Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto29.05.2020

Petróleo regista maior subida mensal em 21 anos. Europa interrompe série de ganhos e juros de Portugal continuam a cair

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 29 de Maio de 2020 às 21:17
  • Assine já 1€/1 mês
  • 6
  • ...
29.05.2020

Ausência de tarifas sobre importações chinesas anima bolsas dos EUA

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram quase generalizadamente em baixa - a exceção foi o Nasdaq - devido ao nervosismo perante a conferência de impresa agendada por Trump para falar sobre a China.

No entanto, depois de o presidente falar, a tendência inverteu-se e todos os índices ficaram no verde.

O Dow Jones acabou posteriormente por perder algum fôlego, nos últimos minutos da jornada, mas já longe dos mínimos da sessão, fechando a ceder 0,07% para 25.383,11 pontos. Já o Standard & Poor’s 500 avançou 0,48% para 3.044,31 pontos.

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 1,29% para 9.489,87 pontos. Isto apesar de ontem o presidente norte-americano ter assinado uma ordem executiva dirigida às empresas das redes sociais, que visa cortar-lhes poderes.

O Twitter é a rede que está no centro da discórdia, depois de ter aplicado uma verificação de veracidade a dois tweets de Donald Trump, tendo sido uma das exceções às subidas no setor das tecnologias ao encerrar a perder 1,96% para 30,97 dólares.

O presidente dos EUA disse esta sexta-feira que a sua Administração vai sancionar os responsáveis chineses que debilitaram a liberdade de Hong Kong e acrescentou que serão tomadas medidas para revogar o tratamento preferencial dado àquele território chinês.

"Hong Kong já não é um território suficientemente autónomo para garantir um estatuto especial nos termos da legislação norte-americana", frisou.

Mas Trump não se referiu à "fase 1" do acordo comercial EUA-China, delineado pelos dois países em janeiro, o que aliviou os mercados.

29.05.2020

Euro ganha ligeiramente e mantém-se em máximos de dois meses

O euro seguia a ganhar terreno perante a divisa norte-americana esta sexta-feira, beneficiando da proposta da Comissão Europeia para a recuperação da economia europeia após o impacto da pandemia e com o dólar a sofrer com o recrudescimento das tensões entre Pequim e Washington.

A moeda única europeia avançava 0,23%, para 1,1102 dólares, após ter tocado os 1,1140 dólares, máximo desde 27 de março. 

O euro acumula uma valorização de 1,84% esta semana e um ganho mensal de 1,34% face à "nota verde".

A moeda única europeia também avança perante as contrapartes japonesa e britânica. O euro ganhava 0,51% face à moeda nipónica, para os 119,8500 ienes, e 0,37% peranta a divisa do Reino Unido, cotando nas 0,9023 libras esterlinas.

O euro regista, assim, uma valorização semanal de 2,16% e um ganho mensal de 2,07% em relação ao iene. Já face à moeda britânica, o saldo semanal era de uma subida de 0,71% e o balanço mensal apontava um ganho de 3,74%. O euro encontra-se em máximos desde 26 de março face à divisa britânica.

29.05.2020

Europa interrompe série de ganhos com olhos postos em Trump

As principais praças na Europa terminaram a sessão de hoje a negociar em território negativo, pondo fim a um ciclo de cinco dias consecutivos a valorizar. 

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, perdeu 1,44% para os 350,36 pontos. 

Hoje, os investidores recuaram dos ativos de maior risco, como as ações, enquanto aguardavam pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para mais logo. 

O líder da Casa Branca vai revelar as medidas que pretende tomar em relação à segunda maior economia do mundo, na sequência de uma lei de segurança que o Governo chinês pretende aplicar em Hong Kong, retirando a liberdade a Hong Kong, segundo Washignton.

29.05.2020

Juros continuam a descer e "yield" de Portugal abaixo de Espanha

A contrapartida exigida pelos investidores para comprarem títulos soberanos de países da Zona Euro continua a reduzir-se, com os investidores a mostrarem maior confiança na capacidade da União Europeia responder à crise da covid-19 sem agravar as condições de financiamento dos Estados mais endividados.

A "yields" associada à dívida de Portugal com maturidade a 10 anos recua 3,4 pontos base para 0,496%, estando assim a transacionar em mínimos de 11 de março, antes ainda da declaração do primeiro estado de emergência. Trata-se da décima queda consecutiva dos juros a 10 anos, o que iguala a série de alívio conseguida em dezembro de 2018.

Também a taxa de juro correspondente às obrigações espanholas a 10 anos cai 1,6 pontos base para 0,558% (mínimos de 27 de março), na segunda queda seguida. A taxa de juro dos títulos espanhóis a 10 anos continua assim acima da "yield" exigida no mercado secundário para a compra de obrigações lusas com a mesma maturidade.

O mesmo para a "yield" associada às "bunds" da Alemanha a 10 anos, que recua 2,8 pontos para -0,450%. Já os juros da dívida italiana inverteram a tendência de alívio dos últimos dias, estando agora a corrigir parcialmente essas descidas. A taxa de juro referente aos títulos transalpinos a 10 anos agrava-se em 5,3 pontos base para 1,474%, a primeira subida após nove descidas consecutivas.

29.05.2020

Petróleo cede terreno mas está a caminho de melhor ganho mensal em 21 anos

Reuters

As cotações do "ouro negro" seguem em baixa nos principais mercados internacionais, pressionadas pela fraca procura de combustível nos EUA, pelos receios de uma segunda vaga de casos de covid-19 na Coreia do Sul e pelo deteriorar das relações EUA-China. Ainda assim, está a caminho de fortes ganhos mensais.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho recua 0,21% para 32,64 dólares por barril, depois de já ter estado a cair mais de 1,6%.

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a perder 0,94% para 34,96 dólares, mas já esteve a desvalorizar quase 2%.

Tanto o WTI como o Brent estão a caminho da primeira perda semanal depois de quatro semanas consecutivas de saldo positivo, mas as subidas precedentes colocam-nos a caminho do maior ganho mensal em muitos anos devido aos cortes de produção por parte da OPEP+ e ao otimismo em torno de uma retoma da procura mais evidente na China.

O WTI está a caminho de um ganho mensal recorde de 76% em maio, com o Brent a preparar-se para uma valorização de 37%  – que, a confirmar-se, corresponde à sua maior subida mensal desde março de 1999.

Contudo, no acumulado do ano, os preços ainda registam uma queda de mais de 40%, uma vez que muitos riscos persistem, incluindo um excesso de oferta face à procura e uma deterioração mais acentuada das relações entre Washington e Pequim devido ao plano da China para impor uma lei de segurança nacional para Hong Kong que, no entender de vários países, restringe a liberdade naquele território.

Ontem os governos dos EUA, Austrália, Canadá e Reino Unido emitiram um comunicado conjunto reiterando os seus "profundos receios relativamente à decisão de Pequim de impor uma lei de segurança nacional para Hong Kong", isto depois de o parlamento chinês aprovar a nova legislação.

O presidente norte-americano, Donald Trump, dará mais logo uma conferência de imprensa para anunciar a sua resposta a esta situação.


29.05.2020

Ouro avança com investidores receosos de tensões entre EUA e China

metais preciosos Ouro prata
metais preciosos Ouro prata

O preço do ouro avançava 1,25%, para os 1.734,70 dólares por onça, esta sexta-feira com os investidores a buscarem refúgio no metal amarelo perante a escalada das tensões entre Washington e Pequim, sendo que Donald Trump anunciou para hoje uma conferência de imprensa sobre a China.

Mas o metal mais brilhante na sessão era mesmo a prata, com uma escalada de 2,44%, para 18,40 dólares por onça. Já a platina avançava 0,85%.

O preço do ouro acumula uma queda semanal de 0,05%, mas em termos mensais soma um ganho de 2,8% e deverá fechar maio com o valor mais elevado num final de mês desde setembro de 2012.

Já a prata regista uma subida semanal de 3,66% e um ganho de 19,1% em maio.

A platina acumula apenas um avanço de 0,14% na semana e de 7,7% em termos mensais.

29.05.2020

Fricções EUA-China penalizam Wall Street

O Dow Jones segue a ceder 0,59% para 25.251,97 pontos na abertura da sessão das bolsas norte-americanas, e o Standard & Poor’s 500 recua 0,32% para 3.019,89 pontos.

Tendência contrária mostra o tecnológico Nasdaq Composite, que avança 0,35% para 9.402,13 pontos. Isto apesar de ontem o presidente norte-americano ter assinado uma ordem executiva dirigida às empresas das redes sociais, que visa cortar-lhes poderes.

O Twitter é a rede que está no centro da discórdia, depois de ter aplicado uma verificação de veracidade a dois tweets de Donald Trump, sendo uma das exceções às subidas no setor das tecnologias e seguindo a perder 2,01% para 30,96 dólares.

Entretanto, ao final do dia Trump vai dar uma conferência de impresa para falar sobre a China, o que intensificou o nervosismo nos mercados.

Entre as várias frentes de frição Washington-Pequim está a nova lei de segurança nacional da China para Hong Kong. Com esta nova lei de segurança nacional, Pequim visa apertar o controlo em Hong Kong, restringindo a atividade da oposição para conter novos episódios de confrontos dos ativistas pela democracia.

29.05.2020

Juros portugueses com maior quebra mensal em quase um ano

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a descer 1 ponto base para os 0,526%, contando a décima sessão de alívio consecutiva. Esta sexta-feira, os juros completam o maior ciclo de quebras desde 3 de dezembro de 2018.

 

No acumulado do mês, a descida na remuneração das obrigações portuguesas é de 28,9 pontos base, a maior descida desde junho de 2019.

O registo de hoje é ainda, pela terceira sessão, mais baixo do que o que se verifica em Espanha para as obrigações com a mesma maturidade. Os juros espanhóis aliviam 1,8 pontos base para os 0,559%.

 

A remuneração da dívida europeia está a descer depois de a Comissão Europeia, esta semana, ter avançado com uma proposta de um fundo de recuperação para o combate à pandemia de 750 mil milhões de euros.

29.05.2020

Ouro contraria perdas do mês

O metal amarelo segue a somar 0,30% para os 1.723,49 dólares. No conjunto do mês observa-se uma subida de 2,16%. Esta valorização soma-se àquela verificada no mês anterior, de quase 7%.

 

A mesma força que está a atuar sobre a maioria das classes de ativos, a tensão sino-americana, influencia também o ouro, no caso do metal, pela positiva. O estatuto de ativo de refúgio do ouro torna-o apetecível numa altura em que os investidores temem as ações que os Estados Unidos pretendem tomar em relação à China.

29.05.2020

Trump trama dólar e puxa pelo iene

O iene, considerado um ativo de refúgio, valoriza contra as principais divisas, numa altura em que a incerteza sobre as relações futuras entre os Estados Unidos e China, que parecem prestes a azedar, lança o nervosismo nos mercados e urge os investidores a evitarem o risco.

 

O dólar, geralmente também um refúgio, acaba por perder terreno com as declarações do presidente. O euro segue a valorizar 0,28% para os 1,1108 dólares.

 

 

 

29.05.2020

Europa cede no fim do segundo mês consecutivo em alta

A semana imaculada das ações europeias viu, no último dia útil, uma mancha vermelha a cair sobre o cenário verde, o qual predominou durante o mês.

 

A tensão entre os Estados Unidos e a China conhece hoje um ponto decisivo: o presidente norte-americano, Donald Trump, vai revelar as medidas que pretende tomar em relação ao gigante asiático, na sequência de uma lei de segurança que o Governo chinês pretende aplicar em Hong Kong, prejudicando, entendem os Estados Unidos, a liberdade da região. Esta medida tem, inclusivamente, originado protestos entre os cidadãos de Hong Kong.

 

O Stoxx600 está a descer 1,22% para os 351,14 pontos, apesar de, no acumulado do mês, o saldo ser positivo em 3,28%, contando a segunda subida mensal consecutiva. Em abril, o mesmo índice valorizou mais de 6%, após três meses seguidos de quebras.

 

Nas principais praças europeias, onde não há espaço para o verde, as perdas colocam-se acima da fasquia de 1%. Em Lisboa, o PSI-20 mostra uma quebra mais ligeira, de 0,88% para os 4.342,18 pontos.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 bolsa mercados Euronext cotadas empresas índice nacional Lisboa Europa
Outras Notícias