Mercados num minuto Fauci põe investidores de pé atrás e Wall Street tinge-se de vermelho

Fauci põe investidores de pé atrás e Wall Street tinge-se de vermelho

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Fauci põe investidores de pé atrás e Wall Street tinge-se de vermelho
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Ana Batalha Oliveira 12 de maio de 2020 às 21:19

12 de maio de 2020 às 21:16
Fauci põe investidores de pé atrás e Wall Street tinge-se de vermelho

As bolsas de Nova Iorque fecharam com quedas superiores a 2%, pressionadas pelas declarações de Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas alertando para os riscos de um ressurgimento da pandemia devido a uma reabertura económica prematura.

O Dow Jones encerrou a perder 1,89%, para os 23.764,78 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 2,05%, terminando a jornada nos 2.870,12 pontos. E o tecnológico Nasdaq interrompeu a sequência de seis ganhos consecutivos com uma queda de 2,06%, mantendo-se por um triz acima da fasquia dos nove mil pontos (9.002,55 pontos) e quase apagando os ganhos desde o início do ano, que se situam agora em 0,33%.

Os relatos de novos surtos do coronavírus na China, Coreia do Sul e Alemanha após o fim dos "lockdowns" deram força aos receios dos investidores.

Do lado das quedas, sobressaiu a perda da BlackRock, após o seu maior acionista, o PNC Financial Services Group ter revelado que pretendia vender a totalidade da sua participação, de 22%, na maior gestora de ativos do mundo.

Pela positiva destacaram-se a empresa de entrega de comida GrubHub, que disparou 35% após ser noticiado que a Uber estaria em negociações avançadas para comprar a empresa, e a Tesla, que valorizou com o apoio de Donald Trump a que seja autorizada a reabertura da fábrica na Califórnia.

12 de maio de 2020 às 17:26
Juros de Portugal contrariam Zona Euro e caem

Os juros portugueses estão a contrariar a tendência da restante Zona Euro e caem 1,7 pontos base para os 0,909%, num dia em que a norte-americana BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, colocou a sua perspetiva sobre as obrigações dos países da periferia da Zona Euro "em revisão", depois do Tribunal Constitucional alemão ter dado ao Banco Central Europeu três meses para justificar a forma do seu programa de compra de ativos.

Para a BlackRock esta decisão do tribunal germânico colocou em causa a independência do Banco Central Europeu, apesar de considerar que não irá alterar o rumo e a política da instituição europeia. 

Apesar disso, a gestora norte-americana colocou a sua perspetiva atual de "overweight" dos juros periféricos da região, que inclui Portugal, Itália, Espanha ou Grécia, em revisão, apesar dos valores relativamente atrativos, segundo a empresa.

Apesar da descida verificada nos juros nacionais, o "Bund" da Alemanha a dez anos subiu 0,4 pontos base para os -0,511% e os juros de Itália subiram 1,2 pontos base para os 1,885%.

12 de maio de 2020 às 17:22
Cortes de produção e aumento da procura dão ganhos de mais de 5% ao petróleo

O petróleo está a negociar em forte alta, especialmente no mercado nova-iorquino, impulsionado por cortes de produção e sinais de aumento da procura em países como a China e a Índia.

"Temos definitivamente o regresso de alguma procura por gasolina", afirma Robert Yawger, diretor da divisão de futuros da Mizuho Securities USA, citado pela Bloomberg. "Estamos na direção certa".

Além destes sinais do lado da procura, o petróleo está a beneficiar dos cortes de produção anunciados pela Arábia Saudita, que foram seguidos por outros produtores incluindo os Emirados Árabes Unidos e o Kuweit. No caso da Arábia Saudita, o maior produtor mundial, o corte adicional será em torno de um milhão de barris por dia.

Estas decisões levaram o presidente dos estados Unidos, Donald Trump, a escrever no Twitter que os cortes estão a beneficiar os preços da matéria-prima e que "as nossas grandes empresas de energia, com milhões de empregos, estão a começar a parecer muito bem novamente".

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a valorizar 5,39% para 25,44 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, ganha 1,11% para 29,96 dólares.

12 de maio de 2020 às 17:18
Europa em leve alta a olhar para a reabertura das economias

As maioria das principais praças europeias conseguiram terminar o dia em alta, com o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região a valorizar 0,26% para os 340,57 pontos.

Entre os setores, o das telecomunicações destacou-se como o melhor desempenho do dia, com um ganho de 2,59% à boleia da Vodafone (+8%), que hoje reportou resultados operacionais acima do esperado. Na ponta oposta esteve o setor do imobiliário (-2,32%), com a britânica Hammerson a perder mais de 13%. 

As bolsas no "velho continente" começaram o dia a negociar em queda, mas foram ganhando ânimo com o decorrer da sessão, animadas com a reabertura gradual das economias.

No entanto, esse mesmo desconfinamento está a deixar alguns investidores de pé atrás, com a hipótese de uma segunda vaga de contágio da covid-19.

Isto depois de o número de infetados ter voltado a aumentar na Coreia do Sul e ressurgido na chinesa Wuhan, onde o vírus teve origem, após ambas as localizações terem saído do isolamento, tal como as sociedades ocidentais estão agora a fazer.


12 de maio de 2020 às 16:50
Ouro sobe pela primeira vez em três sessões após alertas da Fed

O ouro está a valorizar depois de duas sessões consecutivas de quedas, impulsionado pelos alertas deixados por dois responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos, que avisaram que os impactos negativos da pandemia poderão ainda agravar-se.

O presidente da Fed de Dallas, Robert Kaplan, afirmou esta terça-feira que os Estados Unidos precisarão de mais estímulos orçamentais para impulsionar o crescimento, enquanto o presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, disse que manter a economia em "lockdown" por mais de 90 ou 120 dias poderá desencadear uma onda de falências e uma recessão muito profunda.

Após estas declarações, o ouro, que já estava a subir, acentuou a tendência, seguindo agora a valorizar 0,65% para 1.708,93 dólares.

Segundo a Bloomberg, a entrada de dinheiro nos ETFs de ouro em 2020 já ultrapassa as entradas anuais desde que há registos, com o metal precioso a beneficiar da forte incerteza em torno da evolução da economia global neste contexto de pandemia. 

12 de maio de 2020 às 16:38
Otimismo dos investidores tira força ao dólar

Depois de uma sessão marcada pelo receio do surgimento de uma segunda vaga de contágios da covid-19, que beneficiou os ativos de refúgio, como é o caso do dólar americano, o otimismo regressou ao mercado com os investidores focados na reabertura gradual da economia.

Neste contexto, assistiu-se ao retorno do apetite pelo risco, que penalizou a moeda dos Estados Unidos, e favoreceu os ativos mais arriscados.

Assim, depois dos ganhos de ontem, o dólar perde força face às principais congéneres mundiais enquanto o euro valoriza 0,56% para 1,0868 dólares.

12 de maio de 2020 às 14:39
Wall Street abre no verde animado com reabertura da economia, apesar dos receios de segunda vaga

Os três principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão desta terça-feira a negociar em alta, com os investidores a agarrarem-se à reabertura gradual da economia para voltarem ao risco. Contudo, o receio de uma segunda vaga de contágio paira no ar. 

Por esta altura, o S&P 500 ganha 0,48% para os 2.943,82 pontos e o Dow Jones avança 0,65% para os 24.380,11 pontos. O tecnológico Nasdaq segue a tendência e sobe 0,62% para os 9.247,70 pontos.

A pairar continuam os receios de que este desconfinamento possa provocar um novo aumento de contágio da covid-19, depois de a cidade chinesa de Whuan ter voltado a registar novos casos. 

Hoje, os Estados Unidos mostraram ainda que os preços no consumidor caíram em abril, a um ritmo apenas registado após a Segunda Guerra mundial.

Apesar disso, o sentimento dos mercados é positivo, com o otimismo relacionado com a reabertura da economia a ofuscar o resto. Desde os mínimos de março, o S&P 500 valorizou 34%.

12 de maio de 2020 às 09:41
Dólar vai buscar força à incerteza

O dólar subiu para um máximo de duas semanas contra as principais divisas, impulsionado pela subida da procura por ativos-refúgio numa altura em que um possível novo aumento nos casos de covid-19 assusta os investidores.

A sustentar a divisa estiveram ainda as declarações de responsáveis da Reserva Federal dos Estados Unidos, que indiciaram que as taxas de juro da dívida soberana não deverão descer abaixo de zero, o que iria retirar valor ao dólar.

Ainda assim, contra a moeda europeia, a nota verde não leva a melhor: o euro sobe 0,13% para os 1,0821 dólares.

12 de maio de 2020 às 09:40
Juros sobem pelo segundo dia

Os juros da dívida pública europeia estão a subir pela segunda sessão seguida, embora com agravamentos muito ligeiros. A "yield" das obrigações do Tesouro estão a subir 1 ponto base para 0,94%, continuando assim abaixo de 1%. Na dívida espanhola o agravamento é de 0,4 pontos base par 0,814% e a taxa das obrigações alemãs sobe 2 pontos base para -0,49%.

12 de maio de 2020 às 09:33
Petróleo regressa aos ganhos com corta da Arábia Saudita
Petróleo regressa aos ganhos com corta da Arábia Saudita

O petróleo está a recuperar das perdas de ontem, refletindo o corte surpresa na produção por parte da Arábia Saudita e também os sinais de aumento da procura em países como a China e a Índia.

O WTI em Nova Iorque negoceia perto dos 25 dólares e o Brent em Londres avança 0,84% para 29,88 dólares, recuperando parte da forte queda de ontem, em que a cotação desceu mais de 4%.

A Arábia Suadita informou ontem que deu ordens à petrolífera estatal Saudi Aramco para reduzir a produção em maio, se possível, e produzir 7.492 milhões de barris em junho, cerca de um milhão abaixo do nível estabelecido no âmbito do acordo da OPEP+. De acordo com a Bloomberg, isso seria o nível de produção mais baixo desde 2002. A novidade acabou por não ter muito impacto na sessão de ontem, que foi dominada pelos receios de uma segunda vaga do surto covid-19 em países que estão a abrir a economia.

12 de maio de 2020 às 09:16
Europa de regresso ao verde em caminhos tortuosos

As bolsas europeias começaram o dia no vermelho, mas seguem com uma tendência mista, numa altura em que a incerteza quanto ao efeito das medidas de desconfinamento tira o rumo certo aos investidores. O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, sobre 0,16% para os 340,25 pontos, com o setor das telecomunicações a destacar-se com os maiores ganhos.

Em Paris, Amesterdão e Lisboa a tendência é negativa, e o PSI-20 segue mesmo a perder mais de 1% com a EDP, em ex-dividendo, a pesar. Já Madrid, Frankfurt e Londres aguentam-se no verde.

Os investidores estão a balançar o risco de uma nova onda de casos de covid-19, depois de o número de infetados ter voltado a aumentar na Coreia do Sul e ressurgido na chinesa Wuhan, onde o vírus teve origem, depois de ambas as localizações terem saído do isolamento, tal como as sociedades ocidentais estão agora a fazer.

Na Europa, destacam-se ainda as declarações do chanceler austríaco, Sebastian Kurz, que reconhece a dependência de Itália da ajuda da União Europeia e mostra-se disponível para cooperar, embora sem concordar com a emissão de dívida conjunta. "É claro para nós que queremos apoiá-los (Itália) e queremos mostrar solidariedade", afirmou Kurz, em declarações à Bloomberg.

12 de maio de 2020 às 08:43
Ouro "preso" nos 1.700 dólares

O ouro está a subir 0,34% para os 1.703,72 dólares por onça, depois de ter descido ligeiramente abaixo da fasquia dos 1.700 dólares na última sessão.

Este metal tem-se mantido em torno dos mesmos valores ao mesmo tempo que o dólar valoriza, sendo esta divisa um ativo-refúgio que compete com o ouro. Os comentários de dois dos representantes da Reserva Federal norte-americana, os presidentes da instituição em Chicago e em Atlanta, indicam que a Fed não estará a considerar descer as taxas de juro a níveis negativos, à semelhança do que acontece na Europa, o que dá força à divisa e empata a valorização do ouro.

12 de maio de 2020 às 07:43
Bolsas vacilam com novo surto a assombrar cotações

As bolsas asiáticas quebraram e na Europa e nos Estados Unidos a tendência, antevista nos futuros, é igualmente negativa. Os investidores retraem-se perante a preocupação de que, às medidas de desconfinamento que vão proliferando pelo mundo, se siga um novo aumento do número de casos de coronavírus.

O coreano Kospi, o Compósito de Xangai e o japonês Topix mostraram todos uma quebra ligeira na última sessão. O australiano S&P/ASX 200 e o chinês Hang Seng perderam mais de 1%. Na Europa e nos Estados Unidos, os futuros apontam para perdas até aos 0,5%.

A Coreia do Sul reportou um reacender do número de casos de covid-19 e Wuhan, a cidade onde a pandemia teve origem, voltou a detetar os primeiros casos desde que a cidade terminou o período de isolamento, há um mês, dados que estão a sustentar as preocupações quanto a uma nova onda de infeções.

A agravar o sentimento estão as relações entre os Estados Unidos e a China, depois de a administração de Donald Trump ter avançado na segunda-feira com a iniciativa de bloquear o investimento em ações chinesas através de um fundo de pensões.

"Entrámos numa fase de consolidação em que o mercado está à procura de clareza nas tendências económicas antes de atacar outra vez", comenta um analista da Nordea Investment Funds, em declarações à Bloomberg. Para estes especialistas, o grande risco está mesmo no possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China pois, segundo esta casa de investimento, a possibilidade de falhar foi até agora subestimada.




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