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Europa despede-se de 2020 no vermelho. Ouro e petróleo também cedem

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 31 de Dezembro de 2020 às 17:01
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Bolsas preparam final do ano em recordes

As bolsas mundiais preparam-se para fechar o ano em máximos de sempre, depois de a Ásia ter registado mais uma sessão de otimismo.

O MSCI World Index, que reúne ações mundiais, deverá fechar o ano em níveis recorde, mostrando uma subida de cerca de 14% em 2020 depois de ter disparado quase 68% desde os mínimos de março.

O índice chinês CSI 300 tocou um máximo de cinco anos no dia em que o país deu luz verde à primeira vacina para a covid-19 para uso público geral, ao mesmo tempo que novos dados apontam para uma recuperação económica sólida no país. O Compósito de Xangai (CSI300) também subiu, 1,8%, embora o Hang Seng de Hong Kong tenha sido mais contido, nos 0,3%. Austrália contrariou, com uma queda de mais de 1%. Os futuros do S&P500 não mostram tendência definida depois das subidas da sessão anterior, e os volumes são baixos.

Os investidores estão a apostar nos ativos de risco como as ações com a expectativa de que a distribuição alargada da vacina contra a covid-19 vá reanimar o crescimento económico e os lucros, ao mesmo tempo que surgem estímulos sem precedentes.  

No último dia do ano a sessão nas praças europeias será mais curta, com as negociações a terminarem pelas 13h00 (hora de Lisboa).

Dólar renova mínimos de abril de 2018

A moeda norte-americana está a desvalorizar na última sessão do ano, prolongando a tendência negativa registada nos últimos meses, marcados pela aposta dos investidores em ativos de maior risco.

O índice do dólar cede 0,1% e tocou assim no novo mínimo desde abril de 2018. A penalizar a moeda norte-americana, segundo a Bloomberg, está o movimento de recomposição de carteiras, com os investidores a posicionarem-se para 2021, esperando que seja um ano de recuperação económica devido à vacinação da população, e por isso de novo desfavorável para o dólar.

O euro está a recuar 0,02% para 1,2296 dólares. A moeda europeia tocou ontem em máximos de mais de dois anos face ao dólar e em 2020 acumula uma valorização próxima de 10%.

Petróleo termina ano penoso com nota positiva

O petróleo acaba o ano numa nota positiva para a sessão, ao posicionar-se no verde depois de ter sido revelada uma quebra maior do que o esperado nos inventários nos Estados Unidos.

As reservas caíram em 6,1 milhões de barris, cerca do dobro daquilo que era previsto pelos analistas. Estes números aliviam receios de que exista excesso de oferta no mercado quando, em janeiro, o cartel de exportadores volte a subir a produção.

Esta quinta-feira, o barril de Brent – negociado em Londres – soma 0,41% para os 51,55 dólares, subindo pela terceira sessão consecutiva. As perdas desde o início do ano rondam os 22,47%, apesar da recuperação de mais de 200% desde os mínimos de abril.

Ouro prepara melhor ano numa década

O ouro está prestes a fechar o ano com a maior valorização da última década, depois de um ano tumultuoso.

O metal precioso segue com uma quebra ligeira de 0,01% para os 1.894,19 pontos, o que equivale a uma subida em termos anuais de 24,83% - a mais elevada desde 2010. E o metal amarelo não é o único destaque: a "irmã" prata disparou quase 50% em 2020.

 

A procura desenfreada por ouro acontece num ano em que a reserva federal mostrou uma política extremamente acomodatícia, o que tirou a atenção do dólar, um ativo refúgio concorrente.

Europa prepara pior ano desde 2018

As principais praças europeias mostram-se desanimadas no vermelho num ano que deverá terminar com saldo negativo para os mercados no Velho Continente.

O índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx 600, cai 0,3% para os 398,87 pontos, registando a segunda queda consecutiva. Quase todos os setores contidos no índice, exceto um, apresentaram uma tendência negativa. No acumulado do ano, a cor é igualmente o vermelho, que se traduz num recuo de mais de 4% - a maior descida desde 2018.

A Unilever é a empresa que mais contribui para o declínio do índice, com uma descida de 2,2%. Já a British Land teve o maior tropeção, de 3%.

O otimismo em relação à recuperação económica continua a ser abalado pela evolução da covid-19, que está a chegar a mais cidades com a nova estirpe. Hoje a sessão nas praças europeias será mais curta, com as negociações a terminarem pelas 13h00 (hora de Lisboa).

 

Europa termina sessão em queda com otimismo em torno dos estímulos a desvanecer

As principais praças europeias fecharam a segunda sessão consecutiva em queda, num dia mais curto do que o habitual devido à mudança de ano.

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas do "velho continente" - desvalorizou 0,22% para os 399,36 pontos, numa semana marcada pelo entusiasmo em torno dos estímulos nos Estados Unidos, e pela consequente nova deceção.

Isto porque ontem Mitch McConell, líder republicano da Câmara dos Representantes, fez saber que não concordava com a proposta de aumentar o valor dos cheques a serem entregues aos norte-americanos para 2.000 dólares, face aos 600 dólares propostos inicialmente.

Todas as praças europeias terminaram o dia em leve queda, depois de ter desvanecido também o otimismo com a aprovação da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Reino Unido. 

Numa semana de menor liquidez do que é normal, as bolsas terminam o ano com um tom negativo, depois de uma forte recuperação desde os mínimos de março.


E as previsões para a recuperação económica no próximo ano continuam a ser abaladas pela crescente propagação do coronavírus nesta reta final do ano.

Sentimentos mistos em Wall Street

As praças norte-americanas abriram a última sessão do ano em ligeira baixa, com os investidores à espera que os estímulos adicionais à economia e as vacinas contra o coronavírus impulsionem uma forte retoma económica em 2021 mas ainda a digerirem os fortes ganhos bolsistas num ano tumultuoso.

 

O Dow Jones segue a ceder 0,15% para os 30.362,94 pontos. Anteontem fixou um máximo de sempre nos 30.588,79 pontos durante a sessão mas depois fecho a ceder terreno.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avança 0,10% para 3.728,31 pontos. Na negociação intradiária de terça-feira atingiu o valor mais alto da sua história, nos 3.756,12 pontos, antes de terminar o dia no vermelho

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,04% para 12.874,32 pontos. Na jornada de 29 de dezembro estabeleceu um novo máximo histórico, nos 12.973,33 pontos, mas perdeu fôlego no encerramento da sessão.

 

Os novos estímulos à economia e a prossecução do programa de vacinação contra a covid-19 têm estado fomentar nos últimos dias o otimismo junto dos investidores, que esperam uma firme retoma económica em 2021.

 

Além disso, foi divulgada hoje a evolução dos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, e os números estão a agradar ao mercado.

 

As novas solicitações deste apoio estatal diminuíram para 787.000 na semana terminada a 26 de dezembro, quando o consenso de mercado estimava que fossem de 835.000.

 

Ainda assim, os índices do outro lado do Atlântico abriram a sessão com pouco fôlego, numa altura em que os traders digerem este ano tumultuoso nas bolsas – que em Wall Street termina com fortes ganhos.

Ouro sem brilho na última sessão do ano
A incerteza trazida pela crise pandémica refletiu-se nos mercados e levou os investidores a procurarem ativos mais seguros, o que permitiu ao ouro registar, em 2020, o melhor ano da última década.

Ainda assim, na última sessão do ano o metal precioso dourado negociou sem brilho nos mercados internacionais, praticamente inalterado face ao valor registado na quarta-feira.

Esta quinta-feira, o ouro segue agora a apreciar ténues 0,03% para 1.894,96 dólares por onça.
Petróleo recua à espera da OPEP
Petróleo recua à espera da OPEP

As cotações do "ouro negro" estão a caminho de um fecho em baixa na última sessão do ano.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em fevereiro cede 0,9% para 47,96 dólares por barril.

 

Já o contrato de fevereiro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 1% para 51,14 dólares.

 

Os preços do petróleo seguem assim no vermelho, num ano que se salda também negativo: perderam mais de um quinto do seu valor entre janeiro e dezembro, com quedas anuais a rondarem os 22%.

 

Apesar de as vacinas contra a covid-19 trazerem alento, por enquanto há ainda fatores de pressão, como a procura fraca por combustível – numa altura em que as restrições foram apertadas em muitos países – e a perspetiva de mais crude no mercado com o aumento da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (grupo conhecido por OPEP+) em 500.000 barris por dia a partir de janeiro.

 

Os investidores estão já na expectativa da reunião do próximo dia 4 de janeiro da OPEP+, na qual se decidirá o nível de produção de fevereiro.

 

As notícias de que uma nova variante da covid-19 já está também em países como a China e os EUA – depois de ter surgido no Reino Unido – também pesaram na tendência desta última sessão do ano.

 

Numa sondagem mensal da Reuters, os analistas inquiridos disseram não esperar que os preços do crude melhorem significativamente em 2021.

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