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Europa descola para máximos com ajuda da Airbus. Juros e petróleo sobem

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 27 de Maio de 2021 às 18:08
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27.05.2021

Europa em recordes com impulso da Airbus

As bolsas europeias encerraram em terreno misto, com o índice de referência da região a sobressair nos ganhos ao marcar um recorde de fecho - animado sobretudo pelos setores cíclicos, que subiram na sequência dos bons dados económicos provenientes dos EUA e com os sinais de que as fabricantes automóveis estão preparadas para lidar com a escassez de microchips.

 

O Stoxx 600 encerrou a somar 0,24%, para 446,31 pontos, o que constituiu um recorde de fecho. Durante a sessão chegou a negociar nos 447,86 pontos, um máximo de sempre.

 

Os setores cíclicos tiveram o melhor desempenho, liderados pelos títulos mineiros (+3%), que foram sustentados pelo aumento dos preços dos metais de base e por informações sobre um maior investimento dos EUA nas infraestruturas. Os investidores estão a apostar que os estímulos económicos irão fomentar uma maior procura por metais e matérias-primas.

 

Em destaque, pela positiva, estiveram também outros setores cíclicos, como a banca (+2%) e as fabricantes automóveis (+1,7%).

 

Os títulos cíclicos, como os financeiros, industriais e da energia, são sempre beneficiados com a expectativa de retoma económica.

 

Uma das cotadas que mais sobressaiu foi a construtora aeronáutica francesa Airbus, que disparou mais de 9% depois de delinear metas ambiciosas para aumentar a produção de aviões numa altura em que recupera dos efeitos da pandemia.

 

Pela negativa, destaque para os setores defensivos, como as utilities (água, luz, gás), que cederam 1%, e os cuidados de saúde (-0,8%) – este último penalizado sobretudo pela Bayer, depois de um juiz norte-americano rejeitar a sua proposta para solucionar futuras queixas relacionadas com o seu herbicida Roundup.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cedeu terreno devido à Bayer, a perder 0,3%, e também o britânico FTSE 100 recuou – com uma descida marginal de 0,2%. O espanhol IBEX 35, por seu lado, deslizou 0,12%.

 

A acompanhar os ganhos do índice de referência Stoxx 600 esteve o francês CAC-40, que valorizou 0,7%, e o italiano FTSEMIB, a avançar 1,1%.

 

"Os mercados abriram com sentimento misto esta quinta-feira, com os ganhos de Estocolmo contrabalançados pelas perdas de Frankfurt, devido à postura cautelosa dos investidores num dia de publicações de dados macro", referiu Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.

 

 "Os operadores de mercado sabem que as políticas monetárias terão eventualmente de ser mais restritivas, e, por isso, monitorizam cautelosamente a publicação de dados macro para avaliarem a velocidade a que os bancos centrais reduzirão o seu otimismo", acrescentou.

 

Simultaneamente, sublinhou Veyret, "os investidores prestam atenção à primeira ronda de negociações comerciais entre Washington e Pequim desde a eleição do presidente Biden". "Para as próximas semanas e meses, a expectativa é a de que a inflação continue a ser o principal impulsionador do mercado, mas uma evolução da relação entre as duas maiores economias do mundo também poderá impactar os mercados de ações", frisou.

 

27.05.2021

Juros sobem na Zona Euro

Os juros da dívida soberana na Zona Euro seguem generalizadamente em alta esta quinta-feira, ainda em reação aos comentários da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que sinalizou que estaria na altura de começar a traçar um plano de retirada de estímulos, caso a economia continue a a dar sinais de recuperação.

Hoje foi dia de conhecer dados sobre o emprego nos EUA: os novos pedidos de subsídios de desemprego baixaram para os 406.000 na semana passada, o número mais baixo desde há um ano.

Os juros da dívida alemã a dez anos - que serve de referência para o bloco do euro - seguem a subir 0,5 pontos base para os -0,174%, ao passo que os juros de Itália com a mesma maturidade se agravam em 1 ponto base para os 0,94%.

Já no caso dos juros de Portugal, avançam 0,2 pontos base, para os 0,477%.

confinamentos, os investidores continuam a privilegiar ativos mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas – e a maior aposta na dívida faz descer os juros, cenário que hoje se verifica de novo na generalidade da Europa.

 

Os juros sobem numa altura em que os investidores mostram maior apetite pelo risco, devido à retoma económica, e privilegiam ativos como as ações em detrimento das obrigações - e a menor aposta na dívida faz descer os juros.

27.05.2021

Euro cede ligeiramente face ao dólar e kiwi sobe

O euro segue a perder algum terreno face ao dólar enquanto os investidores prestam atenção aos juros da dívida soberana dos Estados Unidos, que hoje voltaram a descer.

A moeda única europeia cede muito ligeiramente, com um deslize de 0,02% face à nota verde, para 1,2190 dólares.

Os analistas não notam uma razão particular para o comportamento do preço das divisas, mas salientam que o olhar dos investidores está nos juros das obrigações do Tesouro dos EUA, que continuam a recuar.

Entretanto, no resto do mundo, destaque para o kiwi (dólar neozelandês) que continua a encurtar a distância para o dólar americano. 

O kiwi segue esta quinta-feira a valer 0,73 dólares. 

Ricardo Evangelista, analista sénior da ActivTrade, explica que o dólar neozelandês "subiu mais de 1% desde a publicação da declaração de política do Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ), que projeta um aumento nas taxas de juros já em setembro de 2022".

Isto fez do RBNZ "o primeiro grande banco central a quebrar a regra, admitindo que a aceleração repentina da atividade económica pode desencadear pressões inflacionistas que são mais do que transitórias e exigem uma redução gradual da atual política monetária expansionista". 

O analista prevê ainda que moeda moeda possa continuar a valorizar no futuro.

27.05.2021

Petróleo sobe com perspetiva de retoma económica

O "ouro negro" segue em alta, ainda a ser sustentado pelas menores reservas norte-americanas de crude e pelas perspetivas de défice da oferta perante o esperado aumento da procura com a recuperação das economias.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a ganhar 0,60% para 66,61 dólares por barril.

 

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 0,33% para 69,10 dólares.

 

A contribuir para o otimisto está a redução dos inventários norte-americanos de crude, que caíram 1,66 milhões de barris na semana passada.

 

Além disso, a perspetiva de retoma económica deixa prever um aumento da procura por combustível, mais expressivo no segundo semestre, pelo que a oferta não atenderá a esse consumo esperado – mesmo com a abertura de torneiras por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (onde se inclui a Rússia), o chamado grupo OPEP+, que vai colocar mais 2,1 milhões de barris por dia no mercado a partir de julho, reduzindo os seus cortes de oferta para 5,8 milhões de barris.

27.05.2021

Ouro estabiliza perto de máximos de 4 meses

O preço do ouro segue a ceder algum terreno, mas estabilizado em torno de máximos de quatro meses, depois de na quarta-feira ter chegado a ultrapassar a barreira psicológica dos 1.900 dólares por onça.

Uma onça de ouro vale esta quinta-feira 1.892,13 dólares, com o metal precioso a desvalorizar 0,24%, numa altura em que na Fed se fala na possibilidade de começar a reduzir o programa de compra de ativos que tem ajudado à estabilização dos mercados financeiros.

Randal Quarles, membro da Reserva Federal norte-americana, ressaltou a importância de o banco central  "começar a discutir, nos próximos meses, planos para reduzir a compra de ativos no caso da economia continuar a crescer" à medida que as preocupações com a pandemia se vão desvanecendo. 

Não é o primeiro membro da Fed a aludir a uma potencial retirada gradual [tapering] do programa de estímulos.

27.05.2021

Wall Street animado com pedidos de subsídio no nível mais baixo em pandemia

Dois dos três maiores índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira a negociar em alta, depois de os números referentes ao emprego, divulgados hoje, terem sido melhores do que o previsto, nos Estados Unidos.

Por esta altura, só o tecnológico Nasdaq Composite vai perdendo força (-0,13%), contrastando com os ganhos que quer o Dow Jones (0,74%), quer o S&P 500 (0,32%) vão totalizando.

O mercado laboral nos EUA está prestes a regressar aos níveis pré-apndemia, depois de os pedidos de subsídio de desemprego na maior economia do mundo terem caído para os 406 mil, na semana passada, de acordo com o departamento do Trabalho.

Apesar de o número estar ainda acima dos valores pré-pandemia, foi o montante mais próximo dessa altura que este indicador teve, caindo dos 444 mil na semana anterior. 

Ainda assim, os receios com a inflação persistem, levando de arrasto os juros do Tesouro nos EUA, que vão subindo novamente para acima dos 1,6% (na maturidade de referência, a dez anos). E graças a estas preocupações, o único setor penalizado hoje é o de tecnologia.

O otimismo que se vive nas outras praças de Wall Street surge também depois de o presidente do país, Joe Biden, ter anunciado que iria propor um reforço de 6 biliões de dólares nos gastos em infrastruturas.

 

27.05.2021

Europa dá passos de bébé para máximos históricos

As ações europeias abriram a negociar de forma ligeiramente positiva, mas o suficiente para renovar novos máximos históricos, numa altura em que os investidores se tentam posicionar para avaliarem o encontro entre os EUA e a China, bem como os comentários da Fed sobre a retirada de estímulos.

O Stoxx 600 - que serve de referência para a região - está a subir 0,03% para os 445,36 pontos, apoiado pelo setor que reúne as maiores empresas de extração de minério.

Com as preocupações sobre a eventual escalada da inflação e um fim antecipado das medidas de estímulo monetário, que serviram de amparo para o progresso europeu na retoma da economia, as ações no "velho continente" estão a caminho do segundo mês seguido com ganhos abaixo dos 2%. 

Pequim e Washington tiveram a primeira conversa sobre questões comerciais desde que Joe Biden é presidente dos EUA, via chamada telefónica, para dar seguimento às negociações entre ambas as geografias. Contudo, deste primeiro contacto não terão saído grandes mudanças, pelo que ambos os lados continuarão a negociar nos próximos tempos.

Para além do lado comercial, os investidores olham para os comentários de Randal Quarles, vice-presidente da Reserva Federal dos EUA, com algum receio. Quarles disse que será importante o banco começar a discutir uma redução massiva de compra de dívida, face aos níveis atuais, caso a economia continue a recuperar com força.

27.05.2021

Juros na Zona Euro voltam a subir após comentários da Fed

Os juros da dívida soberana dos 19 países que compõe a Zona Euro estão a subir na manhã desta quinta-feira, como reação aos comentários da Reserva Federal dos Estados Unidos, que disse que estaria na altura de começar a desenhar um plano de retirada de estímulos, caso a economia continue a recuperar desta forma. 

Assim sendo, os juros da dívida alemã a dez anos - que serve de referência para o bloco - estão a subir 0,9 pontos base para os -0,198%, ao passo que os juros de Itália com a mesma maturidade estão a subir 0,8 pontos base para os 0,927%.

Na Península Ibérica, tanto a "yield" portuguesa como a espanhola estão a subir 0,6 pontos base, convergindo nos 0,45%.

27.05.2021

Yuan chinês em máximos de cinco anos. Euro em leve alta face ao dólar

O grande destaque no mercado cambial continua a ser o yuan da China, que neste momento está a negociar em máximos desde março de 2016, contra um cesto de moedas rivais, com o Banco Popular chinês a mostrar-se confortável com esta apreciação.

Contra o rival dólar norte-americano, a divisa de Pequim está a apreciar 0,2% para os 6,379 dólares.

Na Europa, a moeda única do bloco central está a apreciar 0,01% para os 1,2193 dólares.

27.05.2021

Ouro em máximos de quatro meses com bancos centrais em foco

O ouro mantém-se ligeiramente positivo na sessão desta quinta-feira, pairando sobre máximos de quatro meses, numa altura em que os investidores estão a tentar prever qual será a política adotada pelos bancos centrais no pós-pandemia.

Por esta altura, o metal precioso avança 0,11% para os 1.898,82 dólares por onça, depois de o vice-presidente da Fed, Randal Quarles, ter dito que era importante que o banco central norte-americano começasse a desenhar um plano de retirada de estímulos, caso a economia continuasse a recuperar com força.

27.05.2021

Petróleo cai com medo de excesso de produção com entrada do Irão

Os preços do petróleo estão a cair na sessão desta quinta-feira, espelhando o medo dos investidores sobre o regresso do Irão à produção em massa, algo que pode inundar o mercado petrolífero e baixar os preços da matéria-prima. 

O Brent, que serve de referência para Portugal, perde 0,62% para os 68,44 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) encolhe 0,56% para os 65,83 dólares por barril, depois de ter subido quase 7% nas últimas quatro sessões. 

As negociações entre o Irão e as maiores potências petrolíferas em todo o mundo continuam em Viena, na Áustria, numa tentativa de reativar o acordo nuclear.

27.05.2021

Futuros tépidos com primeiro encontro entre EUA e China a captar atenções

Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a negociar praticamente inalterados nesta pré-abertura de sessão, depois de uma noite em que as bolsas no continente asiático perderam algum fôlego, numa altura em que China e EUA reataram as negociações comerciais.

O contrato de futuros do Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas na região - está a perder 0,1%, em linha com o que sucede com os futuros do norte-americano S&P 500. Durante a madrugada em Lisboa, os índices do Japão, da Coreia do Sul e de Hong Kong caíram entre 0,1% e 0,6%, ao passo que a bolsa de Xangai, em Pequim, conseguiu subir 0,2%.

Pequim e Washington tiveram a primeira conversa sobre questões comerciais desde que Joe Biden é presidente dos EUA, via chamada telefónica, para dar seguimento às negociações entre ambas as geografias.

Esta primeira conversa terá sido "cândida", asseguraram os representantes de ambas os lados, Katherine Kai (departmaneto do comércio dos EUA) e Liu He (vice-presidente chinês) depois de a Casa Branca ter dito que os EUA estavam a entrar num período de grande competição com a China. 

Em foco continua a pressão da subida de preços, que pode afetar a política monetária dos bancos centrais, levando-os a retirar parte dos seus estímulos. O banco central da Nova Zelândia seguiu os passos do do Canadá, referindo que iria aumentar as taxas de juro a partir do próximo ano. 

Randal Quarles, o vice-presidente da Reserva Federal dos EUA, disse que será importante o banco começar a discutir uma redução massiva de compra de dívida, face aos níveis atuais, caso a economia continue a recuperar com força.

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