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Ao minuto14.05.2026

Europa fecha em alta pela segunda sessão consecutiva. Burberry perde 6%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

14 de Maio de 2026 às 17:39
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14.05.2026

Europa fecha em alta pela segunda sessão consecutiva. Burberry perde 6%

Os principais índices europeus terminaram a sessão com valorizações pelo segundo dia consecutivo, com o apetite dos investidores por ativos de risco da região a continuar a ser alimentado pelos robustos resultados trimestrais apresentados por empresas do Velho Continente, num dia em que os volumes de negociação foram mais reduzidos do que o habitual, com os mercados da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça encerrados devido a feriados nacionais. Também uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais impulsionou as praças bolsistas.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – somou 0,76%, para os 616,05 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX pulou 1,32%, o italiano FTSEMIB avançou 1,15%, o francês CAC-40 ganhou 0,93%, o espanhol IBEX valorizou 0,87%, ao passo que o neerlandês AEX subiu 1,13%, num dia em que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,46%.

A par dos resultados das cotadas, a mais recente subida das ações europeias “é apenas uma recuperação, impulsionada por esperanças de paz [no Médio Oriente] e de uma aproximação entre os Estados Unidos (EUA) e a China”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg.

Até agora, as cotadas europeias registaram um crescimento de 7,4% dos lucros no primeiro trimestre, em comparação com as estimativas de 2,5%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. Ainda assim, o índice de referência está a negociar atrás do S&P 500 pela quinta semana consecutiva devido à ausência de grandes empresas tecnológicas no “benchmark” da região e ao facto de os preços mais elevados da energia estarem a pesar sobre o crescimento económico da Zona Euro.

No que toca aos movimentos do mercado, a Burberry perdeu quase 6%, depois de ter apresentado um "outlook" cauteloso, fator que acabou por pressionar a cotada apesar de um forte aumento nas vendas no primeiro trimestre. Já a Siemens pulou mais de 2,50%, após ter acordado a aquisição de várias unidades de negócio da Mer Mec - empresa italiana focada no desenvolvimento de tecnologias de transporte ferroviário e aplicações industriais. A fabricante de chips ASML, por sua vez, subiu mais de 3%, seguindo a valorização das tecnológicas norte-americanas.

14.05.2026

Juros com fortes alívios na Europa. "Traders" reduzem apostas quanto a subida dos juros diretores este ano

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão com fortes alívios em toda a linha, num dia em que os preços do crude registam desvalorizações e os “traders” reduziram apostas quanto a subidas dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) ao longo deste ano.

Nesta linha, dados avançados pela Bloomberg mostram que os mercados esperam agora que o BCE suba as taxas diretoras em 70 pontos-base este ano, em comparação com os 74 pontos que eram esperados na quarta-feira.

Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviaram 6,1 pontos-base, para 3,395%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade recuou 6,3 pontos-base, neste caso para os 3,455%.

Já os juros da dívida soberana italiana caíram 7,1 pontos, para 3,772%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa aliviou 6,6 pontos, para 3,660%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, cederam 5,7 pontos, para os 3,041%.

Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, recuaram 7,2 pontos-base, para os 4,992%. Pelo Reino Unido, os "traders" apostam agora que o Banco de Inglaterra vai avançar com subidas dos juros em 60 pontos-base até ao final do ano, abaixo dos 64 pontos apontados anteriormente.

14.05.2026

Dólar valoriza pela quarta sessão consecutiva com "traders" de olho em possível subida de juros

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está a registar valorizações pela quarta sessão consecutiva, à medida que os “traders” começam a antecipar a possibilidade de a Reserva Federal (Fed) poder ter de subir as taxas diretoras ainda durante este ano, com as atenções a virarem-se também para a cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping.

E entre dados económicos conhecidos nesta quinta-feira, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos Estados Unidos (EUA) aumentaram em 12 mil na semana terminada a 9 de maio, em relação à semana anterior, atingindo um total de 211 mil, valor superior às expectativas do mercado, que apontavam para 205 mil pedidos. Noutras métricas seguidas pelos mercados, as vendas a retalho na maior economia mundial aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior em abril, após um aumento de 1,6% (revisto em baixa) em março e em linha com as previsões dos economistas. O crescimento mais lento registado em abril sugere que os preços elevados dos combustíveis levaram alguns consumidores a moderar as suas despesas.

Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes –soma uma subida de 0,24%, para os 98,761 pontos, registando uma valorização de cerca de 0,70% na semana até agora.

Face à divisa nipónica, a “nota verde” valoriza 0,18%, para os 158,140 ienes. Isto depois de o iene ter chegado a ganhar terreno face ao dólar até há instantes, depois de comentários do membro do conselho de governadores do Banco do Japão, Kazuyuki Masu, que afirmou que o banco central deveria aumentar as taxas de juro o quanto antes, caso não houvesse sinais claros de um abrandamento económico.

Já pela Zona Euro, a moeda única perde 0,33%, para os 1,167 dólares, enquanto pelo Reino Unido a libra desvaloriza 0,34%, para os 1,348 dólares.

14.05.2026

Ouro inalterado entre procura como refúgio e expectativa de juros inalterados

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

O ouro está a negociar sem alterações em relação à sessão de quarta-feira, enquanto os investidores avaliam o encontro entre o Presidente dos EUA e o homólogo chinês, Xi Jinping. 

Além disso, o aumento da inflação nos EUA, decorrente da subida dos preços da energia devido à guerra no Irão, continua a fazer soar os alarmes, o que poderá levar a que a Reserva Federal deixe as taxas de juro em níveis elevados por mais tempo, limitando o potencial de valorização de ativos sem rendimento, como o ouro. 

O metal amarelo está praticamente inalterado em 4.687,66 dólares por onça. 

"Desde a forte correção registada em meados de março, o preço médio do ouro tem permanecido próximo dos níveis atuais, sugerindo um período de consolidação impulsionado por forças de mercado opostas", disse Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, numa nota a que o Negócios teve acesso.

E acrescenta: "Neste contexto, os investidores no mercado do ouro deverão continuar particularmente atentos aos desenvolvimentos no Golfo Pérsico, bem como à divulgação de indicadores económicos. A visita de Donald Trump à China continuará também sob forte escrutínio por parte dos mercados. Evoluções positivas na frente comercial poderão contribuir para aliviar as pressões inflacionistas e dar suporte adicional aos preços do ouro".

Além disso, tendo anunciado esta semana que, a partir de 13 de maio, os direitos alfandegários sobre a importação destes dois metais preciosos passariam de 6% para 15%. Nesta quinta-feira, o governo tornou ainda mais rigorosas as regras para as compras ao estrangeiro. As importações de ouro em barras superiores a 100 kg (o equivalente a 220 libras-peso) estarão sujeitas a autorização prévia.

 

14.05.2026

Brent com desvalorização contida após Irão dizer que dezenas de navios atravessaram Ormuz

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

Os preços do petróleo negoceiam sem tendência definida nesta quinta-feira, à medida que os “traders” dividem atenções entre as disrupções ao abastecimento energético no Médio Oriente e a cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, recua ligeiros 0,01%, para os 105,62 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 0,15% para os 101,17 dólares por barril. Os contratos de futuros negociaram grande parte da sessão de hoje em queda, já depois de ontem o Brent ter desvalorizado mais de 2 dólares por barril, enquanto o WTI recuou mais de 1 dólar por barril.

A pressionar os preços do “ouro negro” está o facto de a comunicação social estatal iraniana ter informado que cerca de 30 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas horas, enquanto a agência noticiosa iraniana Tasnim avançou que as

Entretanto, a Casa Branca anunciou que o Presidente chinês e o seu homólogo norte-americano concordaram que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para o livre fluxo de energia, sendo Pequim o maior importador de crude iraniano.

Xi Jinping manifestou ainda interesse em comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência da China do estreito de Ormuz, de acordo com a Casa Branca. A China não importa crude produzido nos EUA desde maio de 2025 devido a uma tarifa de importação de 20% imposta durante a guerra comercial iniciada por Donald Trump nesse ano.

14.05.2026

Depois de primeiro encontro entre Trump e Xi, Wall Street negoceia em máximos. Nvidia atinge novo recorde

Wall Street

Uma forte recuperação das empresas ligadas à inteligência artificial (IA) continua a impulsionar os principais índices norte-americanos, que negoceiam nesta quinta-feira com ganhos em toda a linha, estimulados, também, por uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais e pela .

Neste contexto, o S&P 500 avança 0,31% para um novo máximo histórico de 7.467,02 pontos. O Nasdaq Composite soma 0,30% para os 26.481,03 pontos, fixando assim um . Já o Dow Jones valoriza 0,78%, para os 50.079,11 pontos.

Entre dados económicos conhecidos hoje, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos Estados Unidos (EUA) aumentaram em 12 mil na semana terminada a 9 de maio, em relação à semana anterior, , valor superior às expectativas do mercado, que apontavam para 205 mil pedidos. Noutras métricas seguidas pelos mercados, as vendas a retalho na maior economia mundial aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior em abril, após um aumento de 1,6% (revisto em baixa) em março e em linha com as previsões dos economistas. O crescimento mais lento registado em abril sugere que os preços elevados dos combustíveis levaram alguns consumidores a moderar as suas despesas.

No que toca ao plano geopolítico, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que os EUA e a China estão a discutir um mecanismo para acelerar alguns acordos de investimento chineses, juntamente com uma redução das tarifas sobre uma série de bens não essenciais.

Quanto aos movimentos do mercado, a Cisco Systems dispara a esta hora mais de 16% graças a perspetivas sólidas apresentadas na divulgação de resultados trimestrais da empresa.

Já entre as “sete magníficas”, a Apple cede 0,40%, a Nvidia dispara 2,23% e negoceia em máximos, depois de a Reuters ter noticiado que os EUA autorizaram a venda dos chips H200 da "big tech" a dez empresas chinesas, enquanto a Tesla desliza 0,14%, a Alphabet perde 0,60%, a Amazon recua 0,21%, a Meta negoceia praticamente inalterada e a Microsoft desvaloriza 0,66%.

14.05.2026

Economia britânica cresce 0,6% no primeiro trimestre

A economia britânica cresceu em cadeia 0,6% no primeiro trimestre, anunciou esta quinta-feira o Office for National Statistics (ONS). Só no mês de março, marcado pelo início da guerra no Médio Oriente, o crescimento da economia do Reino Unido foi de 0,3%, contra 0,4% em fevereiro, e superando as previsões dos analistas.

Leia a notícia completa .

14.05.2026

Taxa Euribor desce a três e 12 meses e mantém-se a seis meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a 12 meses e manteve-se a seis meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,239%, continuou abaixo das taxas a seis (2,548%) e a 12 meses (2,821%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, manteve-se, ao ser fixada de novo em 2,548%.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou para 2,821%, menos 0,039 pontos do que na sessão anterior.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses baixou, ao ser fixada em 2,239%, menos 0,044 pontos, depois de ter subido na quarta-feira para um novo máximo desde abril do ano passado (2,283%).

A média mensal da Euribor subiu nos três prazos em abril, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.

A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses.

14.05.2026

Tecnológicas dão impulso à Europa de olhos postos na cimeira EUA-China

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias estão a negociar em terreno positivo pelo segundo dia consecutivo, impulsionadas por um "rally" nas ações de inteligência artificial (IA) e num dia em que todas as atenções estão viradas para Pequim e para a cimeira entre EUA e a China. É a primeira visita de um líder norte-americano à segunda maior economia do mundo em quase uma década. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - avança 0,22% para 612,75 pontos. Ao contrário de uma boa parte dos seus pares asiáticos e norte-americanos, o índice ainda não conseguiu recuperar completamente do impacto da guerra no Irão, ficando aquém de um "rally" que levou o S&P 500 a máximos históricos. 

Os investidores estão à procura de pistas sobre o futuro do conflito no Médio Oriente na cimeira sino-americana. Para já, o assunto ainda não foi discutido, com o líder chinês a aproveitar uma reunião de mais de duas horas para . Xi Jinping disse a Donald Trump que, caso Washington não gira bem esta questão, os dois países podem entrar em "conflito". 

Apesar de terem ficado para trás na recuperação, as ações europeias têm vindo a ser apoiadas por uma época de resultados que se tem mostrado mais positivo do que inicialmente antecipado. Os lucros das empresas do Stoxx 600 cresceram 7,4% no primeiro trimestre deste ano, um valor que contrasta com os 2,5% estimado pelos analistas, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

Entre as principais movimentações de mercado, a tecnológica ASML acelera 0,93%, acompanhando os ganhos do setor, impulsionados pelos resultados acima do esperado da norte-americana Cisco Systems. A empresa reviu em alta as previsões de encomendas de 5 mil milhões para 9 mil milhões de dólares este ano fiscal, tendo ainda anunciado que vai despedir quatro mil pessoas. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,89%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,33%, ao passo que o neerlandês AEX salta 0,46%, o francês CAC-40 ganha 0,46% e o espanhol IBEX acelera 0,38%. Já o britânico FTSE-100 está a negociar praticamente inalterado, com perdas de 0,01%, numa altura em que o primeiro-ministro do país vê a sua liderança ameaçada internamente. 

A negociação desta quinta-feira está a ser marcada por menor liquidez, uma vez que as praças da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Suíça estão encerradas devido a feriados locais. 

14.05.2026

Juros aliviam na Zona Euro e no Reino Unido. Itália regista maior queda

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios esta quinta-feira, num dia que está a mostrar-se calmo para os mercados europeus, com os investidores de olhos postos na cimeira em curso entre os EUA e a China. 

Para já, o tom adotado pelos líderes dos dois países tem sido bastante positivo, apesar de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter aproveitado uma reunião de mais de duas horas para advertir o homólogo norte-americano que a .

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a cair 1,2 pontos-base para 3,086%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade desce 1,3 pontos para 3,714%. Já os juros da dívida italiana registam a maior queda da Zona Euro, ao deslizarem 1,4 pontos para 3,829%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos recuam 0,9 para 3,446%, enquanto os da espanhola na maturidade de referência cedem 1 ponto-base para 3,508%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas cedem 1,1 pontos-base para 5,053%, depois de terem disparado mais de 10 pontos na terça-feira e atingido máximos de 2008. Uma nova crise política paira sobre o Reino Unido, 

14.05.2026

Inflação em Espanha cai para 3,2% em abril

Os preços em Espanha subiram 3,2% em abril, menos duas décimas do que em março, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).

Esta moderação da inflação homóloga em abril (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, principalmente, à eletricidade, que caiu mais do que em abril de 2025, disse o INE.

Em sentido contrário atuaram os preços dos combustíveis, que subiram em abril deste ano e tinham descido no mesmo mês de 2025.

Os preços dos combustíveis foram afetados pela guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, iniciada no final de fevereiro.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), foi 2,8% em abril em Espanha (menos uma décima do que em março).

Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), o INE calcula que os preços tenham subido 0,4% em abril.

O Governo espanhol aprovou um plano com 80 medidas para responder ao impacto nos preços da guerra no Médio Oriente que está em vigor desde 20 de março.

14.05.2026

Dólar estável à espera de novos desenvolvimentos em Pequim

O dólar está a negociar praticamente inalterado face aos seus principais rivais, num dia em que todas as atenções estão viradas para a China e para a visita de Donald Trump, Presidente dos EUA, ao país. Os dois líderes estiveram em reunião durante mais de duas horas e Xi Jinping aproveitou para deixar avisos relacionados com Taiwan ao seu homólogo norte-americano, apesar de, no geral, o tom de colaboração ter sido mantido por todo o encontro. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" contra os principais concorrentes - mantém-se praticamente inalterado, com perdas de apenas 0,01%. A divisa tem vindo a valorizar à três sessões consecutivas, impulsionada por uma inflação em rápida ascenção nos EUA, que está a levar os investidores a anteverem uma política monetária em terreno restritivo durante mais tempo. 

"Uma cimeira bem-sucedida, com 'vitórias' em todas as frentes e potenciais boas notícias sobre as relações comerciais, o conflito no Médio Oriente e uma maior cooperação, deverá ter um impacto moderadamente positivo no risco", explica Chidu Narayanan, estratega-chefe para a região Ásia-Pacífico do Wells Fargo, à Bloomberg. 

Antes de uma reunião de mais de duas horas com o homólogo chinês, o Presidente norte-americano, Donald Trump, mostrou-se otimista, ao afirmar que a relação entre os dois países "vai ficar melhor do que nunca". No entanto, durante o encontro, " - não necessariamente militar - caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan. 

Por sua vez, o euro acelera 0,03% para 1,1715 dólares, enquanto a libra perde 0,02% para 1,3520 dólares. Apesar da calma no mercado cambial britânico, uma nova crise política aproxima-se do Reino Unido com a liderança de Keir Starmer cada vez mais ameaçada. De acordo com a imprensa do país, Wes Streeting, atual secretário da Saúde, pretende demitir-se esta semana e provocar eleições internas no Partido Trabalhista. 

14.05.2026

Ouro recupera de abalo da inflação e volta aos 4.700 dólares

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro está a registar ligeiros ganhos esta quinta-feira, voltando a negociar acima dos 4.700 dólares por onça, apesar do ressurgimento da inflação nos EUA estar a levar os investidores a apostarem que as taxas de juro vão ficar em território restritivo durante mais tempo. 

A esta hora, o metal precioso avança 0,44% para 4.707,25 dólares por onça, depois de ter desvalorizado 0,6% na sessão anterior. O ouro acabou pressionado por um e atingiu o ritmo mais elevado desde a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. 

Na terça-feira, o Gabinete de Estatísticas Laborais já tinha revelado que o . O valor ficou ligeiramente acima do consenso dos economistas, que apontavam para uma inflação de 3,7%. 

Face a estes valores, os investidores aumentaram a probabilidade de a Reserva Federal (Fed) norte-americana proceder com uma subida de 25 pontos-base nas taxas de juro já este ano. O consenso geral ainda vê o banco central a manter a política monetária inalterada em 2026, com um possível aperto a chegar apenas no próximo ano. O ouro, como não rende juros, tende a desvalorizar num ambiente monetária mais restritivo. 

"O mercado está a tentar avaliar a probabilidade de um possível fim das hostilidades no Médio Oriente e da reabertura total do estreito de Ormuz", refere Nicholas Frappell, diretor global de mercados institucionais da ABC Refinery, à Bloomberg. "O ouro beneficiaria de um dólar mais fraco e de uma política monetária menos restritiva por parte dos bancos centrais, caso o estreito venha a reabrir", acrescenta. 

14.05.2026

Petróleo perde terreno mas continua acima dos 100 dólares por barril

Guerra afeta produção petrolífera, com perdas diárias de 14 milhões de barris, diz AIE

Os preços do petróleo estão a registar ligeiros alívios esta quinta-feira, embora os dois crudes de referência continuem a negociar acima dos 100 dólares por barril, numa altura em que a atenção dos investidores desvia-se do conflito no Médio Oriente para a cimeira em curso entre os EUA e a China. 

A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - desliza 0,25% para 105,36 dólares por barril, depois de ter desvalorizado cerca de 2% na sessão anterior. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - que serve de referência para os EUA - cai 0,45% para 100,57 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão cede 0,97% para 46,46 euros por megawatt. 

Antes de uma reunião de mais de duas horas com o homólogo chinês, o Presidente norte-americano, Donald Trump, mostrou-se otimista, ao afirmar que a relação entre os dois países "vai ficar melhor do que nunca". No entanto, durante o encontro, " - não necessariamente militar - caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan. 

A guerra no Médio Oriente, que continua sem mostrar qualquer sinal de resolução, acabou por não ser um tema de discussão entre os dois líderes. O e o mercado vai enfrentar uma "grave escassez" até outubro, mesmo que a guerra termine já no próximo mês, advertiu na quarta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE). 

"Enquanto o caminho parecer inclinar-se mais para a diplomacia do que para uma escalada direta, o mercado vai continuar focado no desfecho - nomeadamente, quando é que os fluxos irão finalmente retomar - mesmo que esse prazo continue a adiar-se", esclarece Rebecca Babin, negociadora sénior de energia do CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. 

14.05.2026

Cimeira sino-americana deixa Ásia a negociar sem rumo. Europa aponta para ganhos

Os principais índices asiáticos encerraram a penúltima sessão da semana divididos entre ganhos e perdas, num dia em que todas as atenções estiveram viradas para a cimeira entre os EUA e China - que, até agora, ainda não conseguiu criar qualquer catalisador para impulsionar o mais recente "rally" nas ações globais. 

O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação da região - negoceia com ganhos ligeiros de 0,15% esta quinta-feira, com a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 a apontar para uma abertura em alta, a acelerar 0,7%. Mesmo assim, os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite negociaram em direções opostas, com o primeiro a acelerar 0,2% e o segundo a perder 0,72%. Já o CSI 300 - que junta 300 cotadas da praça de Shanghai e de Shenzhen - chegou a cair 1,7%, tendo terminado a sessão a deslizar quase 1%.

Para já, o Presidente dos EUA, Donald Trump, descreve as conversações com o seu homólogo chinês como "ótimas", mas a questão de Taiwan pode vir a criar um "conflito" entre as duas partes. O , que, durante o encontro que durou aproximadamente duas horas e quinze minutos, advertiu que "se a questão for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito". 

"Isto serve para nos lembrar que este encontro entre Trump e Xi nunca se resumiu apenas às tarifas ou ao acesso aos mercados", explicou Charu Chanana, estratega-chefe de investimentos da Saxo Markets, à Bloomberg. "Os comentários sobre Taiwan trazem de volta o prémio de risco geopolítico para a mesa", acrescenta, numa altura em que os investidores procuram por sinais de reconcialiação comercial entre EUA e China ou por qualquer progresso para acabar com o conflito no Médio Oriente. 

Apesar de a cimeira entre as duas maiores economias do mundo ter enviado sinais mistos aos investidores, o otimismo em torno do setor da inteligência artificial (IA) não saiu totalmente abalado. Os resultados da norte-americana Cisco Systems levaram as ações da tecnológica a disparar 20% no "after-hours" e ofereceram um novo impulso a um "rally" que tem levado as ações globais a máximos históricos - apesar de todas as ansiedades dos investidores em relação à inflação e a um ambiente monetária mais restritivo. 

Entre as restantes praças asiáticas, o sul-coreano Kospi - visto como a "cabeça de cartaz" para a IA - acelerou mais de 1% pelo segundo dia consecutivo, com a Samsung a disparar mais de 5% e a atingir máximos históricos. O japonês Nikkei 225 ainda arrancou a sessão com ganhos avultados, mas acabou por terminar o dia pintado de vermelho, com perdas de 0,84%. 

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