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Petróleo e bolsas no vermelho e euro em alta. EDP faz Lisboa destoar

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 16 de Julho de 2020 às 17:29
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Futuros dos EUA e da Europa em queda, apesar de crescimento económico da China
Os futuros dos índices de referência na Europa e nos Estados Unidos seguem a negociar em queda, apontando para um início de sessão negativo, e em linha com o sentimento verificado na sessão asiática, durante a madrugada de Lisboa, apesar dos dados económicos positivos da China. 

Por esta altura, o Stoxx 50 - índice que reúne as 50 maiores cotadas da Europa - derrapa 0,9%, enquanto que os futuros do norte-americano S&P 500 perdem 0,5%.

Contudo, da China vieram notícias animadoras. De acordo com o instituto de estatística do país, o PIB (produto interno bruto) chinês cresceu 3,2% no segundo trimestre deste ano, depois de uma contração de 6,8% nos primeiros três meses do ano. Apesar dos números animadores, e acima das expectativas, a economia chinesa continua a registar uma queda homóloga de 1,6% nos primeiros seis meses do ano. 

Mas nem este facto fez os índices asiáticos brilharem, depois de a bolsa de Xangai ter caído 2,2%, bem como a de Tóquio (-0,7%) e a de Hong Kong (-1,2%). 

Na Europa, os olhares vão estar hoje virados para a reunião do Banco Central Europeu. Apesar de não se esperarem reforços nos programas de apoio lançados pela instituição, os investidores esperam um discurso assertivo de Christine Lagarde, a presidente da instituição, e que seja capaz de injetar confiança nos mercados. 

Em foco continuam os dados relativos à propagação da covid-19, principalmente nos Estados Unidos e também em alguns países da Ásia.
Europa cai com os olhos postos na reunião do BCE
As principais praças europeias abriram a sessão desta quinta-feira em queda, num dia em que os olhos estão voltados para a reunião do Banco Central Europeu (BCE). 

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas do continente europeu, desvaloriza 0,54% para os 371,86 pontos, com as bolsas na Europa a oscilarem entre uma queda de 0,95% em Amesterdão e uma valorização de 0,02% em Madrid. 

Os investidores estarão atentos no dia de hoje à reunião do BCE. Apesar de não se esperarem reforços aos programas de apoio desenhados pelo banco, o discurso de Christine Lagarde, a sua presidente, será importante para manter a confiança nos mercados. 

A pressionar os índices europeus estão também as renovadas tensões entre os Estados Unidos e a China, depois de Pequim ter ameaçado Washington com novas sanções no setor de tecnologia.

Ainda na China, o PIB (produto interno bruto) registou um crescimento de 3,2% no segundo trimestre deste ano, depois de um primeiro trimestre catastrófico com uma contração de 6,8%. 

A temporada de resultados em todo o mundo continua a prender a atenção. Hoje, a alemã Heineken NV desvaloriza quase 5% depois de resultados abaixo do esperado, com as vendas a serem impactadas pela atual pandemia. 
Petróleo recua após anúncio de cortes da OPEP+
Petróleo recua após anúncio de cortes da OPEP+
Os preços do petróleo seguem hoje a negociar em queda, após a decisão da OPEP+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados) de reduzir os cortes na produção da matéria-prima de 9,7 milhões de barris por dia, para 7,7 milhões, a partir de agosto deste ano. 

Com mais petróleo a circular nos mercados, os preços ressentem-se. Hoje, o Brent - que serve de referência para Portugal - cai 0,48% para os 43,58 dólares por barril e o norte-americano WTI (Weste Texas Intermediate) desvaloriza 0,85% para os 40,85 dólares. 

Assim, a partir do próximo mês vão circular nos mercados mais dois milhões de barris por dia. Contudo, o valor real do corte será menor, para os 8,11 milhões de barris diários, por causa do incumprimento integral das suas quotas de produção em maio e junho por parte de alguns membros. 
Juros da Zona Euro mistos à espera de Lagarde
Juros da Zona Euro mistos à espera de Lagarde
Os juros da dívida dos países da Zona Euro assumem uma tendência indefinida, numa altura em que os investidores aguardam pelo discurso de Christine Lagarde, presidente do banco central Europeu (BCE), para definirem o foco. 

Por esta altura, os juros a dez anos da Alemanha caem 0,5 pontos base para os -0,453% e os juros de Itália com a mesma maturidade recuam 1,8 pontos base para os 1,215%. 

Contudo, os dois países que compõem a Península Ibérica, Portugal e Espanha, contrariam esta tendência. A taxa de referência nacional sobe 1,4 pontos base para os 0,433% e os juros espanhóis sobem 1,6 pontos base para os 0,430%. Na Grécia, os juros avançam 0,2 pontos base para os 1,260%. 
Euro recua de máximos frente ao dólar. Libra deprecia
Euro recua de máximos frente ao dólar. Libra deprecia
As duas maiores divisas da Europa estão a perder terreno para o rival norte-americano, que beneficia com as tensões entre os Estados Unidos e a China.

O euro perde 0,05% para os 1,1407 dólares, afastando-se dos máximos de março atingidos na sessão de ontem. A libra recua 0,21% para os 1,2562 dólares. 
Ouro recua mas ainda acima dos 1.800 dólares
O ouro, que por norma negoceia em contraciclo com os mercados de ações, sendo que é visto como um ativo de refúgio, hoje contraria esta teoria.

Mesmo com as quedas gerais nas bolsas europeias, o ouro derrapa 0,18% para os 1.807,09 dólares por onça.
Wall Street no vermelho com desemprego a preocupar

A bolsa nova-iorquina abriu em baixa, numa altura em que a recuperação económica dá sinais de fraqueza, desiludindo face às expectativas.

O generalista S&P500 desce 0,74% para os 3.202,73 pontos, o tecnológico Nasdaq recua 1,15% para os 10.428,69 pontos e o industrial Dow Jones cede 0,52% para os 26,729,92 pontos.

A pesar no sentimento dos investidores estão os números do desemprego, que mostram 1,3 milhões de novos pedidos de subsídio de desemprego registados na semana que terminou a 11 de julho, quando o esperado era 1,25 milhões. Já de manhã, as vendas a retalho na China, que foram mais fracos do que o estimado, afetaram a negociação na Europa.

Por outro lado, as vendas a retalho nos EUA surpreenderam pela positiva, com um aumento de 7,5% face a maio, depois de o quinto mês do ano ter mostrado um salto de 18,2%, dizem os dados do Departamento do Comércio, divulgados na quinta-feira. A média, apontada pelos economistas consultados pela Bloomberg, apontava para um crescimento de 5% em junho.

Entre as empresas, o Bank of America desliza 3,74% para os 23,78 dólares, depois de os lucros do semestre terem também revelado quebras. Em oposição, o par do setor Morgan Stanley sobe 1,23% para os 51,98 dólares depois de as receitas terem disparado para um máximo de sempre.

No vermelho fica também o Twitter, com uma queda de 2,16% para os 34,90 dólares, depois de as contas de várias personalidades políticas e do mundo dos negócios terem sofrido um ataque cibernético.

Lagarde "dá cinco" ao euro

A moeda única europeia soma pela quinta sessão consecutiva. Esta quinta-feira, a subida é de 0,11% para os 1,1425 dólares, pelo que a divisa se coloca muito próxima de máximos de meados de março.

Esta tendência verifica-se após a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, ter afirmado que espera que o Fundo de Recuperação da União Europeia seja aprovado, algo que vê como "fundamental". O BCE acabou por não reforçar o seu Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP), tal como era antecipado, mas reforçou a ideia de estar pronto a atuar.

 

Prata interrompe rally

O metal cinzento cai 0,57% para os 19,3066 dólares por onça, depois de quatro sessões de subidas consecutivas. Desta forma, a prata afasta-se do máximo de 2016 que esteve muito perto de atingir. O metal está a ser pressionado pela quebra do dólar.

A mesma tendência negativa é vivida pelo ouro, que derrapa 0,29% para os 1.805,13 dólares por onça, uma quebra que se segue a três sessões seguidas no verde.

 

PSI-20 contraria Europa com EDP a impulsionar

O PSI-20 valorizou 1,09% para 4.468,22 pontos, com nove cotadas em alta, seis em baixa e três sem variação.

O índice português recuperou de duas sessões em terreno negativo e conseguiu contrariar a tendência de baixa das praças europeias à custa do desempenho positivo das cotadas do Grupo EDP, que reagiram em alta ao negócio de aquisição da espanhola Viesgo, que foi anunciado após o fecho da sessão anterior.

Depois de uma reação inicial negativa, as ações da EDP e EDP Renováveis fecharam em forte alta, refletindo os comentários positivos dos analistas, que defendem o racional do investimento de 2 mil milhões na compra da Viesgo e o recurso ao aumento de capital para financiar a operação.

A EDP somou 2,31% para 4,471 euros e a EDP Renováveis avançou 3,29% para 13,80 euros, igualando o máximo histórico atingindo este ano. Para os analistas do Bank of America, a aquisição da Viesgo por parte da EDP é "atrativa" e existe um lado claramente racional no negócio. O Goldman Sachs diz que é um passo importante para a empresa portuguesa acelerar o seu crescimento em Espanha. 

A EDP foi determinante para a subida robusta do PSI-20, mas não foi a única cotada com desempenho positivo. A Nos ganhou 2,93% para 3,584 euros, os CTT subiram 1,81% para 2,245 euros e a Sonae avançou 1,4% para 0,654 euros.

O BCP ganhou 0,83% para 0,1094 euros e a Jerónimo Martins foi o único peso pesado em queda. Caiu 1% para 14,855 euros e foi a segunda do PSI-20 com pior desempenho. A Galp Energia fechou estável nos 10,45 euros.

Petróleo cede com receio de segunda vaga de covid e aumento da oferta da OPEP+

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto segue a recuar 0,51% para 40,99 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 0,41% para 43,61 dólares.

 

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos seus aliados (o chamado grupo OPEP+) de reduzir o esforço do corte de produção colocou alguma pressão nos preços, mas sobretudo devido aos novos receios de uma segunda vaga da pandemia de covid-19.

 

Na reunião de ontem do Comité Ministerial Conjunto de Acompanhamento (JMMC, na sigla em inglês) do acordo de redução da produção petrolífera da OPEP+ saiu a esperada recomendação para o nível de cortes a partir de agosto.

 

Desde 1 de maio que está em vigor uma retirada de 9,7 milhões de barris por dia do mercado por parte da OPEP+, mas a partir de agosto esse nível será aligeirado para 7,7 milhões de barris por dia.

 

Esta decisão supõe, assim, que a partir do próximo mês entrem no mercado mais dois milhões de barris diários. No entanto, devido às esperadas compensações por parte de alguns países devido ao incumprimento integral das suas quotas de produção em maio e junho, o nível "efetivo" da redução deverá ser de pelo menos 8,11 milhões de barris, disse ontem o ministro saudita da Energia, Abdulaziz Bin Salman.

 

O montante exacto dos cortes ainda não está totalmente definido, uma vez que os membros "prevaricadores" ainda não apreentaram os seus planos de compensação, referiu Bin Salman, citado pela TeleTrader. Esses planos deverão ser divulgados até ao final de julho.

 

A Reuters teve acesso a documentos da OPEP+ que mostram que a produção total deverá ser de 8,54 milhões de barris por dia em agosto, já com as compensações que devem ser apresentadas pelo Iraque, Nigéria, Angola, Rússia e Casaquistão.

 

Se for esse o nível de produção da OPEP+, então entrarão no mercado mais cerca de 1,2 milhões de barris por dia.

 

Este aumento da oferta deverá ser compensado pela retoma da procura, decorrente da reabertura gradual da atividade económica mundial com o fim dos desconfinamentos.

 

Contudo, documentos internos da OPEP a que a Reuters teve hoje acesso revelam que o cartel receia que os actuais cortes da oferta não sejam suficientes para reequilibrar o mercado se uma segunda vaga de covid-19 minar a retoma económica.

 

 

Bolsas corrigem com investidores a focarem-se nos dados negativos
Bolsas corrigem com investidores a focarem-se nos dados negativos

As bolsas europeias negociaram em terreno negativo e tal como as norte-americanas estão a corrigir das fortes subidas da véspera, que tinham sido motivadas por notícias positivas relacionadas com o desenvolvimento da vacina contra a covid-19.

O Stoxx600 desce 0,47% para 372,13 pontos depois de ontem ter valorizado quase 2%. Em Wall Street o S&P500 desce 0,87% depois de ontem ter subido para máximo de cinco semanas.

Hoje foram revelados vários indicadores com sinais contraditórios sobre a evolução da economia, sendo que os dados negativos ganharam maior peso no rumo dos índices acionistas. 

Na China o crescimento do PIB do terceiro trimestre superou as previsões, mas as vendas a retalho em junho ficaram abaixo do esperado.

Nos Estados Unidos as vendas a retalho subiram mais do que o previsto, mas os pedidos de subsídio de desemprego desceram menos do que o estimado. São mais de 32 milhões os norte-americanos que recebem subsídio de desemprego, o que evidencia o dano da pandemia no mercado de trabalho.

Na frente dos resultados os sinais também foram mistos, com o Morgan Stanley a valorizar depois de anunciar receitas recorde e o Bank of America a descer depois dos lucros terem ficado abaixo do previsto.

Além disso os números de infeções de covid-19 continuam a preocupar, já que continuam a atingir recordes em vários estados dos EUA e estão a crescer noutras regiões do globo.

Garantia de Lagarde acentuam descida dos juros
A garantia dada pela governadora do Banco Central Europeu (BCE) de que a autoridade monetária da Zona Euro não será constrangida na resposta às consequências da crise pandémica sossegou os investidores quanto à estabilidade no seio da moeda única.

Isso mesmo está a refletir-se na negociação das dívidas públicas no mercado secundário, onde se observa um alívio mais acentuado dos juros comparativamente com os últimos dias.

A "yield" associada às obrigações espanholas com maturidade a 10 anos está agora nos 0,395%, isto depois de a descida hoje registada ter colocado a taxa de juro em mínimos de 12 de março. Assim, a "yield" portuguesa no prazo a 10 anos, que cai um ponto base para 0,409%, está agora mais distante da contrapartida exigida pelos investidores para comprarem dívida espanhola.

Nota ainda para as descidas de 1,4 e 2,2 pontos base para 1,183% e -0,471, respetivamente, das taxas de juro correspondentes aos títulos soberanos a 10 anos da Itália (mínimo de 11 de março) e da Alemanha.
Covid-19 e tecnologias pressionam Wall Street

O Dow Jones fechou a ceder 0,50% para 26.734,71 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,34% para 3.215,57 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite desceu 0,73% para 10.473,83 pontos.

A pressionar estiveram sobretudo as tecnológicas, com destaque para a Microsoft (-1,98%) e para a Apple (-1,23%).

Os receios em torno do forte aumento de casos de infeção por covid-19 nos EUA também continuam a pesar no sentimento dos investidores, nomeadamente devido ao impacto que isso terá na economia.

Hoje foi divulgado que na semana passada houve 1,3 milhões de novos pedidos de subsídio de desemprego, quando o esperado era 1,25 milhões.

Também as observações pessimistas do presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, contribuíram para uma maior cautela por parte dos intervenientes no mercado.

Segundo Evans, não há grandes motivos para a Reserva Federal aumentar os juros enquanto a inflação não atingir a meta de 2% definida pelo banco central. Evans sublinhou que antevê que a baixa inflação seja um problema para os próximos anos.

 

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