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Europa mista com Lisboa em alta. Ouro e petróleo avançam

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Os novos números da pandemia foram bem recebidos pelos investidores.
Andy Rain/EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 04 de Agosto de 2020 às 17:14
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Futuros da Europa na linha de água após máximos em Wall Street
Os futuros da Europa e dos Estados Unidos estão a negociar sem uma tendência definida, depois dos máximos históricos renovados ontem em Wall Street, à boleia das possíveis fusões no setor da tecnologia, com as tensões sino-americanas como pano de fundo.

Por esta altura, o Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores cotadas da Europa - cai 0,1%, enquanto que os futuros do norte-americano S&P 500 seguem inalterados, apontando para um início de sessão indefinido. Durante a madrugada em Lisboa, as principais bolsas asiáticas valorizaram. 

No Japão, o índice principal valorizou 1,5%, na Coreia do Sul avançou 1,1% e em Hong Kong ganhou 0,7%. Na China, a bolsa de Xangai fechou na linha de água. 

Ontem, o tecnológico Nasdaq Composite renovou novamente um máximo histórico, animado com a perspetiva de novas fusões e aquisições, nomeadamente a compra das operações da ‘app’ chinesa TikTok nos EUA pela Microsoft.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o TikTok será banido do país até 15 de setembro, a não ser que seja vendida a uma empresa norte-americana.
Europa animada com máximos de Wall Street. Resultados em foco
As principais praças europeias abriram a sessão desta terça-feira a negociar em alta, com o índice Stoxx 600 a ganhar 0,65% para os 4.376,20 pontos, acompanhando os ganhos em Wall Street que levaram o tecnológico Nasdaq Composite a novos máximos históricos.

Os avanços nos setores automóvel e da banca estão a impulsionar todo o espectro europeu, com as principais bolsas a oscilarem entre uma leve queda em Londres e um ganho de 1% em Madrid, uma capital onde a preponderância do setor da banca é muito forte.

A dar força estão as notícias vindas do outro lado do Atlântico. Ontem, o líder da Casa Branca, Donald Trump, anunciou que iria expulsar a aplicação chinesa TikTok do território norte-americano até ao dia 15 de setembro, a menos que seja adquirida por alguma empresa dos Estados Unidos.

A gigante tecnológica Microsoft andava de olho na rede social detida pela ByteDance já desde o final da semana passada e agora é provável que faça um esforço extra para concretizar a sua aquisição. No entanto, meios de comunicação da China disseram que o governo de Pequim não iria aceitar vender a sua nova joia das redes sociais.

De acordo com o China Daily, Xi poderá responder de forma veemente a Trump caso a venda da rede social seja forçada.

Em foco estão ainda os resultados empresariais, com a petrolífera BP a destacar-se nesta manhã, depois de ter anunciado um corte dos dividendos pela primeira vez numa década.
Petróleo continua em queda com aumento de produção
Os preços do petróleo seguem em queda na sessão desta terça-feira, numa altura em que os maiores produtores da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) começam a abrir mão dos cortes de produção históricos alcançados em abril deste ano. 

No total, espera-se que em agosto se produzam mais 1,5 milhões de barris por dia, uma vez que os países que compõem o cartel petrolífero consideraram que dada a ligeira retoma económica, era hora de voltar a aumentar a produção.

Com isto, os preços do petróleo Brent - que serve de referência para Portugal - perdem 0,48% para os 43,94 dólares por barril e o crude dos Estados Unidos desvaloriza 0,44% para os 40,83 dólares por barril. 

 
Euro e libra voltam a ganhar terreno face ao dólar
As duas maiores divisas da Europa seguem hoje a valorizar face à rival norte-americana, dando continuidade ao "rally" das últimas semanas. 

O euro avança 0,30% para os 1,1796 dólares, enquanto que a libra sobe 0,21% para os 1,3102 dólares.
Juros da periferia recuam, contrariando "yield" alemã
Juros da periferia recuam, contrariando 'yield' alemã
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro seguem tendências díspares nesta manhã, com a "yield" germânica a divergir dos países do sul da Europa. 

A taxa de referência na Alemanha sobe 0,3 pontos base para os -0,522%, enquanto que os juros de Itália perdem 1,6 pontos base para os 0,989%, alargando o "spread" entre ambos - um fator que mede o risco no mercado de dívida no "velho continente".

Na Península Ibérica, os juros de Portugal continuam acima dos de Espanha, nos 0,328%, apesar da queda de 1 ponto base registada hoje.  
Ouro recua de máximos históricos
O ouro está a aliviar dos máximos históricos renovados na sessão de ontem, com os indicadores económicos positivos nos Estados Unidos a afastarem os investidores dos ativos de menor risco, como o metal precioso. 

Na maior economia do mundo, o índice da indústria transformadora em julho conheceu a maior subida desde março deste ano, numa altura em que mais fábricas reabriram e receberam um maior número de encomendas.

Sendo assim, o ouro segue a recuar 0,02% para os 1.976,63 dólares por onça.
Europa volta a ceder a resultados empresariais desapontantes

As bolsas europeias terminam a sessão divididas entre o verde e o vermelho. A puxar para terreno positivo está a possibilidade de a administração da Casa Branca avançar com um novo pacote de estímulos à economia, já que o Congresso tem pressionado nesse sentido, embora exista um certo efeito de contrarrelógio, já que o Senado faz as malas para férias já na próxima semana.

Contudo, o mundo empresarial não dá tão bons sinais, o que faz os investidores hesitarem. Nos Estados Unidos, a American International declarou prejuízos de 7,9 mil milhões de dólares. Na Europa, a Diageo preocupou depois de não ter apresentado guidance para 2021.

Além das empresas, a preocupação com a pandemia mantém-se, já que o número de casos continua a aumentar. Na Alemanha, por exemplo, já se descreve os últimos números dos infetados como uma segunda vaga.

Neste cenário, o índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, decide-se pelo vermelho, com uma desvalorização de 0,15% para os 363,11 pontos. Este índice acomoda-se de novo em terreno negativo depois de ter apenas subido ao verde em duas das últimas sete sessões.

Em sintonia está o alemão DAX, que resvala perto de 0,4%, mas Paris, Amesterdão e Madrid seguram-se no verde.

Melhoria da atividade industrial e fraqueza do dólar animam petróleo
Melhoria da atividade industrial e fraqueza do dólar animam petróleo

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno positivo nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro ganha 1,05% para 41,44 dólares por barril.

 

Já o contrato de outubro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,25% para 44,26 dólares.

 

Os preços estão hoje a subir com menos ímpeto do que ontem, uma vez que o aumento dos casos de coronavírus em muitas regiões do mundo continua a suscitar receios quanto à retoma da procura de combustível.

 

"As notícias provenientes da Ásia e Europa estão a contribuir para os receios de que o coronavírus esteja a propagar-se numa segunda vaga mundial, não apenas nos EUA e Brasil", comentou à Reuters uma analista da Rystad Energy, Paola Rodriguez Masiu.

 

E isto numa altura em que os principais produtores de petróleo já estão a colocar mais crude no mercado – já que os membros da OPEP+ acordaram em reduzir o seu esforço de corte da produção a partir de 1 de agosto.

 

A ajudar à subida de hoje no mercado do crude está a depreciação do dólar. O petróleo é denominado em dólares, pelo que fica mais atrativo quando a moeda norte-americana se debilita.

 

Também os dados da atividade industrial na Ásia, Europa e Estados Unidos, que foram divulgados ontem e saíram melhores do que o esperado, estão a contribuir para manter a matéria-prima no verde.

Ouro bate mais um recorde

O ouro voltou a alcançar um novo máximo histórico, abrilhantado pela perspetiva de que o Governo norte-americano lance mais estímulos à economia.

O metal amarelo voltou à maré verde na qual se tem banhado desde o início de julho. Desde esse mês que o ouro só visitou quatro vezes o vermelho. Esta terça-feira, 4 de agosto, o ouro chegou aos 1.996,68 dólares, na sequência de uma subida de 1%, marcando desta forma um novo nível historicamente alto.

"Isto ajuda as ações e o ouro" comenta um analista da BMO Capital Markets, em declarações à Bloomberg. "Significa que o Tesouro vai emprestar biliões de dólares adicionais que qualquer dia teremos de pagar de volta".

Euro e dólar em braço-de-ferro renhido

O euro está a ganhar, embora com alguma dificuldade, ao dólar norte-americano.

A divisa europeia soma 0,03% para os 1,1766 dólares. No radar dos investidores está a negociação de um novo pacote de estímulos que poderá ser lançado ainda esta semana nos Estados Unidos, mas está em contrarrelógio, uma vez que encontra na sexta-feira o prazo máximo: depois, o Senado vai de férias.

Juros aliviam na Europa

Apesar de a maioria das bolsas estar a ganhar terreno, os investidores continuam a privilegiar ativos mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas – e a maior aposta na dívida faz descer os juros, cenário que hoje se verifica de novo na Europa.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos caem 4,7 pontos base para 0,291%, ao passo que em Itália, na mesma maturidade, aliviam 6 pontos base para 0,945%. Em Espanha recuam 5,2 pontos base para 0,280%.

 

Por seu lado, as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, cedem 2,9 pontos base para -0,554%.

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