias aéreas norte-americanas que estão a colocar em licença milhares de trabalhadores numa altura em que as viagens de avião continuam a ser fortemente afetadas pela pandemia de covid-19.

 

Esta abertura a mais estímulos deixou os investidores na expectativa de que pudessem ser aprovadas mais ajudas nos EUA antes das eleições, pelo menos a nível setorial – mas Pelosi veio de imediato dizer que os democratas recusariam essas ajudas direcionadas enquanto não houve um pacote alargado de estímulos. Entretanto, Trump parece estar a mostrar nova abertura a essas conversações, já que Pelosi e Mnuchin vão sentar-se de novo à mesa das negociações.

 

12.10.2020

Juros de Portugal perto de mínimos de um ano após palavras de Lagarde

Os juros da dívida soberana europeia prolongaram a tendência de queda das últimas sessões, com as obrigações apoiadas pelas declarações de vários responsáveis do BCE, que pediram aos governos para reforçarem os estímulos orçamentais. Na reunião do FMI e do Banco Mundial, Christine Lagarde afirmou que a sua maior preocupação nesta altura passa pela remoção rápida das medidas de apoio introduzidas no início da pandemia, como as moratórias, garantias de Estado e "lay off".

 

A yield dos juros das obrigações portuguesas a 10 anos desceram 2,6 pontos base para 0,15%, muito perto dos mínimos de outubro de 2019 fixados na semana passada. A taxa dos títulos espanhóis com a mesma maturidade recuaram 3 pontos base para 0,142%. Na dívida de referência na Europa a taxa da bunds cedeu 1,7 pontos base para -0,546%.

12.10.2020

Valorização do dólar pressiona ouro em Londres

O metal amarelo segue a perder terreno em Londres e a ganhar ligeiramente em Nova Iorque, com a valorização do dólar a pressionar e a convidar à prudência.

 

O ouro a pronto (spot) segue a ceder 0,12% para 1.927,06 dólares por onça no mercado londrino.

 

Em contrapartida, no mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro avançam, mas apenas muito ligeiramente, com um ganho de 0,15% para 1.922,40 dólares por onça.

 

A apreciação do dólar está a pressionar o metal precioso, uma vez que é denominado na moeda norte-americana e fica menos atrativa como investimento.

 

Na semana passada, o ouro valorizou com a debilidade do dólar e com a expectativa de mais estímulos à economia dos EUA. A renovada expectativa de um acordo entre democratas e republicanos para um novo pacote alargado de estímulos justificou a depreciação do dólar, que vê o seu valor diminuir dada a possibilidade de aumento da impressão de moeda.

12.10.2020

Petróleo cai mais de 3% com maior oferta no horizonte

As cotações do petróleo seguem em baixa nos principais mercados internacionais, a negociarem abaixo dos 40 dólares por barril nos EUA.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro cede 3,23% para 39,29 dólares por barril.

 

No mercado londrino, o contrato de dezembro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para as importações europeias, recua 3,03% para 41,55 dólares.

 

A pressionar a matéria-prima está o regresso ao trabalho nas plataformas petrolíferas do Golfo do México depois da passagem do furacão Delta naquela região produtora – que na semana passada levou os preços à maior subida semanal desde junho devido à paragem de 92% da produção naquela zona.

 

A contribuir para as perdas está também a reabertura do maior campo petrolífero da Líbia, numa altura em que este país regressa ao mercado. Em setembro tinha já sido anunciado que o bloqueio às exportações líbias de crude seria levantado, o que significa mais matéria-prima no mercado.

 

O marechal Khalifa Haftar, o homem forte do leste da Líbia, anunciou o levantamento condicional do bloqueio imposto desde janeiro a campos de petróleo e portos por grupos pró-Haftar.

 

Antes do bloqueio, a Líbia estava a produzir cerca de 1,2 milhões de barris por dia, contra pouco mais de 100.000 barris diários em setembro, não se sabendo com que rapidez conseguirá acelerar a sua produção.

 

Este regresso da Líbia é mais uma dor de cabeça para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), que têm tentado conter a queda dos preços do ouro negro através da retirada de crude do mercado.

12.10.2020

Euro alivia de máximo de duas semanas face ao dólar

A moeda única europeia segue a perder terreno perante a divisa norte-americana, aliviando dos máximos de duas semanas alcançados na sexta-feira.

Os investidores aproveitaram o ganho de quase 1% da moeda europeia na semana passada para realizarem mais-valias esta segunda-feira.

O euro segue nos 1,1810 dólares, a recuar 0,14%.

A moeda da zona euro também recua face à contraparte britânica. O euro cotava nas 0,9036 libras esterlinas, a perder 0,35%.

12.10.2020

Nova Iorque em alta em véspera de época de resultados

A bolsa nova-iorquina abriu em alta, com os três principais índices no verde. Possíveis avanços no pacote de estímulos aliam-se à expetativa quanto à época de resultados que é inaugurada amanhã para puxarem por Wall Street.

O generalista S&P500 sobe 0,81% para os 3.504,94 pontos, o industrial Dow Jones avança 0,34% para os 28.682,76 pontos, o tecnológico Nasdaq soma 1,54% para os 11.758,29 pontos.

"Estamos a entrar numa nova semana focada nos Estados Unidos", afirmam os analistas da Merck Finck Privatbankiers. Para os mesmos, "parece haver mais esperança num avanço do programa orçamental antes das eleições, assim como uma esperança de uma época de resultados acima do consenso", a qual começa amanhã, terça-feira.

Espera-se que, ao longo desta semana, a líder dos democratas, Nancy Pelosi, volte a reunir com o secretário do Tesouro Steven Mnuchin, de forma a arranjar um entendimento que permita a aprovação de um novo pacote de estímulos à economia. O conselheiro económico da Casa Branca Larry Kudlow sugeriu que a administração de Trump esteja disponível para aumentar a fasquia no que diz respeito aos apoios à economia, mas não especificou.

No mundo empresarial, as tecnológicas voltam a ganhar, com o mundo a debater-se contra uma segunda onda de coronavírus que está a ditar novas restrições à circulação. A Microsoft avança 1,80% para os 219,51 dólares, a Apple soma 3,04% para os 120,53 dólares e a mãe da Google, a Alphabet, aprecia 2,09% para os 1.543,34 pontos. A Zoom, uma das empresas-revelação da pandemia, ganha agora 1,62% para os 500,29 dólares.

12.10.2020

Juros europeus aliviam e Itália chega a mínimo histórico

Os juros da dívida a dez anos de Portugal descem 2,6 pontos base para os 0,154%, mantendo-se perto dos mínimos de quase um ano – 31 de outubro de 2019 – que foram atingidos na última sessão. Na vizinha Espanha o comportamento é semelhante, com os títulos obrigacionistas a exigirem menos 2,9 pontos base, colocando-se nos 0,145%. Um pouco mais à direita mas alinhada no sul, a Itália conta com uma descida de 2,6 pontos base nos juros da dívida a dez anos, que pede agora 0,695%, atingindo um mínimo de sempre.

Na referência europeia, a Alemanha, a tendência é igualmente de alívio, com a remuneração das obrigações a recuar 1,5 pontos base para os -0,543%, nesta que é a terceira sessão consecutiva de alívio.

12.10.2020

Europa dividida à espera de Biden e Jinping e com covid-19 instalada

A maioria das principais praças europeias seguem a somar timidamente, embora algumas cheguem mesmo a virar-se para o lado das perdas. Vive-se algum nervosismo no Velho Continente à medida que a pandemia de covid-19 mostra mais severidade, embora as perspetivas económicas a nível global saiam melhoradas com a hipótese de Biden "subir ao trono" nos Estados Unidos e com a expectativa de que a China assinale uma abertura mais alargada ao exterior.

O índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, soma 0,24% para os 371,24 pontos, sendo acompanhado no verde pelas subidas igualmente modestas do alemão Dax e do francês CAC 40, que por pouco se mantém à tona. Amesterdão mostra-se mais sólida em terreno positivo e Lisboa destaca-se com ganhos acima de 1%. A contrariar estão Madrid, Londres e Atenas. O setor mais pujante do Stoxx600 é o automóvel.

A Europa encolhe-se perante a nova vaga de coronavírus, com França a bater recordes no número de infetados e a Alemanha a reportar o maior número de mortes relacionadas com covid-19 desde maio. Em Itália, considera-se reforçar as restrições de forma a conter o vírus.

Numa nota mais positiva, os investidores aguardam novos estímulos caso Joe Biden ganhe as eleições presidenciais que se realizam daqui a três semanas, quando este se distancia de Trump na liderança das sondagens. Os mercados deixam-se ainda contagiar pelo ânimo vivido na Ásia, onde se aguarda com expectativa que o presidente chinês, Xi Jinping, anuncie uma maior abertura da segunda maior economia do mundo, num discurso a realizar-se esta semana.

12.10.2020

Moeda chinesa desvaloriza com intervenção do banco central

O Banco Popular da China está a implementar medidas para travar a alta da moeda chinesa, o que provocou uma desvalorização do yuan, embora a queda esteja a ser ligeira. O banco central suspendeu uma lei que complicava a aposta dos investidores a queda da moeda e fixou uma taxa de câmbio oficial apenas ligeiramente abaixo da cotação da véspera.

 

O yuan chegou a desvalorizar 0,6% durante a parte inicial da sessão, mas já recuperou entretanto e está a negociar apenas em queda ligeira. Nos últimos três meses a moeda chinesa avança mais de 4% face ao dólar.

 

O euro está em queda ligeira no arranque da sessão, a desvalorizar  0,06% para 1,1819 dólares.

 

12.10.2020

Petróleo resvala enquanto furacão se afasta

O petróleo está a deslizar cerca de 1%, naquela que é a segunda sessão da matéria-prima no vermelho, à medida que as operações na zona do Golfo do México vão sendo retomadas, uma vez que o furacão Delta está agora a afastar-se desta área. Ao mesmo tempo, a "tempestade" na Noruega também cessa e a Líbia limpa o horizonte de forma a poder aumentar a produção.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, cai 1,03% para os 42,41 dólares. O "irmão" nova-iorquino, o West Texas Intermediate, recua sensivelmente na mesma medida: 1,08% para os 40,16 dólares.

Nos Estados Unidos, o furacão Delta afasta-se deixando de forçar o encerramento de 92% da produção de petróleo no Golfo do México, recuando portanto o alívio na oferta. Nesta frente, também na Noruega o "ouro negro" sai mais pressionado, já que o cancelamento de greves leva a que a matéria-prima volte a estar desimpedida para a produção. Paralelamente, na Líbia, foram levantadas medidas que impediam a produção, pelo que a capacidade diária deve atingir os 300.000 barris em 10 dias.

12.10.2020

Ouro corrige após maior subida desde agosto

A cotação do ouro está a aliviar de três sessões seguidas de ganhos, naquela que foi a maior subida desde meados de agosto e numa altura em que a incerteza sobre os estímulos nos Estados Unidos continua a influenciar o rumo dos mercados.

 

No mercado à vista em Londres o ouro desvaloriza  0,28% para 1.924,91 dólares. Na sexta-feira o metal precioso tinha disparado quase 2% depois de ter quebrado a barreira dos 1.900 dólares.

 

Na prata a tendência é mais positica, com a cotação deste metal precioso a subir 1,1% no mercado à vista depois de ter disparado 5,5% na sexta-feira, dia em que alcançou maior ganho em três meses.

12.10.2020

PSI-20 arranca em força com EDP Renováveis a dar empurrão acima de 4%

A bolsa nacional abriu em alta, com o principal índice, o PSI-20, a avançar 0,84% para os 4.216,87 pontos. A puxar pelo índice estão 13 cotadas em alta, contra apenas três no vermelho e duas inalteradas.

Lá fora, as bolsas seguem animadas numa altura em que Joe Biden se distancia de Trump na liderança das sondagens sobre as presidenciais norte-americanas. Os mercados deixam-se ainda contagiar pelo ânimo vivido na Ásia, onde se aguarda com expectativa que o presidente chinês, Xi Jinping, anuncie uma maior abertura da segunda maior economia do mundo, num discurso a realizar-se esta semana.

Por cá, a pesada EDP Renováveis destaca-se nos ganhos, ao valorizar 4,10% para os 15,76 euros, e ocupando desta forma a liderança em terreno positivo.

12.10.2020

Bolsas otimistas com discurso de Xi Jinping na mira

As bolsas dos Estados Unidos e da Europa dão sinais de otimismo depois de as bolsas asiáticas se terem posicionado no verde. A Oriente, aguarda-se com expectativa o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, que vai visitar a cidade de Shenzhen, onde se espera que revele planos para abrir partes da economia a investimento estrangeiro.

O Hang Seng de Hong Kong ganhou 2,2%, o Compósito de Xangai avançou 2,4%, o sulcoreano Kospi somou 0,4% e o australiano S&P/ASX subiu 0,5%. Apenas o japonês Topix declinou, 0,2%.

Do outro lado do Pacífico, continua a saga dos estímulos nos Estados Unidos. Ainda não há acordo para avançar com um novo pacote e Trump e Nancy Pelosi, os líderes de cada uma das forças políticas, culpam-se mutuamente da ausência de avanços. Paralelamente, Joe Biden, o candidato democrata às presidenciais, distancia-se 12 pontos percentuais à frente de Trump nas sondagens, de acordo com o Washington Post.

"Os mesmos mercados que outrora temiam uma transição democrata, agora parecem estar à espera que os democratas passem a controlar o Senado, com a liderança de Biden nas sondagens a estimular o otimismo quanto a maiores apoios económicos", afirma a Medley Global Advisors, em declarações à Bloomberg.

Na frente do coronavírus, Trump já não tem de estar sujeito a quarentena, tendo deixado de ser uma ameaça para aqueles com quem se cruze no que toca à infeção. Na Europa o cenário mantém-se preocupante, com França a bater recordes no número de infetados e a Alemanha a reportar o maior número de mortes relacionadas com covid-19 desde maio.

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