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Ações europeias em máximos de três meses com estímulos à porta

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Reuters
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Dados económicos suportam ganhos das bolsas apesar de protestos nos EUA
Dados económicos suportam ganhos das bolsas apesar de protestos nos EUA

As bolsas asiáticas negoceiam em alta e as praças europeias devem voltar a abrir em terreno positivo, refletindo o optimismo dos investidores com os dados económicos divulgados na segunda-feira.

 

Os indicadores que medem a evolução do setor industrial na Europa e nos Estados Unidos subiram em maio, recuperando de quedas recorde em abril, sinalizando que o pior da recessão já ficou para trás.

 

Apesar da crescente tensão entre os Estados Unidos e a China ameaçar um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, as bolsas globais estão a negociar em máximos de três meses devido à abertura gradual das principais economias, sem que se verifique um aumento da propagação do coronavírus.

 

O Nikkei somou 1,19% e o Hang Seng avançou 0,71%, com o índice de Hong Kong a manter-se em alta depois de ontem ter disparado mais de 3%. Os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,6%, apontando para uma abertura em alta na Europa.

 

Os futuros do S&P500 descem 0,1%, com Wall Street a ser penalizado depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que vai destacar as forças militares por todas as cidades que enfrentam protestos se os governadores dos estados e os responsáveis locais forem incapazes de conter novos distúrbios civis que estão a surgir por todo o país.

 

Trump disse que vai destacar o exército para outras cidades, se necessário. "Se uma cidade ou estado recusar tomar as ações que são necessárias para defender a vida e a propriedade dos seus residentes, então vou destacar o exército dos Estados Unidos e rapidamente resolver o problema por eles", disse o presidente.

 

"A anarquia nas cidades ameaça colocar a recuperação do risco, uma vez que o otimismo dos investidores em relação à reabertura económica nos EUA pode diminuir", escreveu Stephen Innes, da AxiCorp, numa nota de research.

 

"Se os consumidores americanos estiverem relutantes a sair do isolamento da Covid-19 receando uma segunda vaga, é pouco provável que se sintam mais seguros com veículos militares a descer a Pennsylvania Avenue", escreveu.

 

 

Euro alivia de cinco sessões de ganhos  

O dólar está a recuperar das perdas recentes contra o euro e contra o iene, com o índice da moeda norte-americana a negociar em alta ligeira depois de ter desvalorizado 0,7% com os investidores a apostarem em ativos de maior risco. O euro desce 0,11% para 1,1124 euros, depois de ter valorizado face ao dólar nas últimas cinco sessões.

 

No mercado cambial as atenções estão centradas nos dados económicos, aguardando-se com forte expectativa a divulgação da taxa de desemprego nos Estados Unidos na sexta-feira (estimativas apontam para um recorde de 19,6%) e a reunião de quinta-feira do Banco Central Europeu (os economistas estimam um aumento de 500 milhões de euros nos estímulos).

Petróleo avança com Arábia Saudita a pressionar manutenção de cortes na produção
Petróleo avança com Arábia Saudita a pressionar manutenção de cortes na produção

O petróleo negoceia em alta devido à expectativa de que os membros da OPEP vão chegar a acordo para prolongar os cortes de produção.

 

O Brent em Londres avança 0,86% para 38,65 dólares e sobe pelo quarto dia, conseguindo assim renovar máximos de 6 de março. O WTI em Nova Iorque soma 0,65% para 35,67 dólares.

 

A OPEP vai reunir-se esta semana para decidir sobre os níveis de produção e a Arábia Saudita já fez saber que é favorável a um prolongamento dos cortes por um período entre um a três meses. Esta intenção contrasta com a intenção da Russia, que pretende aliviar os cortes já a partir de julho.

 

A OPEP+ decidiu em abril efetuar um corte sem precedentes de 9,7 milhões de barris por dia na produção, que vigora até ao final de junho.  

Bolsas animam com novo pacote de estímulos na Alemanha

As principais praças europeias negoceiam em alta no arranque da sessão desta terça-feira, 2 de junho. A justificar a toada de ganhos nas bolsas do velho continente está a perspetiva de que o governo alemão aprove um novo pacote de estímulos económicos num valor situado entre 50 e 100 mil milhões de euros.


O índice de referência europeu Stoxx600 soma 0,81% para 357,07 pontos, tendo assim renovado máximos de 9 de março no segundo dia consecutivo em terreno positivo. Numa abertura com todos os setores europeus no verde, é o setor automóvel que mais impulsiona com uma subida superior a 3%.


Também o lisboeta PSI-20 acompanha a tendência com uma valorização de 0,91% para 4.466,14 pontos, contudo é o alemão DAX que lidera os ganhos ao apreciar 2,51%.

Juros descem na Zona Euro

Depois da subida generalizada vista na última sessão, os juros das dívidas públicas seguem esta manhã em queda, com a "yield" correspondente aos títulos soberanos de Portugal com prazo a 10 anos a recuar 2,9 pontos base para 0,477%.


A taxa de juro exigida pelos investidores para comprarem obrigações espanholas com a mesma maturidade cai também 2,9 pontos base para 0,543%, o que significa que o custo de financiamento de Portugal se mantém assim abaixo do da Espanha. A "yield" lusa a 10 anos transaciona em mínimos de 11 de março, enquanto a espanhola no valor mais baixo desde 27 de março.


Também a taxa de juro associada à dívida da Itália a 10 anos cai 3,9 pontos base para 1,444%, assim como a "yield" correspondente às "bunds" alemãs no mesmo prazo, que cede 1,8 pontos base para -0,425%.

Europa renova máximos de três meses

As bolsas europeias estão a acelerar os ganhos do início da sessão, animadas pelos planos da Alemanha para avançar com um novo pacote de estímulos à economia de até 80 mil milhões de euros.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, avança 1,62% para 359,98 pontos, o valor mais alto desde 9 de março e que traduz já uma valorização de 34% desde os mínimos registados nesse mês. Entres os setores que mais valorizam contam-se o automóvel, banca, imobiliário e petróleo e gás, numa altura em que o"ouro negro" valoriza 2,5% nos mercados internacionais.

 

A contribuir para a subida das ações continua a reabertura das economias um pouco por todo o mundo, assim como vários indicadores económicos que começam a dar sinais de estabilização, depois das quedas abruptas das últimas semanas.

 

Isto apesar de uma série de riscos no horizonte, como as tensões crescentes entre os Estados Unidos e a China, que poderão pôr em risco o acordo comercial alcançado no início do ano.

 

"O grande foco está uma vez mais nas perspetivas de mais longo prazo de alívio nas restrições em todo o mundo, ainda que, se a violência nas ruas dos EUA continuar por muito mais tempo, os investidores americanos possam ter que lidar com um confinamento diferente, imposto pela Guarda Nacional", disse à Bloomberg Michael Hewson, analista da CMC Markets.

 

Por cá, o PSI-20 avança 2,05% para 4.516,43 pontos, um máximo de 6 de março, impulsionado sobretudo pelas fortes valorizações dos CTT e do BCP. A empresa de correios dispara 7,97% para 2,37 euros, enquanto o BCP ganha 5,89% para 10,61 cêntimos, o valor mais alto desde 15 de abril.

Petróleo perto dos 40 dólares em Londres com prolongamento dos cortes à vista
Os preços do petróleo estão a subir mais de 2% num dia em que começa a ser visível o consenso para o prolongamento dos cortes de produção entre os principais exportadores.

O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para a Europa, sobe 2,40% para os 39,24 dólares mas já tocou nos 39,55 dólares, numa subida de 3,21%. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate soma 2,23% para os 36,23 dólares, e já ultrapassou os 36,5 dólares.
A sustentar estão as declarações de vários produtores que anuíram no que toca à manutenção dos cortes nos níveis atuais por mais um mês, uma política que tinha como prazo o mês de julho. Esta informação é dada por alguns delegados da Organização de Países Exportadores de Petróleo, a qual vai reunir com os respetivos aliados esta quinta-feira.
Wall Street acompanha Europa no verde

As bolsas dos Estados Unidos abriram em alta esta terça-feira, prolongando o otimismo da sessão europeia, onde o índice de referência para as ações segue em máximos de três meses.

 

Nesta altura, o índice industrial Dow Jones soma 0,49% para 25.606,74 pontos, o S&P500 avança 0,26% para 3.063,17 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe ligeiros 0,02% para 9.553,07 pontos.

 

A banca é dos setores que mais impulsiona os índices dos Estados Unidos, assim como as fabricantes de armas, que estão a prolongar os ganhos depois de o presidente Donald Trump ter ameaçado colocar os militares nas ruas caso não parem os protestos por causa da violência policial, motivados pela morte de George Floys às mãos das autoridades.

 

Esta evolução acontece apesar dos receios dos investidores com o aumento da tensão entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que está em risco o próprio acordo comercial alcançado entre as duas potências no início deste ano.

 

Isto porque Pequim decidiu suspender a compra de alguns bens agrícolas aos Estados Unidos, devido às ameaças de Trump de avançar com sanções à China por causa da legislação que pretende aplicar em Hong Kong, e que põe em causa a autonomia da região.

Euro sobe seis sessões sem parar até pico de março
Euro sobe seis sessões sem parar até pico de março

A moeda única europeia está a valorizar 0,44% para os 1,1185 dólares. Esta é a sexta sessão consecutiva de ganhos para o euro e aquela em que esta moeda ascendeu ao nível mais alto desde o dia 16 de março. Isto é, praticamente eliminou as perdas sofridas desde que se iniciou a pandemia.
A pesar sobre o dólar, que é considerado um ativo de refúgio, está o otimismo dos investidores com a reabertura das economias. Esta semana voltou a assistir-se ao levantamento de restrições no continente asiático. Isto ao mesmo tempo que a política expansionista da Fed continua a pressionar o dólar. A nota verde desce não só contra o euro mas contra um cabaz de 10 moedas de referência, o G-10.

Ouro fica para trás no meio do entusiasmo

O ouro, que vinha a valorizar há três sessões seguidas, está a descer 0,09% para os 1.737,90 dólares por onça.

Este ativo de refúgio perde o fôlego enquanto os investidores pesam fatores de risco como as manifestações anti-racistas nos Estados Unidos, que podem espoletar novos surtos da pandemia e ditar um recuo na recuperação económica, contra os efetivos movimentos de reabertura e os estímulos que estão a ser injetados.

Juros voltam às descidas à espera do BCE

Os juros da dívida portuguesa voltam a aliviar depois de apenas uma sessão de agravamento nas últimas 12.

Esta terça-feira, os juros caem 0,4 pontos base para os 0,506%. A mesma tendência observa-se na referência europeia, a Alemanha, com uma descida de 1,3 pontos base para os -0,417%.

Os juros da dívida dos países europeus recua numa altura em que se aproxima a reunião do Banco Central Europeu, que tem lugar esta quinta-feira, e na qual está previsto que a entidade liderada por Christine Lagarde avance com novos apoios de 500 mil milhões de euros à economia da Zona Euro.

Perspetiva de novos cortes da OPEP+ catapulta petróleo para máximos de três meses

As cotações do crude estão a negociar em terreno positivo nos principais mercados internacionais, sustentadas pelas indicações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados pretendem prolongar os cortes de produção.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a somar 1,78% para 36,07 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a ganhar 2,22% para 39,17 dólares.

Estes preços estão perto de máximos de três meses. O Brent já duplicou de valor nas últimas seis semanas.

No entanto, no acumulado do ano, o Brent ainda cai 40,61% e o WTI cede 40,88%.

As cotações estão hoje a ser impulsionadas pelas notícias de que a OPEP e seus aliados (o chamado grupo OPEP+, onde se inclui a Rússia) estão perto de um compromisso para prolongarem as atuais reduções da oferta.

Desde 1 de maio que está em vigor um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia, delineado pela OPEP+ para maio e junho.

Esta semana está prevista nova reunião para decidir sobre o alargamento desta medida para lá de junho.

A Argélia, que está com a presidência rotativa da OPEP, propôs que a reunião se realize a 4 de junho em vez de ocorrer nos dias anteriormente agendados (9 e 10 de junho).

Europa em máximos de 3 meses com estímulos à porta
Os principais mercados europeus fecharam o dia a negociar em alta, em vésperas de nova reunião do Banco Central Europeu (BCE), de onde se espera um novo reforço do Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) - para acima do patamar de 1 bilião de euros, face aos atuais 750 mil milhões. 

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas do "velho continente", terminou o dia com um ganho de 1,57% para os 359,77 pontos, o que representa um máximo de três meses. 

A Alemanha pode também estar a caminho de acrescentar volume ao seu pacote de apoios à economia aprovado em março. De acordo com o semanário alemão Bild am Sonntag, o novo pacote em causa deverá valer entre 75 e 80 mil milhões de euros e destina-se a apoiar a retoma económica no período pós-covid-19.

O setor da banca na Europa foi um dos que mais subiu (+3%), na esperança que novos apoios sejam também lançados sobre o setor. Melhor que o setor da banca só o automóvel, com um ganho superior a 3%.
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