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Ao minuto02.03.2021

Euro mais forte, petróleo tímido e ouro em mínimos de oito meses

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

EPA
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02.03.2021

Juros caem na Europa ao som de Daft Punk

Os custos associados às dívidas públicas da generalidade dos países da Zona Euro inverteram a toada de agravamento que se registava esta terça-feira já depois de um membro do Banco Central Europeu ter dado garantias quanto ao papel da autoridade monetária no controlo dos juros da dívida, uma garantia feita a partir de um refrão do agora extinto duo de música eletrónica Daft Punk.

Fabio Panetta, que tem assento na comissão executiva do BCE, defendeu que a instituição liderada por Christine Lagarde, que tem uma reunião agendada para dentro de menos de uma semana para discutir o futuro da política monetária no espaço da moeda única, deve reforçar o programa de compra de ativos através do qual, no contexto da pandemia, tem assegurado a manutenção de juros baixos na Zona Euro.

Panetta sustentou que o BCE não só deve reforçar o programa de compras como esgotar todo o montante previsto no pacote de aquisição de dívida atualmente em vigor.

O italiano tentou ainda transmitir uma mensagem tranquilizadora para os mercados receosos da reflação (subida da inflação acompanhada de retoma económica), garantindo que o recente aumento da inflação, em parte justificado pelo agravamento das "yields", correspondente essencialmente a um fenómeno temporário e não de longo prazo, sobretudo numa fase em que os riscos de curto prazo cresceram devido à demora nos processos de vacinação contra a covid-19 e à imposição de confinamentos em diversos países.

Fabio Panetta resumiu então aquilo que deve ser a ação do BCE recorrendo a um título/refrão de uma faixa conhecida do duo francês de música eletrónica Daft Punk, que recentemente anunciou o fim de uma parceria iniciada no começos dos anos 1990.

"Harder, better, faster, stronger", citou. Numa tradução livre, Panetta disse que o BCE deve agir de forma "mais sólida, melhor, mais rápido e com mais força".

Na sequência destas declarações, a maior parte dos juros que seguiam em alta na área do euro inverteu para a queda. A "yield" associada à dívida pública portuguesa com prazo a 10 anos recua 0,5 pontos base para 0,211%, enquanto as taxas de juro referentes aos títulos soberanos de Espanha e da Alemanha caem respetivamente 0,05 e 1,8 pontos base para 0,317% e para -0,355% na mesma maturidade.

Em sentido oposto, a "yield" relativa às obrigações soberanas da Itália com vencimento a 10 anos avança 1,7 pontos base para 0,673%; no entanto estes títulos apresentam a particularidade de estarem a corrigir face ao forte ciclo de descidas que levaram a taxa de juro transalpina para mínimos de sempre devido à confiança resultante da ida de Mario Draghi para a chefia do governo do país.

02.03.2021

Ouro em mínimos de oito meses com valorização do dólar

Os preços do metal amarelo seguem em terreno negativo, pressionados sobretudo pela robustez da nota verde. Apesar de o dólar estar agora a ceder face ao euro e libra, tem estado bastante forte e a penalizar os ativos negociados nessa moeda.

 

O ouro a pronto (spot) segue a recuar 0,1% para 1.720,96 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro desvalorizam 0,12%, para 1.720,50 dólares por onça.

 

Durante a sessão, as cotações chegaram a tocar em mínimos de mais de oito meses em Londres (ao negociarem nos 1.706,60 dólares, valores de 15 de junho do ano passado), com a firmeza do dólar a ofuscar o impulso que o ouro recebeu ontem do facto de os juros da dívida soberana norte-americana estarem a aliviar.

 

Quando o dólar valoriza, isso diminui a atratividade dos ativos denominados na nota verde, como é o caso do ouro.

 

"O ouro permanece na zona de perigo, com uma longa linha de mínimos decrescentes, certificando o baixo interesse temporário dos investidores neste ativo. A força do dólar está a aumentar a pressão descendente do ouro, um ativo tradicionalmente correlacionado negativamente com o índice do dólar", diz Carlos Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

Além disso, aponta o mesmo analista, "a recuperação dos juros da dívida observada na semana passada tem sido prejudicial para o ouro, já que alguns investidores mudaram parte da sua carteira regressando aos títulos. O cenário permanece fraco com o nível de suporte nos 1.700 dólares – que é crucial para evitar novas quedas acentuadas".

02.03.2021

Petróleo sobe com timidez, à espera da OPEP+

Os preços do petróleo vão continuar sob pressão e o crude pode voltar a valores negativos.

O "ouro negro" está a negociar no verde, mas sem subidas acentuadas, na expectativa da reunião da OPEP+ na quinta-feira.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em abril avança 0,45% para 60,91 dólares.

 

Já o contrato de abril do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, ganha 0,06% para 63,73 dólares.

 

As cotações do petróleo estavam ontem a ganhar terreno, a meio da sessão, impulsionadas pelo otimismo em torno dos programas de vacinação contra a covid-19, do pacote de estímulos pandémicos nos Estados Unidos e da crescente atividade industrial na Europa apesar das restrições decorrentes da pandemia. No entanto, ao final do dia inverteram e terminaram em queda devido aos receios de uma abertura de torneiras por parte dos grandes produtores.

 

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) reúnem-se a 4 de março e, ao contrário do que se esperava inicialmente, são cada vez mais os observadores que consideram que o cartel e os seus parceiros poderão decidir aumentar a oferta em resposta à subida dos preços para níveis acima do período pré-pandémico.

 

Os membros da OPEP+ têm cumprido as suas quotas, o que tem animado os preços.

02.03.2021

Euro e libra ganham terreno ao dólar

A moeda norte-americana segue a perder ligeiramente face ao euro e à libra, pressionada pelos receios de que o plano de estímulos devido à pandemia possa sobreaquecer a maior economia mundial e levar a Reserva Federal a antecipar uma subida das taxas de juro.

A moeda única europeia valorizava 0,17%, para os 1,2069 dólares.

Já a libra esterlina ganhava 0,18%, cotando nos 1,3950 dólares.

A moeda norte-americana desvalorizava igualmente face às divisas japonesa, canadiana, australiana e suíça.

02.03.2021

Wall Street sem tendência após alertas da China sobre mercados

Os três maiores índices de Wall Street abriram a sessão desta terça-feira com tendência indefinida, depois de ontem o S&P 500 ter registado o seu melhor dia desde junho do ano passado, com os investidores animados com a recuperação económica. 

Por esta altura, o Dow Jones avança 0,15% para os 31.852,23 pontos, enquanto que o S&P 500 volta a valorizar 0,07% para os 3.905,98 pontos.

O tecnológico Nasdaq Composite vai recuando 0,04% para os 13.851,35 pontos nestes primeiros minutos de sessão.

Os investidores continuam animados com o plano de estímulos orçamentais de 1,9 biliões de dólares que estará prestes a cair sobre a maior economia do mundo, bem como com o plano de vacinação em curso, depois de ontem ter sido aprovada uma nova vacina contra a covid-19.

O Senado dos Estados Unidos vai começar a debater o pacote de estímulos do presidente esta semana quando os democratas almejarem aprovar a lesgislação com maioria. 

Os investidores estão a avaliar os comentários de ontem da China. O regulador da banca e serviços financeiros chinês mostrou-se preocupado com a bolha especulativa que paira sobre os mercados financeiros na Europa e nos Estados Unidos e sobre o mercado imobiliário no seu país, levando as bolsas asiáticas para o "vermelho", durante a madrugada em Lisboa, e pressionando o início de sessão no "velho continente".

As bolhas nos mercados poderiam rebentar uma vez que os "rallies" a que temos assistido vão contra os fundamentais das respetivas economias e podemos estar perante uma correção "mais cedo ou mais tarde", diz Guo Shuqing, presidente da China Banking and Insurance Regulatory Commission (CBIRC) e secretário de estado do Banco Central.

02.03.2021

Europa em leve queda com medo de uma bolha especulativa

Os principais índices na Europa estão a negociar em leve queda na manhã desta terça-feira, apesar de alguns deles já terem estado a negociar em território positivo, revelando alguma indefinição. Contudo, por esta altura, vão-se fixando globalmente no "vermelho".

Ontem, o regulador da banca e serviços financeiros na China mostrou-se preocupado com a bolha especulativa que paira sobre os mercados financeiros na Europa e nos Estados Unidos e sobre o mercado imobiliário no seu país, levando as bolsas asiáticas para o "vermelho", durante a madrugada em Lisboa, e pressionando o início de sessão no "velho continente".

Como reação, o índice Stoxx 600 - que agrupa as maiores cotadas da Europa - perde 0,2%, com o setor petrolífero a pressionar, numa altura em que os preços do petróleo estão na sua maior sequência de perdas desde o início de outubro do ano passado.

Guo Shuqing, presidente da China Banking and Insurance Regulatory Commission (CBIRC) e secretário de estado do Banco Central, referiu que as bolhas nos mercados poderiam rebentar uma vez que os "rallies" a que temos assistido vão contra os fundamentais das respetivas economias e podemos estar perante uma correção "mais cedo ou mais tarde". 

02.03.2021

Juros da Zona Euro voltam a subir após abrandamento de compras do BCE

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão hoje novamente em alta, seguindo a tendência verificada no continente asiático, na Austrália e nos EUA, com os receios de uma bolha especulativa a gerarem uma corrida a ativos considerados mais seguros como a dívida.

A recente subida das "yields" entre os países no "velho continente" tem gerado preocupação entre os membros do Banco Central Europeu (BCE). Ontem, foi a vez de Francois Villeroy de Galhau, membro do banco central, que disse que "podemos e devemos reagir" contra a subida dos juros. 

Os comentários do líder do Banco de França, uma das vozes mais ouvidas no seio do BCE, sugerem que o banco não irá recuar nem um passo no seu programa de compras de ativos, nem noutros apoios de política monetária.

Contudo, os dados referentes à velocidade de compras de ativos no âmbito do PEPP, o programa que foi criado há um ano para responder à pandemia, mostram um abrandamento no volume de compras semanais, na semana passada. 

Hoje, os juros da Alemanha - que servem de referência para a região - estão a subir 0,5 pontos base para os -0,332%, enquanto que a taxa de referência de Itália avança 2,1 pontos base para os 0,672%.

Por cá, os juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,7 pontos base para os 0,223%.  

02.03.2021

Ouro em mínimos de oito meses

O ouro está a perder terreno pela sexta sessão consecutiva, e a negociar no valor mais baixo dos últimos oito meses.

A pesar no desempenho do metal precioso estão as flutuações nos juros das obrigações soberanas e a subida do dólar, que estão a penalizar a procura por este ativo considerado de refúgio.

Nesta altura, o ouro cai 0,19% para 1.721,86 dólares, depois de já ter tocado nos 1.707,22 dólares, em Londres, o valor mais baixo desde meados de junho do ano passado.

02.03.2021

Euro abaixo dos 1,20 dólares pela primeira vez em três semanas

O euro está a negociar em queda face à divisa dos Estados Unidos pela terceira sessão consecutiva, tendo baixado a marca dos 1,20 dólares pela primeira vez em três semanas.

Nesta altura, a moeda única europeia está a deslizar 0,31% para 1,2012 dólares, mas já chegou a desvalorizar 0,41% para 1,1999 dólares, o valor mais baixo desde 5 de fevereiro.

02.03.2021

Petróleo regista maior ciclo de perdas desde outubro antes de reunião OPEP+

Há um conjunto de razões que estão a levar várias matérias-primas a valoriza    ções. O petróleo é um exemplo.

Os preços do petróleo estão a cair pela quarta sessão consecutiva na manhã desta terça-feira, o que representa a maior sequência de perdas desde o início de outubro do ano passado, em vésperas de mais uma reunião da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados).

Por esta altura, o Brent perde 1,26% para os 62,90 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) escorrega 1,14% para os 59,97 dólares por barril, pondo fim ao "rally" que o preço desta matéria-prima estava a viver no início deste ano.

O cartel petrolífero vai reunir-se na próxima quinta-feira para decidir se vai ou não aliviar os cortes de produção impostos, depois de os preços terem registado o melhor início de ano de sempre, antes desta recente sequência de quedas. 

02.03.2021

Futuros da Europa e dos EUA em queda após China levantar receios com bolha nos mercados

Os futuros das ações na Europa e nos Estados Unidos estão a negociar em queda na pré-abertura de sessão desta terça-feira, apontando para um começo de dia negativo nestas geografias, em linha com aquele que foi o sentimento na sessão asiática.

A China está "muito preocupada" com as bolhas especulativas nos mercados financeiros europeus e norte-americanos, de acordo com Guo Shuqing, presidente da China Banking and Insurance Regulatory Commission, o regulador da banca e dos serviços financeiros chinês.

Durante a madrugada em Lisboa, as ações asiáticas sofreram quedas na sua maioria, com o índice de Xangai a recuar 1,4%, o de Hong Kong a cair 1,2% e o do Japão a perder 0,6%. Na Coreia do Sul, a principal praça conseguiu ganhar 0,7%.

O sentimento de quedas contagiou também a pré-abertura de sessão no ocidente, com os futuros do Euro Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas da região - e os futuros do norte-americano S&P 500 a desvalorizarem 0,3% e 0,4%, respetivamente. 

Olhando para dentro, Guo Shuqing disse ainda que estava preocupado com a saúde do setor imobiliário na China, levantando novos receios sobre um possível futuro aperto na segunda maior economia do mundo.

O foco dos investidores está também no mercado de dívida, com os juros soberanos de vários países no mundo a regressarem às subidas, como é o caso da Austrália, depois de o banco central do país ter optado por manter o programa de compra de ativos inalterado. 

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