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Ao minuto10.11.2020

Juros, petróleo e libra avançam com progressos na vacina

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 10 de Novembro de 2020 às 12:40
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10.11.2020

Europa ganha pela segunda sessão consecutiva, mas entusiasmo esmorece

As praças do "velho continente" registaram novamente ganhos na sessão desta terça-feira, apesar de com menos entusiasmo do que na sessão de ontem. O índice de referência para a região, o Stoxx 600, ganhou 0,9%.

Os investidores começam a olhar para a vida depois da covid-19, reforçando a aposta am ativos que poderão beneficiar com o regresso à normalidade. Isto depois de ontem a Pfizer ter dito que a vacina que desenvolveu com a BioNTech tinha 90% de sucesso na prevenção do coronavírus.

Posto isto, os setores que mais têm sido afetados pela atual pandemia, são os que agora mais ganham. Exemplo disso é o setor da banca, que hoje voltou a valorizar 4,4% com os bancos espanhóis a liderar a corrida, mas também o setor das petrolíferas (+3,9%), numa altura em que os preços do petróleo sobem.

Em contraciclo estiveram as ações de tecnologia - as grandes vencedoras da pandemia - com uma queda de 2,3%, caindo pelo segundo dia.




10.11.2020

Libra tira partido dos avanços da vacina da Pfizer

Os progressos da Pfizer na vacina contra a covid-19 têm influenciado quase todos os ativos nas últimas sessões e no mercado cambial e moeda britânica tem sido das mais beneficiadas. Analistas explicam este movimento pela elevada dependência da economia britânica do setor dos serviços, pelo que será das que mais tem a ganhar com a eficácia da vacina.

A libra soma 0,46% para 1,3226 dólares e já negociou em máximos de dois meses face à divisa norte-americana. No par cambial do euro face ao dólar a moeda europeia perde ligeiros 0,03% para 1,1810 dólares.

 

10.11.2020

Petróleo ganha com vacina a ofuscar peso dos confinamentos

As cotações do "ouro negro" seguem de novo em alta, animadas pela expectativa de uma vacina contra a covid-19, o que contrabalança o esperado impacto negativo – sobre a procura de combustível – dos "lockdowns" para conter o vírus.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em dezembro segue a subir 1,84% para 41,03 dólares por barril.

 

Já o contrato de janeiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 1,56 para 43,06 dólares.

 

Ambos os crudes valorizaram mais de 8% na sessão de ontem, os maiores ganhos em mais de cinco meses, depois de a Pfizer e a BioNTech terem anunciado resultados promissores para a sua vacina contra a covid-19 – que se revelou mais de 90% eficaz nos testes.

 

A ajudar a impulsionar o preço da matéria-prima continua também a estar o facto de a Arábia Saudita ter dito que o acordo de corte de produção da OPEP+ (que reúne os membros do cartel e seus aliados) em vigor poderá ser ajustado para equilibrar o mercado, o que também animou os investidores.

 

A OPEP+ acordou reduzir a oferta em 7,7 milhões de barris por dia entre agosto e dezembro, para depois flexibilizar esse corte em cerca de dois milhões de barris diários a partir de janeiro de 2021. No entanto, o impacto negativo que os renovados confinamentos na Europa estão a ter sobre a procura de combustível tem mantido os preços abaixo do que se esperava.

10.11.2020

Ouro recupera de maior queda em três meses

O metal precioso está a apreciar 1,02% para 1.882,07 dólares por onça, o que permite ao ouro recuperar da quebra ontem registada, a mais acentuada em três meses.

Esta subida surge num momento em que os mercados pesam os obstáculos ainda existentes quanto à produção e à comercialização da vacina da Pfizer contra a covid-19, isto depois dos testes promissores realizados à vacina desenvolvida em conjunto com a BioNTech.
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10.11.2020

Juros da Alemanha em máximos de um mês e acima da taxa do BCE

As obrigações soberanas continuam a ser penalizadas pelo movimento de fuga dos investidores para os ativos de risco, numa altura em que o sentimento no mercado melhorou depois da Pfizer ter anunciado progressos na vacina que está a desenvolver contra a covid-19 e terá uma eficácia de 90%.

A dívida de referência na Europa tem sido a mais afetada, sendo que hoje a yield das obrigações soberanas alemãs está de novo em alta depois do agravamento acentuado da véspera. A taxa da dívida alemã a 10 anos está a subir 2,7 pontos base para -0,485%, situando-se acima da taxa dos depósitos do BCE (-0,5%) pela primeira vez desde 8 de outubro.      

Na dívida portuguesa o agravamento volta a ser mais ténue, com a yield dos títulos a 10 anos a subir 1,4 pontos base para 0,158%, um máximo de 29 de outubro.

10.11.2020

Dow Jones aproxima-se novamente de máximos históricos. S&P 500 recua

Os três principais índices dos Estados Unidos estão a negociar de forma mista na abertura da sessão desta terça-feira, depois de ontem terem tocado em máximos históricos a meio da sessão, após o entusiasmo vivido em torno da vacina da Pfizer e da BioNTech.

Por esta altura o Dow Jones é o único que mantém os ganhos, com uma subida de 0,16% para os 29.206,33 pontos, aproximando-se assim, novamente, dos máximos históricos atingidos ontem a meio do dia nos 29.933,83 pontos.

Já o S&P 500 está a fazer uma pausa nos ganhos, com uma desvalorização de 0,37% para os 3.537,19 pontos, bem como o tecnológico Nasdaq Composite, que perde 0,96% para os 11.599,45 pontos.

As ações do setor de tecnologia, como a Netflix, a Amazon, o Facebook ou a Apple estão a perder em torno dos 2%, numa altura em que os investidores mudaram o foco para setores que poderão vir a beneficiar com uma reabertura total da economia, como viagens, energia e banca.

10.11.2020

Moeda chinesa atinge valor mais alto em mais de dois anos face ao dólar

A cotação oficial da moeda chinesa, em relação ao dólar norte-americano, atingiu hoje o seu ponto mais alto nos últimos 28 meses, face à vitória eleitoral de Joe Biden e à rápida recuperação da economia chinesa.

Segundo a taxa de câmbio oficial, definida diariamente pelo Banco do Povo da China (banco central), 6,5897 yuan valiam hoje um dólar, a cotação mais alta desde 27 de junho de 2018.

Segundo analistas citados pela imprensa oficial, o bom desempenho da economia chinesa, após o país superar a pandemia da covid-19, e o enfraquecimento do dólar, são dois dos fatores que contribuíram para a valorização do yuan.

Wang Tao, do banco suíço UBS, previu que o renminbi - nome oficial da moeda chinesa - continuará a valorizar e atingirá 6,5 yuan por dólar até ao final do ano.

A taxa 'offshore', que é negociada em mercados internacionais como Hong Kong, fixou-se hoje nos 6,59663 por dólar, também o valor mais alto desde junho de 2018.

Há pouco mais de um ano, em agosto de 2019, o yuan atingiu o seu nível mais baixo desde 2008, quebrando a barreira psicológica dos sete yuan por dólar, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar novas taxas alfandegárias sobre os produtos chineses.

No entanto, especialistas lembram que um yuan muito forte pode representar problemas para os exportadores chineses, na medida em que encarece os bens produzidos no país, e sobrecarregar ainda mais o sistema financeiro da China.

Nas últimas semanas, o banco central chinês eliminou de facto as exigências de relação de caixa para instituições financeiras que realizam operações de câmbio - reduzindo-as de 20% para 0%.

De acordo com uma nota da consultora Trivium China, isto pode ajudar "as forças de mercado a desempenhar um papel maior na definição das taxas de câmbio".

10.11.2020

Bolsas europeias firmes no verde e PSI-20 já sobe mais de 1%

Depois de um arranque tremido, as bolsas europeias fixaram-se definitivamente no verde. Duas horas depois da abertura o Stoxx600 avança mais de 1% e são vários os índices nacionais que marcam subidas acima de 1%. É o caso do IBEx, do CAC e do FTSE.

Em Lisboa o PSI-20 segue no pelotão da frente, com uma subida de 1,49%, com o índice português a ser sustentado pelos ganhos acentuados do BCP e da Galp, que repetem assim a forte valorização da véspera, quando alcançaram ganhos próximos de 20%. 

10.11.2020

PSI-20 sobe paulatinamente de mãos dadas com Europa

A bolsa nacional está a subir num dia em que o verde predomina entre as principais praças da Europa.

Os investidores aplaudiram ontem o sucesso da Pfizer nos testes à sua vacina de covid-19 mas moderaram esta satisfação depois de confrontados com alertas de que ainda há vários obstáculos a serem ultrapassados por esta vacina antes de poder tornar-se uma arma contra a pandemia.

Apesar de algum refreamento da parte dos investidores, em Lisboa o BCP continua em forte alta. Este banco está a valorizar 3,09% para os 9,29 cêntimos, depois de ontem ter disparado quase 19%, contagiado pelos ganhos na restante europa.

O peso pesado Galp também se mantém no verde após uma subida a pique, de mais de 17%. Hoje, a petrolífera avança cerca de 1%, num dia em que a matéria-prima continua a ganhar mas também modera as subidas. A contrariar ficam a Jerónimo Martins e a EDP, com perdas abaixo de 0,5%.

10.11.2020

Europa larga êxtase, mas continua em frente

As principais bolsas europeias seguem em alta, embora não perpetuem os ganhos a pique da última sessão, depois de os investidores terem ganho consciência de que os bons sinais dados pela vacina da Pfizer não dão ainda garantias de que esta seja a "solução" aguardada para a crise pandémica.

O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, sobe 0,18% para os 381,67 pontos, depois de ter fechado a valer quase mais 4% na sessão anterior. Os setores do imobiliário e da banca são os que mostram maior força, seguidos pelo petróleo e gás e pelas matérias-primas.

Em Paris, o CAC40 sobe na mesma medida que o agregador europeu, e Frankfurt fica para trás, perto da linha de água. Contudo Londres, Madrid e Lisboa somam acima de 0,5%.

Na última sessão, os investidores rejubilaram com a revelação de que a Pfizer e a BioNTech desenvolveram uma vacina que se mostrou eficaz a prevenir a covid-19 em 90% dos casos. Esta terça-feira os ânimos são refreados depois de relembrados os vários passos que a vacina tem de dar antes de chegar à população – sendo que ainda pode ficar pelo caminho. Ao mesmo tempo, os casos de coronavírus continuam a aumentar e a preocupar.

10.11.2020

Euro volta a ganhar ao dólar

A moeda norte-americana interrompeu ontem um ciclo de várias sessões em queda, mas retomou esta terça-feira a tendência negativa face às principais moedas mundiais, numa altura em que os investidores saem dos ativos mais seguros à procura de ativos de maior risco devido à redução da incerteza com as eleições dos Estados Unidos. 

10.11.2020

Juros das obrigações com agravamento mais ligeiro

Os investidores continuam a baixar a exposição às obrigações soberanas, numa altura em que as bolsas tentam retomar a tendência de alta motivada pelos progressos da vacina da Pfizer. Ainda assim a subida das yields é ligeira, ao contrário do forte agravamento registado na segunda-feira.

A taxa das obrigações portuguesas a 10 anos sobe 0,6 pontos base para 0,15%, depois de ontem ter fechado com um avanço de 7,1 pontos base. A yield das bunds alemãs soma 0,2 pontos base para -0,51% depois de ontem ter dado um salto de 11 pontos base.

O avança da Pfizer na sua vacina, que diz ter 90% de eficácia, representa um progresso considerável na luta contra a covid-19, o que poderá refrear na necessidade dos bancos centrais injetarem mais estímulos nas economias. Esta perspetiva está a desvanecer a aposta dos investidores no mercado de dívida soberana, que sem servido de porto de abrigo nas últimas semanas marcadas por elevada incerteza com o rumo da pandemia.

10.11.2020

Ouro recupera forças depois de "abandonado"

O ouro, que na última sessão perdeu quase 5%, volta a conquistar os investidores e a pôr-se de pé com uma subida de 1,23% para os 1.886,02 dólares por onça. 

O metal amarelo valoriza numa altura em que os investidores recuperam a cautela, avaliando os riscos que existem de que a vacina da Pfizer acabe por não chegar à comercialização apesar do sucesso avassalador nos testes. Em paralelo, as infeções de coronavírus não deixam os investidores em paz. 

10.11.2020

Petróleo modera-se depois de se catapultar

Depois de terminar a última sessão com ganhos em torno de 8% - que chegaram a superar os 10% - o barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, sobe hoje 0,47% para os 42,62 dólares. O norte-americano West Texas Intermediate avança apenas 0,10% para os 40,33 dólares.

As cotações da matéria-prima moderam as subidas depois de, passado o entusiasmo com os resultados positivos obtidos pela Pfizer nos testes à sua vacina para a covid-19, ter-se instalado a dúvida sobre o futuro desta mesma vacina, que ainda terá de ultrapassar obstáculos relevantes. Desta forma, as perspetivas de aumento de procura por petróleo, decorrentes de uma economia mais vibrante e de um controlo da pandemia, ficam em modo de espera.

10.11.2020

Bolsas põem pé no travão depois de rally a fundo

As bolsas asiáticas ganharam com alguma modéstia depois de, em ambos os lados do Atlântico, os títulos acionistas terem disparado na última sessão, face à notícia de que a Pfizer estaria a ter um sucesso, até agora sem paralelo, com a sua vacina para a covid-19. Na Europa e nos Estados Unidos a tendência já é de alívio nos ganhos.

O japonês Topix teve mais força e subiu 1,1%, mas o australiano S&P/ASX 200 avançou 0,7% e o Hang Seng ficou-se pelos 0,4%. Na Coreia do Sul, os títulos rondaram a linha de água. Já os futuros na Europa e Estados Unidos marcam uma queda de 1,4% para o Euro Stoxx 50 e outra de 1,2% para o norte-americano S&P 500.

Os investidores refreiam os ânimos com a consciência de que ainda existem obstáculos a uma futura comercialização da vacina, apesar dos resultados promissores. "Há questões óbvias acerca da sustentabilidade da vacina – desde a eficácia, à escalabilidade, até aos efeitos secundárias e à distribuição/refrigeração", notam os analistas da Tallbacken Capital Advisors.

Por outro lado, há outras preocupações a pairar sobre os mercados, como é o caso do contínuo aumento de casos de covid-19 – ultrapassaram os 10 milhões nos Estados Unidos, os desafios legais que ainda podem surgir face à eleição de Joe Biden e mesmo a hipótese de que o pacote de estímulos a lançar nos Estados Unidos não seja tão pujante quanto o esperado.

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