Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto09.06.2020

Europa contrai pela segunda sessão com banca a derrapar

Acompanhe o dia nos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 09 de Junho de 2020 às 17:20
  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...
09.06.2020

Ouro ganha com perda de apetite pelo risco

O metal amarelo continua a negociar em alta, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio.

A recente onda de otimismo que se viveu nos mercados travou nesta terça-feira, com os investidores à espera da reunião da Fed e a diminuírem o seu apetite pelo risco, preferindo virar as suas atenções para ativos considerados mais seguros, como é o caso do ouro.

Os intervenientes do mercado procuram assim segurança enquanto esperam pela decisão de política monetária da Reserva Federal norte-americana, que se reúne hoje e amanhã.

"A expectativa é de que a Fed mantenha políticas suaves (‘dovish’ – a pomba, por oposição ao falcão [‘hawkish’]) e que continue a pressionar em baixa as taxas de juro reais, e esse tem sido o maior motor para as compras de ouro nos últimos meses", comentou à Reuters um estratega de matérias-primas na TD Securities, Daniel Ghali.

O ouro a pronto (spot) segue a somar 1,3% para 1.717,33 dólares por onça em Londres, ao passo que os futuros negociados no mercado nova-iorquino (Comex) avançam 1,2% para 1.726,10 dólares.

09.06.2020

Europa contrai pela segunda sessão com banca a derrapar

As principais praças europeias fecharam a sessão de hoje a negociar no vermelho, com o setor da banca a cair mais do que os restantes setores. 

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, recuou 1,22% para os 364,54 pontos.

Entre os setores, a banca destacou-se com uma queda de 3,56%, pressionada principalmente pelos bancos franceses Société Générale e Crédit Agricole que acumulam uma perda superior a 6%. 

O setor automóvel teve também um dos piores desempenhos, ao desvalorizar 2,16%. A Peugeout e a Fiat lideram as quedas no setor com tombos superiores a 4%. 

Os investidores começaram a recuar dos ativos de maior risco e a arrefecer o otimismo, digerindo todos os indicadores económicos desapontadores. Ontem, o Banco Mundial anunciou que esta seria a maior contração económica desde a Segunda Guerra Mundial.

Da Alemanha, os dados não foram também animadores. Ontem, a o instituto de estatística germânico anunciou que a produção industrial contraiu quase 18% em abril - naquela que foi uma das maiores quedas da história num só mês.

Agora, os dados sobre a balança comercial germânica revelam uma queda mensal de 24% no mesmo mês (versus -11,7% em março) nas exportações, bem como uma redução de 16,5% nas importações (contra -5,1% em março). Os analistas do ING, numa nota de "research", intitulam este como o "pior mês da história para a economia alemã".

09.06.2020

Petróleo prossegue queda com fim dos cortes voluntários adicionais no horizonte

As cotações do crude seguem em terreno negativo nos principais mercados internacionais, sobretudo devido ao facto de estarmos no último mês em que vigoram os cortes voluntários adicionais da produção da Arábia Saudita, Koweit e Emirados Árabes Unidos.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a ceder 0,18% para 38,12 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,37% para 40,65 dólares.

Desde 1 de maio que está em vigor um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia (correspondendo a 10% da produção mundial), delineado em abril pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados – o chamado grupo OPEP+ – para ser implementado em maio e junho.

Depois, entre julho e dezembro a redução já seria de apenas 7,7 milhões de barris diários, sendo adicionalmente cortada para 5,8 milhões de barris/dia entre janeiro de 2021 e abril de 2022, de acordo com o plano inicial.

No entanto, no passado sábado, 6 de junho, a OPEP+ acordou prolongar o atual nível de corte da produção (9,7 mil milhões de barris diários) durante o mês de julho. A decisão animou o setor, mas foi sol de pouca dura, pois a partir do próximo mês entrará mais crude no mercado por outra via.

A Arábia Saudita tem vindo, desde finais do ano passado, a implementar um corte superior ao definido no âmbito da OPEP+. Essa redução voluntária adicional visou reforçar este esforço de retirada de crude do mercado no sentido de fazer subir as cotações, mas Riade anunciou ontem que a partir de julho porá fim a este corte complementar e passará a cingir-se à sua quota de produção delineada no acordo OPEP+.

Além dos sauditas, também o Koweit e os Emirados Árabes Unidos se comprometeram com reduções adicionais à sua quota para o mês de junho e ambos já fizeram saber que em julho este corte complementar acabará. Neste momento, o total dos três cortes voluntários ascende a 1,18 milhões de barris por dia.

"Embora o acordo histórico da OPEP+ tenha sido alargado, o corte de produção extra e voluntário por parte de algumas nações do Golfo vai terminar este mês", sublinhou a TD Securities para justificar a perda de ímpeto das cotações do "ouro negro".

09.06.2020

Euro ganha força ao dólar. Libra leva nove sessões a valorizar

No mercado cambial, as duas maiores divisas europeias estão a levar a melhor sobre o dólar norte-americano.

O euro valoriza 0,56% para os 1,1357 dólares, enquanto que a libra reverteu e avança agora 0,02% para os 1,2727 dólares, pela nona sessão consecutiva.

Este é um dos maiores ciclos de ganhos da moeda britânica desta década. 

09.06.2020

Wall Street corrige de máximos de 15 semanas

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram esta terça-feira em terreno negativo, a corrigirem dos máximos de 15 semanas atingidos ontem.

O Dow Jones segue a perder 1,16% para 27.236,64 pontos e o Standard & Poor’s 500 recua 0,92% para 3.02,53 pontos.

Depois de ontem ter conseguido ficar com um saldo anual positivo, a subir 0,05% desde janeiro, o S&P 500 volta assim a ficar vermelho no acumulado do ano – a ceder 0,86%.

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite, que ontem atingiu um máximo histórico nos 9.924,75 pontos, segue a deslizar 0,27% para 9.898,14 pontos.

"Uma vez que o S&P 500 subiu tanto e tão depressa, seriam já de esperar episódios curtos e periódicos de tomada de mais-valias", comentou à CNN um estratega da Charles Schwab, Randy Frederik.

As atenções esttão agora viradas para a Fed e para o rumo da política monetária. O banco central iniciou hoje uma reunião de dois dias e, embora não se esperem mexidas nos juros diretores, os investidores aguardam possíveis pistas de que a Fed acredita que o pior da crise da covid-19 já passou.

09.06.2020

Bolsa nacional reverte e já cai mais de 2%

Apesar de ter registado uma abertura positiva, o índice PSI-20 não tardou em acompanhar as congéneres europeias para território negativo. 

Agora, a praça lisboeta perde 2,12% para os 1.500,68 pontos, com todas as cotadas a negociar "no vermelho".

Os investidores começaram a resfriar o otimismo, dando um passo atrás para digerir todos os indicadores económicos desapontadores. Isto depois de o Banco Mundial ter anunciado ontem que esta seria a maior contração económica desde a Segunda Guerra Mundial.

Da Alemanha, os dados não são animadores. Depois de a produção industrial ter contraído quase 18% em abril - naquela que foi uma das maiores quedas da história num só mês -, agora, os dados sobre a balança comercial germânica revelam uma queda mensal de 24% no mesmo mês (versus -11,7% em março) nas exportações, bem como uma redução de 16,5% nas importações (contra -5,1% em março). Os analistas do ING, numa nota de "research", intitulam este como o "pior mês da história para a economia alemã".

Por cá, as maiores quedas estão a ser registadas pelo setor da pasta e do papel, com a Altri a tombar 5,14% para os 4,242 euros por ação, enquanto que a Navigator cai 3,85% para os 2,298 euros. A Semapa, dona da Navigator e também da cimenteira Secil, perde 4,64% para os 4,84%. 

Também a cair está o BCP, com uma redução de 2,58% para os 11,70 cêntimos por ação e a Galp - que desvaloriza 2,02% para os 11,63 euros. 

A EDP continua a sua viagem por território negativo, com a cotada liderada por António Mexia a cair 0,96%. 

09.06.2020

Europa mais cautelosa trava rally

As principais bolsas europeias movem-se em bloco para o vermelho, depois de terem iniciado a manhã reunidas no verde.

O agregador das 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, desce uns ligeiros 0,06% para os 373,88 pontos, enquanto Madrid, Frankfurt, Londres e Paris resvalam até 0,4%. Lisboa não é exceção, e o PSI-20 inverte os ganhos para contar a quarta sessão de perdas, caindo 0,73% para os 4.564,30 pontos.

O sentimento na Europa é negativo numa altura em que as ações já estão a cotar nos mesmos níveis de antes da pandemia. Contudo, os investidores começam a contrabalançar o recente otimismo com os dados económicos pouco animadores. O Banco Mundial avisou esta segunda-feira que a economia global iria viver a maior contração desde a Segunda Guerra Mundial, reduzindo os salários e aumentando a pobreza.

Na mira dos investidores está agora a reunião da Fed, que termina na quarta-feira, e na qual é esperado que o banco central norte-americano deixe a taxa de juro diretora acima de zero. No mesmo dia, a OCDE publica as respetivas previsões económicas bianuais. Na quinta-feira, é a vez de os responsáveis das Finanças da Zona Euro decidirem acerca do pacote de recuperação do Velho Continente.

09.06.2020

Juros da dívida portuguesa avançam

As obrigações soberanas dos países do sul estão em queda, corrigindo parte do avanço conseguido nas últimas sessões, com os investidores a apostarem na dívida alemã numa sessão marcada pelo regresso aos ativos de refúgio.

A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos avança 2,7 pontos base para 0,54%, permanecendo abaixo da taxa dos títulos espanhóis com a mesma maturidade (+3,8 pontos base para 0,58%). Já a yield das bunds alemãs a 10 anos cede 0,9 pontos base para -0,33%.

09.06.2020

Dólar recupera de maior série de quedas da década

O dólar está a subir pela primeira vez em dez sessões, recuperando assim da série mais prolongada de quedas da última década. A moeda norte-americana tem sido penalizada pela aposta dos investidores em ativos de maior risco, mas esta terça-feira beneficia do movimento contrário, numa sessão em que assiste a uma correção nos mercados acionistas que aliviam do rally recente.

O índice do dólar ganha 0,2% e o euro desce 0,27% para 1,1264 dólares.

A Reserva Federal dos Estados Unidos, liderada por Jerome Powell, inicia hoje a sua reunião de política monetária e que se prolonga na quarta-feira. A expectativa é de que a taxa diretora se mantenha num intervalo entre 0% e 0,25%. Powell poderá deixar indicações sobre outras medidas de apoio.

09.06.2020

Queda da oferta nos Estados Unidos sustenta petróleo

O petróleo segue a ganhar apesar de o maior exportador, a Arábia Saudita, ter dito que pretende cessar os cortes voluntários de produção no fim do mês. A contrariar as más notícias está a expectativa de que as reservas nos Estados Unidos tenham voltado a cair.

O barril de Brent, referência para a Europa e negociado em Londres, avança 0,76% para os 41,11 dólares. Paralelamente, o nova-iorquino West Texas Intermediate soma 1,10% para os 38,61 dólares. Isto, depois de na última sessão terem quebrado um ciclo de ganhos e terem perdido cerca de 3,5%.

A Arábia Saudita afirmou que os cortes adicionais à produção, de cerca de 1,2 milhões de barris por dia, só teriam efeito em junho, respeitando o inicialmente planeado. Contudo, os investidores esperam que as reservas de petróleo nos Estados Unidos mostrem a quarta queda em cinco semanas.

09.06.2020

Bolsas sem rumo enquanto pesam o rally

As bolsas tomaram e tomam direções diferentes desde os Estados Unidos à Ásia, numa altura em que os investidores fazem um balanço das recentes subidas a pique e se questionam sobre a sustentação das mesmas, tendo em conta os fracos indicadores económicos.

Os futuros do norte-americano S&P500 desceram depois de este índice ter tocado um máximo de 15 semanas – já subiu 45% desde os mínimos de março e está já em terreno positivo desde o início do ano. Os contratos de futuros na Europa estão a apontar para subidas.


Na Ásia, as ações australianas dispararam depois de um feriado e Hong Kong avançou no mesmo sentido. Já no Japão os títulos caíram, acompanhados pelos coreanos, após notícias de que a Coreia do Norte vai cessar todo o contacto com a Coreia do Sul.

As ações globais encontram-se agora de novo em níveis de fevereiro, quando o coronavírus começou a espalhar-se rapidamente fora da China. Ainda assim, o Banco Mundial já veio avisar que a economia mundial vai contrair um máximo desde a Segunda Guerra Mundial este ano.

"Há muitos fatores desconhecidos com os quais estamos a lidar apesar do facto de que a normalização das atividades económicas estarem a decorrer; há muitos fatores desconhecidos que temos de descontar", defende a Value Partners, citada pela Bloomberg.

Numa nota mais positiva, a Reserva Federal deu um novo impulso à economia ao expandir o programa de empréstimos, de forma a abranger mais empresas e a aliviar o fardo dos bancos. Isto, antes da reunião que se realiza na quarta-feira.

Ver comentários
Saber mais Estados Unidos Ásia economia negócios e finanças economia (geral) macroeconomia
Outras Notícias