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Ao minuto08.07.2020

Covid abala bolsas e petróleo. Ouro dispara para máximos de 2011

Acompanhe aqui o dia dos mercados, minuto a minuto.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 08 de Julho de 2020 às 17:25
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08.07.2020

Setor tecnológico dá ânimo a Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, animadas sobretudo pelo bom desempenho do setor tecnológico. Os receios em torno da pandemia, do mercado laboral e de um eventual atraso na contagem de votos nas eleições de novembro são fatores que pesam, mas não foram suficientes para retirar o otimismo aos investidores do outro lado do Atlântico.

 

O Dow Jones fechou a somar 0,68% para 26.067,28 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,78% para 3.169,94 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 1,44% para se fixar nos 10.492,50 pontos, um novo recorde de fecho e muito perto de marcar um novo máximo de sempre.

 

Ontem, o Nasdaq estabeleceu um novo máximo histórico nos 10.518,98 pontos, depois de ter fixado um recorde de fecho na segunda-feira e outros dois máximos de sempre na semana passada.

 

"É impressionante, atendendo a que chegou a cair abaixo dos 7.000 pontos durante o ‘selloff pandémico’ de março", sublinha a CNN.

08.07.2020

Juros de Portugal sobem e contrariam resto da Europa

Os juros da dívida Zona Euro assumiram um movimento misto no fecho da sessão desta quarta-feira, com os juros das obrigações a 10 anos de Portugal a subirem 0,1 pontos base para os 0,397%.

Já a "yield" das Bunds alemãs a 10 anos, a referência para o bloco, caiu 1,1 pontos base para os -0,443%. Em Itália, a taxa de referência da dívida com a mesma maturidade perdeu 0,2 pontos base para os 1,199%.

08.07.2020

Ouro em máximos de 9 anos a caminho de recorde

O metal amarelo continua a subir, numa altura em que capitaliza o seu estatuto de valor-refúgio, sobretudo devido aos receios em torno do ressurgimento das infecções por covid-19.

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,94% para 1.811,08 dólares por onça em Londres, em máximos de setembro de 2011 e a caminho do seu máximo histórico de 1.920,30 dólares, atingido nesse mesmo ano.

 

Nos últimos 14 meses, os preços spot dispararam 40%.

 

"O ouro vai estar a desafiar o patamar dos 2.000 dólares em finais do ano", comentou à Reuters um analista independente, Ross Norman. "Estamos num bull market", acrescentou.

 

Já o contrato de futuros (de agosto) negociado no mercado nova-iorquino (Comex) avança 0,50% para 1.813,30 dólares.

 

Os analistas inquiridos pela Reuters esperam subidas adicionais do metal amarelo, numa altura em que os investidores apostam num ativo seguro enquanto os novos casos de coronavírus perturbam a economia mundial.

 

Além de estar a ser catapultado devido ao aumento da incerteza política e económica provocada pela pandemia de covid-19, o ouro está também a ser impulsionado pelas medidas dos bancos centrais, que têm respondido à desaceleração do crescimento e ao ressurgimento do vírus com um corte das taxas de juro e com injeções de liquidez nos mercados.

 

Estas medidas têm alimentado os receios de inflação, que costumam desvalorizar outros ativos, e têm também diminuído as rendibilidades das obrigações soberanas, tornando assim o ouro mais atrativo como investimento.

 

Em junho, os Exchange-Traded Funds (ETF - produtos negociados em bolsa, cujo principal objectivo é replicar o desempenho de um determinado índice, commodity ou cabaz de ativos) de ouro aumentaram em 104 toneladas o metal acumulado.

 

Segundo dados revelados ontem pelo Conselho Mundial do Ouro, os ETF – que armazenam ouro para os investidores – acrescentaram 734 toneladas na primeira metade de 2020, mais do que em qualquer ano completo.

08.07.2020

Europa recua pelo segundo dia perante aumento de casos covid-19

As principais praças europeias registaram quedas pelo segundo dia consecutivo, numa altura em que o crescimento de novos casos de covid-19 não dá tréguas, especialmente nos Estados Unidos. 

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa - perdeu 0,67% para os 366,48 pontos, com o setores da banca e automóvel entre as maiores quedas. Entre os índices de cada país regista-se as oscilações destacaram-se  entre uma queda de 1,62% em Madrid e um ganho de 0,54% em Lisboa. 

Esta é a segunda sessão consecutiva em que os mercados na Europa apresentam quedas, com os mais recentes surtos de coronavírus a baterem recordes em alguns estados dos EUA, como no Arizona, na Califórnia e no Texas.  

Agora, o número de pessoas infetadas com coronavírus superou os 3 milhões. Em todo o mundo, esse número escalou o patamar dos 12 milhões.

Apesar das quedas registadas na Europa, o sentimento nos Estados Unidos e na China é diferente. Hoje, os índices de Wall Street abriram em alta, e na China as bolsas continuam num "rally" e renovaram máximos de cinco anos.

08.07.2020

Petróleo cede terreno com aumento de stocks e coronavírus

A matéria-prima segue a negociar em baixa, pressionada pelo inesperado aumento das reservas norte-americanas de crude, pela retoma da produção líbia e pelo forte aumento de novos casos de coronavírus, especialmente nos EUA.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto cede 0,44% para 40,44 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,39% para 42,91 dólares.

 

Os inventários de crude nos EUA aumentaram inesperadamente em 5,7 milhões de barris na semana terminada a 3 de julho, quando os analistas inquiridos pela Reuters estimavam uma queda de 3,1 milhões.

 

Em contrapartida os stocks de gasolina diminuíram em 4,8 milhões de barris, quando os analistas esperavam uma queda muito ligeira.

 

Já as reservas de destilados, que incluem diesel e gasóleo para aquecimento, registaram um incremento de 3,1 milhões de barris, para 177,3 milhões – o mais alto nível desde inícios de 1983, quando estes dados começaram a ser compilados. Os analistas projetavam uma descida de 75.000 barris.

 

A agravar esta pressão nos preços da matéria-prima está a informação de que a Líbia, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), estar a contribuir para um aumento da oferta global de crude ao reabrir o seu terminal petrolífero de Es Sider para as exportações.

 

Desde 1 de maio que está em vigor uma retirada de 9,7 milhões de barris por dia do mercado por parte do cartel e seus aliados (o chamado grupo OPEP+), acordo esse que vigora ainda, nessa dimensão, durante este mês – estando previsto que o corte seja depois mais leve.

 

Está previsto que alguns ministros da Energia de países chave que compõem a OPEP+, como a Rússia, se reúnam virtualmente na próxima semana para falarem sobre o acordo.

 

Oss receios em torno do forte aumento de novos casos de infeção por covid-19, especialmente nos Estados Unidos, continuam também a pesar no sentimento dos investidores, uma vez que a procura por combustível, que estava a começar a retomar, poderá voltar a diminuir.

 

Este ressurgimento dos casos de coronavírus nos EUA já elevou o número total de infeções para mais de três milhões.

08.07.2020

Euro ganha terreno à boleia de Wall Street

O euro segue a valorizar perante a divisa norte-americana aproveitando o maior apetite pelo risco dos investidores. 

Os ganhos em Wall Street levam a uma perda de importância do dólar como ativo de refúgio, ainda que o ressurgimento dos casos de covid-19 continuem a pairar como uma ameaça sobre o mercado.

A moeda única europeia avançava 0,43% face à "nota verde", cotando nos 1,1322 dólares.

O euro também ganhava terreno perante a contraparte britânica, no dia em que o Reino Unido anunciou um ambicioso plano de relançamento da economia. O euro trocava-se por 0,9000 libras esterlinas, uma subida de 0,12%.

08.07.2020

Wall Street volta aos ganhos com esperanças em retoma mais célere a dar alento

Os principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão desta quarta-feira em alta, corrigindo da sessão negativa de ontem, com os investidores esperançosos numa recuperação económica mais rápida do que o previsto inicialmente e a ofuscarem o crescente aumento de novos casos comcovid-19 no país.  

Por esta altura, o Dow Jones avança 0,39% para os 25.990,28 pontos e o S&P 500 10.430,18 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,83% para os 10.430,18 pontos. 

O ouro, considerado um ativo mais seguro, está em máximos de 9 anos, num dia em que o número de pessoas infetadas com coronavírus nos Estados Unidos atingiu os 3 milhões. Em todo o mundo, esse número fixa-se agora perto do patamar dos 12 milhões de casos. 

Alguns estados do país bateram níveis recordes de casos diários, como California, Hawaii, Idaho, Missouri, Montana, Oklahoma eTexas, prejudicando a regresso à normalidade e a retoma da atividade económica.

O Nasdaq Composite rasgou um novo máximo histórico na terça-feira, mas recuou desse nível na sessão de ontem. 

Entre as cotadas, destacam-se a Biogen que ganha cerca de 7%, depois dos resultados animadores quando ao seu mais recente medicamento experimental para o Alzheimer. 

08.07.2020

Ouro em máximo de nove anos

O ouro está a valorizar pela quinta sessão consecutiva, subindo 0,27% para os 1.799,76 dólares por onça. Com a valorização desta sessão, o metal amarelo já conseguiu atingir um máximo de nove anos, mais precisamente de dia 8 de novembro de 2011.

Este metal precioso tem estado a beneficiar do estatuto de ativo refúgio, encaminhando-se desta forma para cumprir as previsões dos analistas, que esperam que o ouro ultrapasse a barreira dos 1.800 dólares por onça em breve.

A revisão em baixa das previsões económicas da Comissão Europeia, o ressurgimento de casos de covid-19 um pouco por todo o mundo que já ditou, em alguns países como a Austrália, o reconfinamento, são alguns dos motivos que têm empurrado os investidores para este ativo mais seguro.

08.07.2020

Juros aliviam há seis sessões

Os juros a dez anos da dívida portuguesa estão a completar um ciclo de seis sessões de alívio. Esta quarta-feira a remuneração cede 0,3 pontos base para os 0,398%, um nível ímpar desde 9 de março.

Os juros portugueses mantêm-se desta forma abaixo dos exigidos pelas obrigações espanholas, embora em terras de "nuestros hermanos" a tendência também seja de alívio. Os juros recuam 1 ponto base para os 0,411%.

Na Alemanha, a referência europeia para o mercado de dívida, mostra a mesma tendência que os países ibéricos, ao ceder 1,6 pontos base para os -0,447%.

08.07.2020

Vírus volta a infetar mercados europeus  

As bolsas europeias seguem a partilhar o terreno negativo, numa altura em que os novos casos de covid-19 continuam a preocupar e as perspetivas económicas se estão a deteriorar.

Os mais recentes surtos de coronavírus estão a dar azo a novos recordes: de mortes no caso do Arizona, de hospitalizações na Califórnia e de novos casos no Texas.  

De acordo com um estudo realizado pelo site creditcards.com, citado pela Bloomberg, os americanos admitem que estão a contar despender menos dinheiro em atividades sociais, por comparação com o momento anterior à pandemia, confirmando assim os receios de abrandamento na atividade económica.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, cai 0,28% para os 367,96 pontos, com as cotadas do setor da banca e do turismo a mostrarem as maiores perdas, acima de 1%.  Frankfurt e Londres cedem cerca de 0,2% enquanto Paris e Lisboa caem mais fundo, na ordem dos 0,5%.

08.07.2020

Euro volta a impor-se

A moeda única europeia está a subir 0,10% para os 1,1285 dólares, depois de ter deslizado na última sessão.

A pesar sobre o dólar estão as notícias de que a administração de Donald Trump está a planear terminar com a indexação da moeda de Hong Kong ao dólar, como forma de castigar a China por avançar com leis de segurança que, na ótica dos Estados Unidos, ameaçam a liberdade de Hong Kong. Contudo, os relatos dão conta que esta ideia está a reunir alguma oposição, uma vez que parte da administração suspeita que o "feitiço" pode "virar-se contra o feiticeiro" e penalizar antes a nota verde e os bancos de Hong Kong, em vez do alvo inicial, a China.

08.07.2020

Petróleo não resiste perante mais covid-19 e mais barris

O petróleo desliza depois de um relatório acerca das reservas nos Estados Unidos ter surpreendido, mostrando um aumento inesperado. Estes dados surgem com maior gravidade num contexto em que o ressurgimento de surtos de coronavírus continua a abalar o lado da procura.

O Instituto Americano do Petróleo reportou que os investários subiram 2,05 milhões de barris na última semana, com as reservas em Cushing a serem reforçadas pela primeira vez desde o início de maio, de acordo com fontes próximas do relatório. Contudo, os dados oficiais só serão lançados esta quarta-feira.

Paralelamente, o vírus bate recordes nos Estados Unidos, com os novos casos a alcançarem máximos no Texas, o Arizona a bater recordes de óbitos e a Califórnia com um pico de hospitalizações.  

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a descer 0,39% para os 42,91 dólares, numa tendência em tudo semelhante à do par nova-iorquino West Texas Intermediate, que cai 0,49% para os 40,42 dólares.

08.07.2020

China mantém alta, resto do mundo encolhe-se perante o vírus

As ações caíram um pouco por toda a Ásia e deverão respeitar a mesma tendência negativa nos Estados Unidos e na Europa. Apenas na China os índices continuam a mostrar confiança, no verde.

Austrália, Japão e Coreia do Sul terminaram no vermelho, enquanto Hong Kong ficou pela linha de água. Os contratos futuros do norte-americano S&P500 mostram o mesmo sentimento e estão a perder, tal como o europeu Stoxx 50. O Brasil destacou-se pela negativa, com os títulos a afundarem depois de o presidente ter sido diagnosticado com covid-19. Em contraste, o índice Compósito de Xangai subiu pela sétima sessão consecutiva.

A refrear os ânimos dos investidores está o ressurgimento dos surtos de coronavírus que se verificou após a reabertura de muitas economias. Nos Estados Unidos, o Presidente da Reserva Federal do Banco de Atlanta, Raphael Bostic, avisou que os mais recentes surtos podem ameaçar o ritmo de recuperação, uma vez que os negócios e os consumidores estão a pôr um compasso de espera nos respetivos planos.

"Não é pouco usual que as ações respirem neste ponto", comenta uma analista da Aviva Investors, em declarações à Bloomberg. "Nós antevemos que iremos movermos numa pequena parte do espetro de negociação nas próximas duas semanas", que antecedem a época de resultados nos Estados Unidos, continua.

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