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Ao minuto29.03.2021

Wall Street derrapa por colapso de fundo enquanto Europa resiste. Euro na maior queda mensal desde 2019

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

EPA
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Março de 2021 às 17:11
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29.03.2021

Europa sobe a olhar mais para navio desencalhado do que para naufrágio do Archegos

As praças europeias resistiram ao primeiro embate após o colapso do "family office" Archegos, que sexta-feira realizou vendas em bloco em Wall Street.

O pan-europeu EuroStoxx 600 ganhou 0,2%, impulsionado pelas subidas nos setores mais defensivos, como as utilities, cuidados de saúde e retalho alimentar. Os ganhos das cotadas destes setores mais do que compensaram as perdas do setor financeiro, pressionado pela exposição do Credit Suisse ao colapso do Archegos.

A aliviar o impacto da derrocada do "family office" estiveram as notícias de que o navio que estava a bloquear o Canal do Suez já foi desencalhado, o que permitirá a retoma gradual do comércio internacional por aquela via.

Entre as principais praças europeias, o alemão Dax avançou 0,47%, o parisiense Cac-40 ganhou 0,45% e a bolsa de Milão subiu 0,12%. Já o londrino FTSE cedeu 0,07%, tal como o espanhol Ibex-35.

Por cá, o PSI-20 avançou 0,57%.

29.03.2021

Ouro recua com firmeza do dólar e subida dos juros da dívida

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

Os preços do metal amarelo estão a negociar em baixa, a caírem mais de 1%, pressionados pela firmeza demonstrada pelo dólar – o que retira atratividade aos ativos denominados na nota verde para quem negoceia noutras moedas – e pela subida dos juros da dívida pública nos EUA.

 

O ouro a pronto (spot) segue a perder 1,3% para 1.708,79 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro desvalorizam 1,5%, para 1.706 dólares por onça.

 

As cotações seguem assim em mínimos de mais de duas semanas, com a robustez do dólar e o agravamento dos juros das obrigações do Tesouro a 10 anos nos EUA a diminuírem a sua atratividade enquanto valor-refúgio.

 

A rápida retoma económica nos EUA, com os números da população vacinada a aumentarem, são fatores que também ajudam a que os investidores não procurem tanto os ativos seguros, ficando menos avessos ao risco e apostando mais no mercado acionista.

 

A subida dos juros da dívida também desafia o estatuto do ouro enquanto cobertura contra a inflação, uma vez que aumenta o custo de oportunidade de deter ouro sem remuneração de juros.

29.03.2021

Ever Given já flutua e petróleo reage em queda

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

O "ouro negro" segue a ceder terreno, depois do desimpedimento do Canal do Suez, que estava desde a passada terça-feira "entupido" devido ao facto de um navio porta-contentores, o Ever Given, ter encalhado, ficando atravessado naquela importante via marítima e impedindo a passagem de embarcações em ambas as direções.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em maio cede 0,9% para 60,42 dólares.

 

Já o contrato de maio do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 1,04% para 63,90 dólares.

 

A operação no Canal do Suez foi bem sucedida e o Ever Given já flutua, o que está a pressionar os preços – que tinham subido na semana passada devido precisamente a este congestionamento do Canal do Suez, uma importante via de escoamento de petróleo.

 

Apesar de o canal já estar desimpedido, as perturbações na indústria global do transporte marítimo poderão levar semanas – e até meses – a ficarem resolvidas, referem as principais empresas de contentores, citadas pela Reuters.

 

Com tantas embarcações a prosseguirem caminho ao mesmo tempo, será de prever tempos de espera mais longos nos seus portos de destino.

 

"O bloqueio do Suez parece que será resolvido a curto prazo, o que é uma notícia positiva para a maioria dos ativos financeiros, mas não para o petróleo. Como resultado, o barril começou a nova semana a vermelho, uma vez que os investidores já estão menos preocupados com a oferta", refere Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"O foco muda agora para a reunião da OPEP, que deve dar mais informações aos investidores sobre os cortes de produção nos próximos meses", acrescenta.

 

Segundo o analista, "do ponto de vista técnico, o cenário mantém-se incerto. Após a longa tendência de alta dos últimos 10 meses, o preço está a consolidar-se e novos impulsionadores de mercado vão ser necessários para levar a futuras altas".

29.03.2021

Juros sobem pelo segundo dia na Zona Euro

Os juros das dívidas públicas transacionam em alta pela segunda sessão na área da moeda única.

Este agravamento surge numa altura em que os investidores voltam a apostar em ativos considerados de maior risco, designadamente com a aposta a longo prazo de futuros.

Assim, as taxas de juro associadas à dívida portuguesa e italiana com maturidade a 10 anos sobe 2,5 pontos base para 0,193% e para 0,641%, respetivamente.

Também a "yield" correspondente aos títulos soberanos espanhóis com o mesmo prazo agrava-se 2,7 pontos base para 0,310%, enquanto a taxa de juro de referência para a Zona Euro (dívida alemã) avança 3 pontos base para -0,319%.

As quatro "yields" agravam-se pela segunda sessão consecutiva.

29.03.2021

Libra em máximos de 13 meses contra o euro

A moeda britânica está a valorizar contra o euro para transacionar em máximos do final de fevereiro de 2020 contra a divisa europeia.

A subida da libra, que segue em queda face ao dólar, relativamente ao euro continua a ser apoiada pelo maior sucesso alcançado pelo Reino Unido no respetivo processo de vacinação, que compara com a maior demora observada ao nível da União Europeia.

Por sua vez, o euro cai 0,25% para 1,1765 dólares, enquanto o dólar negoceia em alta contra um cabaz composto por 10 divisas de economias desenvolvidas e emergentes.

29.03.2021

Wall Street cai com banca a ser pressionada por colapso de fundo de investimento

Os três maiores índices de Wall Street estão a cair na sessão desta segunda-feira, ainda abalados com a venda de um bloco de 20 mil milhões de dólares em ações por parte do fundo Archegos Capital na sexta-feira.

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,17% para os 33.009,08 pontos e o S&P 500 recua 0,27% para os 3.963,10 pontos. O Nasdaq Composite, que tem sido o mais afetado dos três neste início de ano, perde 0,37% para os 13.089,27 pontos. 

O setor da banca está a ser o mais prejudicado, à imagem do que acontece na Europa e no Japão, durante a madrugada em Lisboa. O Credit Suisse e o Nomura estão a ser fortemente penalizados em bolsa depois de terem comunicado ao mercado que estão expostos ao Archegos Capital Management, um "family investment office" que entrou em colapso. 

Nos Estados Unidos, também o Morgan Stanley cai 5% depois de o Financial Times ter mostrado que o banco vendeu milhares de milhões de ações, enquanto que Bank of America, Citigroup, JPMorgan, Goldman Sachs e Wells Fargo perdem mais de 1%.

Esta semana os investidores estarão atentos ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que irá divulgar o seu novo pacote orçamental destinado às insfrastruturas, na próxima quarta-feira.




29.03.2021

Euro a caminho da maior queda mensal em quase dois anos com medo da terceira vaga

A moeda única da União Europeia (UE) está prestes a registar a maior queda mensal em quase dois anos frente ao rival dólar, numa altura em que a terceira vaga de covid-19 na Europa está a levar ao aumento de restrições em toda a região.

"A queda do Euro, que temos vindo a antecipar ao longo do mês de março, voltou a reafirmar-se na semana passada", começam por afirmar os analistas da Ebury, numa nota enviada ao Negócios, acrescentando que "com os casos de vírus a aumentar e os confinamentos a serem alargados ou reintroduzidos na maioria dos principais países da Europa, os investidores estão cada vez mais pessimistas quanto às perspetivas a curto prazo na União".

Acrescentam que "por outro lado, os EUA continuam a administrar as vacinas a um ritmo acelerado e começaram a flexibilizar em larga medida as restrições contra o vírus. Esta diferença continua a traduzir-se na divergência geral de dados económicos entre os EUA e a Zona Euro".

Em termos mensais, o euro está a depreciar 2,3% para o dólar americano, na casa dos 1,177 dólares, o que representa a maior queda desde julho de 2019.

Esta semana, os investidores terão particular atenção aos dados sobre a inflação na quarta-feira e à revisão do índice PMI do setor industrial de março na quinta-feira.

29.03.2021

Euro e libra voltam a perder força para o dólar

O euro e a libra esterlina estão novamente a perder força perante o rival dólar norte-americano, que tem registado uma forte recuperação no início deste ano, depois de ter sido pressionado no ano passado, devido à pandemia.

Nas últimas onze sessões, a moeda única da União Europeia apenas conseguiu valorizar em três face ao dólar. Hoje, assume uma nova queda de 0,17% para os 1,177 dólares. 

No caso da libra esterlina, a moeda britânica cai 0,27% para os 1,386 dólares. 

29.03.2021

Ouro recua com dólar forte e de olho em mais estímulos

O ouro está a negociar em queda nesta manhã, pressionado pela apreciação do dólar norte-americano e por uma nova ronda de estímulos orçamentais que serão lançados sobre a maior economia do mundo.

Por esta altura, o metal precioso cai 0,39% para os 1.725,69 dólares por onça.

Na quarta-feira, o presidente do país, Joe Biden, vai apresentar o novo pacote de 3 biliões de dólares focado no desenvolvimento das insfrastruturas, com o otimismo em torno da economia a prejudicar o ouro, que por norma beneficia com a turbulência nos mercados de ações. 

Este ano, o metal precioso acumula uma perda de cerca de 9%. 

29.03.2021

Juros na Zona Euro sobem a aguardar dados semanais do PEPP

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a subir nesta segunda-feira, dia em que serão publicados novos dados semanais sobre a compra de ativos por parte parte do Banco Central Europeu (BCE).

Na Alemanha, a "yield" avança 1,1 pontos base para os -0,338%, a passo que nos países da chamada periferia essa queda é mais volumosa. Em Itália, os juros da dívida sobem 2,3 pontos base para os 0,638% e na Península Ibéria, a taxa de Portugal e Espanha sobe 2 pontos base. 

Hoje serão divulgados os dados referentes às compras semanais do BCE à luz do PEPP, o programa especial de compra de ativos criado para responder à pandemia, numa altura em que as expectativas são de uma subida no volume. 

Foi esta a promessa deixada pela presidente Christine Lagarde, na última reunião de política moentária, apesar de ter sugerido para os mercados não se fixarem muito nesta variação semanal, dando a entender que a subida poderia não ser muito acentuada. 

29.03.2021

Europa em leve queda com banca a ser pressionada pela venda em bloco de ações

As ações europeias estão a negociar de forma mista, mas o índice de referência para a região (Stoxx 600) está neste momento a cair 0,07%, com o setor da banca a pressionar.

Os investidores estão ainda a assimilar as notícias sobre a venda de blocos de ações na passada sexta-feira, depois de os gigantes Goldman Sachs e Morgan Stanley terem vendido um bloco de 20 mil milhões de dólares de ações, que pertenciam ao fundo de investimento Archegos Capital Management, fundado por Bill Hwang.

Várias empresas neste lote de vendas caíram quase 30% na passada sexta feira, em Wall Street, e hoje, na Europa, há várias cotadas a desvalorizarem pela mesma razão.

Uma destas vítimas é o banco suíço Credit Suisse, que cai quase 10% depois de ter alertado que esta venda em bloco pode pressionar os resultados do primeiro trimestre. O setor da banca é, por isso, o que mais cai nesta manhã (-1%).



29.03.2021

Petróleo volta a cair com investidores de olho no Suez

Os preços do petróleo estão a cair novamente na sessão desta segunda-feira, numa altura em que o navio de carga preso no Canal do Suez voltou a flutuar.

Ainda assim, os investidores continuam pessimistas quanto à recuperação da procura por esta matéria-prima, graças ao aumento de restrições em várias partes do globo.

Por esta altura, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - cai 1,39% para os 63,67 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) perde 1,95% para os 59,78%.

A Autoridade do Canal do Suez (SCA na sigla inglesa) confirmou esta segunda-feira, 29 de março, que o porta-contentores Ever Given começou a flutuar depois de ter estado totalmente encalhado quase uma semana, bloqueando o tráfego naval.

29.03.2021

Futuros sem tendência definida após venda em bloco na sexta-feira. Canal do Suez em foco

Os futuros das ações europeias estão a negociar sem tendência definida na manhã desta segunda-feira, depois de, durante a madrugada em Lisboa, se ter registado uma sessão mista também nas bolsas asiáticas.

Os investidores estão ainda a assimilar as notícias sobre a venda de blocos de ações na passada sexta-feira, depois de os gigantes Goldman Sachs e Morgan Stanley terem vendido um bloco de 20 mil milhões de dólares de ações, que pertenciam ao fundo de investimento Archegos Capital Management, fundado por Bill Hwang.

No Japão, o principal índice sofreu uma queda à boleia das ações do banco Nomura - que se despenhou 16,3% - que alertou para uma possível perda "significante" que poderá estar relacionada com a venda de ações detidas pelo Archegos, avança o Financial Times nesta manhã.

Os futuros das ações norte-americanas caem pela mesma razão, uma vez que os investidores estão a avaliar possíveis perdas ainda por desvendar. O fundo de investimento era especializado na negociação de empresas cotadas sobretudo nos EUA, China, Japão, Coreia do Sul e Europa.

Em foco está também o navio de carga preso no Suez, numa altura em que a equipa destacada para voltar a desbloquear o canal mostrou progressos, com o Ever Given a voltar a flutuar, apesar de ainda não ser claro quando voltará a ser permitida a passagem de outros navios. 

Esta semana os investidores estarão atentos ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que irá divulgar o seu novo pacote orçamental destinado às insfrastruturas, na próxima quarta-feira.

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